Agricultura
Agroquímicos – Sipcam Nichino lança herbicida com novo ativo para o sorgo

Fotos: Reprodução
São Paulo (SP) – Crescente no país nos últimos anos, em área cultivada e importância econômica, o sorgo desafia o produtor na safra no tocante ao manejo de plantas daninhas, face às poucas alternativas de oferta de herbicidas seletivos, para uso na modalidade pré e pós-emergentes. Até recentemente, o ingrediente ativo atrazina constituía basicamente a única opção do gênero, conforme explica o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino.
De acordo com o agrônomo, frente a esse cenário a companhia optou por investir no lançamento do herbicida Click® posicionado para o sorgo. Introduzido no Brasil há três anos, inicialmente na cultura do milho, essa solução, diz Freitas, resulta de um processo de inovação e elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Segundo ele, o herbicida mantém o potencial produtivo do sorgo, sobretudo em virtude do efeito da molécula de última geração terbutilazina, desenvolvida pela companhia.
“Acreditamos que como ocorre nas lavouras de milho, Click® revolucionará o manejo de invasoras do sorgo nas infestações por plantas de difícil controle, em ação de pré-emergência e pós-emergência”, reforça Freitas. Segundo ele, na fase pré-registro para sorgo, a terbutilazina transferiu alta confiabilidade no controle de folhas largas, além de boa supressão de gramíneas.
“Click® se sobressai em relação à atrazina pela maior estabilidade no perfil do solo, mesmo com ocorrência de bastante chuva. Entrega efeito residual mais prolongado diante das principais daninhas do sorgo, mesmo em condições de alta pressão de infestação. Mantém a lavoura com menor nível de reinfestação (efeito de pré-emergência, ação residual) e, por isso, tende a se tornar uma nova referência tecnológica para o produtor da cultura”, complementa Freitas.
Conforme o agrônomo, o herbicida demonstra ser superior ao padrão de mercado hoje empregado, especialmente no manejo de invasoras de folhas largas como corda-de-viola, picão preto, guanxuma e amendoim-bravo, “mas também como boa supressão para gramíneas em estágios iniciais, como capim-colchão, capim-pé-de-galinha, capim-marmelada, capim-carrapicho”.
“Em formulação moderna, dose bem menor que o padrão atual, com atrazina, e de fácil operação, a terbutilazina permite flexibilidade e pode ser utilizada em associação a outros produtos, elevando o rendimento operacional do sorgo. Click® abre uma nova era entre os herbicidas para esta cultura comercializados no Brasil”, finaliza Freitas.
Cultura em expansão
De acordo com dados da Kynetec, a cultura de sorgo está em expansão no país. A área cultivada cresceu aproximadamente 30% entre 2021 e 2023, conforme a consultoria e a tendência para o ciclo 2024 é atingir 1,56 milhão de hectares.
O sorgo é semeado como alternativa à sucessão da soja ou substituição do milho segunda safra. Apresenta boa adaptação ao clima quente, boa rusticidade e boa tolerância à seca, sendo empregado na alimentação humana, na formulação de ração animal e biocombustíveis sustentáveis, nas variedades granífero, sacarino, forrageiro, biomassa e vassoura.
Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

Reprodução/Secom VG
Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.
A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.
Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.
O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.
De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

Gerada por IA
O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.
Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.
Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

Internet
Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.
De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.
O que muda na prática
A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:
Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;
Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;
Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;
Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.
Mais padronização nas prateleiras
A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.
Impacto no preço
A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.
Processo contínuo
A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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