Destaque
Tempo de resposta ao cidadão em licenciamento convencional reduz em mais de 78%, em oito anos

Crédito – Karla Silva
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) concluiu quase seis mil processos de licenciamento em 2025. Se comparado a 2018, o tempo médio para análise do licenciamento trifásico (sem Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) reduziu em mais de 78%, saindo de 230 dias para 50 dias, no último ano.
O licenciamento trifásico convencional abrange as licenças prévia (LP), de instalação (LI) e operação (LO). O tempo médio de resposta ao cidadão registrado no ano passado variou entre dois a 50 dias. Ao todo, foram concluídos 5.745 processos.
De acordo com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o Governo de Mato Grosso vem, desde 2019, aprimorando a gestão para dar mais celeridade às análises de licenciamento, proporcionado ao cidadão o acesso à legalização.
Além de adotar novas ferramentas para acelerar o atendimento às demandas, o Estado de Mato Grosso também promoveu alterações na legislação, estabelecendo prazos de análise diferenciados para cada modalidade de licença de acordo com as peculiaridades da atividade ou empreendimento.
A secretária destaca que em 2020 foram instituídas duas novas modalidades de licenças ambientais, a simplificada (LAS) e por adesão e compromisso (LAC) , além das modalidades já previstas na legislação federal (LP, LI e LO).
“A legislação federal estabelece o prazo de 180 dias para análise conclusiva da LP, LI e LO. Em Mato Grosso, instituímos prazos menores para as duas novas modalidades instituídas. Para a LAS, o prazo é de 60 dias, e para LAC 30 dias”, explica a secretária.
Ela afirma, no entanto, que devido à modernização da gestão, as análises estão ainda mais céleres. “Nos processos de LAC (Licença por Adesão e Compromisso) o tempo médio é de dois dias, sendo que a maioria dos processos é analisado no mesmo dia que é apresentado. Na LAS (Licença Ambiental Simplificada) esse tempo é de 25 dias”.
Para este ano, conforme a secretária, o órgão ambiental se prepara para incorporar as novas regras da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Ainda no primeiro bimestre, o Governo de Mato Grosso deve lançar dois módulos atualizados de licenciamento florestal e de empreendimentos.
“As medidas implementadas nos últimos anos garantem ao órgão ambiental as condições necessárias para adequação às exigências previstas na Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025)”, adianta.
Segundo ela, algumas inovações trazidas pela lei, a exemplo da Licença por Adesão e Compromisso (LAC), já são realidade em Mato Grosso.
Clênia Goreth | Sema
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Inmetro encontra irregularidades em mais de 2 mil produtos durante fiscalização das festas juninas

Divulgação
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) identificou irregularidades em 2.290 produtos durante a Operação Festas Juninas 2026, realizada entre os dias 4 e 29 de maio em todo o país. A ação teve como objetivo reforçar a proteção dos consumidores em um dos períodos de maior comercialização de alimentos e produtos típicos do calendário brasileiro.
Ao longo da operação, foram fiscalizados 74.714 produtos em 737 estabelecimentos distribuídos por 200 municípios das cinco regiões do Brasil. Como resultado, 112 estabelecimentos receberam notificações por descumprimento das normas de comercialização e rotulagem.
A fiscalização foi executada pelos órgãos delegados e superintendências que integram a Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ-I), responsável por garantir que produtos comercializados no país atendam aos requisitos técnicos e legais.
Produtos típicos estiveram entre os principais alvos
A operação concentrou esforços na verificação de produtos pré-embalados, aqueles que são acondicionados sem a presença do consumidor. Entre os itens analisados estavam doces, bolos, pães, alimentos típicos das festas juninas e outros produtos com grande procura nesta época do ano.
Os fiscais conferiram se o peso indicado nas embalagens correspondia à quantidade efetivamente entregue ao consumidor. Além disso, foram avaliados aspectos como a rotulagem, a presença do selo de conformidade quando exigido pela legislação e o cumprimento dos regulamentos técnicos aplicáveis a cada produto.
Objetivo é garantir transparência ao consumidor
Segundo o Inmetro, a operação busca assegurar que os consumidores recebam exatamente a quantidade informada nas embalagens, evitando prejuízos e promovendo relações de consumo mais transparentes.
As empresas notificadas poderão responder a processos administrativos e terão prazo para apresentar defesa, conforme os procedimentos previstos na legislação. Dependendo da gravidade das irregularidades constatadas, os responsáveis podem ser penalizados com advertências, multas e outras sanções previstas nas normas do instituto.
A fiscalização periódica é uma das estratégias adotadas pelo Inmetro para garantir a qualidade dos produtos disponíveis no mercado e fortalecer a confiança dos consumidores, especialmente em períodos de aumento do consumo, como as tradicionais festas juninas.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Estados adotam medidas sobre tilápia importada e ampliam debate sobre competitividade da piscicultura brasileira

Peixe BR – Divulgação
A importação de filé de tilápia do Vietnã voltou ao centro das discussões no setor aquícola brasileiro após a adoção de medidas por governos estaduais que buscam avaliar impactos econômicos e sanitários da entrada do produto no mercado nacional.
Nos últimos dias, São Paulo e Pernambuco anunciaram iniciativas relacionadas à comercialização da tilápia importada, em decisões acompanhadas de perto por produtores e entidades ligadas à piscicultura brasileira.
Em São Paulo, o governo estadual informou que deverá publicar um decreto estabelecendo a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o filé de tilápia importado. A medida busca equiparar as condições tributárias entre o produto estrangeiro e o pescado produzido no país.
Já em Pernambuco, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) publicou uma portaria suspendendo a comercialização de pescados que possam representar riscos sanitários à atividade aquícola estadual. A decisão inclui produtos relacionados à importação de tilápia e foi fundamentada em critérios de proteção sanitária da produção local.
Setor defende isonomia tributária e sanitária
A entrada da tilápia vietnamita no mercado brasileiro tem gerado preocupação entre produtores nacionais, que argumentam haver diferenças nas exigências tributárias e sanitárias aplicadas aos produtos importados e aos produzidos internamente.
Representantes da cadeia produtiva defendem a adoção de mecanismos que garantam condições equivalentes de concorrência, especialmente em um setor que tem apresentado forte crescimento nos últimos anos e se consolidado como uma importante atividade econômica em diversas regiões do país.
A discussão envolve tanto questões de competitividade econômica quanto aspectos relacionados à segurança sanitária, considerados fundamentais para a manutenção da produção aquícola brasileira.
Outros estados acompanham o tema
Além de São Paulo e Pernambuco, outros estados também analisam possíveis medidas relacionadas ao assunto. Entre eles estão Mato Grosso e Bahia, que acompanham os desdobramentos da discussão sobre a importação de pescado e seus reflexos para os produtores locais.
O tema tem mobilizado entidades do setor, empresas, cooperativas e lideranças da piscicultura, que buscam diálogo com órgãos governamentais para avaliar impactos e construir alternativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva nacional.
A tilápia é atualmente a principal espécie cultivada pela piscicultura brasileira e responde por grande parte da produção aquícola do país. Por isso, qualquer alteração nas condições de mercado envolvendo o produto tende a gerar repercussão significativa em toda a cadeia, desde os produtores até a indústria de processamento e distribuição.
Enquanto novas decisões são analisadas por estados e órgãos reguladores, o setor segue acompanhando o tema e defendendo medidas que garantam equilíbrio competitivo e segurança sanitária para a produção nacional.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Destaque
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Legenda – Produção de feijão-caupi utilizando organomineral à base de cinza de biomassa. – Créditos – Arquivo/pesquisadora
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Widson Ovando | Fapemat
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Meio Ambiente7 dias atrásJunho terá frio e mais chuva no Paraná
-

Notícias6 dias atrásMaçã no Brasil – Especialistas debatem cenário da safra e desafios da cultura
-

SOJA7 dias atrásChuvas favorecem soja 2026 em Roraima, mas El Niño preocupa
-

Pecuária6 dias atrásChina reconhece território brasileiro como livre da febre aftosa
-

Pecuária6 dias atrásCampanha de Atualização de Rebanhos chega a 47,7% das propriedades
-

Notícias6 dias atrásVozes da Pecuária inicia ação territorial com foco em subsidiar políticas públicas com as demandas do pecuarista
-

Meio Ambiente5 dias atrásVirada no tempo confirmada: formação de ciclone traz mudanças
-

Pecuária5 dias atrásBoi de Mato Grosso reage mais que em São Paulo e arroba bate R$ 340 em Lucas do Rio Verde, Cáceres e Tangará







































