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Programa ‘Drones SP’ terá resultados de pesquisas apresentados durante 57º Congresso de Olericultura

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Ocorre na paulista Campinas, entre os dias 6 e 9 de agosto, a 57ª edição do Congresso Brasileiro de Olericultura, centrado na produção de vegetais para consumo alimentar: verduras, legumes, tubérculos, especiarias e outros. Com o tema “Olericultura 4.0, Desafios e Oportunidades”, o evento recebe, no dia 6, o pesquisador científico e diretor geral do Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), Hamilton Ramos.

Ramos apresentará, no dia 8, os primeiros resultados de pesquisas do programa de caráter público-privado ‘Drones SP’, do qual é coordenador, que tem por objetivo aprimorar tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas químicos e biológicos por meio de drones.

O programa Drones SP une a Fundação Coopercitrus Credicitrus, vinculada a uma das maiores cooperativas agrícolas do país, a Coopercitrus, sediada no município paulista Bebedouro e o CEA-IAC, da cidade de Jundiaí, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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Conforme Ramos, as pesquisas técnicas do Drones SP serão desenvolvidas nos laboratórios do CEA-IAC, enquanto as de aplicação a campo ocorrerão na Fundação Coopercitrus Credicitrus, em uma área de experimentação homologada por órgãos oficiais na cidade de Bebedouro. As análises, acrescenta o pesquisador, abrangem desde cultivos como olerícolas e frutas até as culturas de milho, soja e cana-de-açúcar.

Eficácia e viabilidade nas propriedades

Atualmente, acrescenta Ramos, o programa também capta empresas para integrar o programa como cotistas, e financiar continuamente altos estudos na área de tecnologia de aplicação de agroquímicos e bioinsumos por drones.

“Os primeiros ensaios do programa Drones SP têm resultados promissores”, destaca Ramos. Conforme o pesquisador, as empresas que aderirem terão acesso a dados e conclusões das pesquisas a cargo do programa, entre outros benefícios, inclusive a sessões de treinamentos em ‘dias de campo’.

“Drones SP foca na tecnologia de aplicação e no uso eficaz e seguro do equipamento nas propriedades. Abrange conceitos como volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos, compatibilidade de insumos e outros”, continua Ramos. “Trata-se de tecnologia emergente, revolucionária, mas com muitos pontos ainda a esclarecer no tocante à eficácia e viabilidade econômica nas propriedades”, conclui Ramos.

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O 57º Congresso Brasileiro de Olericultura será realizado na sede do IAC, em Campinas. Para mais informações: https://www.57cbo.com.br/index.html

O Centro de Engenharia e Automação do IAC é parte da história da modernização da agricultura brasileira. Em uma área de 110 mil m², ao pé da Serra do Japi, desenvolve pesquisas e presta serviços nas áreas de mecanização, agricultura regenerativa, meio ambiente e segurança no manuseio de agroquímicos. Conduz, hoje, mais de 30 projetos de ponta nas culturas de uva, cana-de-açúcar, agricultura por imagem e tecnologia de aplicação de agroquímicos, entre estes o programa Drones SP.

Criada em 2019, a Fundação Coopercitrus Credicitrus é a materialização das iniciativas ambientais e sociais da Coopercitrus e da Credicitrus. Localizada em Bebedouro/SP, a entidade, sem fins lucrativos, visa o desenvolvimento dos cooperados e da comunidade no entorno, com parceiras que viabilizam grandes projetos em pesquisa, educação e meio ambiente. Coopercitrus mantém mais de 60 filiais nos estados de SP, MG e GO. Sua carteira de associados reúne mais de 35 mil agropecuaristas.

Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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