Conecte-se Conosco

Mato Grosso

Empaer mobiliza cooperativas e associações da agricultura familiar para conhecer projeto MT Produtivo

Publicado

em

Registro da expedição em Araputanga – Foto por: MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade

Cooperativas, associações, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais de diversas regiões de Mato Grosso estão sendo mobilizados para participar da Expedição MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, iniciativa coordenada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) e que tem investimento de US$ 100 milhões, sendo US$ 20 milhões do Governo do Estado e US$ 80 milhões do Banco Mundial.

O projeto conta com Cooperação Técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), para mobilização de lideranças comunitárias, cooperativas e associações para participação nas apresentações do projeto e futura adesão ao edital.

A expedição formada por duas equipes do projeto visitaram 11 municípios. Ao longo das próximas semanas, técnicos do projeto fecham os 23 municípios-polo, alcançando 61 cidades identificadas com potencial para desenvolver planos de negócios sustentáveis voltados à agricultura familiar.

Durante os encontros, equipes técnicas do MT Produtivo orientam produtores e representantes de organizações rurais sobre critérios de participação, regularização documental, emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF Jurídica) e elaboração dos planos de negócios que poderão disputar investimentos previstos pelo programa.

Publicidade

Segundo o coordenador do projeto, Leonardo Santos, a etapa de mobilização será fundamental para aperfeiçoar o edital. “A partir das expedições vamos sanar as dúvidas sobre o projeto. Ao final, construiremos um relatório que servirá para auxiliar na conclusão do edital”, explicou.

Em Poconé, a presidente da Associação de Mulheres Bakairi e da Associação Indígena de Mato Grosso Takinã, Maria Neuza Rodrigues, afirmou que a iniciativa amplia o acesso das comunidades indígenas às políticas públicas. “Produzimos arroz, milho, mandioca e batata. Foi muito importante participar da reunião para entendermos melhor o processo e nos organizarmos para participar do projeto”, relatou.

O gestor territorial do Vale do Rio Cuiabá, Lucas Freire, destacou o papel da Empaer no processo de aproximação com os produtores. “Estamos fazendo um grande esforço para comunicar e reunir as lideranças sobre como acessar essa política pública. A Empaer também vai auxiliar na organização da CAF e dos projetos para que essas organizações tenham condições de conquistar esse recurso”, afirmou.

A assessora técnica da Unidade Gestora do Projeto da Seaf, Ludmila Soares, ressaltou que as reuniões estão ajudando a construir um edital mais alinhado às necessidades regionais. “Estamos atingindo nosso objetivo de ouvir as comunidades e entender o que precisa ser ajustado para que o edital atenda às dificuldades e necessidades de cada região”, disse.

Em Tangará da Serra, a integrante da cooperativa Coopermakssenea, Zanaide Mezokerossê, afirmou que o projeto fortalece a união entre os produtores indígenas. “Vejo uma grande possibilidade de nos unirmos para fazer algo melhor pela nossa produção. Também teremos apoio técnico para melhorar o que for necessário”, comentou.

Publicidade

Na região Sul do Estado, a gestora territorial Raquel Casonatto reforçou a importância da organização coletiva. “A grande dificuldade do pequeno produtor é fazer tudo sozinho. A organização coletiva é fundamental e a Empaer vai auxiliar os produtores a competir no edital”, explicou.

A presidente da Rede de Mulheres do Vale do São Lourenço, localizada em Rondonópolis, Heliana Borlini, afirmou que o projeto representa novas oportunidades para as famílias do campo. “O projeto traz esperança de produzir mais e melhor, com investimentos, suporte e oportunidades para que as famílias continuem no campo”, destacou.

Em Campinápolis, o cacique Azevedo Serebuti, da aldeia Kairó, etnia Xavante, ressaltou a importância da iniciativa para os povos indígenas. “Esse projeto traz uma oportunidade concreta para fortalecer os produtores da agricultura familiar e também os povos indígenas”, afirmou.

Responsável pela mobilização no Vale do Araguaia, o gestor territorial Camilo Sávio afirmou que a expectativa é fortalecer a elaboração de propostas competitivas nos municípios contemplados. “Temos a responsabilidade de motivar os municípios a apresentarem projetos fortes. A Empaer estará à disposição para atender e, se necessário, vamos trazer mais técnicos para auxiliar”, disse.

Outros Investimentos do Governo do Estado na Agricultura Familiar

Publicidade

Dados da Seaf mostram que, entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 817 milhões nos 142 municípios do Estado em ações voltadas à agricultura familiar, incluindo máquinas, implementos, insumos, tecnologia genética para a cadeia leiteira e implantação do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) – Inclusão Rural.

Já a Empaer, além de ampliar ações de pesquisa e assistência técnica, contemplou 99 municípios com tratores, em um investimento de R$ 16,3 milhões.

Vânia Neves | Seaf/Empaer

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mato Grosso

Grupo do agro em Cáceres pede recuperação de R$ 90 milhões

Publicado

em

Crise teria sido gerado pelas queimadas

 

Uma dívida que ultrapassa os R$ 90 milhões colocou um tradicional grupo ligado à pecuária de Mato Grosso no centro de um processo de recuperação judicial. A decisão da 1ª Vara Cível de Cuiabá trouxe um alívio imediato aos proprietários, suspendendo cobranças e bloqueando medidas como penhoras e apreensões de bens.

O caso envolve o Grupo Tubino, de Cáceres, no oeste de Mato Grosso. O grupo é formado pelo casal de advogados Cleiton Tubino Silva e Darlise Hasper Muniz Tubino Silva, que mantêm a tradição na atividade pecuária desde a década de 1990 na região.

A medida liminar, publicada em 29 de maio de 2026, autoriza o início do processo para um passivo estimado em exatos R$ 90,2 milhões. O pedido busca preservar a viabilidade da operação rural, que é fundamental para a economia local de Cáceres.

Publicidade

O que muda para os credores com a decisão da Justiça?

A autorização concedida antecipa efeitos protetivos essenciais. Na prática, ficam suspensas todas as cobranças relacionadas a dívidas declaradas pelo grupo, além da interrupção temporária de ações de sequestro de bens e penhoras judiciais.

Antes do avanço definitivo, uma constatação prévia será realizada para verificar se a operação possui condições reais de continuidade. Esta análise técnica é decisiva para comprovar a viabilidade econômica e operacional da atividade desenvolvida pelo casal em Mato Grosso.

Queimadas e custos de produção elevaram o passivo financeiro

Nos documentos apresentados à Justiça, os produtores detalham que o endividamento se agravou devido a uma combinação de fatores externos. O aumento nos custos de insumos, a alta dos combustíveis e os reflexos econômicos da pandemia foram citados como estopins para a crise.

Publicidade

Além disso, o grupo aponta que eventos climáticos extremos foram determinantes para o desequilíbrio das contas. Períodos de estiagem severa e incêndios de grandes proporções em Cáceres forçaram a contratação de novos créditos para manter a sobrevivência do rebanho.

Dados do Inpe confirmam alerta de incêndios no estado

A justificativa sobre o impacto das queimadas encontra respaldo em dados oficiais. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso registrou 1.675 focos de calor entre janeiro e junho de 2026, ocupando a segunda posição no ranking nacional de queimadas.

O próximo passo do processo exige que o grupo indique quais bens são estritamente essenciais para manter a pecuária funcionando. O objetivo é garantir que o fluxo de caixa seja preservado enquanto o plano de pagamento aos credores é desenhado e apresentado à Justiça.

Fonte: CenárioMT

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Mato Grosso

Dia Mundial do Meio Ambiente destaca importância da logística reversa no agronegócio

Publicado

em

Dia Mundial do Meio Ambiente destaca importância da logística reversa no agronegócio. Foto: Assessoria

 

Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a necessidade de ações concretas voltadas à preservação dos recursos naturais e à construção de um futuro mais sustentável. No agronegócio, uma dessas iniciativas é a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, que transforma resíduos em novos produtos e evita impactos ambientais.

Em Lucas do Rio Verde, esse trabalho é realizado pela Fundação Rio Verde, por meio da Central de Recebimento e Processamento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (Cearpa), integrante do Sistema Campo Limpo, considerado uma das maiores referências mundiais em logística reversa de embalagens pós-consumo.

O sistema, gerenciado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), garante que as embalagens utilizadas nas propriedades rurais retornem para uma destinação ambientalmente correta, prevenindo a contaminação do solo, da água e contribuindo diretamente para a conservação do meio ambiente.

Publicidade

Os resultados demonstram a eficiência do trabalho realizado. Em 2025, a Cearpa recebeu e destinou corretamente 2.124 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Para 2026, a previsão é manter os altos índices de recolhimento, com mais de 2 mil toneladas destinados adequadamente.

Segundo o Gestor Ambiental da Cearpa, Rangel Portela, o comprometimento dos produtores rurais é fundamental para o sucesso do programa.

“Nosso produtor rural é muito consciente da importância da destinação correta das embalagens. Hoje, praticamente tudo o que vai para o campo retorna para reciclagem ou para uma destinação ambientalmente adequada, fortalecendo a sustentabilidade da atividade agrícola”, destaca.

Atualmente, a Central conta com nove colaboradores e recebe diariamente embalagens de seis propriedades rurais, de acordo com agendamento. Além disso a entidade presta suporte ao posto de recebimento de Tapurah, que encaminha semanalmente mais de 19 toneladas de materiais para processamento.

Após o recebimento, as embalagens passam por uma rigorosa triagem. Aproximadamente 85% do material segue para reciclagem e os outros 15% são destinados ao coprocessamento, tecnologia que utiliza os resíduos como fonte de energia em processos industriais.

Publicidade

“A reciclagem é uma importante ferramenta de preservação ambiental. As embalagens retornam à cadeia produtiva como matéria-prima para novos produtos, enquanto o coprocessamento garante uma destinação segura para os materiais que não podem ser reciclados”, explica Portela.

O material reciclado dá origem a 38 produtos homologados, utilizados em diversos setores da economia. Na construção civil, transforma-se em tubos para esgoto e dutos corrugados. No setor de transportes, é utilizado na fabricação de caixas para baterias, dormentes ferroviários e postes de sinalização. Já a indústria moveleira utiliza o material na produção de componentes e estruturas de proteção.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a atuação da Cearpa e da Fundação Rio Verde comprova como o agronegócio pode aliar produtividade e responsabilidade ambiental. O trabalho desenvolvido impulsiona a preservação dos recursos naturais, reduz impactos ambientais e promove a conscientização sobre a importância da destinação correta dos resíduos gerados no campo.

Produtores interessados em realizar o agendamento para entrega das embalagens ou obter mais informações podem entrar em contato pelo WhatsApp (65) 99997-3597 ou acessar o sistema de agendamento do inpEV.

Fonte: CenárioMT

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Mato Grosso

Distribuição de medicamentos para parar de fumar cresce 138% no SUS em três anos

Publicado

em

Ilustração

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou significativamente a oferta de medicamentos voltados ao tratamento da dependência de nicotina nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a distribuição desses insumos registrou crescimento de 138,51%, passando de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades enviadas aos estados e municípios brasileiros.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde e reforçam as ações desenvolvidas no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. A disponibilização dos medicamentos integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE).

Segundo a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o aumento na distribuição demonstra uma procura cada vez maior da população por apoio especializado para abandonar o cigarro.

De acordo com ela, os números refletem o interesse crescente dos brasileiros em buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida e reforçam a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento do tabagismo.

Publicidade

Cinco medicamentos integram tratamento oferecido pelo SUS
Atualmente, o SUS disponibiliza cinco itens essenciais para auxiliar pacientes que desejam deixar o hábito de fumar. Entre eles estão o cloridrato de bupropiona de 150 miligramas, a goma de mascar de nicotina de 2 miligramas e os adesivos transdérmicos de nicotina nas dosagens de 7, 14 e 21 miligramas.

Além do fornecimento dos medicamentos, a estratégia nacional inclui ações de educação em saúde e acompanhamento dos pacientes, ampliando as chances de sucesso no tratamento.

O Ministério da Saúde destaca que garantir o abastecimento regular desses produtos em todo o território nacional é uma das prioridades da pasta. Segundo Fernanda De Negri, o fortalecimento das estratégias de distribuição e do uso racional dos medicamentos é fundamental para assegurar que o tratamento chegue de forma contínua, segura e orientada às pessoas que desejam abandonar o tabagismo.

Crescimento ocorreu em todos os medicamentos

Os números mostram aumento expressivo na distribuição de todos os itens utilizados no tratamento.

Publicidade

O fornecimento de bupropiona 150 mg passou de 8,68 milhões de unidades em 2022 para 18,62 milhões em 2025. Os adesivos de nicotina de 7 mg cresceram de 3,13 milhões para 6,32 milhões de unidades no mesmo período.

Já os adesivos de 14 mg registraram aumento de 3,14 milhões para 8,13 milhões de unidades, enquanto os de 21 mg passaram de 3,58 milhões para 8,89 milhões.

O maior crescimento proporcional foi observado na distribuição da goma de nicotina de 2 mg, que saltou de pouco mais de 1 milhão para 4,64 milhões de unidades entre 2022 e 2025.

Tabagismo continua sendo desafio de saúde pública

Considerado uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo, o tabagismo está associado a diversos problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer.

Publicidade

Por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, o SUS oferece tratamento gratuito e acompanhamento especializado para pessoas que desejam abandonar o vício, contribuindo para a redução dos impactos do cigarro na saúde da população brasileira.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência