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Meio Ambiente

Nova massa de ar frio trará queda de temperatura no Sul e no Sudeste

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Uma nova massa de ar frio está a caminho e vai afetar o Sul e parte do Sudeste do Brasil neste fim de semana do feriadão e no começo da semana que vem com queda de temperatura e formação de geada, mostram dados analisados pela MetSul Meteorologia.

Mapa do modello europeu da massa de ar frio
Massa de ar frio de trajetória oceânica começa a ingressar no sábado | METSUL

Enfatizamos que esta nova incursão de ar frio não será tão forte quanto a que chegou no começo desta semana e que foi responsável por trazer temperaturas mínimas abaixo de zero e formação de geada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A massa de ar frio vai estar associada a um centro de alta pressão que vai avançar do Oceano Pacifico Sul para o Centro-Sul da Argentina agora no fim de semana e vai estar sobre o Rio Grande do Sul e o litoral do Sul do Brasil no começo da próxima semana.

O ar frio vai ser impulsionado por um ciclone extratropical intenso muito ao Sul do Oceano Atlântico, a milhares de quilômetros do Brasil, e que não oferece perigo para o território brasileiro pela enorme distância.

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O ar frio, no entanto, deve ingressar com vento moderado da tarde para a noite deste sábado (2) no Oeste, Centro, Sul e o Leste gaúcho. As rajadas devem ficar, em média, ao redor de 50 km/h a 60 km/h nos locais em que ventar mais forte na costa e sobre a Lagoa dos Patos.

Como consequência da chegada do ar frio, o tempo já deve melhorar em parte do Rio Grande do Sul no sábado e em todas as regiões no domingo depois de chuva que pode ser forte em vários pontos entre sexta (1) e sábado (2) pela atuação de uma frente fria sobre o estado.

MADRUGADAS DO COMEÇO DA SEMANA QUE VEM SERÃO FRIAS

Com o ingresso da massa de ar frio na segunda metade do sábado, as madrugadas mais frias no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devem ser as do domingo (3) e da segunda-feira (4).

Os efeitos mais uma vez devem ser mais sentidos no território gaúcho e no Leste de Santa Catarina e do Paraná, uma vez que será uma massa de ar frio de trajetória marítima e não continental.

Os mapas abaixo mostram a projeção de temperatura para o amanhecer do domingo e da segunda-feira, de acordo com dados do modelo canadense.

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Mapa de temperatura do modelo canadense

Mapa de temperatura do modelo canadense

O domingo pode começar com marcas ao redor de 0ºC ou mesmo negativas em pontos da Serra do Sudeste e entre 0ºC e 3ºC nos Campos de Cima da Serra, não se afastando marcas abaixo de zero na área de São José dos Ausentes. Grande parte do Rio Grande do Sul deve ter entre 5ºC e 10ºC com marcas abaixo de 5ºC em vários municípios.

Na segunda (4), o frio prossegue com mínimas mais altas, uma vez que rapidamente a massa de ar frio vai se afastar com mínimas muito mais altas na terça (5) com ingresso de ar mais quente.

Em Porto Alegre, as mínimas devem ficar ao redor de 10ºC no domingo e na segunda, mas em pontos mais ao Sul da cidade os termômetros devem indicar de 7ºC a 9ºC, o que deve se dar também em várias cidades da área metropolitana.

CHANCE DE GEADA

A massa de ar frio deve voltar a trazer formação de geada no começo da semana.

De acordo com os dados (mapa abaixo do modelo canadense de probabilidade de geada), a possibilidade de gear é maior no domingo e em maior número de localidades, em especial do Rio Grande do Sul.

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Mapa de geada

Na segunda-feira, com mínimas mais altas, a probabilidade de geada diminui. Pode gear ainda em pontos isolados e com fraca intensidade, sobretudo em baixadas dos Campos de Cima da Serra, Campanha e Serra do Sudeste.

MASSA DE AR FRIO TRARÁ QUEDA DE TEMPERATURA EM PARTE DO SUDESTE

Diferentemente da massa de ar frio que ingressou nesta semana, a que está prevista para os próximos dias deve trazer resfriamento em áreas do Sudeste.

O resfriamento vai se dar em pontos perto da costa enquanto mais para o interior do continente deverá seguir quente. A massa de ar frio deve derrubar a temperatura na cidade de São Paulo no domingo (3).

Embora não se preveja frio intenso, com marcas em torno de 14ºC e 15ºC no final do dia, a tarde deve ser muito amena e com máximas em vários pontos abaixo de 20ºC. Como a influência da massa de ar frio será breve, as máximas voltam a se elevar já no começo da semana que vem.

A temperatura deve cair também no Rio de Janeiro depois de uma sequência de dias de muito calor. O ar frio começa a ingressar no decorrer do domingo (3), acompanhado por chuva que pode ser forte. Com isso, as tardes do domingo e da segunda devem ter marcas muito menores que nos dias anteriores na capital fluminense.

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Com METSUL

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Frio e chuvas favorecem lavouras de inverno na Região Sul

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Foto: Pixabay

 

As lavouras de inverno da Região Sul seguem avançando sob condições meteorológicas, em geral, favoráveis, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia. As chuvas registradas recentemente contribuíram para a recomposição da umidade do solo, especialmente no Paraná, reduzindo a restrição hídrica e favorecendo a emergência, o enraizamento e o desenvolvimento vegetativo de culturas como trigo e aveia. No Paraná, a maior parte das áreas cultivadas está em fase vegetativa, embora ainda existam lavouras em emergência e outras iniciando a floração. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a semeadura continua avançando com condições favoráveis ao estabelecimento inicial das culturas.

No caso da aveia cultivada em Guarapuava, no Paraná, os elevados volumes de chuva registrados no fim de maio e ao longo de junho mantêm o armazenamento de água no solo em níveis adequados, sem indicação de restrição hídrica durante o ciclo da cultura. O cenário favorece o desenvolvimento inicial das plantas e cria condições para o avanço da fase vegetativa.

A chegada de uma massa de ar frio ao longo da semana provoca queda nas temperaturas na Região Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, mantendo as máximas em patamares mais baixos. Segundo o Inmet, os efeitos do frio variam de acordo com o estágio de desenvolvimento das lavouras. Em fases iniciais, como emergência, emissão de folhas e perfilhamento, as culturas de inverno costumam apresentar maior tolerância às baixas temperaturas, registrando, em geral, apenas uma redução temporária no ritmo de crescimento.

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Nas lavouras em fase vegetativa, como a aveia em desenvolvimento inicial, o frio moderado tende a favorecer o perfilhamento, contribuindo para maior densidade de plantas e melhor uniformidade das áreas cultivadas. O risco, no entanto, aumenta em lavouras mais avançadas, principalmente durante as fases de alongamento, emborrachamento, floração e enchimento de grãos. Nesses estágios, episódios de frio intenso e geadas podem comprometer estruturas reprodutivas, afetar processos fisiológicos e reduzir o potencial produtivo.

Além dos impactos sobre as plantas, as baixas temperaturas também podem influenciar a dinâmica das pragas. O Inmet destaca que o frio tende a reduzir a atividade e a população de pulgões, responsáveis pela transmissão do vírus do nanismo-amarelo. Com menor pressão da praga no início do ciclo, pode haver redução da necessidade de aplicações precoces de inseticidas, desde que o monitoramento em campo confirme baixos níveis de infestação. O instituto ressalta ainda que a alternância entre períodos chuvosos e dias mais secos favorece a redução da pressão de doenças fúngicas nas culturas de inverno, especialmente quando comparada a cenários de elevada umidade e molhamento foliar prolongado.

A previsão meteorológica indica a intensificação e o deslocamento de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sul nos próximos dias. A condição deverá favorecer a formação de áreas de instabilidade e o retorno das chuvas a partir de quinta-feira (18). Os maiores acumulados são esperados para o sudoeste, centro-sul e norte do Paraná, além do norte de Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 50 milímetros.

As temperaturas devem permanecer baixas durante o fim de semana em grande parte do Rio Grande do Sul, na Serra de Santa Catarina e no sul do Paraná. Nessas áreas, as mínimas poderão ficar abaixo de 10°C, com registros pontuais inferiores a 8°C em regiões mais elevadas. As máximas devem permanecer abaixo de 12°C em grande parte da região.

Diante desse cenário, o Inmet reforça a importância do acompanhamento constante das atualizações meteorológicas para auxiliar o planejamento das atividades agrícolas, reduzir riscos operacionais e contribuir para a tomada de decisões relacionadas ao manejo das lavouras e à organização das operações de campo.

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Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Super El Niño pode aparecer já no inverno

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Imagem: Metsul

O consenso entre os principais modelos climáticos internacionais indica que o El Niño de 2026-2027 pode atingir intensidade muito forte e até histórica. Após o fim da chamada Barreira de Previsibilidade do Outono, período em que as previsões do Pacífico costumam ser menos confiáveis, os modelos passaram a convergir de forma impressionante para um cenário de forte aquecimento das águas do Pacífico Equatorial nos próximos meses.

Os sinais e indicadores observados atualmente no oceano e na atmosfera reforçam a perspectiva. Fortes rajadas de vento de Oeste sobre o Pacífico Equatorial estão favorecendo o deslocamento de águas mais quentes para Leste enquanto grandes volumes de calor se acumulam abaixo da superfície do mar.

Há possibilidade de novas ondas oceânicas de Kelvin nas próximas semanas, mecanismo que costuma acelerar o fortalecimento dos episódios de El Niño ao transportar calor adicional para a região Central e Leste do Pacífico.

Caso as projeções se confirmem, o mundo poderá enfrentar um “Super El Niño”, classificação usada para os eventos mais intensos já registrados. Não é possível afirmar se recordes históricos serão quebrados, mas o fenômeno se desenvolve em um planeta que já apresenta temperaturas globais sem precedentes. Por isso, um El Niño muito forte e com intensidade extraordinária entre o final de 2026 e o início de 2027 não é descartado.

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Com base nos indicadores atuais, com o índice tradicional ONI já apresentando 1,5ºC de anomalia em junho, que é anomalia equivalente a um El Niño forte, a MetSul considera altamente provável que condições de Super El Niño sejam alcançadas no trimestre entre julho e setembro com o pico do fenômeno ocorrendo no trimestre outubro a dezembro.

ESTADOS DO SUL SERÃO OS MAIS IMPACTADOS PELO SUPER EL NIÑO

O El Niño impacta o clima em todas as regiões do Brasil com a diminuição da chuva mais ao Norte do país e um grande aumento da precipitação mais ao Sul, mas nenhuma região deve ser tão afetada por este evento como o El Niño.

Para o Sul do Brasil, os sinais são especialmente preocupantes. A experiência histórica mostra que o El Niño inevitavelmente vai trazer chuva extrema, cheias de rios, enchentes, e muitos temporais severos de vento e granizo. Não é uma pergunta se haverá ou não enchentes, mas sim quantas e o tamanho.

A MetSul destaca que o período de maior risco será o segundo semestre, especialmente o fim do inverno e a primavera, e o outono de 2027, mas mesmo no verão podem ocorrer eventos extremos.

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Embora aumente o risco de uma nova catástrofe, o retorno do fenômeno com intensidade muito possivelmente maior que em 2023-2024 não significa que haverá uma repetição da enchente histórica de maio de 2024.

Não há relação linear entre a intensidade do El Niño e a ocorrência ou magnitude de um desastre em determinada região. As grandes enchentes dependem da soma de diversos fatores atmosféricos em paralelo e que só podem ser avaliados com maior precisão em previsões de curto prazo.

Com METSUL

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Previsão de chuva para esta semana. Veja onde!

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Onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana? Conforme a análise da MetSul, com base em modelos numéricos, a chuva terá maiores volumes nesta semana no Sul e no Norte do Brasil, embora chova com acumulados muito acima da média de junho em pontos entre o Centro-Oeste e o Sudeste.

Mapa mostra chuva no Brasil na semana

O mapa acima mostra a projeção de chuva para esta semana do modelo meteorológico Icon, do Deutscher Wetterdienst, o serviço meteorológico da Alemanha, e que pode ser consultado pelo nosso assinante na seção de mapas.

Na Região Norte, onde gradualmente chega ao fim o inverno amazônico e a temporada chuvosa na região, os maiores volumes devem se dar no Amazonas e Roraima, mas com volumes localmente altos no Norte do Pará e no Amapá. No Tocantins, a chuva será escassa com tempo seco.

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Na Região Nordeste, a precipitação deve ser escassa na maior parte da região e em grande número de cidades não chove nesta semana. Onde deve chover é em pontos da costa, inclusive forte em diferentes pontos.

No Centro-Oeste, a chuva será escassa parte da região nesta semana com dias em que o tempo seco e firme vai predominar. No entanto, áreas de baixa pressão que atuam no Sul do Brasil devem levar chuva ao Mato Grosso do Sul e até ao Centro-Sul de Goiás em plena estação seca do Planalto Central.

Já na Região Sudeste, também haverá instabilidade na segunda metade da semana. Os volumes de chuva podem ser altos para esta época do ano no interior de São Paulo. A chuva afetará ainda o Rio de Janeiro e o Oeste (Triângulo), Sul e o Centro de Minas Gerais.

No Sul do Brasil, a semana será de maior instabilidade com áreas de baixa pressão que vão formar dois ciclones na costa, um nesta terça e outro na sexta. A maioria dos dias da semana terá chuva na Região Sul. Instabilidade mais forte ocorre entre quinta e sexta pela segunda área de baixa pressão com risco de chuva forte e temporais.

Com METSUL

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Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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