Agronegócio
Cooperativa da Amazônia triplica faturamento com a exportação de açaí em pó

Divulgação
A Amazonbai, cooperativa amapaense da foz do Amazonas pioneira em rastreabilidade e certificação da cadeia do açaí no mundo, triplicou o faturamento em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a uma receita de mais de R$ 2 milhões com a venda de produtos.
Os resultados foram impulsionados pelas primeiras exportações diretas de açaí liofilizado (em pó) para os Estados Unidos e para a Europa. As vendas de 3,6 toneladas do produto de alto valor agregado foram responsáveis por 33% do faturamento. Ainda no período, a cooperativa comercializou 138,8 toneladas de polpa.
O liofilizado é a polpa da fruta desidratada por meio de um processo de secagem a frio. A cada tonelada de açaí em pó, foram beneficiadas nove toneladas do fruto in natura. Esse processo mantém as características nutricionais e sensoriais do açaí, como o sabor, aroma e cor. O produto não precisa ser congelado, facilitando a conservação, o armazenamento e o transporte.
“Para atender à demanda do mercado, a Amazonbai ampliou a compra dos frutos in natura junto aos seus cooperados, gerando um retorno mais justo”, explica o presidente da cooperativa, Amiraldo Picanço.
Também houve uma ampliação da base de fornecedores, fechando uma parceria com a associação indígena Wajãpi Terra, Ambiente e Cultura (Awatac), no Amapá. “Essa parceria fortalece a cadeia produtiva do açaí, impulsiona o engajamento e o empoderamento indígena, além de promover a troca de conhecimento”, afirma Picanço.
As bases administrativas foram aprimoradas com a criação de dois novos escritórios em pontos estratégicos, um na região central de Macapá e outro no distrito do Bailique, facilitando o atendimento aos cooperados e a operação.
Para 2025, a Amazonbai planeja produzir 900 toneladas de polpa em parceria com outros territórios para atender novos grandes contratos e ampliar as exportações de liofilizado. A cooperativa estuda também uma parceria com Universidade Federal do Pará (UFPA) para modernizar o sistema de monitoramento e certificação.
Hoje, a área certificada é de 2,4 mil hectares. O açaizal é o primeiro do mundo a ser certificado pela Forest Stewardship Council (FSC) Manejo Florestal, Cadeia de Custódia e Procedimento de Serviços Ecossistêmicos, reconhecido globalmente.
O selo garante a rastreabilidade e a integridade dos produtos ao longo de toda a cadeia de suprimentos, desde a origem da matéria prima até o produto final. A cooperativa também adquiriu o atestado de Produto Vegano, o Selo Amapá e a certificação Orgânica.
Para Amiraldo Picanço, a Amazonbai tem uma dinâmica diferente de trabalhar com a floresta. “Pensamos no bem-estar da criança, da mulher, do jovem, do adulto, do idoso, melhorando a vida daqueles que são os guardiões e guardiãs da biodiversidade da floresta. Somos a prova de que é possível aliar desenvolvimento econômico e social e conservação na Amazônia, pensando no ecossistema como um todo”, afirma.
Apoio do Fundo JBS pela Amazônia para superar barreiras da região
Desde 2023, o Fundo JBS pela Amazônia vem adotando uma estratégia diferenciada de apoio à Amazonbai, combinando R$ 3,1 milhões em recursos de doação direta e R$ 1,5 milhão em investimento reembolsável para capital de giro. Os juros praticados são bem abaixo do mercado e os prazos mais estendidos.
A cooperativa conta, desde sua criação, com doações filantrópicas para apoiar suas operações. Em 2022, o capital filantrópico representava 92% dos recursos. Em 2024, houve uma importante mudança, com a redução de 88% desses repasses em relação a 2023. Em paralelo, com o aumento das vendas, a Amazonbai diversificou as suas fontes de receita e fortaleceu sua sustentabilidade financeira.
“A autonomia da Amazonbai representa um grande salto quando pensamos nas peculiaridades de um negócio de base comunitária na Amazônia. Isso significa que uma cooperativa pode vencer as barreiras impostas em relação à logística, gestão e governança, e se tornar um modelo a ser replicado, gerando desenvolvimento territorial, prosperidade e bem-estar para aqueles que protegem a floresta”, afirma a diretora do Fundo JBS pela Amazônia, Andrea Azevedo.
O Fundo atua, desde 2021, no desenvolvimento territorial da cadeia do açaí na região por meio do projeto Economias Comunitárias Inclusivas, realizado em parceria com o Instituto Interelos, Instituto Terroá, Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Até o momento, a organização doou para a iniciativa R$ 11,6 milhões. Esse recurso foi direcionado para processos mais estruturantes para a bioeconomia do território, como investimentos em educação, laboratórios de pesquisa e cursos formativos de equidade de gênero, transversais ao desenvolvimento da cooperativa.
De geração em geração
Localizada no estuário do rio Amazonas, nos territórios do Bailique e Beira Amazonas, a Amazonbai é composta de famílias ribeirinhas que realizam o manejo da floresta nativa para seu próprio sustento.
A cooperativa foi criada em 2017 e é fruto do Protocolo Comunitário do Bailique, elaborado em 2014 pelas comunidades ribeirinhas para organizar as cadeias produtivas em bases mais justas, com empoderamento local e ênfase no potencial do manejo do açaí de mínimo impacto. Hoje, a Amazonbai tem promovido renda justa para mais de 140 cooperados e cooperadas, com aumento de produtividade e desenvolvimento territorial.
O fruto é cultivado de geração em geração da forma mais natural possível, sem o uso de agrotóxicos, máquinas e fertilizantes, sendo cuidadosamente manejado apenas pelos próprios extrativistas.
Mulheres alcançam lugar de destaque na cooperativa
Em 2023, a Amazonbai criou a Política de Salvaguarda, um documento que visa garantir os direitos das mulheres e de jovens que trabalham na cooperativa. Nos últimos cinco anos, a participação feminina triplicou, ganhando lugar de destaque. Em janeiro de 2025, pela primeira vez, as mulheres foram eleitas para cargos de gestão da cooperativa.
Para Gabrielle Corrêa, eleita vice-presidente em janeiro deste ano, esse avanço reflete o impacto das capacitações. “A meta é chegar a mil cooperados até 2026, trazendo mais mulheres. Nosso planejamento estratégico prevê uma mulher na presidência até 2030”, enfatiza.
Saara Chaves, agora parte do novo conselho deliberativo, afirma que é uma conquista poder tomar decisões para fortalecer e melhorar a cooperativa através da perspectiva feminina. “O fato de estarmos na base da família faz de nós protagonistas de nossa história, passando o conhecimento de geração em geração”.
Sobre o Fundo JBS pela Amazônia
O Fundo JBS pela Amazônia foi criado em 2020 com dois grandes objetivos: contribuir para recuperar áreas degradadas e conservar a Amazônia, investindo em modelos de negócios escaláveis, que gerem renda e produtividade no bioma.
A organização já apoiou mais de 20 projetos com R$ 72,9 milhões comprometidos. Juntas, essas iniciativas beneficiaram mais de 6.500 famílias; conservaram 4,3 milhões de hectares sob manejo melhorado/recuperado; apoiaram 43 bolsas de pesquisas, fortaleceram 11 cadeias produtivas e destravaram R$ 6,24 milhões em crédito para negócios da bioeconomia. Saiba mais: www.fundojbsamazonia.org
JBS – Atendimento à Imprensa
E-mail: [email protected]
Telefone: (11) 3165-9673
Grasieli Aline de Souza
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Milho de Mato Grosso deve ganhar mercado com seca em outros estados e fortalecer demanda na safra 2025/26

Milho de MT deve ganhar mercado com seca em outros estados e fortalecer demanda na safra 2025/26. Foto: Assessoria.
A estiagem que atinge importantes regiões produtoras do Brasil deve abrir novas oportunidades para o milho de Mato Grosso na safra 2025/26. A avaliação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que revisou para cima as projeções de demanda pelo cereal no estado diante das perdas de potencial produtivo em áreas afetadas pela falta de chuvas.
De acordo com o mais recente boletim de Oferta e Demanda do instituto, estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades nas lavouras em razão do clima seco. Com isso, a necessidade de abastecimento dessas regiões deve aumentar, elevando a procura pelo milho produzido em Mato Grosso.
A projeção do consumo interestadual para a safra 2025/26 foi ajustada para 9,15 milhões de toneladas. Segundo o Imea, o avanço reflete justamente a expectativa de maior demanda por parte dos estados que podem registrar redução na produção devido à estiagem.
Além do mercado externo ao estado, o consumo interno também segue em forte expansão. A estimativa é de que Mato Grosso consuma 22,10 milhões de toneladas de milho dentro de suas próprias fronteiras, volume 11,67% superior ao registrado na safra anterior.
O coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, Rodrigo Silva, destaca que o crescimento é resultado da consolidação do processo de agroindustrialização no estado. Entre os fatores que impulsionam a demanda estão a expansão da cadeia de proteínas animais, o aumento do consumo para alimentação de rebanhos, a intensificação da pecuária e o avanço das indústrias de etanol de milho.
Outro fator importante para o fortalecimento do mercado interno é a entrada em operação de duas novas usinas de etanol de milho, que ampliam a capacidade de absorção do cereal e contribuem para manter a demanda aquecida.
Enquanto o consumo avança, as exportações devem apresentar uma leve retração. O Imea estima embarques internacionais de 23,10 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 4,47% menor em comparação à projeção da temporada anterior.
Com maior absorção do cereal pelos mercados interno e interestadual, os estoques finais tendem a diminuir. A previsão é que Mato Grosso encerre a safra com apenas 620,5 mil toneladas armazenadas, redução de 17,29% em relação à estimativa anterior.
Produção revisada para cima
O relatório também trouxe uma revisão positiva para a produtividade das lavouras mato-grossenses. A média estadual passou a ser estimada em 120,28 sacas por hectare, crescimento de 1,32% frente ao levantamento anterior.
A atualização foi baseada nas avaliações realizadas pelo Projeto Imea em Campo e em informações coletadas junto a parceiros do setor. Os dados indicam que a maior parte das áreas cultivadas apresenta bom desenvolvimento vegetativo e condições favoráveis para a produção.
Entre as regiões com maior potencial produtivo estão o Médio-Norte, com expectativa de 125,61 sacas por hectare, seguido pelo Noroeste, com 121,10 sacas por hectare, e pelo Oeste, com 120,82 sacas por hectare.
Com a manutenção da área plantada em 7,39 milhões de hectares e o aumento da produtividade média, a produção estadual foi revisada para 53,35 milhões de toneladas. O resultado reforça a liderança de Mato Grosso como maior produtor de milho do país e consolida o estado como peça fundamental para o abastecimento nacional diante dos desafios climáticos enfrentados em outras regiões brasileiras.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mamão formosa registra queda de preços com aumento da oferta no Norte de Minas

Foto: Ceagesp
As cotações do mamão formosa acumularam quedas consecutivas ao longo de maio no Norte de Minas Gerais. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da oferta da fruta no mercado, fator que pressionou os preços recebidos pelos produtores.
Na última semana do mês, o recuo foi ainda mais acentuado, com desvalorização de 13% em relação ao período anterior. Com isso, o mamão formosa encerrou maio cotado a R$ 0,81 por quilo.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a expectativa para o início de junho é de um possível avanço no poder de compra dos consumidores. No entanto, as condições climáticas podem continuar influenciando o desempenho do mercado.
De acordo com a equipe de Hortifrúti do Cepea, as temperaturas mais baixas registradas neste período tendem a reduzir o consumo da fruta, cenário que pode limitar as vendas e dificultar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.
Dessa forma, mesmo diante da expectativa de melhora na demanda, o mercado do mamão formosa deve seguir atento ao comportamento do consumo nas próximas semanas, especialmente em função do clima frio, que tradicionalmente impacta a comercialização de frutas frescas.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Trigo tem valorização em maio com oferta restrita e cautela dos produtores

Reprodução
Os preços do trigo registraram alta no mercado brasileiro ao longo de maio, refletindo a combinação entre oferta interna mais restrita e a postura cautelosa dos produtores nas negociações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, muitos vendedores optaram por reduzir o ritmo de comercialização à espera de cotações mais atrativas, o que manteve a liquidez limitada durante grande parte do mês.
No Paraná, principal estado produtor do cereal, o preço médio do trigo alcançou R$ 1.352,59 por tonelada em maio de 2026, avanço de 2,6% em relação a abril. Apesar da valorização mensal, o valor ainda ficou 14,1% abaixo do registrado em maio de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI.
No Rio Grande do Sul, a média chegou a R$ 1.299,65 por tonelada, representando aumento de 7,6% frente ao mês anterior. O resultado marcou o maior patamar desde agosto de 2025. Ainda assim, o preço permaneceu 9,2% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
O movimento de recuperação também foi observado em outras regiões produtoras. Em São Paulo, o trigo foi comercializado, em média, a R$ 1.467,25 por tonelada, valor 5,2% superior ao de abril. Na comparação anual, entretanto, a cotação ainda apresenta recuo de 10%.
Já em Santa Catarina, o preço médio atingiu R$ 1.285,99 por tonelada, alta de 4,1% em relação ao mês anterior. Quando comparado a maio de 2025, o valor representa uma queda de 13,5%.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de trigo no mercado doméstico tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. Ao mesmo tempo, a expectativa dos produtores por preços mais elevados tem contribuído para reduzir o volume negociado, cenário que favorece a manutenção dos valores em patamares mais firmes no curto prazo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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