Agricultura
O grande desafio para o mercado de biológicos

Reprodução
O mercado de defensivos biológicos é o que mais vem se destacando dentre os insumos agrícolas há algum tempo. Cada vez mais, vemos novos produtos sendo lançados, novas empresas entrando no mercado ou até mesmo sendo consolidadas. O ambiente positivo criado no entorno deste mercado tem contribuído de forma relevante para este crescimento. Ao longo dos últimos anos, também pudemos observar os produtores brasileiros obtendo margens bem elevadas, fruto dos bons níveis de preços observados nas principais commodities. Contudo, nos últimos meses, as cotações vêm caindo e, desta forma, colocando pressão nas margens dos produtores, que se encontram mais comprimidas do que durante o período 2020-2023. Nesse contexto, devemos observar ao longo de 2024 algumas dúvidas com relação ao crescimento do mercado de biológicos. Ainda assim, devemos observar crescimento neste segmento, ainda que a uma taxa menor do que nos últimos anos, mostrando, desta forma, que o produtor brasileiro segue comprometido com a adoção de defensivos biológicos por compreender sua importância e consequentes benefícios para suas lavouras.
Introdução
O mercado de defensivos biológicos vem crescendo a taxas bastante robustas nos últimos anos. De acordo com dados do IBAMA, esse mercado teve um crescimento no volume vendido com uma taxa composta anual (Compound Annual Growth Rate – CAGR) de 53% entre 2015 e 2022. É justo dizer que a base inicial da série é muito baixa, mas mesmo assim é um crescimento bastante expressivo. Do lado das empresas, o negócio tem se mostrado altamente rentável, o que vem atraindo muita atenção de diversos interessados em entrar ou expandir suas atividades neste setor.
Contudo, o momento atual das principais commodities (que são as principais culturas nas quais os biológicos tem sido amplamente utilizados) é bastante delicado no Brasil. As quebras de safra observadas na principal região produtora de soja, aliada ao baixo preço das commodities no mercado, têm feito com que as margens operacionais dos produtores sejam comprimidas para a safra atual, com perspectiva de assim permanecer para a próxima safra. Neste cenário, 2024 surge como um grande desafio para o mercado de defensivos: será possível manter o alto nível de crescimento com esse grande obstáculo?
Brasil e o mercado de biológicos
Características do mercado brasileiro
Uma das principais características dos produtores brasileiros é estar na vanguarda da evolução da agricultura. Neste ponto, os defensivos biológicos no Brasil vêm ganhando bastante tração, seja na substituição por melhores produtos no controle, ou mesmo com o objetivo de se alinhar às premissas de uma agricultura regenerativa, algo que vem ganhando bastante atenção no mercado.
De acordo com um estudo realizado pela Mckinsey, publicado no início do ano passado, pelo menos 60% dos produtores brasileiros entrevistados ou já utilizam ou planejam utilizar defensivos biológicos. Este número é muito superior à média global de 20% calculada pela mesma pesquisa.
Além desta natural aptidão do produtor por buscar novidades, por que o Brasil está tão avançado em relação aos outros países? Aqui devemos citar que as condições para o desenvolvimento deste mercado são propícias em todas as esferas: governo, empresas e produtores rurais. Na ótica do governo, independentemente do perfil de administração federal, vemos o fomento do desenvolvimento de conhecimento/tecnologias através da Embrapa, novas legislações, celeridade na aprovação de novos produtos, entre outros. Já no âmbito privado, observa-se o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, penetração de mercado e, do lado dos produtores rurais, a já mencionada aptidão pela inovação.
Quando olhamos quem são os principais estados e quais as principais culturas que consomem defensivos biológicos no Brasil, não podemos dizer que há surpresa nos números – na verdade, é possível constatar uma correlação entre tais indicadores.
Conforme é possível observar na Figura 1, na média entre 2018 e 2022, São Paulo é o principal estado consumidor de biológicos com um percentual de 19%, seguido de perto por Goiás com 14%. Já com relação às culturas (Figura 2), dada a representatividade da soja dentro do Brasil, nada mais normal do que a oleaginosa ocupar o primeiro lugar no ranking.
O volume de produtos utilizados vem crescendo ano após ano, com um CAGR de 53%, como apontado no início do texto, mas a área tratada com biológicos também vem crescendo de maneira bastante expressiva. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Crop Life Brasil, a área tratada com defensivos biológicos cresce a um CAGR de 39% nos últimos anos, chegando a aproximadamente 29 milhões de hectares tratados. Com base nesses números, podemos observar que o volume vem aumentando mais do que a área, o que pode indicar uma taxa de penetração nos atuais usuários de biológicos maior do que a taxa de novas adoções.
Principais produtos e a oferta crescente de produtos
Conforme mencionado acima, o crescimento do mercado de biológicos vem sendo suportado, entre outros motivos, pelo aumento na quantidade de produtos disponíveis, especialmente a partir de 2020. De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), entre 2015 e 2023 foram registrados 620 defensivos biológicos no Brasil, sendo que destes, 413 foram registrados entre 2020 e 2023, ou seja, quase 70% dos produtos registrados ao longo dos últimos quatro anos, conforme a Figura 3 abaixo.
Já com relação aos tipos de produtos negociados, a maior parte deles se concentra nos nematicidas e fungicidas. De acordo com dados do Ministério da Agricultura do Brasil (MAPA), entre 2020 e 2022, último ano disponível na série, a maior parte dos ingredientes ativos vendidos tinha como objetivo o controle de nematoides ou fungos. Neste período, o Bacillus amyloliquefaciens, um nematicida, obteve em média 22% de participação no mercado brasileiro. O segundo lugar no mesmo período foi o Trichoderma harzianum rifai, um nematicida/fungicida que obteve cerca de 18% de participação no mercado, conforme Figura 4 abaixo.
Além destes, o uso de inseticidas biológicos também tem se mostrado relevante, especialmente voltado para o controle de alguns tipos de lagartas. Não podemos nos esquecer da já tradicional Cotesia flavipes, que desde a década de 1970 ajuda as usinas no controle da broca-da-cana-de-açúcar.
De vento em popa
Como já mencionado, o mercado de defensivos biológicos vem vivenciando crescimentos bastante robustos ao longo dos últimos anos e, no caso dos volumes de produto vendidos, o CAGR de 53% entre 2015 e 2022 impressiona. Mas, além de todo o incentivo que cerca esse atrativo segmento, um grande vento de popa para este mercado foi o nível de margem operacional (sem considerar os custos financeiros, arrendamentos) obtido pelos produtores ao longo dos últimos anos.
De acordo com as análises do Rabobank, Figura 6 abaixo, durante as safras de 2020 e 2023, a margem operacional média dos produtores de soja no Mato Grosso foi de 45%, enquanto que para o milho safrinha a margem operacional média no mesmo período foi de 40%, superior ao período anterior. Anos bastante favoráveis para os produtores, o que possibilitou a eles experimentarem novas tecnologias, incluindo os próprios defensivos biológicos.
Assim, podemos dizer que os crescimentos impressionantes obtidos pelo mercado são o resultado de uma combinação bastante favorável de fatores, conforme discorrido ao longo dos últimos parágrafos.
Os ventos da mudança
Contudo, o que pudemos observar ao longo de 2023 foi uma mudança na direção dos ventos das safras e, com as quedas nos preços das commodities agrícolas, apesar das reduções nos custos de produção, os produtores viram suas margens operacionais reduzirem aos patamares do período anterior a 2020-2022. Além disso, o clima também foi um agente bastante importante, com o El Niño trazendo instabilidade ao volume de chuvas em regiões importantes, como por exemplo o Mato Grosso.
Para a próxima safra brasileira que inicia seu plantio a partir de setembro de 2024, a perspectiva é de que veremos se repetir o cenário de margens operacionais mais apertadas, tanto para a soja, quanto para o milho safrinha. Essas perspectivas têm trazido incertezas para o agronegócio como um todo, incluindo aqui também as empresas de defensivos biológicos.
Projeções para a próxima safra
Com esse contexto, fica evidente que 2024 pode ser um ano bastante desafiador para as empresas de defensivos biológicos. Contudo, ainda devemos esperar expansão deste setor, em especial no volume vendido, mas possivelmente com uma taxa menor do que nos últimos anos. Na visão do Rabobank, o mercado já conquistado pelos defensivos biológicos não deve ser perdido facilmente, muito pelo sucesso dos produtos mais consumidos nas safras recentes, assim como pelo custo de produção bastante compatível com o convencional.
Quando olhamos a lista dos produtos mais consumidos, Figura 4 acima, observamos que os nematicidas aparecem no topo. Dentro do controle de nematoides, o controle biológico está em ascensão, em primeiro lugar pela eficácia demonstrada pelos produtos disponíveis, assim como pela capacidade de permitir que a microbiota do solo continue ativa. Este último ponto está bastante relacionado à agricultura regenerativa, que traz um olhar holístico para o solo, onde a microbiota do solo é uma das partes essenciais para o desenvolvimento das plantas. Este último ponto também favorece a visão de que o uso deste tipo de biológico pode não sofrer tanto este ano, pois sua grande vantagem está em seu uso continuado.
Com relação aos custos de produção, utilizando dados do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás – IFAG, podemos observar que o custo da soja em Reais por saca de 60 kg de soja, utilizando principalmente os produtos biológicos, é bastante similar ao custo da soja transgênica com uso dos defensivos químicos. No exemplo da Figura 7, é possível, inclusive, notar que o custo por saco de 60 kg de soja somente com produtos biológicos é inferior ao da soja transgênica em cerca de 4.6% de acordo com o dado informado pela IFAG.
Outro fator, um pouco mais complexo, mas que pode ajudar na manutenção do crescimento, é que diferentemente das empresas de defensivos químicos que vivem uma crise de altos estoques e liquidez, as empresas de defensivos biológicos conseguiriam, se necessário, abrir mão de um pouco de margem este ano para preservar os volumes de venda. Contudo, os dois primeiros pontos citados dão confiança de que o mercado deve continuar a crescer neste ano.
E o que vem a seguir para esse mercado?
Por se tratar de um mercado com grandes chances de se manter em crescimento enquanto outros setores do agronegócio tendem a passar por dificuldades, muita atenção tem sido voltada para os biológicos. Ao longo dos últimos anos, temos visto um interesse bastante forte no mercado de fusões e aquisições ligadas a esse setor. Dada esta previsão de que o mercado deve se manter bastante resiliente nos próximos meses, podemos esperar que o interesse se mantenha ativo.
Outro ponto de atenção é o aumento da entrada das empresas de defensivos químicos tradicionais no mercado de biológicos. Cada vez mais vemos o interesse desses gigantes neste mercado, seja desenvolvendo novos produtos, ou adquirindo empresas a fim de reduzir o tempo de entrada no mercado. Algumas delas estão adotando metas bastante ambiciosas de inclusão dos biológicos em seus portfólios. Este fato é um fato positivo para os produtores, pois aumentará a oferta de produtos no mercado; por outro lado, para as empresas independentes puramente de biológicos, trará um aumento na competição (em praças específicas ou determinados tipos de produtos).
Com o apelo cada vez maior pela sustentabilidade no mercado agrícola, os produtos biológicos deverão ganhar cada vez mais espaço, especialmente quando ligados à agricultura regenerativa. Em commodities onde a rastreabilidade da produção é mais fácil, como no caso do café e algodão, devemos ver o aumento na demanda por esse tipo de defensivo vindo de produtores adeptos às mudanças das práticas agrícolas que levam à agricultura regenerativa. No futuro, é esperado que a adoção de práticas regenerativas de produção venham a gerar prêmios sobre o preço pago nestas commodities.
De qualquer forma, a visão para o mercado de defensivos biológicos segue bastante positiva por qualquer ângulo posto sobre ele, e o atual momento deve servir para continuar enaltecendo o diferencial deste segmento do mercado que veio para ficar.
Bruno Fonseca – Senior Analyst – Farm Inputs
Fonte: Rabobank
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Ginseng conquista selo de Indicação Geográfica

Foto: Check Films
O ginseng de Querência do Norte, no Noroeste do Estado, obteve o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O resultado foi divulgado nesta terça-feira (5) e amplia a liderança paranaense no ranking nacional com 25 produtos com selo de IG.
Além de valorizar as tradições locais, o reconhecimento fortalece a identidade do produto, melhora a inserção no mercado e contribui para o desenvolvimento regional. No caso de Querência do Norte, a certificação atesta que as qualidades do ginseng decorrem essencialmente do ambiente de produção, com influência direta de solo, clima e do conhecimento dos produtores.
“A conquista é um marco que eleva o patamar da nossa produção. Uma Indicação Geográfica não é apenas um selo, é uma ferramenta poderosa de diferenciação de mercado. Ela garante ao consumidor a autenticidade e a qualidade vinculada ao nosso território, permitindo que o produtor rural paranaense capture mais valor e acesse mercados globais que exigem rastreabilidade e tradição”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.
A partir do reconhecimento destes requisitos, a certificação assegura que apenas o ginseng originário de Querência do Norte utilize a denominação, o que amplia a credibilidade, favorece melhores preços e fortalece a economia do município. A chancela também estimula a organização dos produtores, a geração de empregos e a atração de investimentos.
A exemplo da valorização do produto no mercado internacional, a Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag) prepara um novo lote de 1,2 tonelada do produto que será exportado para a França. A mercadoria, que será enviada nesta semana, é destinada à indústria cosmética. Desde 2015, a produção também atende mercados da China e do Japão, com foco no segmento medicinal.
Atualmente, a produção de ginseng em Querência do Norte conta com cerca de 30 hectares plantados. A produção inclui raízes e parte aérea da planta, como talos, folhas e flores, o que só foi possível após estudos científicos comprovarem que a parte aérea tem princípios ativos tanto quanto as raízes.
A produção anual chega a 300 toneladas in natura, com potencial de 60 toneladas de raízes secas. A atividade gera renda para cerca de 30 famílias, entre produção e serviços ligados à cadeia, como transporte, beneficiamento e apoio administrativo.
A conquista do selo de Indicação Geográfica resulta de um trabalho coletivo entre a Aspag, Sebrae Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Prefeitura de Querência do Norte e Sicredi.
TRAJETÓRIA – O caminho até essa conquista começou em 2019, com a preparação da documentação necessária e a comprovação da qualidade do produto. Estudos comparativos analisaram a mesma variedade cultivada em outros estados e indicaram maior concentração de beta-ecdisona no ginseng local, substância associada aos benefícios da planta.
O processo incluiu levantamento de dados, criação de comitê gestor, adequação do estatuto da associação e desenvolvimento da logomarca e identidade visual. Também houve a elaboração de um caderno de especificações técnicas, que é uma exigência para o registro. Os produtores receberam apoio para criação de identidade visual e participação em eventos e missões técnicas.




DIFERENCIAL – O ginseng de Querência do Norte é da espécie Pfaffia glomerata, nativa da Mata Atlântica e adaptada às ilhas e várzeas do Rio Paraná. A planta pode atingir até dois metros de altura e mantém qualidade mesmo com colheitas em diferentes períodos. O cultivo ocorre a partir de sementes locais e envolve, em sua maioria, agricultores familiares de assentamentos e comunidades tradicionais da região.
Possui propriedades estimulantes e revitalizantes, com uso associado à redução de estresse e fadiga, melhora da memória e aplicação em produtos cosméticos. Também é reconhecido como energético natural e apresenta características anti-inflamatórias, antioxidantes e fortalecedoras do organismo.
IG DO PARANÁ – Além do ginseng, o Paraná possui outros 24 produtos com selo de Indicação Geográfica, são eles: as ostras do Cabaraquara; poncã de Cerro Azul; broas de centeio de Curitiba; cracóvia de Prudentópolis; carne de onça de Curitiba; café de Mandaguari; urucum de Paranacity; queijo colonial do Sudoeste do Paraná; cafés especiais do Norte Pioneiro; morango do Norte Pioneiro; goiaba de Carlópolis; mel de Ortigueira; queijos coloniais de Witmarsum; cachaça e aguardente de Morretes; melado de Capanema; vinhos de Bituruna; mel do Oeste do Paraná; barreado do Litoral do Paraná; bala de banana de Antonina; erva-mate de São Mateus; camomila de Mandirituba; uvas finas de Marialva; tortas de Carambeí e café da Serra de Apucarana.
Além delas, há ainda o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, Indicação Geográfica concedida a Santa Catarina que envolve municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Outros seis produtos do Paraná têm pedidos depositados e em análise no INPI: acerola de Pérola; pão no bafo de Palmeira; cervejas artesanais de Guarapuava; mel de Capanema; couro de peixe de Pontal do Paraná e cambira de Pontal do Paraná.
Saiba mais sobre os produtos paranaenses que conquistaram Indicação Geografica em uma série de reportagens produzida pela Agência Estadual de Notícias.
Com AEN/PR
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produção de biodiesel cresce e Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

Os dados fazem parte do novo boletim do Imea – Foto: Assessoria
A produção de biodiesel em Mato Grosso avançou no mês de março e fez o estado responder por 26% da produção nacional. Os dados fazem parte do novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na segunda-feira (4).
Ao todo, as usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos de combustível renovável, percentual próximo de um terço do volume nacional, que foi de 893,60 mil m³. De acordo com o levantamento, o resultado representa o maior nível da série histórica do estado, com crescimento de 16,90% no comparativo com fevereiro.
Para o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, o aumento da produção de biodiesel em Mato Grosso está associado, principalmente, ao avanço da demanda pelo biocombustível na composição do diesel.
Desde agosto do ano passado, o Brasil adotou a mistura de 15% de biodiesel no óleo diesel (B15). E esse cenário tem estimulado o maior processamento nas usinas instaladas no estado, acompanhando a necessidade de atendimento ao mercado. “A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirmou.
Ainda nessa análise, Rodrigo destacou que o movimento reflete um ajuste da indústria à dinâmica do consumo de combustíveis no país, o que tem sustentado o crescimento recente do setor.
Novas projeções do Imea
Além do biodiesel, o novo boletim indicou uma revisão quanto a estimativa do cultivo do algodão em Mato Grosso. A área plantada de cotonicultura para a safra 25/26 foi projetada em 1,38 milhão de hectares, tendo assim uma redução em relação às estimativas anterior. Por outro lado, a produtividade foi ajustada em 297,69 arrobas por hectare, resultando em produção estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço.
No milho, o levantamento do Imea manteve a área da safra 25/26 em 7,39 milhões de hectares e revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare, avanço em relação à estimativa anterior. Com isso, a produção foi projetada em 52,66 milhões de toneladas, refletindo as condições favoráveis das lavouras em parte do estado, impulsionadas pelo regime de chuvas recente.
No mercado do boi gordo, os preços registraram alta em abril em Mato Grosso, quando a arroba atingiu média de R$ 350,11, provocado pela oferta restrita de animais ao abate. Segundo o instituto, esse cenário contribuiu para o encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista, com média de R$ 367,57.
Já no segmento de suínos, o mercado foi de queda nos preços. Em abril, o valor pago ao produtor mato-grossense foi de R$ 5,96 por quilo, recuo frente ao mês anterior. A análise do boletim do Imea revela que resultado se deve a uma menor demanda no mercado interno, que elevou a oferta tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, pressionando assim as cotações.
Em relação à matéria-prima, o óleo de soja permaneceu como principal insumo utilizado em Mato Grosso, com participação de 84,00%, apesar de recuo de 0,34 ponto percentual, quando comparado a fevereiro.
Jonatas Boni/AguaBoaNews
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Milho – Ensaios da Estação Dashen validam eficácia de nova mistura pronta de terbutilazina e mesotriona sobre daninhas da cultura

Fotos: Divulgação
Bandeirantes (PR) – Criada em 2014 na cidade paranaense de Bandeirantes, no Norte do Estado, a Estação Dashen, consultoria agronômica de renome no agronegócio, está integrada há dois anos ao desenvolvimento da solução terbutilazina + mesotriona. Trata-se da primeira mistura pronta disponível no país desses compostos, recomendada no manejo de plantas daninhas do milho. Os resultados dos ensaios da Estação Dashen respaldaram a eficácia da mistura e atestaram a sinergia entre as duas moléculas em áreas do cereal.
Doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas, o pesquisador Jethro Barros Osipe – que conduziu os estudos juntamente ao pai, Robinson Osipe e ao irmão, Petrus B. Osipe, igualmente sócios da Estação Dashen – ressalta, inicialmente, a relevância da molécula terbutilazina nas estratégias de manejo de invasoras do milho.
“Trata-se de uma molécula ‘nova’, que não vinha sendo utilizada no Brasil e substitui à atrazina, ativo com potencial para ser descontinuado devido a questões regulatórias”, explica Jethro B. Osipe. “Além de eliminar às plantas da soja voluntária, para nós uma grande preocupação em áreas de milho segunda safra, a terbutilazina contribui no manejo de outras espécies e assegura atividade superior no solo.”
“Ao observarmos resultados durante a pós-colheita, por exemplo, a terbutilazina + mesotriona entregou controle de fluxo de plantas daninhas muito melhor em comparação à mistura com atrazina”, continua Osipe. “O efeito residual é extremamente importante, pois reduz a infestação e o estádio das plantas daninhas, o que facilita operações de controle das invasoras na cultura subsequente”, ele reforça.
Em relação à mistura pronta de terbutilazina e mesotriona, especificamente, o especialista relata que na última safra a Estação Dashen trabalhou aplicações da solução em pós-emergência do milho, em lavouras onde havia presença de capim-pé-de-galinha, caruru, capim-carrapicho e outras invasoras. “Notamos potencial de controle elevado na pós-emergência, bem como residual no solo ao longo de todo o ciclo da cultura”, resume Osipe.
Segundo ele, a mistura pronta de terbutilazina e mesotriona, aplicada no momento correto, “na fase inicial do milho”, entregou indicadores de controle da ordem de 95%. “
“A mistura controla plantas daninhas importantes de folhas largas, as dicotiledôneas e estreitas, as monocotiledôneas, incluindo capim-pé-de-galinha, capim-amargoso, caruru, trapoeraba, leiteiro e picão-preto.” Osipe acrescenta que a mistura também age sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, entre estas capim-pé-de-galinha e caruru.
“Importante ressaltar ainda: a mistura de terbutilazina e mesotriona tem potencial de uso sobre as plantas de Brachiaria, usadas no sistema de consórcio com o milho”, finaliza Jethro Osipe.
A primeira mistura pronta de terbutilazina e mesotriona chegou ao mercado brasileiro recentemente, lançada pela companhia Sipcam Nichino, sob a marca comercial Click® Pro.
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Fernanda Campos
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