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Preços dos fretes de grãos sobem em Mato Grosso com avanço da colheita da soja

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Foto: CenárioMT

 

Na última semana, os preços dos fretes de grãos registraram altas significativas na maioria das regiões de Mato Grosso, impulsionados pelo avanço da colheita da soja. O aumento da demanda por caminhões, aliado à maior movimentação de grãos, elevou os valores do frete, impactando principalmente as rotas estratégicas para o escoamento da produção.

Aumento nas principais rotas

Sorriso (MT) a Miritituba (PA): O frete médio foi cotado em R$ 314,31 por tonelada, registrando uma alta de 16,30% em relação à semana anterior. Essa rota é uma das principais para o escoamento da produção de grãos do estado, especialmente com o uso do Arco Norte, que conecta Mato Grosso ao Porto de Miritituba, no Pará.

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Campo Verde (MT) a Santos (SP): O frete médio atingiu R$ 380,00 por tonelada, com um aumento de 4,11%. Essa rota tradicional, que liga Mato Grosso ao Porto de Santos, continua sendo uma das mais utilizadas para exportação de grãos, especialmente soja e milho.
Fatores que influenciaram a alta dos fretes

O avanço da colheita da soja em Mato Grosso é o principal fator por trás do aumento nos preços dos fretes. Com a maior disponibilidade de grãos no mercado, a demanda por caminhões cresceu, pressionando os valores do transporte. Além disso, a logística de escoamento enfrenta desafios, como a necessidade de otimização das rotas e a infraestrutura limitada em algumas regiões.

Outro fator que contribuiu para a alta foi a sazonalidade do setor. No início da colheita, é comum que os preços dos fretes aumentem devido à maior movimentação de grãos e à necessidade de escoamento rápido para atender aos contratos de exportação.

Impacto para os produtores

O aumento nos custos de frete pode impactar a rentabilidade dos produtores, especialmente aqueles que dependem de rotas mais longas para escoar sua produção. No entanto, a alta nos preços dos fretes também reflete a dinâmica positiva do mercado, com a colheita da soja em andamento e a expectativa de uma safra recorde em 2025.

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Perspectivas para as próximas semanas

Com o avanço da colheita da soja e o início da segunda safra de milho, a tendência é que a demanda por fretes continue elevada nas próximas semanas. Os preços podem se manter em patamares altos, especialmente nas rotas mais estratégicas, como Sorriso-Miritituba e Campo Verde-Santos.

Os produtores e transportadores devem ficar atentos às condições do mercado e às oportunidades de negociação, buscando otimizar os custos logísticos e garantir o escoamento eficiente da produção. A atenção às tendências de preços e à infraestrutura disponível será fundamental para enfrentar os desafios do setor no restante da safra.

Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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