Economia
Missão tilápia cumprida com sucesso

Foto: Assessoria de Imprensa C.Vale
Pioneiro da tilapicultura na região do arenito paranaense, Pedro Pereira Lessa, implementou a, contraindicada pela literatura, atividade no sítio Santa Clara, em Francisco Alves (PR). Tenente aposentado do Exército Brasileiro, iniciou a criação por “acaso”, contudo, após oito anos, já sabe que “mexer” com tilápia é rentável.
Na propriedade, que produz um milhão de peixes anualmente, distribuídos 13 hectares de lâmina d’água, o marido da arquiteta Edna Maria, inicialmente não tinha interesse na piscicultura. Começou para ajudar a levar rede trifásica para o entorno, a convite de seu cunhado Paulo de Mattos. Com “missão dada, missão cumprida”, hoje, já tem projeto para expansão de mais 90 mil metros quadrados.
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Lessa declara que a grande vantagem da parceria é o conforto da segurança, porque a cooperativa garante toda a assistência técnica. “Você consegue exercer a atividade com planejamento”, pontua.
LIGAÇÃO
Mesmo nos 30 anos em outra profissão, Lessa nunca se separou da agropecuária. “Eu sempre tive uma ligação com a terra porque meu pai foi agricultor”, relata. Desde 1998 é associado da C.Vale, inicialmente na pecuária leiteira. A propriedade foi recebida, menos da metade, de herança do sogro, no início dos anos 90. Posteriormente, outra parte foi comprada dos cunhados.
Em 2017, quando recebeu a proposta da piscicultura, produzia em média 250 mil peixes, com adensamento de seis peixes por metro quadrado, em quatro hectares de água. Após dois anos, construiu mais nove hectares. Atualmente, cultiva em 12 tanques, com densidade média de 8 peixes por metro quadrado, com a ajuda de três funcionários.
FUTURO
Pedro têm duas filhas, a advogada Leticia, que mora em Maringá (PR), e a médica residente de pneumologia Iara, em Londrina (PR). Iara pretende dar continuidade às atividades. “Isso nos motiva”, destaca Pedro Lessa, pensando no legado de tudo que está construindo. “Se não fosse para elas usufruírem no futuro, não faria sentido edificar”, conclui.
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Dólar em queda pressiona soja no Brasil e mantém mercado travado

Divulgação
O mercado brasileiro de soja segue com pouca movimentação, pressionado principalmente pela queda do dólar, que limita a formação de preços e mantém os negócios travados no país
Câmbio mais baixo pesa nas cotações
A desvalorização da moeda americana frente ao real tem sido o principal fator de pressão sobre a soja no Brasil.
Como a commodity é negociada em dólar, o recuo do câmbio reduz a remuneração em reais, impactando diretamente:
Preços pagos ao produtor
Competitividade das exportações
Formação das cotações internas
Mesmo com algum suporte externo, o câmbio mais fraco tem prevalecido no curto prazo.
Mercado segue travado no país
O reflexo direto desse cenário é a baixa liquidez. O mercado apresenta:
Poucos negócios nos portos e no interior
Produtores retraídos, aguardando melhores preços
Tradings mais cautelosas nas compras
Com isso, a comercialização ocorre de forma pontual, sem grande volume negociado.
Chicago não compensa pressão interna
Apesar de leves altas na Bolsa de Chicago, o movimento não tem sido suficiente para impulsionar os preços no Brasil.
Isso porque:
O câmbio tem peso maior na formação do preço interno
Os prêmios seguem sem força para reagir
A combinação mantém o mercado sem direção clara
Produtor resiste a vender
Diante das cotações consideradas pouco atrativas, muitos produtores optam por segurar a soja, o que reduz ainda mais a liquidez.
Esse comportamento contribui para:
Travamento do mercado
Baixo volume de negócios
Estabilidade com viés de baixa nos preços
Tendência ainda é de cautela
No curto prazo, o mercado deve continuar dependente de fatores como:
Movimento do dólar
Comportamento da demanda externa
Oscilações em Chicago
Enquanto não houver melhora no câmbio ou mudança nos fundamentos, a tendência é de mercado lento e com dificuldade de reação.
CenárioRural
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Etanol hidratado atinge menor preço real desde 2024 no início da safra 2026/27

Reprodução
A média de preços do etanol hidratado em abril, primeiro mês oficial da safra 2026/27, registrou o menor patamar desde junho de 2024 em termos reais. O dado é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que aponta o avanço da moagem como principal fator para a queda nas cotações.
Neste ano, o ritmo de processamento da cana-de-açúcar foi acelerado pelas condições climáticas, especialmente pelo baixo volume de chuvas, o que ampliou a oferta do biocombustível no mercado. Com mais produto disponível, os preços passaram a sofrer pressão ao longo do mês.
Apesar disso, o comportamento das negociações foi marcado por cautela. Segundo pesquisadores do Cepea, as vendas realizadas pelas usinas ocorreram de forma pontual, envolvendo volumes reduzidos. As distribuidoras, por sua vez, mantiveram-se mais afastadas das compras durante grande parte do período.
Ainda assim, o volume total comercializado apresentou crescimento expressivo. Em São Paulo, as vendas de etanol hidratado pelas usinas aumentaram 75,1% na comparação com março e 24,8% em relação a abril de 2025, refletindo a maior disponibilidade do produto no mercado.
O cenário, no entanto, é de atenção para o setor sucroenergético. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, a combinação de preços mais baixos tanto do etanol quanto do açúcar acende um alerta sobre o desempenho da safra 2026/27 no Centro-Sul do país.
A conjuntura atual evidencia um momento de incerteza, em que o aumento da oferta, aliado à demanda ainda cautelosa, pressiona as margens do setor e exige ajustes estratégicos por parte das usinas ao longo do ciclo produtivo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Ureia perde sustentação e inicia movimento de queda global

Imagem: nutrimosaic
Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a dar sinais claros de perda de fôlego, à medida que os preços atingiram níveis cada vez menos sustentáveis do ponto de vista da demanda. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, embora as restrições logísticas no Oriente Médio sigam como um fator estrutural de limitação da oferta, o enfraquecimento do consumo passou a exercer maior influência sobre a dinâmica de preços.
No Brasil, esse movimento já se reflete de forma concreta. Segundo o relatório semanal de fertilizantes, os preços da ureia registram a segunda semana consecutiva de queda, com negócios sendo fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferiores em relação às referências de duas semanas atrás.
Nesse cenário, recuos também foram observados nos Estados Unidos, na China, no Oriente Médio e no Egito, indicando um movimento mais amplo de enfraquecimento das cotações, alinhado a uma demanda global mais fraca.
Conforme compartilha o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, o contexto atual evidencia uma mudança relevante no vetor de formação de preços. “Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior na dinâmica do mercado, pressionando as cotações para baixo após um período de alta intensa”, realça.
Ainda assim, a expectativa é de que eventuais quedas adicionais ocorram de forma limitada no curto prazo. Isso porque os gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por uma parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, seguem restringindo a oferta internacional.
Nesse ambiente, os preços tendem a permanecer relativamente sustentados, mesmo diante de uma demanda mais fraca. Na avaliação de Pernías, o cenário é influenciado por fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas para o produtor e uma postura mais cautelosa por parte dos compradores, que têm evitado avançar em novas aquisições diante das incertezas do mercado.
Com StoneX
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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