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Preços do café encerram maio em alta, impulsionados por preocupações com a oferta global

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Reprodução | Secom MT

Apesar das fortes oscilações ao longo de maio, os preços do café finalizaram o mês com uma tendência predominantemente de alta. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa valorização foi sustentada pela possibilidade de uma menor oferta global do grão, especialmente devido a preocupações com o desenvolvimento da safra de robusta no Vietnã.

O Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, com entrega na capital paulista, fechou o mês de maio a R$ 1.286,07 por saca de 60 kg. Esse valor representa um aumento de 38,23 Reais por saca, ou 3,06%, no acumulado do mês. Esse cenário de alta se manteve mesmo com a colheita do café no Brasil avançando de forma satisfatória, destacando o impacto das expectativas de mercado sobre os preços.

Para o café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, encerrou maio a R$ 1.149,20 por saca de 60 kg, registrando uma elevação de 1,3% no mês. A menor oferta global, em combinação com as preocupações com a safra vietnamita, contribuiu para a sustentação dos preços também nesse segmento.

O balanço positivo nos preços do café ao longo de maio reflete as expectativas de uma possível redução na oferta global, especialmente do robusta. Esse movimento de alta nos preços do café arábica e robusta ocorre mesmo com o progresso adequado da colheita no Brasil, ressaltando a influência das dinâmicas globais de oferta e demanda no mercado interno.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Colheita de Café no Brasil Avança com Clima Favorável

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Reprodução

 

A colheita de café da safra 2024/25 no Brasil avança de maneira positiva, impulsionada por um clima seco que tem favorecido os trabalhos no campo. De acordo com o levantamento semanal da Safras & Mercado, até o dia 4 de junho, 29% da safra já havia sido colhida. Este percentual supera os 26% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, que é de 27%.

A colheita de conilon tem ganhado ritmo, alcançando 42% da produção, com Rondônia se destacando com 55% da safra colhida. “Depois de um início mais lento, os trabalhos aceleraram com o clima seco, com o avanço das máquinas e mais produtores iniciando a colheita”, explica Gil Barabach, consultor da Safras & Mercado. Este avanço supera o mesmo período do ano passado, que foi de 38%, e a média dos últimos cinco anos, de 41%.

Barabach observa que, apesar do progresso, os relatos de rendimento abaixo do esperado nas lavouras de conilon persistem, junto com queixas sobre a renda devido ao café miúdo. “Isso pode levar a uma revisão para baixo no número total da safra”, comenta.

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A colheita do café arábica também está mais acelerada, com 23% dos trabalhos concluídos. Este número é superior ao registrado no mesmo período do ano passado e à média dos últimos cinco anos, ambos em 20%.

“A questão da peneira mais miúda continua sendo um problema, mas não tem se traduzido em uma quebra de renda devido à maior densidade do grão. Portanto, a expectativa é de uma produção maior de arábica este ano. Observa-se também que os produtores estão menos apressados para vender o café, o que tem contribuído para um excelente processo de secagem, beneficiamento e descanso do café nas tulhas, colaborando para um perfil de alta qualidade”, analisa Barabach.

Clima
A Safras Consultoria destaca que o clima deve continuar seco no Brasil nas próximas semanas, com a previsão de chuvas apenas para a última semana de junho. Embora a baixa umidade favoreça o andamento da colheita e a qualidade da safra atual, ela também pode causar estresse hídrico, comprometendo a safra futura, alerta a consultoria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Com apoio do Governo, MT tem primeiro café produzido só por mulheres na Amazônia

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Trabalho é uma forma das produtoras rurais serem independentes financeiramente – Foto por: Christiano Antonucci/Secom-MT

 

Um grupo de 38 produtoras familiares de Nova Bandeirantes lançou o primeiro café produzido na Amazônia exclusivamente por mulheres. Denominado “Cereja Negra”, o café é o resultado de esforço e dedicação, com o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf). 

Coordenadora do grupo, Elaine Cristina Guilherme destacou que o café ‘Cereja Negra’ é 100% puro e artesanal. O produto é beneficiado em uma sala de torrefação equipada com moinho, torrador, empacotadora e seladora.

Ela ressaltou a importância do incentivo dado pelo Governo do Estado à Associação dos Produtores Rurais da Comunidade de São Brás, onde o grupo de mulheres está inserido.

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“Contamos com 41 famílias associadas, sendo que 38 têm mulheres participando ativamente no cultivo e beneficiamento do café. Já recebemos apoio da Seaf, temos uma patrulha mecanizada e um trator que conseguimos através da Seaf. Também recebemos caixas de abelhas e kits de implementos manuais via emendas parlamentares”, afirmou.

O trabalho, segundo ela, é uma forma das produtoras rurais serem independentes financeiramente.

“A gente está buscando fortalecer esse grupo de mulheres para que elas também possam participar dessa parte da comercialização do café e trazê-las para dentro da associação, para elas participarem da gestão da torrefação”, pontuou Elaine.

Além do apoio da Seaf, o grupo também conta com a orientação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que está auxiliando no cultivo e no beneficiamento para garantir a qualidade do café.

As mulheres de Nova Bandeirantes estão envolvidas em todas as etapas do cultivo, desde o plantio até a colheita. O objetivo é ampliar essa participação para a comercialização e gestão da torrefação.
Café é beneficiado, empacotado e comercializado

Elas compram o café limpo dos produtores associados, realizam a torra, moagem e empacotamento.

Sem todas as licenças para a comercialização em larga escala por enquanto, o café é vendido diretamente ao consumidor final e para comércios locais.

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O secretário de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Luluca Ribeiro, comentou que essa iniciativa é um exemplo claro de como o apoio do Governo do Estado pode transformar a realidade de comunidades rurais.

“As mulheres de Nova Bandeirantes estão mostrando que, com dedicação e apoio, é possível produzir um café de alta qualidade, um dos objetivos do Governo de Mato Grosso com o MT Produtivo Café que tem incentivado a expansão da cultura no Estado e já vem obtendo resultados bastante positivos”, declarou.

Algumas propriedades da região produzem café orgânico certificado, enquanto outras utilizam sistemas agroflorestais para um manejo mais sustentável. Esses sistemas incluem o plantio de frutíferas entre os pés de café para promover sombreamento e polinização, contribuindo para a qualidade final do produto.

Fonte: Governo MT – MT

Colaborou:  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Aroma do café pode ser instrumento para reduzir tabagismo

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Café – Foto: Reprodução

 

O aroma prazeroso do café pode ser elemento importante para reduzir o vício do tabagismo. Essa foi a conclusão de estudo preliminar de pesquisadores brasileiros com 60 fumantes, dos quais 30 inalaram fragrância de aroma de pó de café e metade voltou a fumar.

Os pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) descobriram, em 2014, que a fragrância do café ativa uma região específica no cérebro, que faz parte do sistema de recompensas, em especial o núcleo acumbens, estrutura cerebral que é ativada também com substâncias psicoativas, como a cocaína. “Esse sistema de recompensas é ativado com atividades prazerosas como, por exemplo, escutar música, ter relações sexuais, tudo que dá prazer, beber água inclusive, mas também é um sistema que pode ser mal utilizado por meio de substâncias psicoativas”, confirmou a pesquisadora do IDOR e diretora científica da Café Consciência, startup de biotecnologia parceira do instituto, Silvia Oigman.

Como o café ativou de forma intensa essa região do cérebro, os pesquisadores decidiram utilizar o aroma do café para substituir a vontade de fumar dos participantes de um segundo ensaio clínico pequeno, feito com 16 fumantes, em 2016. Esse ensaio serviu de base para o estudo mais amplo, realizado em 2022, com 60 fumantes, cujos resultados foram divulgados agora.

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Resultados

Silvia Oigman informou nessa segunda-feira (3) que da metade dos 60 fumantes expostos à fragrância do aroma do café, 50% fumaram logo depois que ocorreu a intervenção. Entre a outra metade dos participantes, que não inalou a fragrância do café, mas uma fragrância neutra à base de sabão, 73,3% voltaram a fumar. “Foi um número expressivo, mas não é significativo. Na prática, não houve diferença estatística. Mas é um resultado considerado indicador de potencial dessa abordagem, inclusive porque era um ensaio clínico piloto. A gente estava fazendo um estudo prévio com a fragrância do pó do café. Não é a fragrância final que a gente espera empregar para um paciente de fato”, explicou Silvia.

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Segundo Silvia, o ensaio clínico foi importante para os pesquisadores encontrarem questões a serem resolvidas e fazer um novo ensaio de maior porte. O ensaio clínico foi conduzido durante seis meses. “Não foi tão rápido como a gente gostaria. Quando a gente lida com fragrâncias, como o pó de café e o vinho, eles perdem muitos voláteis. Ainda que o armazenamento e toda a entrega tenham sido monitorados e feitos da melhor forma possível, cai a qualidade pelo tempo”, disse a pesquisadora do IDOR. Esse foi um aspecto que pode ter prejudicado o desempenho da fragrância. “É nesse aspecto que a gente está pretendendo atuar”.

A pesquisa recebeu investimentos de R$ 373 mil da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Formulação terapêutica

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O projeto final visa a utilizar a fragrância do café para redução do desejo de consumo do tabaco por usuários crônicos. Silvia afirmou que a ideia é avançar ainda mais e dar continuidade ao projeto. “A gente entendeu o resultado obtido como um indicador de potencial”. Os pesquisadores estão desenvolvendo agora uma formulação terapêutica à base de voláteis de café e vão adaptá-la em dispositivo eletrônico, para realizar novo ensaio clínico com maior número de fumantes. “Ainda há alguns passos até isso ser feito”. A expectativa é que essa nova fase do projeto seja realizada antes de 2026. A abordagem multidisciplinar é conduzida por especialistas brasileiros em diversas áreas.

Silvia desconhece a existência de outros grupos de pesquisa que usem a inalação inócua do aroma do café como ativador do sistema de recompensa para fins medicinais. Os resultados obtidos até agora levaram o grupo a depositar e ter concedidas nove patentes nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Mais três patentes estão em andamento no Brasil, na Austrália e no Canadá.

De acordo com as últimas estimativas do relatório de tendências de tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em janeiro deste ano, há em todo o mundo 1,25 bilhão de adultos usuários de tabaco. O vício de fumar mata mais de 8 milhões de pessoas anualmente, sendo mais de 7 milhões dessas mortes resultado do uso direto do tabaco, enquanto mais de 1,2 milhão das mortes são de fumantes passivos.

AGÊNCIA BRASIL

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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