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Agronegócio

Faturamento bruto dos Cafés do Brasil foi estimado em R$ 70,30 bilhões e valor ocupa o quarto lugar no ranking das lavouras

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O total do faturamento bruto estimado para as principais atividades brasileiras no presente ano em curso atingirá o montante equivalente a R$ 809,12 bilhões, valor que foi calculado tendo como referência o volume físico a ser coletado e os respectivos preços médios dos produtos adquiridos pelos agricultores das 17 principais atividades brasileiras, cujos dados foram levantados e treinados no período de janeiro a agosto de 2024.

Com base em tais dados desse estudo, caso seja elaborado um ranking em ordem decrescente dos cinco produtos que apresentaram maior estimativa de faturamento, tem-se o seguinte: soja, em primeiro lugar, com R$ 282,27 bilhões, valor que equivale a 34,8% do total das atividades pesquisadas; em segundo lugar, destaca-se o milho com R$ 120,90 bilhões (14,9%); na terceira posição vem a cana-de-açúcar com R$ 118,31 bilhões (14,6%); na sequência, em quarto, o café com R$ 70,29 bilhões (8,7%). E, por fim, em quinto lugar, o algodão com R$ 32,95 bilhões, cujo valor corresponde a 4% do valor total das atividades pesquisadas.

Em relação à receita estimada exclusivamente para os Cafés do Brasil, o foco principal desta análise, vale destacar que em 2024 o faturamento bruto exclusivo do café da espécie Coffea arábica (café arábica) deverá atingir o montante de R$ 51,24 bilhões, o qual equivale a 72,9% do total do setor cafeeiro nacional. E, adicionalmente, que a receita do café da espécie Coffea canephora (café robusta+conilon) será de R$ 19,04 bilhões, valor que representa aproximadamente 27,1% do total de R$ 70,29 bilhões, citado anteriormente, que inclui obviamente duas espécies cultivadas no País.

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Assim, com base nos dados e números desta análise, o Valor Bruto da Produção – VBP dos Cafés do Brasil em foco, se para traçar um ranking do faturamento da cafeicultura dos cinco maiores estados brasileiros produtores de café, constata-se que Minas Gerais o primeiro lugar, com receita estimada de R$ 36,54 bilhões, o que representa aproximadamente 52% do VBP total dos cafés brasileiros.

Na segunda posição vem o Espírito Santo, cuja receita foi calculada em R$ 17,15 bilhões (24,4%), e, na terceira posição destaca-se o estado de São Paulo com o faturamento estimado em R$ 6,62 bilhões (9,4%) e, em quarto lugar, figura na Bahia, a qual teve sua receita bruta de produção de café estimada em R$ 4,99 bilhões (7,1%). Por último, vem o estado de Rondônia, que teve seu faturamento estimado em R$ 3,13 bilhões, montantes que corresponderão a 4,4%) da estimativa do VBP dos Cafés do Brasil em 2024. Demais estados de produtores de café completaram o restante dos 100% de faturamento.

Como complemento desta análise, é oportuno também ressaltar a participação percentual do VBP do café agregando os estados das cinco regiões geográficas brasileiras. Desta forma, constata-se que a Região Sudeste, com faturamento de R$ 60,69 bilhões, destaca-se com participação de 86,3% do total; e, na sequência, vem a Região Nordeste com R$ 5,01 bilhões (7,1%); Região Norte – R$ 3,19 bilhões (4,5%); Região Sul – R$ 817,29 milhões (1,1%); e, por fim, a Região Centro-Oeste, cujo faturamento foi estimado em R$ 562 milhões, terá um montante menor que 1% da receita total.

Concluindo, vale ressaltar e ressaltar que os dados estatísticos e demais números que fundamentaram e permitiram realizar esta análise para divulgação pelo Observatório do Café foram extraídos do Valor Bruto da Produção – VBP Agosto/2024 , documento que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa desde 2005. Tais edições, de julho de 2014, também passaram a ser disponibilizadas no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café , coordenado pela Embrapa Café .

Fonte: Assessoria

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Produção de leite cresce em Goiás em 2025

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De acordo com a edição de janeiro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a produção de leite em Goiás manteve desempenho positivo ao longo de 2025, embora o aumento da oferta tenha pressionado os preços pagos ao produtor a partir do segundo semestre.

Segundo dados do IBGE citados no informativo, no primeiro semestre de 2025 foram industrializados 1,1 bilhão de litros de leite no estado, crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, a produção nacional avançou 6,7%. Já no terceiro trimestre de 2025, a captação de leite em Goiás atingiu 593,1 milhões de litros, o que representa alta de 10,6% na comparação com 2024.

O avanço da produção, no entanto, resultou em desvalorização das cotações ao longo do ano, especialmente a partir de julho. Conforme o levantamento, em novembro foi registrada a menor média mensal de 2025, com preço de R$ 2,02 por litro. O informativo aponta que esse movimento está relacionado, entre outros fatores, à ampliação da oferta no mercado.

Como medida de apoio ao setor, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a compra emergencial de leite em pó no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltada a associações e cooperativas da agricultura familiar. Para Goiás, estão previstos R$ 6 milhões destinados à aquisição de aproximadamente 143 toneladas do produto. De acordo com a Seapa, a iniciativa contribui para a sustentação da renda dos produtores, a estabilidade da atividade leiteira no estado e o atendimento à população em situação de vulnerabilidade social.

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Paralelamente, foi sancionada em Goiás a Lei nº 23.928/2025, que proíbe a reconstituição de leite em pó de origem importada para comercialização como leite fluido no estado. A norma se aplica a indústrias, laticínios e demais pessoas jurídicas, com previsão de sanções em caso de descumprimento. Segundo a Secretaria, a legislação busca organizar o mercado, fortalecer a cadeia produtiva do leite e ampliar o controle sobre a origem e a qualidade do produto oferecido ao consumidor.

No comércio exterior, o setor lácteo goiano apresentou sinais de reequilíbrio em 2025. Entre janeiro e novembro, as exportações somaram 609,1 toneladas, crescimento de 25,1% em relação ao mesmo período de 2024. No sentido oposto, as importações totalizaram 804 toneladas, queda de 57,1% na mesma base de comparação. Apesar de ainda haver diferença entre volumes importados e exportados, o informativo destaca que o descompasso vem sendo gradualmente reduzido, refletindo mudanças no fluxo comercial do estado.

Diante desse cenário, a projeção para 2026 aponta para redução do déficit da balança comercial de lácteos em Goiás, além de incremento na captação e na industrialização do leite, conforme a análise apresentada no Agro em Dados.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Menor safra e tarifa dos EUA reduzem exportações de café

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Foto: Divulgação

 

Apesar de uma retração no volume exportado, o Brasil fechou 2025 com receita cambial recorde no setor cafeeiro. Segundo dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 40,049 milhões de sacas de 60 kg ao longo do ano, o que representa uma queda de 20,8% em comparação a 2024. No entanto, o valor arrecadado com essas exportações foi de US$ 15,586 bilhões — aumento de 24,1% e o maior já registrado na série histórica.

O recuo no volume já era previsto pelo setor, após o desempenho excepcional de 2024 e a menor disponibilidade de café devido a adversidades climáticas durante a safra. Além disso, a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos agravou a retração, impactando diretamente um dos principais mercados consumidores do café brasileiro.

Entre agosto e novembro, período de vigência das tarifas de 50% impostas pelos EUA, as exportações para aquele país caíram 55%. Com isso, os Estados Unidos perderam a liderança no ranking de maiores compradores do café brasileiro, cedendo lugar à Alemanha, que importou 5,409 milhões de sacas — ainda assim, um recuo de 28,8% em relação ao ano anterior.

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A infraestrutura portuária deficiente também prejudicou o desempenho logístico. Segundo o Cecafé, a lentidão e os atrasos nas operações geraram um prejuízo estimado de R$ 61,4 milhões às exportadoras até novembro de 2025, devido a armazenagens extras e custos operacionais adicionais.

Apesar dos entraves, a valorização da saca no mercado internacional e os investimentos contínuos em qualidade por parte dos produtores brasileiros sustentaram o bom resultado financeiro. O café arábica manteve a liderança nas exportações, representando 80,7% do total, mesmo com uma queda de 12,8% no volume. Já o café solúvel sofreu impacto direto das tarifas americanas, encerrando o ano com 3,688 milhões de sacas exportadas, o equivalente a 9,2% do total.

Os cafés diferenciados, que incluem selos de sustentabilidade e qualidade superior, também ganharam destaque. Representaram 20,3% das exportações, com uma receita de US$ 3,525 bilhões — crescimento de 39,1% no faturamento, apesar da queda de 10,9% no volume.

No ranking dos países que mais compraram cafés diferenciados do Brasil, os Estados Unidos ainda lideraram, com 1,316 milhão de sacas, seguidos por Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália. No entanto, novos mercados ampliaram sua participação, como China e Turquia, que foram os únicos entre os 10 maiores importadores a registrar aumento nas aquisições em 2025. Quanto à logística, o Porto de Santos respondeu por quase 79% de todo o volume embarcado, seguido pelo Rio de Janeiro (17,7%) e Paranaguá (0,9%). A concentração nos portos principais reflete tanto a preferência comercial quanto as limitações de infraestrutura do país para cargas conteinerizadas.

CECAFÉ

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Morango tem produção irregular nas regiões do RS

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Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (15), a cultura do morango apresenta comportamentos distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com variações na produção, incidência de pragas e preços de comercialização.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Petrópolis, os volumes colhidos recuaram em relação à semana anterior, embora sigam em patamar elevado. A redução das temperaturas favoreceu o ambiente de cultivo e contribuiu para o metabolismo das plantas, refletindo na emissão de flores e na frutificação. O informativo registra que houve “ótima circulação de insetos polinizadores, em especial abelhas”. Em Gramado, foi observada a ocorrência de mosca-das-frutas em algumas lavouras, mas o controle tem sido considerado efetivo com a adoção de práticas como retirada de frutos maduros, uso de armadilhas e controle químico. Parte dos produtores iniciou trabalhos de manutenção, reforma e construção de novas estufas visando o próximo plantio. Os preços pagos aos produtores permanecem estáveis, variando conforme o canal de comercialização e a forma de apresentação do produto.

Na região de Lajeado, em Feliz, a cultura está na fase final de colheita. Conforme a Emater/RS-Ascar, observa-se redução no calibre dos frutos, comportamento esperado para o período. Produtores que cultivam em solo estão concluindo a colheita, enquanto aqueles que utilizam bancadas elevadas ainda mantêm produção por mais tempo. No entanto, a produtividade apresenta queda gradual em função das altas temperaturas. Os preços praticados no período variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.

Na região administrativa de Pelotas, a produção segue em queda, com registro de forte ataque de pragas, principalmente mosca-das-frutas, mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) e tripes, o que tem afetado o desempenho das lavouras. Os preços de comercialização apresentam variação entre os municípios, refletindo diferenças de oferta e demanda locais.

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Na região de Santa Maria, continua a colheita das cultivares de dias neutros. As condições edafoclimáticas e o manejo adotado têm permitido a manutenção dos níveis produtivos e a continuidade da oferta. No entanto, o informativo aponta que há expressiva variação nos preços praticados em Agudo, influenciada pelo canal de comercialização e pelo local de venda. Os valores mais elevados são registrados em pontos situados às margens da BR-287, onde há maior fluxo de consumidores.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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