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Mato Grosso

Produtores poderão financiar drones e internet rural

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Gerada por IA

 

Produtores rurais que atuam como pessoa física poderão acessar linhas de financiamento destinadas à inovação, digitalização e modernização tecnológica da produção agropecuária. A ampliação foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e beneficia também empresários individuais residentes no país.

A medida foi formalizada por meio da Resolução CMN nº 5.306 e amplia o público apto a contratar operações financiadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na prática, a decisão não cria uma nova linha de crédito, mas permite que produtores rurais pessoas físicas tenham acesso a financiamentos já existentes voltados à adoção de tecnologias e à modernização das atividades no campo.

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A medida alcança atividades dos setores agropecuário, de produção florestal, pesca e aquicultura, além de serviços diretamente ligados a essas áreas.

Com a mudança, produtores poderão acessar programas como o BNDES Mais Inovação, destinado à digitalização e modernização tecnológica, o BNDES Finame, voltado à aquisição de máquinas e equipamentos, e o Finame Baixo Carbono, direcionado a tecnologias que reduzam emissões e aumentem a eficiência ambiental da produção.

A expectativa é que a ampliação do acesso ao crédito acelere a adoção de tecnologias avançadas no campo, aumente a produtividade e fortaleça a competitividade da agropecuária brasileira. A medida também tende a estimular a fabricação e comercialização de máquinas e equipamentos agrícolas, com reflexos na geração de empregos e na movimentação da economia.

O que poderá ser financiado:

• Tratores e colheitadeiras;
• Drones agrícolas;
• Equipamentos de agricultura de precisão;
• Sensores e softwares de gestão;
• Sistemas de monitoramento remoto;
• Internet e conectividade rural;
• Projetos de automação;
• Tecnologias de rastreabilidade e telemetria;
• Soluções de transformação digital e Agro 4.0.

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Com informações do Mapa.

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

De olho no milho: Governo dos EUA envia comitiva a Mato Grosso para decifrar a explosão na produção de etanol

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Representantes do governo americano visitaram Imea para entender dados de produção de biocombustíveis.

Com projeção de bater 6,18 milhões de m³ na safra atual e a meta ousada de dobrar o volume em dez anos, o biocombustível do Cerrado atrai o monitoramento estratégico da maior economia do planeta.

A arrancada vertiginosa dos biocombustíveis no coração do Brasil furou a bolha do mercado doméstico e colocou os maiores players globais em estado de vigilância ativa. Em uma movimentação que evidencia o peso geopolítico do estado, representantes oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) desembarcaram em Cuiabá para uma agenda técnica inédita com a diretoria do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O objetivo central do governo americano foi decifrar os números, a velocidade de crescimento e a eficiência operacional da indústria do etanol de milho.

O encontro promoveu uma intensa troca de dados e análises sobre o mercado de combustíveis limpos. Recebidos pelo superintendente do instituto, Cleiton Gauer, o economista de agricultura do USDA, Timothy O’Neil, e a especialista em agronegócio, Thiemi Hayashi, mapearam a curva de expansão das indústrias instaladas em polos do Cerrado. O avanço consolidado de Mato Grosso redesenha as cadeias de suprimentos e passa a rivalizar diretamente com o cinturão de milho norte-americano (Corn Belt) no fornecimento de energia renovável.

Os números da safra e a meta de dobrar a produção

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Os dados consolidados apresentados à comitiva norte-americana revelam a robustez do setor industrial do estado. De acordo com as estimativas oficiais do Imea, a produção exclusiva de etanol de milho em Mato Grosso está projetada para atingir a marca histórica de 6,18 milhões de metros cúbicos na safra 2025/26. O volume consolida um salto expressivo de 9,89% em comparação direta com o ciclo operacional anterior.
Influenciados pela ausência de compradores no mercado spot, os preços do milho voltaram a recuar na maior parte…

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Somado ao desempenho do etanol derivado da cana-de-açúcar, a engrenagem energética estadual exibe fôlego renovado. Confira o balanço das projeções de volumetria para a temporada atual:

Etanol de Milho: Previsão de 6,18 milhões de metros cúbicos, com expansão de 9,89% na safra 2025/26;

Etanol de Cana: Estimativa de 1,09 milhão de metros cúbicos, registrando alta moderada de 1,37%;

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Volume Consolidado: A somatória dos dois segmentos deve injetar 7,27 milhões de metros cúbicos de combustível no mercado, crescimento geral de 8,52%;

Horizonte 2034: As projeções a longo prazo indicam que o estado possui potencial estrutural para alcançar 15,02 milhões de metros cúbicos até o ciclo 2033/34, dobrando o patamar produtivo em dez anos.

Reconhecimento institucional e intercâmbio técnico

Para a liderança do Imea, a vinda oficial da equipe de inteligência agrícola dos EUA funciona como uma chancela de credibilidade internacional para as metodologias de pesquisa desenvolvidas em Mato Grosso. Embora os canais já mantivessem contatos prévios e intercâmbios técnicos pontuais, esta marcou a primeira visita presencial de uma delegação do USDA à sede do instituto.

“Esse reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo, desenvolvendo estudos e informações de alta qualidade com os recursos que temos disponíveis. Foi uma oportunidade valiosa de mostrar o que temos feito na prática, entender os focos de interesse deles e perceber o quanto eles acompanham minuciosamente cada passo do desenvolvimento do setor em nosso estado”, ponderou o superintendente Cleiton Gauer.

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O xadrez das exportações e o mercado global

Os bastidores do encontro também abriram espaço para debates técnicos sobre o posicionamento dos dois países no xadrez do comércio exterior. Os técnicos norte-americanos demonstraram forte interesse em compreender os impactos práticos da expansão brasileira sobre os fluxos globais de comércio. Entre os pontos questionados, estiveram o crescimento acelerado da oferta interna, a dinâmica de exportação e a concorrência direta com o etanol dos EUA enviado para o Nordeste do Brasil.

A transformação do milho safrinha em combustível, ração de alta qualidade (DDG) e óleos industriais dentro do território mato-grossense altera a dinâmica tradicional de exportação de grãos brutos. Ao verticalizar a produção, o estado reduz a dependência de corredores logísticos saturados e passa a exportar produtos industrializados com alto valor agregado e menor pegada de carbono.

O Agro no CenárioMT: Energia que muda o interior

A presença do governo americano avaliando o potencial produtivo de Mato Grosso traduz a importância das usinas instaladas em municípios do eixo da BR-163, como Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Nova Mutum. O etanol de milho converteu a nossa safrinha em um ativo energético estratégico, impulsionando a arrecadação das cidades, atraindo investimentos em tecnologia de ponta e gerando empregos especializados em bioprocessos.

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O portal CenárioMT continuará monitorando as atualizações de safras, os relatórios semanais de escoamento e as decisões de mercado das indústrias de biocombustíveis para trazer o panorama completo e analítico para o produtor da nossa região.

Com informações técnicas e dados setoriais do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Mato Grosso

Exportações de soja, carne bovina e frango disparam em maio e reforçam força do agro brasileiro

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em

Assessoria

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) anunciou uma nova agenda de eventos técnicos voltados às culturas do algodão e do milho para o segundo semestre deste ano, além de um dia de campo programado para junho, com foco exclusivo na cotonicultura.

A divulgação ocorre após a realização do 26º Encontro Técnico de Soja, realizado em Cuiabá (MT), que reuniu produtores, pesquisadores e representantes da cadeia do agronegócio para debater inovação, validação de tecnologias e tendências para o setor de grãos.

Evento reforça papel técnico e integração com o setor produtivo

Segundo o head corporativo e comercial da Fundação MT, Flávio Garcia, o encontro superou as expectativas e consolidou-se como um importante espaço de validação de conhecimento técnico-científico aplicado ao campo.

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O executivo destacou que o tema desta edição, “Cada grão importa”, reflete o cenário atual de margens mais apertadas na agricultura, exigindo maior precisão na tomada de decisão por parte dos produtores rurais.

Durante o evento, foram apresentados dados e pesquisas nas áreas de entomologia, fitopatologia, genética, manejo de nematoides, matologia, mecanização e solos, com foco em eficiência produtiva e sustentabilidade das lavouras.

A programação também incluiu encontros com empresas do setor agro em um ambiente de negócios, com o objetivo de fortalecer parcerias, ampliar a confiança e acelerar a transferência de tecnologias ao produtor.

Novos eventos terão foco em algodão e milho

Encerrado o encontro da soja, que contou com cerca de 300 participantes presenciais e 150 online, a Fundação MT confirmou a realização de novos eventos técnicos ainda em 2026.

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A programação inclui dois grandes encontros: um dedicado ao algodão, previsto para agosto, e outro voltado ao milho, programado para novembro. Além disso, está previsto um dia de campo nos dias 10 e 11 de junho, exclusivamente sobre o algodão.

A atividade será realizada na Fazenda Tucunaré, em Sapezal (MT), área experimental vinculada ao Grupo Amaggi, e apresentará resultados de pesquisa diretamente em condições de campo.

Validação científica e transferência de conhecimento ao produtor

Para o gerente de Pesquisa, Serviços e Operações da Fundação MT, Luís Carlos de Oliveira, o encontro técnico cumpre seu papel histórico de levar informação validada ao produtor rural, conectando pesquisa e prática agrícola.

Segundo ele, os debates abordaram temas críticos para a produção, como o manejo de pragas e plantas daninhas, reforçando a importância da atualização técnica constante para melhorar o desempenho das propriedades rurais.

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A instituição destaca que os eventos fazem parte de uma estratégia contínua de aproximação entre pesquisa e setor produtivo, com foco na geração de soluções aplicáveis e no fortalecimento da competitividade do agronegócio mato-grossense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

STF mantém restrições para compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro no Brasil

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em

Assessoria

 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a compra de terras rurais por empresas controladas por capital estrangeiro recolocou o tema no centro das discussões jurídicas e econômicas do agronegócio brasileiro. O entendimento da Corte reforça que o Brasil permite investimentos estrangeiros em imóveis rurais, mas mantém um rígido sistema de controle e fiscalização sobre essas operações.

Em análise publicada pelo advogado Henrique Costa de Seabra, doutorando em Direito Minerário e Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), a decisão do STF não cria novas restrições, mas consolida a interpretação de que as regras já existentes são constitucionais e devem ser aplicadas de forma uniforme em todo o país.

Constituição permite compra de terras, mas com limites

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Segundo Henrique Costa de Seabra, a legislação brasileira não proíbe a aquisição ou o arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros. O que existe é um regime jurídico específico, fundamentado na proteção de interesses estratégicos nacionais.

A Constituição Federal autoriza que a lei estabeleça limites e condições para esse tipo de operação, considerando fatores como soberania territorial, segurança alimentar, política agrária e desenvolvimento econômico.

Na prática, investidores estrangeiros podem atuar no mercado de terras rurais brasileiro, desde que cumpram exigências legais relacionadas a autorização prévia, limites territoriais, controle por município e restrições em áreas consideradas estratégicas, como regiões de fronteira.

Empresas brasileiras com capital estrangeiro seguem sob restrições

Um dos principais pontos debatidos no julgamento envolve a aplicação da Lei nº 5.709/1971, que equipara empresas brasileiras controladas majoritariamente por capital estrangeiro às empresas estrangeiras para fins de aquisição de imóveis rurais.

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De acordo com Henrique Costa de Seabra, isso significa que a simples abertura de uma empresa no Brasil não elimina automaticamente as restrições previstas na legislação.

Foi justamente esse entendimento que o STF confirmou ao julgar, em abril de 2026, a ADPF 342 e a ACO 2.463. Por unanimidade, os ministros validaram as limitações previstas na legislação para empresas brasileiras sob controle estrangeiro.

STF reforça uniformização nacional das regras

Além de manter a validade das restrições legais, o Supremo também anulou um parecer da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo que dispensava cartórios paulistas de aplicar determinadas exigências em operações envolvendo capital estrangeiro.

Para Henrique Costa de Seabra, a medida fortalece a uniformização nacional do tema e amplia a previsibilidade jurídica para investidores, produtores rurais, empresas e agentes do setor imobiliário.

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A decisão também reforça a necessidade de análise criteriosa em operações rurais que envolvam participação estrangeira, especialmente em relação à composição societária das empresas, extensão das áreas negociadas, localização dos imóveis e necessidade de autorizações administrativas.

Mercado de terras segue atrativo para capital internacional

O debate ganha ainda mais relevância diante do aumento global do interesse por ativos ligados à produção agrícola, mineração, energia e recursos naturais.

Segundo Henrique Costa de Seabra, o julgamento do STF demonstra que o Brasil continua aberto ao investimento estrangeiro no agronegócio, mas sob mecanismos de controle considerados estratégicos pelo Estado brasileiro.

A interpretação adotada pela Corte busca equilibrar abertura econômica e proteção de interesses nacionais, incluindo soberania territorial, segurança alimentar e prevenção da concentração fundiária.

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Segurança jurídica ganha destaque no agronegócio

Para o mercado, a decisão do STF tende a oferecer maior segurança jurídica para futuras operações envolvendo terras rurais e capital estrangeiro.

Ao mesmo tempo, o entendimento deixa claro que investidores internacionais precisarão continuar observando rigorosamente a legislação brasileira, especialmente em operações relacionadas ao agronegócio, produção de alimentos, energia e exploração de recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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