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Agronegócio

Feicorte reúne principais raças na cidade com o maior rebanho de bovinos do estado de São Paulo

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Com 1,6 milhão de animais nas propriedades do município, Presidente Prudente agregará a pecuária brasileira em três dias de ações voltadas à valorização da carne nacional

A pecuária brasileira tem um encontro marcado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, entre os dias 19 e 23 de novembro, para a volta da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne. Realizada durante 19 anos em São Paulo (SP), a maior feira indoor de gado de corte da América Latina concluiu sua última edição há 10 anos e, agora, movimenta o mercado retornando ao calendário de eventos do agronegócio brasileiro.

A região de Presidente Prudente detém o maior rebanho de bovinos do Estado de São Paulo: são 1,6 milhão de animais. Nesse contexto, as principais raças produzidas no Brasil confirmaram presença para expor seus animais e realizar ações nos três dias de feira. Estão confirmados no evento animais das raças Angus, Brahman, Brangus, Caracu, Guzerá, Nelore, Santa Gertrudis, Senepol, Sindi e Wagyu.

“A Feicorte fomenta e estreita relacionamentos que geram experiências e oportunidades de negócios”, pontua o responsável pela captação dos expositores, animais e leilões, Alex Arikawa Miyasaki, que faz parte da equipe de curadoria do evento, definindo a exposição como uma grande referência para o melhoramento genético das raças bovinas de corte.

A CEO da Verum e responsável pela organização da Feicorte 2024, Carla Tuccilio evidencia que com os animais, o evento resgata uma das características da feira que reunia na capital paulista os principais players do setor. “O evento mantém sua missão de fortalecer a pecuária nacional, consolidando o Brasil como líder na produção e exportação de proteína animal. Em um único ambiente, a Feicorte promoverá a integração entre conhecimento, tecnologia e sustentabilidade, oferecendo um espaço para o relacionamento entre os principais atores do setor”, destaca Carla.

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Angus e Ultrablack: padronização genética com sabor marcante

A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack marca presença na Feicorte 2024 com 20 exemplares das duas raças. “Os pecuaristas e criadores têm a oportunidade de conhecer mais sobre o padrão racial das duas raças e o trabalho de seleção e melhoramento genético desenvolvido pela associação”, destaca a gerente do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes.

Além da exposição de animais, o Programa Carne Angus Certificada está presente com degustações e no fórum Beef Hour by Feicorte. A iniciativa conta com painéis de especialistas discutindo a qualidade da carne e as tendências de consumo e comercialização. “Vamos falar sobre as tendências do mercado premium e as oportunidades que se abrem no mercado doméstico e externo. No fim, vamos completar essa experiência com a degustação de diferentes cortes Angus”, explica Ana Doralina, que participa do painel “Os próximos dias do mercado de qualidade”, em 22 de novembro, às 17h.

O Programa Carne Angus Certificada, coordenado pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, tem incentivado há 21 anos os criadores a investirem em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade. “Hoje, a carne Angus é reconhecida mundialmente pela maciez, suculência e sabor marcante”, afirma Ana Doralina. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de carne Angus certificada cresceram 7,8%, com 1,3 mil toneladas comercializadas para mercados como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, além de novos mercados como Maldivas, Aruba, Senegal, Iraque, Turquemenistão e Geórgia.

Brahman: versatilidade e rendimento de carcaça

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Com pouco mais de 30 anos no Brasil, o Brahman é uma das raças mais jovens entre as zebuínas no país e destaca-se por sua eficiência na produção de carne de qualidade a um custo acessível, com excelente rendimento de carcaça e capaz de depositar gordura de forma equilibrada. “Essa combinação faz dele uma ferramenta valiosa para a produção de carne de qualidade”, explica o presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Gustavo Fioresi Rodrigues.

Além de seu potencial para cruzamentos com outras raças zebuínas e taurinas, o Brahman atrai pecuaristas que desejam animais rústicos e adaptáveis, capazes de atender às demandas dos mercados mais exigentes. Durante a Feicorte 2024, uma ampla amostra será exposta, permitindo aos visitantes conhecer as características e o desempenho da raça.

Rodrigues explica que a presença na feira permite a interação entre produtores e interessados, mostrando de perto as vantagens e a evolução genética da raça, além da oportunidade para fortalecer o networking e o aprendizado técnico, algo que considera essencial. “A Feicorte é única no setor, pois reúne quase todas as raças de corte e tecnologias mais avançadas para a pecuária. Nossa expectativa é que o evento fomente negócios, inovação e o desenvolvimento do setor”, ressalta.

 Brangus: 100 anos de evolução genética

A raça Brangus, consolidada no Brasil e internacionalmente, chega à Feicorte com mais de um século de evolução genética e adaptação, destaca o diretor de Marketing da Associação Brasileira de Brangus (ABB), João Paulo Schneider (Kaju). Sua versatilidade em diversos ambientes e o alto rendimento de carcaça colocam o Brangus em uma posição de destaque na pecuária brasileira. “O Brangus se encaixa perfeitamente na nossa pecuária, oferecendo uma carne de excelente qualidade”, ressalta Kaju.

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De acordo com ele, a presença do Brangus na Feicorte será com estande e exposição de animais, iniciativas que fortalecem os laços entre criadores de todo o país. Além disso, continua o diretor de Marketing, a feira representa uma chance única de fazer negócios, proporcionando um ambiente de confraternização e troca de conhecimentos. “A exposição será uma oportunidade de relacionamento comercial e de encontro entre sócios. A expectativa é alta para que os pecuaristas e o público em geral conheçam melhor os atributos da raça, não podemos deixar de participar em um evento tão significativo”, afirma o representante da ABB.

 Caracu: adaptação e bom desempenho em campo

O retorno da Feicorte foi recebido com entusiasmo pela Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABCC), representada por seu presidente, Renato Visconti Filho. Para ele, a chance de participar do evento novamente é uma oportunidade de mostrar a evolução da raça, que se destaca pelo bom desempenho na produção de carne e adaptação. “A Feicorte nos permitirá expor o quanto o Caracu avançou nos últimos anos”, afirma.

O gado Caracu agrega valor pela sua rusticidade, precocidade e eficiência em cruzamentos, atributos que se somam ao excelente acabamento de carcaça. Visconti ressalta que, embora ainda não estejam prontos para atender a demanda com animais puros, os criadores já conseguem entregar um rebanho funcional e produtivo. “Nosso gado oferece um ótimo desempenho tanto com zebuínos quanto com taurinos”, comenta.

A participação da raça Caracu na feira inclui exposição, julgamento e leilão virtual de reprodutores e matrizes de alta qualidade, no dia 21 de novembro, às 20h. Com 20 animais no evento, Visconti e sua equipe estarão à disposição para apresentar aos visitantes o potencial da raça e promover o intercâmbio com outros elos da cadeia produtiva.

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 Guzerá: habilidade materna e qualidade de carcaça

Com uma tradição consolidada na Feicorte, a Guzerá Centro Sul leva cerca de 60 animais para exposição, com destaque para o julgamento padrão. Para o diretor técnico da associação, Felipe Cavalcante dos Santos, a feira é um palco privilegiado para mostrar a evolução da raça. “A Feicorte é a exposição de maior prestígio do estado de São Paulo e temos o orgulho de participar mais uma vez”, declara.

Os visitantes poderão apreciar a imponência e funcionalidade do Guzerá, raça de dupla aptidão, voltada tanto para a produção de carne quanto para leite. Com peças longas e excelente cobertura muscular, os animais evidenciam o compromisso com a genética e com a morfologia. “A vaca Guzerá é valorizada pela habilidade materna e pela qualidade da carcaça, algo essencial para o desmame precoce dos bezerros”, explica Cavalcante.

Para o evento foram selecionados animais com alto padrão genético, pensados para o cruzamento na pecuária leiteira. “Estamos aqui para demonstrar nossa dedicação ao selecionamento de animais que atendem a múltiplas demandas do mercado”, salienta o diretor.

 Nelore: tecnologia focada na qualidade da carne

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A Confraria da Carcaça Nelore (ACCN) promove uma pecuária tropical com carne de alta qualidade, visando sempre agradar o consumidor final, conforme explica o vice-presidente da associação, Fred Mendes. A ACCN foi criada para impulsionar o uso de tecnologias de ponta, como o ultrassom de carcaça, que permite uma análise profunda dos animais. “É uma ferramenta que mostra o animal por dentro, uma inovação que transformou a visão sobre a raça Nelore no mercado brasileiro”, destaca Mendes.

A Feicorte é palco do Leilão Confraria da Carcaça Nelore, no dia 21 de novembro, às 20h, onde serão apresentados touros de desempenho superior, fêmeas jovens de alta genética e lotes de embriões com excelente padrão. “São touros de exceção, fêmeas top de safra para doação de embriões e um pacote genético completo, essencial para o avanço da raça”, comenta o vice-presidente.

Os lotes leiloados incluem 15 touros com selo de excelência CONCARNE, além de prenhezes e aspirações de doadoras de alta qualidade genética. Segundo a integrante da Comissão Técnica do grupo, Liliane Suguisawa a ultrassonografia é uma ferramenta indispensável para prever características como o marmoreio da carne e espessura de gordura. “A democratização desta genética permitirá uma carne Nelore com mais qualidade e maciez”, afirma.

Santa Gertrudis: relevância no mercado premium

A raça Santa Gertrudis, desenvolvida há mais de 100 anos, é amplamente valorizada por sua adaptabilidade e qualidade de carne, tornando-se um exemplo de produtividade em diferentes sistemas de produção no Brasil. “Ela se adapta tanto ao pasto quanto a sistemas intensivos, mantendo a excelência na carne e a rusticidade para climas variados”, comenta o diretor de Marketing da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), Artur Afonso Bernardes.

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Destacando-se nos cruzamentos com raças como Nelore e Angus, trazendo maior eficiência e um desempenho superior, o animal Santa Gertrudis tem carne marmorizada, com rendimento de carcaça acima de 56% e atende às exigências de mercados premium, fortalecendo sua relevância na indústria frigorífica e no setor de food service. Além disso, ferramentas de seleção genética, como a ultrassonografia de carcaça, garantem um melhor retorno econômico aos produtores.

A ABSG marca presença na Feicorte com julgamentos de animais, conduzidos pelo jurado Willian Koury Filho, além de um galpão para apreciação dos visitantes. “Esperamos que a visibilidade conquistada na Feicorte fortaleça ainda mais o reconhecimento da Santa Gertrudis como uma raça de alta performance”, ressalta Bernardes.

Senepol: adaptabilidade climática e eficiência reprodutiva

A raça Senepol está presente na Feicorte 2024 com uma exposição que reforça seu papel de vanguarda na pecuária de corte. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB), Fábio Luiz de Mello Oliveira, o evento tem animais cuidadosamente selecionados por meio do programa de melhoramento genético. “A mostra também inclui uma iniciativa de mentoria genética com foco em cortes de qualidade gourmet”, complementa.

Os visitantes têm a chance de observar a docilidade e o desempenho produtivo da raça, conhecida pela adaptação térmica, o que permite a monta natural a campo, mesmo em condições de pleno sol, em qualquer região do Brasil. A capacidade de manter alta eficiência produtiva e reprodutiva, associada a baixos níveis de estresse térmico, destaca o Senepol como uma ferramenta de produção tecnológica e eficiente.

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Entre os atributos valorizados, Oliveira ressalta a precocidade e a facilidade de acabamento de carcaça do Senepol, com uma qualidade de marmoreio que coloca essa carne na linha de produtos gourmet. “A análise de marcadores moleculares e medições de carcaça, como a área de olho de lombo (AOL) e espessura de gordura subcutânea (EGS), comprovam a eficiência e a qualidade dos cortes, consolidando sua presença no mercado de carnes de excelência”, salienta Oliveira.

Sindi: tradição e alta qualidade

A raça Sindi, originária do Paquistão e parte do grupo de bovinos zebuínos, vem ganhando cada vez mais destaque no Brasil graças às suas qualidades produtivas e adaptabilidade. Com excelente rusticidade, o Sindi se adapta bem a regiões áridas, possui alta fertilidade e se destaca pela carne de boa qualidade e leite de alto teor nutritivo, características que a tornam uma escolha valiosa para os pecuaristas brasileiros.

Sobre a participação na Feicorte, o proprietário da Sindi Castilho, Adaldio Castilho demonstra seu entusiasmo ao retomar à feira. “Sempre vi esse encontro como um evento de visibilidade internacional, fundamental para a raça Sindi”, afirma. Ele ressalta o histórico de sua família com a criação de Sindi, que começou em 1936, e a importância do evento para mostrar o valor e as melhorias genéticas recentes da raça.

Segundo Castilho, a raça Sindi está pronta para impressionar com seus avanços em qualidade de carne, marmoreio e estrutura dos animais. “Poucas pessoas conheciam o potencial da raça e suas características que contribuem com a pecuária. Tenho certeza de que a Feicorte será um sucesso e a raça Sindi se destacará”, comenta. A expectativa para o evento é que essa exposição amplie a visibilidade da raça e consolide ainda mais sua relevância no mercado brasileiro e internacional.

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Wagyu: excelência em marmoreio

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos das Raças Wagyu (ABCBRW) reúne 76 criadores no país, concentrados principalmente em São Paulo e Minas Gerais. “A principal característica da carne Wagyu é o marmoreio, que confere à carne uma maciez e sabor únicos”, destaca a secretária Executiva da associação, Celeste Molitor.

Durante a Feicorte, o julgamento nacional das raças Wagyu será realizado no dia 22 de novembro, às 8h, com cerca de 40 animais competindo. A programação da ABCBRW no evento será encerrada, no mesmo dia, às 15h, com um simpósio focado nas novas orientações para o julgamento das raças Wagyu, que será no estande da ABCBRW.

“Participar de um evento voltado à carne premium como a Feicorte é fundamental, pois oferece aos produtores uma vitrine de valor inestimável para a carne Wagyu brasileira”, afirma Celeste. Reforçando a importância da raça Wagyu e seu padrão de excelência, a ABCBRW reitera a contribuição do evento para o fortalecimento da produção de carnes nobres no Brasil.

 

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Sobre a Feicorte

Durante 19 anos, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne foi a maior feira indoor de gado de corte da América Latina, realizada anualmente em São Paulo. Presidente Prudente (SP) foi escolhida para sediar o retorno deste importante evento da pecuária. A região detém o maior rebanho de bovinos do Estado de São Paulo, com 1.600.000 animais.

O evento terá uma programação diversificada, com mais de 45 palestrantes e 40 horas de conteúdo, quatro leilões, mais de 500 animais de 10 raças bovinas palestras e discussões, simpósios, leilões, exposição de animais, mais de 80 empresas, degustação e harmonização de produtos artesanais paulistas, desfile de touros, área de demonstração de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e Beef Hour.

A realização da Feicorte é da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com promoção da Verum. O evento conta com a curadoria de Myia Consultoria e Prado Estratégia para Agronegócio e o patrocínio de Unoeste, Frigorífico Bom-mart, Unimed Presidente Prudente, Bradesco, Corteva, Facholi, Gasparim, Premix, Inbra Nutrição Animal, JBS, Lindsay, Marfrig, Matsuda, MSD Saúde Animal, Minerva Foods, Nutron Cargill, Semex, Sicoob Credivale, Rede ILPF, SOESP e Sicredi.

 

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SERVIÇO

Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne

Data: 19 a 23 de novembro de 2024

Local: Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP)

Mais informações: www.feicortesp.com / www.instagram.com/feicorte

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Agronegócio

Super safra de noz-pecã no RS impulsiona exportações e fortalece protagonismo brasileiro no mercado global

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Reprodução/Portal do Agronegócio

A cadeia produtiva da noz-pecã no Brasil inicia 2026 com perspectivas positivas, impulsionada por uma super safra no Rio Grande do Sul e pelo avanço das exportações. Responsável por cerca de 70% da produção nacional, o estado lidera a retomada do setor após dois anos marcados por perdas causadas por eventos climáticos extremos.

O novo ciclo de crescimento será oficialmente marcado no dia 8 de maio, durante a 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, em Nova Pádua (RS). O evento reúne produtores, pesquisadores e representantes da indústria em um momento estratégico para a consolidação do Brasil no mercado internacional.

Produção em alta e foco no mercado externo

Com aumento significativo na oferta e melhoria na qualidade do produto, o setor busca ampliar sua participação em mercados tradicionalmente dominados por países como Estados Unidos e México.

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Nesse cenário, a Divinut se destaca como uma das principais plataformas de exportação da noz-pecã brasileira, atuando na padronização da produção e na abertura de novos mercados. A empresa já possui presença consolidada em destinos estratégicos, como América do Norte, Oriente Médio e África.

Capacidade industrial ampliada

Nos últimos anos, a Divinut ampliou em seis vezes sua capacidade instalada, movimento que posiciona a empresa para absorver o crescimento da produção nacional e atender à demanda internacional.

A estratégia é operar com capacidade máxima ao longo da safra, transformando o aumento da oferta em ganho de competitividade no exterior e consolidando o Brasil como fornecedor regular e confiável.

Certificações elevam padrão de qualidade

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O avanço nas exportações também está diretamente ligado ao cumprimento de exigências internacionais. Em 2025, a empresa conquistou certificações reconhecidas globalmente, como FSSC 22000 e ISO 9001.

Essas credenciais colocam a indústria brasileira em um novo patamar, permitindo acesso a mercados premium e ampliando o valor agregado do produto.

Integração da cadeia produtiva

Além da atuação industrial, a empresa investe na base produtiva, com foco em escala e eficiência. Um dos destaques é a operação de um dos maiores viveiros de mudas de nogueira-pecã em raiz embalada do mundo, localizado em Cachoeira do Sul (RS).

O modelo inclui fornecimento de genética avançada, assistência técnica e compra garantida da produção, o que traz mais previsibilidade ao produtor e fortalece a profissionalização do setor.

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Brasil ganha espaço no mercado global

Com a combinação de aumento da produção, avanço tecnológico, certificações internacionais e integração da cadeia, o Brasil começa a consolidar sua posição no mercado global de noz-pecã.

O Rio Grande do Sul segue como principal polo produtivo, enquanto empresas como a Divinut atuam como vetor de expansão das exportações, reduzindo a dependência global de origens tradicionais e ampliando a competitividade do produto brasileiro no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Café recua no Brasil e exterior com expectativa de safra forte, com sinais mistos

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Foto: Reprodução

 

O mercado do café vive um momento de transição, marcado pela pressão da expectativa de uma boa safra brasileira no ciclo 2026/27 e por movimentos divergentes nas bolsas internacionais. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços do arábica e do robusta encerraram abril em queda no Brasil e no exterior, embora fatores como estoques reduzidos e tensões geopolíticas tenham limitado perdas mais intensas.

Ao mesmo tempo, nesta quarta-feira (06), o mercado inicia o dia com comportamento misto: o arábica recua na Bolsa de Nova York (ICE Futures), enquanto o robusta apresenta valorização em Londres, refletindo um cenário ainda volátil e sensível a ajustes de oferta e demanda.

Expectativa de safra brasileira pressiona preços do café em abril
De acordo com o Cepea, o principal fator de pressão sobre as cotações foi o otimismo em relação à oferta global de café no ciclo 2026/27, impulsionado pelas projeções de uma safra favorável no Brasil. Esse cenário aumentou a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.

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Apesar disso, as quedas foram parcialmente contidas pelos baixos estoques certificados na Bolsa de Nova York e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, que ainda afetam o fluxo comercial entre países produtores e consumidores.

Arábica registra queda expressiva no mês

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou abril com média de R$ 1.811,87 por saca de 60 kg, recuo de 5,3% frente a março. Em comparação com abril de 2025, a queda chega a 26,8% em termos reais.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho/26 encerrou abril a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 525 pontos no mês, reforçando a tendência de pressão vinda da expectativa de maior oferta brasileira com o avanço da colheita.

Robusta também recua, mas em ritmo diferente
O robusta acompanhou o movimento de queda, porém com intensidade maior. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril, recuo de 10,3% em relação a março e de 40,1% frente ao mesmo período do ano passado.

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Mercado inicia maio com comportamento misto nas bolsas internacionais

Na abertura desta quarta-feira, o mercado do café apresenta direções opostas entre os contratos.

Na Bolsa de Nova York, o arábica opera em leve queda em diferentes vencimentos, refletindo a continuidade da pressão da safra brasileira e ajustes técnicos após o recuo de abril.

Já na Bolsa de Londres, o robusta registra valorização, com alta em todos os principais contratos, sustentado por movimentos de curto prazo e ajustes de posições dos investidores.

Safra brasileira e clima mantêm atenção do mercado

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No Brasil, o mercado físico segue com negociações lentas. Embora haja melhora pontual nas ofertas por parte dos compradores, produtores ainda demonstram cautela, aguardando definições mais claras sobre preços internacionais e variações cambiais.

No campo, o clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras. Predomina o tempo seco nas principais regiões produtoras do Centro-Sul, com variações de temperatura entre madrugadas frias e tardes quentes. Há previsão de chuvas pontuais em áreas do Espírito Santo e sul da Bahia, além da chegada de uma frente fria nos próximos dias, sem indicativos de risco de geadas.

Cenário do café segue sensível e volátil

O conjunto de fatores reforça um mercado de café ainda instável, no qual a expectativa de maior oferta global pressiona as cotações, enquanto fatores técnicos e climáticos ajudam a sustentar parte dos preços no curto prazo.

Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Embrapa abre edital para licenciamento da batata-doce BRS Prenda

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Foto: Divulgação

A Embrapa anunciou a abertura de edital de oferta pública para o licenciamento da produção de mudas da batata-doce BRS Prenda, cultivar registrada como BRS BC179 e desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado. A iniciativa busca ampliar o acesso dos produtores a uma variedade biofortificada, com foco em produtividade e valor nutricional.

Segundo a instituição, a cultivar foi desenvolvida para atender à demanda por alimentos mais nutritivos e com menor necessidade de insumos. “Esta iniciativa visa disponibilizar aos produtores rurais uma cultivar biofortificada, de alta produtividade e com características agronômicas e nutricionais diferenciadas”, informa o comunicado.

A BRS Prenda apresenta potencial de colheita superior a dois quilos por planta, o que pode resultar em cerca de 50 toneladas por hectare em lavouras conduzidas sob boas condições. O material foi selecionado no Sul do Brasil e adaptado ao solo e ao clima da região, o que, de acordo com a Embrapa Clima Temperado, favorece o desempenho agronômico.

O edital de oferta pública 07/2026, lançado em 4 de maio, prevê a disponibilização de material propagativo da cultivar, registrada no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura. Viveiristas interessados poderão manifestar interesse entre os dias 5 e 19 de maio. “Produtores interessados em licenciar a produção de mudas da batata-doce BRS Prenda devem consultar o edital completo no portal da Embrapa para obter todas as informações e requisitos necessários”, orienta a instituição.

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A expectativa da Embrapa é ampliar a adoção da nova cultivar entre produtores, com impacto na oferta de alimentos e no desempenho das lavouras.

Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Tendência