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Mato Grosso

Aprosoja MT recebe comitiva de produtores e alunos da Universidade de Iowa nos EUA

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Assessoria

 

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) recebeu nesta segunda-feira (10.02) em sua sede em Cuiabá, uma comitiva de produtores e alunos do Departamento de Empreendedorismo Agrícola da Iowa State University, situada em Ames, Iowa, Estados Unidos.

O objetivo do encontro foi aprofundar os conhecimentos sobre o agronegócio brasileiro e as oportunidades de colaboração entre as duas nações, com foco nas discussões sobre perspectivas de mercado, produção agrícola brasileira e potencial de exportação, com foco no papel essencial do Brasil nas cadeias globais de suprimentos.

O professor Kevin Kimle diretor, presidente da Cátedra Rastetter de Empreendedorismo Agrícola na Iowa State University, falou que a visita colabora com a compreensão de como um país pode desenvolver sua agricultura, mesmo começando do zero, como o Brasil

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“Eu comecei a estudar sobre a soja no Brasil em 1993, quando fiz uma análise da agricultura global e eu, como economista, vi um tremendo potencial de crescimento na produção de soja para o Brasil e eu estava certo no crescimento, mas estava errado sobre o quanto cresceria e por isso nunca me esqueci de ter trabalhado nesse projeto como um jovem economista e agora, com 30 anos de carreira, como professor, vindo aqui com estudantes para ver como é a realidade, vemos que e os EUA se desenvolveu muito mais cedo e vir para Mato Grosso é entender realmente como a agricultura foi estabelecida ao começar do zero e como estão construindo a indústria da soja aqui”, contou.

Durante a visita, a comitiva pôde conhecer um pouco da atuação da Aprosoja MT com projetos como Guardião das Águas, Futuro em Campo e Agrosolidário e ações de representações por meio das comissões técnicas de Defesa Agrícola, Logística, Sustentabilidade e Política Agrícola. O presidente da associação, Lucas Costa Beber, aproveitou a oportunidade para mostrar atividades como plantio direto, logística reversa, cuidado com áreas de proteção de matas nativas e dados sobre uso e ocupação do solo.

“Temos no Brasil um dos códigos florestais mais restritos do mundo e nossos produtores seguem essas leis de preservação, sem perder a produtividade, promovendo um plantio sustentável”, disse.

O aluno americano Jack Chism, destacou a importância do intercâmbio de ideias para conhecer a realidade brasileira. “O que me chama muita atenção é o nível de importância que uma entidade como a Aprosoja MT dá para assuntos como sustentabilidade e para esclarecer a comunidade sobre o que eles fazem, cultivando trabalhos para o futuro, desenvolvendo a infraestrutura do Mato Grosso e como isso deve levar a uma maior produção de grãos no futuro e ajudar a alimentar o mundo, algo que é cada vez mais necessário”, disse.

A produtora Jordan Lambert, que vem de uma família que trabalha com laticínios há mais de 100 anos, conhecer a atuação da Aprosoja MT e dos produtores do estado, abre um leque de informações que muitas vezes não chegam aos Estados Unidos pelos meios de comunicação.

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“Esse tipo de intercâmbio eu acho que é muito importante, porque há elementos do bioma do meu estado, Colorado, que são similares ao de Mato Grosso e aqui vi ações adotadas como plantio direto e integração lavoura pecuária, que são coisas que podemos adotar lá”, disse Lambert ao comentar sobre as políticas de sustentabilidades adotadas em Mato Grosso.

“Além disso, nos Estados Unidos recebemos o que aparentemente é muita desinformação sobre como a Amazônia está sendo tratada aqui. Outra semelhança que me chamou a atenção foi ver que eu não sabia os números de preservação que o Brasil tem que fazer por lei, algo que não é conhecido lá nos Estados Unidos, essa informação não chega assim, chega de uma forma muito distorcida e eles também, os agricultores de lá, sofrem pressão para cuidar do meio ambiente e percebi que isso aqui também é uma semelhança, que essa distorção acontece em todos os lugares”, completou a produtora.

A Aprosoja MT segue empenhada em fortalecer o intercâmbio de conhecimentos e divulgar as boas práticas dos produtores mato-grossenses, promovendo a sustentabilidade e produtividade do agro brasileiro.

Fonte: Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

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A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso. – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

 

Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.

O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.

A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.

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A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.

“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.

“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.

Cota para exportação

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Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.

Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.

Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.

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“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Ganho para cadeia produtiva

Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.

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A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.

 

Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Paróquia São Francisco de Assis realiza semana especial de fé e celebrações em Aripuanã

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Imagem Ilustrativa

A Paróquia São Francisco de Assis iniciou, nesta semana, uma programação especial de celebrações religiosas em Aripuanã, reunindo fiéis das comunidades urbanas e rurais em momentos de oração, reflexão e fortalecimento da fé. As atividades seguem até o próximo domingo, 10 de maio, data em que se celebra o Dia das Mães.

A programação é conduzida pelo pároco, padre Pedro, com a participação de padres convidados e lideranças comunitárias. Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivo principal promover a união da comunidade católica, incentivar a vivência espiritual e reforçar o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.

Durante toda a semana, os fiéis poderão participar de missas diárias, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, atendimento de confissões, bênção dos enfermos e celebrações realizadas também nas comunidades, garantindo maior acesso à programação religiosa.

A agenda teve início na segunda-feira (4) com Santa Missa na matriz e o tradicional Terço das Mães que Oram pelos Filhos. Ao longo dos dias, as celebrações seguem com missas em diferentes horários e locais, incluindo comunidades como Santa Catarina, Cristo Rei, Nossa Senhora do Rosário e Rainha do Brasil, além de atividades no Colégio São Gonçalo.

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Um dos destaques da programação acontece na quinta-feira (8), com a adoração ao Santíssimo Sacramento e confissões ao longo da tarde, proporcionando aos fiéis um momento mais profundo de espiritualidade e reconciliação.

O encerramento será no domingo (10), com duas celebrações especiais na Igreja Matriz, às 7h e às 10h, em homenagem ao Dia das Mães. A data também será marcada por mensagens de fé e reconhecimento à importância das mães na construção das famílias e da comunidade.

A Paróquia reforça o convite para que toda a população participe das atividades. “É um momento de renovar a fé, fortalecer os laços comunitários e celebrar o amor e a dedicação das mães, que são sinal de amor, força e fé”, destacou a organização.

A programação é aberta a toda a comunidade, e a orientação é que os fiéis participem e levem suas famílias, vivenciando juntos essa semana especial de espiritualidade em Aripuanã.

Fonte: TOP NEWS

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Governo avalia nova investigação sobre importação de leite e produtora nacional reage com apreensão

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Setor leiteiro tenta reação a importações baratas vindas do Mercosul

O governo federal retomou o debate sobre a possibilidade de instaurar uma investigação antidumping contra importações de leite em pó, principalmente oriundo dos países do Mercosul. A medida surge após pressão crescente do setor leiteiro nacional, que denuncia concorrência desleal e afirma que importações a preços reduzidos têm pressionado fortemente os produtores.

As reclamações ganharam força após dados recentes apontarem para um volume significativo de leite em pó importado, reconstituído e comercializado no país o que, segundo representantes do setor, corrói os preços pagos ao produtor, reduz as margens de lucro e coloca em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva brasileira.

Queda no preço do litro de leite e insustentabilidade para pequenas propriedades

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Nos últimos meses, produtores rurais denunciam queda expressiva no preço pago por litro de leite. Em 2025, o valor médio pago ao produtor caiu de cerca de R$ 2,64 para R$ 2,44 entre janeiro e setembro, um recuo que, em algumas regiões menos favorecidas, chegou a valores tão baixos quanto R$ 1,60 por litro.

Com esses patamares, muitos produtores afirmam que nem os custos básicos de produção estão sendo cobertos. A combinação de preços baixos e importações massivas tem elevado alertas de insolvência, endividamento e aumento de pedidos de recuperação judicial no setor, especialmente entre pequenos e médios produtores.

O que motiva a retomada da investigação e os obstáculos técnicos e legais

A solicitação de investigação partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que em dezembro de 2024 formalizou pedido junto ao governo, apontando suposta prática de dumping ou seja, importações com preços inferiores aos praticados no mercado doméstico, vindas de países como Argentina e Uruguai.

Segundo técnicos da CNA, os argumentos apresentados incluem comprovação de que o leite importado chegaria com preço até 50-55% abaixo do valor nacional, inviabilizando a competitividade dos produtores brasileiros e provocando desequilíbrio estrutural no mercado.

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No entanto, o processo não é simples: recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) questionou se leite em pó importado e leite fluido nacional poderiam ser considerados produtos “semelhantes” o que complicou a aplicação de medidas antidumping. A mudança nessa interpretação técnica gerou resistência e faz com que a investigação esteja sendo revisitada com cautela.

Debate político e propostas legislativas para proteger a produção nacional

No Congresso e nas assembleias estaduais, parlamentares têm apresentado projetos para restringir a importação e a comercialização de leite importado reconstituído. Um exemplo é o Projeto de Lei 5738/2025, de autoria do deputado Zé Silva (MG), que visa proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido ou uso em derivados em todo o país — uma tentativa de evitar a concorrência desleal e resguardar a renda dos produtores nacionais.

Para os produtores rurais e representantes do setor, a adoção de medidas de defesa comercial é vista como fundamental para garantir a sobrevivência da produção nacional, especialmente diante de custos elevados de produção, endividamento crescente e queda no consumo interno.

Risco de desmonte do setor leiteiro brasileiro

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Caso a investigação e eventual restrição às importações não avancem com rapidez, muitos produtores alertam que o Brasil pode vivenciar uma verdadeira crise estrutural na pecuária leiteira. A combinação de baixa rentabilidade, concorrência desleal e instabilidade de mercado ameaça não apenas a produção de leite mas a manutenção de comunidades rurais, empregos no campo e a oferta nacional de alimentos básicos.

By Lavínia de Sousa Peixoto Oliveira

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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