Agricultura
Pirataria de sementes: impacto na produtividade e as consequências

Foto: Divulgação
O mercado agrícola brasileiro enfrenta uma batalha silenciosa contra a pirataria de sementes, uma prática que compromete o desenvolvimento tecnológico e coloca em risco a produtividade dos agricultores. Segundo a Dra. Franquiéle Bonilha, Doutora em Ciência do Solo, a pirataria de sementes afeta diretamente o setor agrícola, especialmente nas espécies forrageiras, que estão entre as mais pirateadas devido à facilidade de manipulação e oferta de materiais de baixa qualidade
O custo oculto da pirataria
Produtores, em busca de preços mais baixos, acabam adquirindo sementes de procedência duvidosa, acreditando estarem economizando. Porém, essa falsa economia pode resultar em grandes prejuízos. De acordo com a Dra. Bonilha, “a pirataria de sementes compromete a produtividade das culturas, dissemina pragas e doenças, e coloca em risco todo o sistema produtivo”.
A tecnologia envolvida no desenvolvimento de sementes licitadas demanda anos de pesquisa e altos investimentos. Segundo Benami Bacaltchuk, consultor da Agroalpha, o uso de sementes certificadas garante o aproveitamento máximo do potencial genético do material, minimizando o impacto de fatores externos. Ele ressalta que as sementes piratas, por outro lado, “não apresentam a mesma capacidade produtiva e de adaptação, como é o caso das forrageiras falsamente vendidas como a cultivar F1340”.
Como identificar sementes legais
A Dra. Franquiéle Bonilha destaca a importância de saber identificar sementes certificadas, que seguem a legislação brasileira e apresentam informações claras sobre a origem e qualidade do produto. A embalagem deve ser inviolável e conter dados como nome da empresa produtora, CNPJ, número do RENASEM, e informações sobre pureza e germinação. Além disso, a nota fiscal e o certificado de conformidade são obrigatórios para assegurar a legalidade da semente.
No caso das sementes piratas, alguns sinais de alerta incluem embalagens sem identificação adequada, falta de rotulagem e ausência de nota fiscal ou notas que indicam o produto como grão para consumo animal. A falta de garantias quanto à qualidade fisiológica e sanitária dessas sementes pode trazer graves consequências para os produtores, como perda de rendimento, disseminação de pragas e doenças, e prejuízos financeiros irreparáveis.
Riscos pa o setor
Além dos prejuízos diretos aos agricultores, a pirataria de sementes impacta negativamente o desenvolvimento tecnológico do setor. A Dra. Bonilha alerta que o uso de sementes ilegais desestimula a inovação e o investimento em novas cultivares, o que pode levar à estagnação da produtividade no longo prazo. “A oferta de novas tecnologias é prejudicada, e a produção agrícola sofre com a estagnação e redução de rendimento”, afirma.
Consequências legais para piratas
A legislação brasileira prevê penalidades severas para aqueles envolvidos na produção, comercialização ou uso de sementes piratas. Além de sanções administrativas, como multas que podem chegar a 250% do valor do produto, os infratores podem responder judicialmente por violação da Lei de Proteção de Cultivares e da Lei de Patentes, no caso de sementes transgênicas.
A Dra. Franquiéle Bonilha reforça a importância de combater a pirataria de sementes, tanto para proteger o produtor rural quanto para garantir a continuidade do desenvolvimento tecnológico no campo. “O uso de sementes ilegais compromete não apenas a produtividade imediata, mas também o futuro da agricultura no Brasil”, conclui.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

Reprodução/Secom VG
Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.
A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.
Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.
O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.
De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

Gerada por IA
O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.
Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.
Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

Internet
Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.
De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.
O que muda na prática
A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:
Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;
Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;
Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;
Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.
Mais padronização nas prateleiras
A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.
Impacto no preço
A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.
Processo contínuo
A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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