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Bayer e Elicit Plant unem forças na França para o cultivo de milho

Empresas anunciam acordo para distribuição na França com produtos aprovados contra estresse hídrico – Foto: Elicit Plant/Divulgação
A Bayer França e a Elicit Plant, a empresa pioneira em agrobiotecnologia, anunciam um acordo de parceria exclusiva na França para a distribuição dos produtos Best-a e EliZea, aprovados contra o estresse hídrico, acelerando a resiliência do cultivo de milho no país europeu. A partir de 1º de outubro de 2024, a Bayer se tornará a distribuidora exclusiva dos dois produtos da Elicit Plant, voltados especificamente para problemas de estresse hídrico da cultura.
De acordo com o CEO da Elicit Plant, Jean-François Déchant, essa parceria estratégica com a Bayer oferece uma oportunidade de reforçar a liderança da empresa em termos de participação no mercado de biossoluções para culturas agrícolas cujos rendimentos são afetados pelos impactos cuasados pelo clima. “Trabalhar com um líder do setor nos permite acelerar a adoção de nossas soluções comprovadas que preservam a produtividade agrícola e otimizam o consumo de água das plantas em 20%”, diz.
Essa parceria visa não apenas ampliar o alcance das biossoluções da Elicit Plant, mas também conciliar com a experiência da Bayer em agricultura sustentável. O impacto dessa parceria também será avaliado por meio do aumento da produtividade das culturas e de sua contribuição para um modelo agrícola mais resiliente e sustentável. “A Bayer, líder em cultivo sustentável de milho na França, apoia os produtores dessa cultura a enfrentar os desafios de produção diante das mudanças climáticas, fornecendo soluções concretas. através de uma gama completa de sementes Dekalb, produtos de proteção para plantas e ferramentas digitais por meio de sua plataforma ‘Climate Field View’, explica o chefe da Divisão de Culturas da Bayer França, Guillaume Chancrin.
O dirigente da Bayer reforça ainda que os produtos Best-a e EliZea completam essa oferta, fornecendo soluções para o gerenciamento ideal do estresse hídrico e climático. “Ao tornar essa oferta disponível para todo o mercado, essa parceria demonstra o compromisso da Bayer em garantir um futuro sustentável para o cultivo do milho, ao mesmo tempo em que enfrenta os desafios atuais”, complementa.
As duas empresas compartilham metas ambiciosas para essa parceria: aproveitar o sucesso já observado dos produtos Best-a e EliZea para ampliar a acessibilidade e a visibilidade dessas soluções inovadoras. Juntas, a Elicit Plant e a Bayer esperam um aumento significativo em sua capacidade de oferecer aos agricultores soluções concretas e complementares.
Texto: Pierre-Jean Perin/La Nouvelle Agence, adaptado por Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

Reprodução/Portal do Agronegócio
A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.
Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.
Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor
De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.
O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.
Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.
Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba
Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.
Segundo o levantamento:
- 82% são venezuelanos
- 13% são cubanos
- 2% são bolivianos
- 1% são tunisianos
A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.
Mão de obra interestadual também reforça o setor
Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.
A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:
- Minas Gerais (7%)
- Rio de Janeiro (4%)
- São Paulo (2,5%)
- Pará (2,5%)
Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.
Imigração passa a sustentar operação e economia do interior
Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.
Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.
O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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