Agronegócio
Novas regras reforçam combate ao avanço do greening

Imagem: Faep
A Portaria 105/2026, publicada recentemente pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), define novas medidas obrigatórias de prevenção, controle e contenção do Huanglongbing (HLB), também conhecido como greening. A doença ataca principalmente a citricultura, por meio da bactéria Candidatus Liberibacter spp, transmitida pelo inseto psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri). O Sistema FAEP participou da elaboração da portaria.
As determinações exigem que os produtores rurais realizem o cadastro obrigatório de propriedades, monitoramento e controle do inseto vetor, vistorias constantes e envio de relatórios. O objetivo é proteger a citricultura no Paraná, atividade presente principalmente nos municípios das regiões Norte e Noroeste, Vale do Ribeira e Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Viticultura do Paraná ganha força com novo roteiro
“Essa portaria busca reduzir os riscos de disseminação da praga, preservar a produção e a renda dos nossos produtores. São orientações importantes que, se adotadas, fortalecem o combate a essa doença, que representa uma ameaça à citricultura do Paraná e mesmo do país”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
A norma estabelece algumas medidas práticas por parte dos produtores rurais. Todas as propriedades com mais de 50 plantas de citros (como laranja, tangerina ou limão) devem realizar cadastro junto à Adapar.
Nos municípios com presença do vírus ou em cidades vizinhas, o citricultor deve realizar o monitoramento e o controle do inseto vetor do HLB conforme metodologia regulamentada pela Adapar. Também é necessário enviar um relatório semestral à agência com o número de plantas que apresentam sintomas e a quantidade eliminada.
As plantas com sintomas da doença devem ser eliminadas pelo produtor, com manejo adequado para evitar a rebrota. O prazo para erradicação varia conforme a idade da árvore. Pomares com até oito anos ou com mais de 15 anos devem ser eliminados imediatamente. Plantas com idade entre nove e 12 anos devem ser retiradas em até quatro anos, enquanto aquelas entre 13 e 15 anos devem ser eliminadas em até três anos. O prazo começou a valer na data publicação da portaria e, ao final de quatro anos, todas as plantas com sintomas deverão ser erradicadas.
O greening afeta severamente as plantas cítricas, provocando queda prematura dos frutos e redução da produtividade, podendo levar à morte precoce das plantas. Os frutos afetados costumam ser menores e deformados, além de apresentarem sementes abortadas, menor teor de açúcares e maior acidez. Essas características comprometem o sabor e reduzem o valor comercial, tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.
Restrição as mudas
A portaria da Adapar também envolve as mudas de citros. O comércio ambulante, plantio, produção e trânsito de mudas estão proibidos no Paraná. A aquisição e posterior transporte devem obedecer às normas específicas, só podendo ocorrer com autorização prévia da agência.
O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação estadual, incluindo advertências e outras penalidades. A fiscalização será realizada pela própria Adapar.
Com FAEP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Comercialização da safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

foto: arquivo/assessoria
A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra de laranja 2026/27 começa sob incertezas e preocupa setor citrícola

Reprodução
O início da safra brasileira de laranja 2026/27, no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro, se aproxima em meio a um cenário de incertezas que envolve desde a formação de preços até o comportamento da demanda, especialmente no mercado internacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor ainda carece de sinais claros por parte da indústria quanto à formalização dos contratos de compra da fruta para a nova temporada.
Assim como ocorreu na safra anterior, a expectativa é de um ciclo mais tardio, com maior concentração da produção na segunda florada. Esse fator, por si só, já altera o ritmo de colheita e de processamento, impactando diretamente a dinâmica de negociação entre produtores e indústrias.
Definições devem ocorrer apenas em maio
De acordo com os pesquisadores, é provável que uma definição mais concreta sobre preços e volumes contratados só ocorra a partir do dia 8 de maio, quando o Fundecitrus divulgará seu tradicional levantamento de safra. Até lá, o mercado deve permanecer em compasso de espera.
Em termos de volume, a safra 2026/27 tende a ser ligeiramente menor que a anterior, embora ainda seja considerada robusta. Mesmo assim, o cenário não traz alívio ao setor, já que o mercado enfrenta dificuldades no escoamento do suco de laranja, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Estoques elevados e demanda externa preocupam
Outro ponto de atenção é o possível encerramento da safra 2025/26 com níveis elevados de estoques e com produto de boa qualidade. Esse contexto pode limitar a capacidade da indústria de absorver a nova produção, pressionando ainda mais as negociações.
A demanda internacional, especialmente da Europa, também gera preocupação. Tradicionalmente um dos principais destinos do suco brasileiro, o bloco ainda não adquiriu os volumes habituais até o momento, o que reforça o clima de cautela entre os agentes do setor.
Diante desse quadro, a citricultura brasileira inicia mais um ciclo produtivo sem visibilidade clara sobre preços, contratos e ritmo de consumo, o que exige atenção redobrada de produtores e indústrias na condução das estratégias para a nova safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preços dos ovos recuam após quaresma e acendem alerta no setor

Reprodução EPTV
O mercado brasileiro de ovos encerrou a primeira quinzena de abril em queda, refletindo um cenário de consumo mais fraco do que o esperado para o período. Tradicionalmente, o início do mês costuma trazer uma recuperação na demanda, impulsionando as vendas, mas, desta vez, esse movimento não foi suficiente para sustentar os preços da proteína nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo mais lento das negociações aumentou a pressão por descontos, levando ao recuo generalizado das cotações. A procura por ovos ficou aquém das expectativas, o que impactou diretamente o desempenho do mercado neste início de abril.
Oferta desigual amplia pressão sobre o mercado
Do lado da oferta, o comportamento variou entre as regiões produtoras. Em algumas localidades, não houve aumento significativo dos estoques nas granjas, o que indica uma produção mais ajustada. No entanto, em outras praças, a menor saída do produto resultou em elevação da disponibilidade interna, ampliando a pressão sobre os preços.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda acende um sinal de alerta para o setor, que precisará acompanhar de perto os próximos movimentos do mercado para evitar um cenário de maior desvalorização.
Tendência pós-quaresma preocupa produtores
O fim do período da Quaresma, tradicionalmente marcado por maior consumo de ovos em substituição a outras proteínas, também contribui para a mudança no comportamento do mercado. Levantamentos do Cepea indicam que, nos últimos dois anos, os preços da proteína recuaram por vários meses consecutivos após esse período, influenciados pelo aumento da oferta interna e pela redução na demanda.
Diante desse histórico, produtores e agentes da cadeia devem redobrar a atenção nos próximos meses, buscando estratégias para equilibrar produção e comercialização em um cenário que tende a ser mais desafiador para a sustentação dos preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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