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Nascida na crise, queijaria artesanal de Água Boa se destaca: 2 medalhas

Reprodução
O casal investiu em um processo produtivo rigoroso de melhoramento genético utilizando raças conhecidas por sua rusticidade, adaptabilidade e pela produção de leite com alto teor de gordura e proteína. Somado a isso, a queijaria conta com o apoio da Premix, que fornece soluções nutricionais personalizadas para o rebanho da propriedade. Essa parceria foi fundamental para garantir o aumento na quantidade de queijos produzidos.
A queijaria, que fica localizada a 40 km de Água Boa (MT), possui cerca de 60 cabeças de gado em uma área de 17, 5 hectares, utilizando cerca de 14 hectares e destinando o resto como reserva ambiental.
O negócio é 100% familiar. Trabalham Gilson, a esposa e os dois filhos, além de um casal de sobrinhos. Parte da produção abastece as escolas municipais e estaduais de Água Boa. Os demais produtos são comercializados diretamente na queijaria, atendendo os consumidores locais.
Cuidados na produção
Apesar de ser uma queijaria de pequeno porte, muitos cuidados são tomados durante o processo de produção dos queijos, desde a ordenha até a maturação. Toda a produção é realizada de forma artesanal. A qualificação de Cleudiene, que é a queijeira responsável, e a organização do processo, garantem um ambiente de trabalho eficiente e prazeroso, além de assegurar a excelência e a padronização dos produtos. Todos os queijos frescos são feitos com leite pasteurizado, com processo de pasteurização lenta a gás.
Saúde e bem-estar dos animais
A relação entre o produtor e os animais é marcada pela confiança e pelo respeito. As vacas, naturalmente dóceis, são tratadas com cuidado e atenção, sem a necessidade de métodos violentos como o uso de varas. Durante a ordenha, as vacas são recompensadas com alimento, fortalecendo esse vínculo e contribuindo para a produção de um leite mais saudável.
Para se obter a melhor qualidade dos queijos, todos os processos que reduzem a contagem de células somáticas (CCS) são realizados, incluindo o pós-dipping e o teste da caneca de fundo preto. “Se tiver grume no fundo da caneca, a vaca não é ordenhada e já iniciamos o tratamento com remédio, respeitando todas as exigências do medicamento. Só depois de terminado o processo é que ela volta ao curral para ser ordenhada”, destaca Gilson.
A parceria com a Premix
A propriedade enfrentava sérias dificuldades durante a seca, com escassez de silagem. A chegada da Premix foi essencial para superar esse desafio. Para otimizar a produção de leite da propriedade, a empresa elaborou formulações especificas utilizando as matérias-primas que o produtor conseguia obter na região, criando um plano nutricional detalhado para suprir as necessidades nutricionais de cada animal e reduzir os custos com rações.
Os animais são alimentados com concentrado composto de Núcleo Leite Vitamínico Fator P, e farelos de soja e milho. Além disso, no período de seca, as vacas são nutridas com resíduo de soja e silagem de capiaçu. Como suplementação mineral neste período, elas recebem Premiphós Leite Pasto.
Segundo a coordenadora Nacional de Leite da Premix, Elissa Vizzotto, o objetivo de adicionar o núcleo mineral vitamínico com Fator P à dieta é que ele aumenta os sólidos totais no leite, como a gordura, e contribui para melhorar o rendimento na produção dos queijos.
A premiação
A conquista das duas medalhas de ouro no Concurso de Queijos e Produtos Lácteos de Mato Grosso foi um marco na história da Queijaria Artesanal Canaã e um reconhecimento ao trabalho árduo e à dedicação de toda a equipe com a qualidade de seus produtos.
Ao expressar sua satisfação com a conquista, Gilson compara a empresa a uma criancinha, que nasceu, sentou e deu o primeiro passo. “A gente também vai a passos lentos, porque precisamos estar sempre com o pé no chão para saber o que fazemos”, destaca.
O futuro
A queijaria tem planos de lançar novos produtos, além de aumentar a produção de leite e queijos nos próximos anos. “A chegada de novas vacas e novilhas nos permitirá expandir a produção de forma gradual. Além disso, investiremos em melhorias no ambiente de trabalho para garantir a satisfação e o bem-estar de toda a equipe”, relata o criador.
A história da Queijaria Artesanal Canaã é um exemplo inspirador de como a paixão, a dedicação e a parceria podem transformar um pequeno negócio em uma referência de qualidade. A família Silva, com o apoio da Premix, construiu um legado que certamente será apreciado por muitas gerações.
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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MT lidera produção no agro com projeção de R$ 206 bi em 2026

Mato Grosso segue como o Estado que mais produz no agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta um Valor Bruto da Produção (VPB) agropecuário de R$ 206 bilhões, cerca de 15% de tudo do que o Brasil gera no campo. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e foram compilados pelo DataHub (Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
O VBP representa o valor total da produção agropecuária, calculado com base no volume produzido e nos preços de mercado, ou seja, é o valor bruto total da produção rural antes de qualquer processamento industrial.
Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 167 bilhões (12,09%), seguida por São Paulo com R$ 157 bilhões (11,36%), Paraná com R$ 150 bilhões (10,86%) e Goiás com R$ 117 bilhões (8,45%).
A base dessa liderança está na diversidade e no volume da produção estadual. A soja responde por 43% do que Mato Grosso produz no campo, seguida pelo milho com 21,67% e pela bovinocultura com 17,96%. O estado ocupa o primeiro lugar nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o resultado reforça o papel do agronegócio como vetor de geração de renda para a população do Estado. O setor agropecuário de Mato Grosso gerou, no mercado de trabalho, um saldo positivo de 9.066 novos empregos formais nos dois primeiros meses de 2026.
“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, afirma.
No cenário nacional, a estimativa do VBP agropecuário brasileiro para 2026 é de R$ 1,38 trilhão.
(MidiaNews)
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Peleia Gastronômica destaca qualidade da carne em concurso

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Em clima de amizade e visando o crescimento das entidades envolvidas, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), promoveu a Peleia Gastronômica. A atividade integrou a programação da Nacional Hereford e Braford, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).
A Peleia reuniu na área do evento, sete equipes que receberam os cortes de carnes para produzirem suas receitas que obedeceram horário específico para o acendimento do fogo e tempo determinado para apresentação aos jurados. Além da Carne Certificada Hereford, a competição contou também com cortes de ovino. Foi firmada uma parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Corriedale para a inclusão da carne ovina na disputa.
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Ao abrir o concurso, o presidente da ABHB, Eduardo Soares, agradeceu a parceria das entidades e destacou que o relacionamento próximo ajuda todos a crescer. “Que este ambiente seja de amizade e de fortalecimento de todas as nossas associações”, reiterou, colocando que a Peleia é uma união de amigos e de promoção das suas raças. “São cinco anos deste concurso itinerante em diversas feiras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná”, lembrou o dirigente.
O trio de jurados que avaliou os assados foi composto pelo proprietário do restaurante Parrilla Rincon, de Garopaba (SC), Elbio Júnior, pelo presidente da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale, Gustavo Velloso, pela consultora do programa Carne Hereford Certificada, Ana Doralina Menezes, pelo influenciador do podcast DDD 53, Pedro de Moraes Firpo, pelo presidente da ABCCC, André Luiz Narciso Rosa, e pelo diretor do Parque Assis Brasil e juiz da Federação Gaúcha de Assadores Ancestrais, Carlos Eduardo Santana. Eles avaliaram os cortes de carne shoulder, carré ovino e entranha, utilizando critérios como apresentação, ponto da carne, sabor, textura/suculência, e acompanhamento.
Participando pela primeira vez da Peleia, a equipe da Ganado Assessoria conquistou o primeiro lugar no concurso. O trio vencedor é composto por Lucas Junqueira, Leonardo Canellas e Giovano Martins. O primeiro prato apresentado foi um shoulder com pimentão e queijo, seguido de um carré de ovelha acompanhado por moranga e depois uma entranha com molho de gorgonzola e cogumelos.
Para Junqueira, o principal fator para essa conquista foi o foco no ponto da carne Hereford com acompanhamentos excelentes. “Estamos com um sentimento muito bom e a expectativa é estar de novo aqui no ano que vem, peleando pelo primeiro lugar”, afirmou.
O pódio foi formado em segundo lugar pela equipe da Parceria Leilões e em terceiro pela Onze Barra Nove, de São Gabriel (RS). A noite também contou com premiação de torcida que foi para a Avante Bravo.
O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), André Luiz Narciso Rosa, destacou que a noite desta sexta-feira é uma construção de muitos anos de parceria com o Hereford. “Essa parceria nasceu em uma prova que tínhamos em conjunto em Bagé e a partir daí criamos essa junção de raças. Tivemos cerca de 3 anos de Peleia nas nossas classificatórias, portanto, é uma ação consolidada”, observou.
O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale, Gustavo Velloso, salientou a importância da parceria com a ABHB neste concurso de assadores. “A gente entrou no evento com um corte de carré francês de carne certificada da raça Corriedale fornecido pelos frigoríficos parceiros Carneiro Sul, Coqueiro e Producarne”, disse, garantindo que esta participação foi a primeira de muitas que virão. “É uma parceria que está se consolidando porque Corriedale e Hereford são duas raças que representam o Rio Grande do Sul com uma carne de excelente qualidade”, colocou.
Com Assessoria de Comunicação – ABHB
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Proposta quer derrubar exigência que trava atividade rural

Foto: Agência FPA
A Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados (CAPADR) aprovou o parecer do deputado Pezenti (MDB-SC) favorável ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 758/2025, que susta a Resolução nº 510/2025 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), responsável por estabelecer critérios para a emissão de autorizações de supressão de vegetação nativa em imóveis rurais.
De autoria do deputado Junio Amaral (PL-MG), a proposta susta a norma sob o argumento de que o órgão extrapolou seu poder regulamentar ao impor condicionantes que, na prática, inviabilizam a atividade produtiva.
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Segundo o autor, a resolução cria um bloqueio estrutural ao atrelar a emissão das autorizações a exigências burocráticas que não dependem do produtor rural. “A norma condiciona a supressão de vegetação à análise do Cadastro Ambiental Rural, mesmo sabendo que a maioria dos cadastros ainda não foi analisada pelos órgãos ambientais. Isso cria um entrave que penaliza quem já cumpre a legislação e depende de previsibilidade para produzir”, afirmou.
Junio Amaral também argumenta que os impactos da regra vão além do campo. “Estamos diante de uma medida que amplia a insegurança jurídica, compromete investimentos, pode prejudicar safras, contratos de exportação e até obras de infraestrutura. Não se trata de flexibilizar a proteção ambiental, mas de evitar que o excesso de burocracia inviabilize a economia”, disse.
No parecer aprovado, Pezenti questionou especialmente a vinculação da emissão e da validade das autorizações ambientais à aprovação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo ele, a medida ignora a realidade operacional dos órgãos públicos e transfere ao produtor uma responsabilidade que não lhe cabe.
“A resolução limita a emissão e a validade das autorizações à aprovação do CAR, apesar de ser de conhecimento público que a análise desse cadastro é extremamente morosa. Essa lentidão não é culpa do produtor rural, mas do próprio Estado”, afirmou o relator.
Para o deputado, a exigência cria um impasse prático ao setor agropecuário. “Criar condicionantes que dependem exclusivamente da agilidade do poder público é, na prática, impor um requisito impossível de ser cumprido. Isso compromete a atividade produtiva e gera insegurança jurídica”, acrescentou.
O relator também sustenta que a norma do Conama acaba por impor restrições adicionais ao que já está previsto no Código Florestal, ampliando, por via infralegal, obrigações que deveriam ser definidas pelo Congresso Nacional.
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário da Câmara.
Com Agência do FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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