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Emoção e homenagens marcam celebração dos 50 anos do Promebo

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Festa promovida pela ANC na Fenagen comemorou o cinquentenário do programa e reconheceu pioneiros de sua criação – Foto: Carlos Queiroz/Divulgação

 

 

Uma celebração especial realizada na noite deste sábado, 3 de agosto, marcou a passagem dos 50 anos do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo). Criadores e autoridades estiveram presentes na Associação Rural de Pelotas (RS) para a festa e homenagens realizadas pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), em evento dentro da 1ª Feira Nacional de Genética Promebo-Fenagen.

Em seu discurso, o presidente da ANC, Joaquin Villegas, lembrou que o Promebo, desde sua criação, tem sido um pilar fundamental para o avanço da pecuária de corte no país. “O programa nasceu de uma visão audaciosa de elevar a qualidade genética dos bovinos brasileiros, e ao longo de cinco décadas, essa visão se materializou em uma revolução silenciosa, mas profundamente transformadora. Hoje, olhamos para trás e vemos uma trajetória de sucesso, marcada por inovações, dedicação e um compromisso inabalável com a excelência”, destacou.

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O dirigente mencionou também o legado do zootecnista Luiz Alberto Fries, uma figura central na criação e desenvolvimento do Promebo. “Sua visão, conhecimento e incansável trabalho foram fundamentais para a implementação e o sucesso contínuo deste programa. Luiz Alberto Fries não só ajudou a moldar o Promebo, mas também inspirou gerações de pecuaristas e profissionais do setor a perseguirem a excelência genética e a inovação. Seu legado vive em cada conquista do programa e em cada avanço na pecuária brasileira”, salientou.

Para Villegas, o impacto do Promebo vai além dos números e das estatísticas. “Ele está presente na vida diária dos pecuaristas, nas fazendas que se beneficiam da genética superior, nas comunidades rurais que prosperam com uma pecuária mais robusta e nos consumidores que têm acesso a produtos de alta qualidade. Cada animal melhorado, cada rebanho aprimorado é um testemunho do sucesso deste programa e do trabalho árduo de todos os envolvidos”, reforçou.

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, presente ao evento, lembrou com orgulho da história construída pela ANC e pelo Promebo. Seu pai, Fernando Octávio da França Mascarenhas, era o presidente da entidade em 1974, ano de criação do programa. Meu pai, que era um pecuarista, talvez não imaginasse que esse programa fosse crescer, se desenvolver tanto, e muito menos que a filha dele ia ser prefeita quando o programa fizesse 50 anos. Lamentavelmente ele não está aqui pra ver isso. O maior sentido de tudo isso que nos reúne aqui é o quanto este programa fez bem para a pecuária brasileira, o quanto trouxe de qualidade, demonstrando o quanto é importante a ciência para o nosso crescimento e para o nosso desenvolvimento”, ressaltou.

A prefeita foi uma das homenageadas do evento, recebendo a distinção pela contribuição e pioneirismo de seu pai no programa. Também receberam homenagens os criadores e representantes de pecuaristas que fizeram parte desta história, como Isabella Dias Barbosa da Silveira, representando seu pai, Henrique Barbosa, Fernando Flores Cardoso, representando a Estância Cinco Cruzes, André Plastina Gomes, representando a Família Guerra Gomes, Ramiro Madruga Costa, representando a Família Costa, Suzana Macedo Salvador e Carla Sandra Staiger Schneider. A Associação Brasileira de Angus e a Associação Rural de Pelotas entregaram placas homenageando a ANC pelos 50 anos de Promebo.

A 1ª Fenagen é uma promoção da ANC e do Promebo, com patrocínio de Senar, Banrisul, Sicredi e BRDE, e apoio da Farsul e da Foco Pampeano Técnica Agropecuária.

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Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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