ToahMGTqFPIc9mzx Negócios de Trigo no Brasil: Atividade Pontual e Expectativas Mistas – Mídia Rural
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Agricultura

Negócios de Trigo no Brasil: Atividade Pontual e Expectativas Mistas

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Os negócios com trigo no Brasil continuam a ser caracterizados por operações pontuais. Segundo Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, a colheita inicial na região das Missões, no Rio Grande do Sul, tem apresentado excelente qualidade. Bento ressalta que compradores internacionais estão oferecendo R$ 1.280 por tonelada, com preço posto no Rio Grande/RS (sobre rodas). No mercado FOB interior, esse valor se traduz em R$ 1.130 a R$ 1.150 por tonelada, dependendo da origem. No início da semana, a cotação indicada no porto era de R$ 1.250 por tonelada.

“O aumento no interesse internacional deve-se, em grande parte, às incertezas provocadas pela escalada da guerra no Oriente Médio. Entretanto, as negociações no mercado interno permanecem estagnadas. Em várias cooperativas, os preços estão acima da oferta dos moinhos no mercado de lotes”, afirma Bento. No sudoeste paranaense, por exemplo, foi registrado um negócio a R$ 1.350 por tonelada, enquanto o preço indicado pela cooperativa ao produtor era de R$ 1.367 por tonelada. “A expectativa é que os agentes continuem na defensiva, aguardando uma definição mais clara sobre as safras no Brasil e na Argentina”, analisou.

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Conab

De acordo com o levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 29 de setembro, a colheita das lavouras da safra 2024 atingiu 30,9% da área estimada nos oito principais estados produtores do Brasil: Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, que juntos representam 99,9% do total. Na semana anterior, a colheita estava em 25,1%, e, no mesmo período do ano passado, havia alcançado 35%.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou em seu relatório semanal que a colheita da safra 2023/24 de trigo no estado atingiu 62% da área estimada de 1,149 milhão de hectares, previsão que indica uma queda de 19% em relação aos 1,415 milhão de hectares cultivados em 2023.

Conforme o Deral, 40% das lavouras estão em boas condições, 39% apresentam situação média e 21% estão em condições ruins. As lavouras estão nas fases de floração (7%), frutificação (35%) e maturação (58%). No dia 23 de setembro, 48% da colheita havia sido realizada, com 34% das lavouras em boas condições, 41% em situação média e 25% em condições ruins, nas fases de crescimento vegetativo (1%), floração (9%), frutificação (33%) e maturação (57%).

A safra 2023/24 de trigo do Paraná deve resultar em uma produção de 2,58 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 29% em relação às 3,645 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior. A produtividade média está estimada em 2.281 quilos por hectare, abaixo dos 2.583 quilos por hectare registrados na safra 2023.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a cultura do trigo apresenta rápida evolução de fases, aproximando-se do final do ciclo: 15% das lavouras estão em processo de maturação; 46% em enchimento de grãos; 29% em floração; e 10% em desenvolvimento vegetativo. Os produtores das áreas de semeadura mais precoce estão finalizando o preparo de máquinas e equipamentos para o início da colheita.

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Apesar das intensas precipitações no Extremo Sul e na Campanha, assim como a ocorrência pontual de granizo e ventos fortes em áreas do Centro e Noroeste do estado, as lavouras de trigo mantêm uma condição geral satisfatória. O desenvolvimento é considerado muito bom nas regiões Oeste, Noroeste, Norte e Nordeste, tanto na fase vegetativa quanto reprodutiva. De forma geral, esse desempenho compensou os danos pontuais observados em outras áreas, e os níveis de produtividade esperados devem continuar dentro das expectativas iniciais, desde que as condições climáticas futuras favoreçam a continuidade do ciclo.

O manejo das lavouras mantém o cronograma de aplicação de fungicidas, prevenindo a incidência de doenças, principalmente nas espigas. No Planalto Médio, nota-se um aumento na infestação de azevém, indicando que o controle dessa planta invasora, resistente à maioria dos herbicidas, foi ineficiente ou ocorreu uma germinação tardia. Em áreas de acamamento, foi identificado um ataque de lagarta-rosca.

A redução abrupta na cotação do produto nos últimos dias gerou apreensão entre os triticultores, pois pode impactar significativamente a lucratividade da cultura e a capacidade dos produtores de cumprir suas obrigações financeiras relacionadas à safra do cereal. A área cultivada, segundo dados da Emater/RS-Ascar, é de 1.312.488 hectares, com produtividade prevista de 3.100 kg/ha.

Argentina

Na Argentina, a colheita de trigo iniciou-se de forma incipiente. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires, em seu relatório semanal, não forneceu percentual sobre o avanço dos trabalhos. As lavouras ainda apresentam sinais de déficit hídrico, o que pode comprometer os rendimentos.

As condições de cultivo se distribuem entre boas (36%), médias (31%) e ruins (33%). Na semana anterior, os percentuais eram de 36%, 32% e 32%, respectivamente. Em comparação ao ano passado, a situação atual mostra um aumento no percentual de lavouras em condições ruins. Atualmente, 54% das lavouras estão em déficit hídrico, em comparação a 53% na semana anterior. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 39%.

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A área estimada para o cultivo é de 6,3 milhões de hectares, contra 5,9 milhões de hectares plantados no ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou:  Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Agricultura

Paz no Oriente Médio pode ampliar oferta de fertilizantes

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O avanço das tratativas de paz no Oriente Médio pode exercer pressão de baixa sobre o mercado global de fertilizantes nos próximos meses. A avaliação é de Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, que aponta que a possível retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz e a normalização do escoamento da produção da região tendem a aumentar a oferta internacional de adubos.

Segundo o analista, a expectativa de reabertura das rotas logísticas fortalece a percepção de que mais fertilizantes poderão chegar ao mercado global. “O avanço das tratativas de paz no Oriente Médio é um fator baixista para o mercado global de fertilizantes. A expectativa de retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, por um lado, e do retorno do escoamento dos fertilizantes produzidos no Oriente Médio, por outro, reforçam a ideia de que, nos próximos meses, a oferta de adubos pode ser maior”, afirmou.

Pernías destaca, porém, que os impactos não devem ocorrer de forma uniforme entre os segmentos que compõem o mercado de fertilizantes NPK. De acordo com ele, os nitrogenados tendem a sentir os efeitos de uma ampliação da oferta de maneira mais imediata, enquanto os fosfatados enfrentam fatores adicionais que limitam uma queda mais acentuada dos preços.

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“No mercado de nitrogenados, é mais claro que a liberação do Estreito de Ormuz pode resultar, de imediato, em um aumento da oferta global”, explicou. Já no segmento de fosfatados, além das restrições logísticas observadas nos últimos meses, há a influência da escassez global de enxofre, matéria-prima fundamental para a produção desses fertilizantes.

Segundo o analista da StoneX, a menor disponibilidade de enxofre no mercado internacional elevou os custos de produção e levou fabricantes de fosfatados a reduzirem suas taxas de utilização. “Os preços se mantiveram elevados, e isso tem sido um fator adicional de suporte para essas cotações”, observou.

Na avaliação de Pernías, mesmo com uma eventual normalização do fluxo de fertilizantes oriundos do Oriente Médio, a recuperação da oferta global de enxofre pode levar mais tempo. “Considerando que pode levar algum tempo para que a oferta de enxofre no mercado global se normalize, isso também pode significar que, particularmente no segmento de fosfatados, a rigidez de preços seja o cenário mais provável no curto prazo”, afirmou.

O comportamento recente das cotações reforça essa diferença entre os mercados. De acordo com o analista, a ureia, principal fertilizante nitrogenado, acumulou oito semanas consecutivas de queda nos preços, enquanto o MAP, um dos principais fosfatados comercializados, manteve estabilidade no mesmo período.

“Um dos fatores que ilustram esse quadro está justamente na diferença da trajetória de preços observada entre a ureia, um nitrogenado, e o MAP, um fosfatado, nas últimas semanas. A ureia, vale lembrar, registrou queda por oito semanas consecutivas, enquanto os preços do MAP se mantêm praticamente estáveis nessas últimas semanas, apesar de a demanda estar enfraquecida em ambos os mercados”, concluiu.

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Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Agricultura

Trigo: como proteger a produtividade em um cenário de margens apertadas

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A safra de trigo 2026 começa sob pressão. Margens financeiras comprimidas, custos elevados, maior sensibilidade climática e redução de área cultivada formam um cenário que exige do triticultor mais do que experiência — exige racionalidade nas decisões e tecnologia que entregue previsibilidade. É nesse contexto que a BASF Soluções para Agricultura chega à safra com um movimento estratégico: o reposicionamento da plataforma BASF PRÓ Trigo, com portfólio renovado e uma nova lógica de recomendação técnica pensada para simplificar o manejo do produtor do início ao fim do ciclo.

O triticultor de 2026: mais seletivo, mais técnico

Quem acompanha o campo sabe que o perfil do triticultor mudou. Graziela de Morais, gerente de Marketing de Cultivos da BASF Soluções para Agricultura, observa essa transformação de perto e é direta ao descrevê-la: o produtor está mais orientado a dados, planeja sua lavoura com antecedência e toma decisões com base em gestão de risco. Ele não investe mais por hábito — investe onde o retorno é mais claro.

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“O triticultor tem tomado decisões baseadas em onde ele vai investir, que é onde ele pode ter o maior retorno dentro da sua lavoura”, afirma Graziela. “Ele busca proteção do potencial produtivo e redução de perdas, porque assim consegue evitar a elevação de custos que vivenciamos cada dia mais no agro e entregar sua lavoura dentro do valor esperado desde o planejamento inicial”, explica.
Essa seletividade, segundo ela, também está ligada a uma característica própria do trigo dentro do sistema produtivo. O cultivo não existe de forma isolada: o triticultor parte de uma lavoura anterior e, ao encerrar a safra, prepara o terreno para a próxima cultura. Um manejo técnico bem executado gera ganhos que se acumulam ao longo das estações — no solo, no controle de pragas e daninhas e na resposta às tecnologias aplicadas.

Manejo fitossanitário: sem margem para perder o momento

Em um cultivo com janelas tão estreitas como o trigo, o controle fitossanitário é determinante. Graziela é categórica: perder o timing do manejo compromete todo o resultado econômico da lavoura – e em um ano de margens já pressionadas, esse erro tem custo ainda maior.

“Se a gente perder o timing do manejo, compromete todo o resultado econômico da lavoura”, afirma a gerente. O controle de doenças protege diretamente a produtividade e a qualidade do grão. A pressão de daninhas também pesa no resultado final. E tudo começa antes mesmo da semeadura.

Para Graziela, um bom estabelecimento da lavoura — com germinação uniforme e vigor inicial — é o primeiro passo para construir previsibilidade ao longo de todo o ciclo. “Um bom estabelecimento favorece uniformidade, vigor e traz mais tolerância aos desafios ao longo do ciclo produtivo e reprodutivo da lavoura”, ressalta. Essa base sólida é o que sustenta a resposta eficiente às tecnologias aplicadas nas fases seguintes.

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BASF PRÓ Trigo: menos complexidade, mais resultado

O reposicionamento da plataforma BASF PRÓ Trigo nasce de uma escuta ativa do mercado. Depois de anos liderando ou figurando entre os protagonistas do segmento, a BASF identificou uma dor real do triticultor: o excesso de informação e a complexidade das recomendações técnicas disponíveis.

“O agricultor não decora protocolo. Ele decora aquilo que vai trazer eficiência para a sua lavoura. Ele quer mais simplicidade, ele quer uma recomendação mais eficiente”, resume Graziela.

A empresa descontinuou três produtos do portfólio anterior e introduziu novas soluções, compondo uma plataforma mais enxuta, com cobertura do pré-plantio até a colheita. O objetivo é conectar proteção e recomendação técnica de forma integrada, reduzindo a complexidade operacional e aumentando a confiança do produtor em cada decisão de manejo. “É um reposicionamento de portfólio mais simples, com maior eficiência e com recomendação técnica muito bem fundamentada”, define a gerente.

A mensagem final de Graziela de Morais para o triticultor resume o espírito da safra 2026: em um cenário desafiador, eficiência e consistência técnica fazem ainda mais diferença. “O produtor precisa de manejo integrado, previsibilidade e soluções que ajudem a proteger a produtividade e rentabilizar até o final a sua lavoura”, afirma.

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Para saber mais sobre a nova plataforma BASF PRÓ Trigo, clique aqui.

Agrolink – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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Agricultura

El Niño preocupa produtores do norte de Mato Grosso e aumenta temor de replantio da soja

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Previsões indicam atraso das chuvas e calor acima da média durante período decisivo para o início da safra 2026/27

Produtores rurais do norte de Mato Grosso acompanham com atenção as previsões climáticas para o segundo semestre de 2026. A possibilidade de formação e fortalecimento do fenômeno El Niño gera preocupação justamente no momento em que o setor se prepara para iniciar o plantio da nova safra de soja, principal cultura agrícola do estado.

A apreensão é maior em municípios da região norte, como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Cláudia, Vera e Feliz Natal, onde milhares de hectares dependem da regularidade das chuvas para garantir uma boa germinação das sementes e o estabelecimento inicial das lavouras.

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Caso as precipitações atrasem ou ocorram de forma irregular, o cenário pode trazer impactos diretos para os produtores, elevando custos operacionais e aumentando os riscos da safra.

Plantio pode enfrentar período crítico

O início da temporada de plantio costuma ocorrer entre setembro e outubro, período que marca a transição da estação seca para a chuvosa em Mato Grosso.

No entanto, modelos climáticos vêm apontando a possibilidade de temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado justamente nesse intervalo. A combinação preocupa porque a soja necessita de umidade adequada logo após a semeadura para garantir uma germinação uniforme.

Quando a chuva falha após o plantio, parte das sementes pode não emergir corretamente, comprometendo a formação da lavoura. Em situações mais severas, produtores podem ser obrigados a realizar o replantio de áreas inteiras, aumentando significativamente os custos da produção.

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Além do gasto adicional com sementes, combustível e operações agrícolas, o replantio também pode provocar atraso no calendário produtivo e afetar o desempenho da segunda safra.

Norte de Mato Grosso concentra grande parte da produção

A preocupação ganha relevância porque a região norte concentra algumas das maiores áreas produtoras de grãos do país.

Mato Grosso segue liderando a produção nacional de soja e milho, sendo responsável por uma parcela significativa das exportações brasileiras. Qualquer alteração no comportamento climático durante a fase inicial das lavouras pode impactar não apenas os resultados das propriedades rurais, mas também toda a cadeia do agronegócio.

Nos últimos anos, produtores investiram fortemente em tecnologia, sementes de alta performance e agricultura de precisão. Mesmo assim, o clima continua sendo um dos fatores mais determinantes para o sucesso da safra.

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Atenção redobrada ao monitoramento climático

Diante das incertezas, cresce a procura por informações meteorológicas e ferramentas de monitoramento que permitam decisões mais estratégicas no campo.

A expectativa é que muitos produtores adotem uma postura mais cautelosa na abertura do plantio, aguardando volumes de chuva mais consistentes antes de iniciar a semeadura em larga escala.

Especialistas do setor ressaltam que acompanhar previsões atualizadas pode ajudar a reduzir riscos e evitar prejuízos causados por plantios realizados em condições inadequadas de umidade.

As preocupações relacionadas ao El Niño não se limitam à soja. A possibilidade de um período mais seco também acende alerta para a pecuária e para os incêndios florestais.

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Com menos chuva, as pastagens podem perder qualidade mais rapidamente e grandes áreas de vegetação seca passam a representar combustível para a propagação do fogo.

O histórico recente mostra que anos de estiagem prolongada costumam aumentar os desafios enfrentados pelos produtores rurais, exigindo planejamento e atenção redobrada durante toda a temporada.

Enquanto o plantio ainda não começou, agricultores do norte de Mato Grosso seguem observando o comportamento da atmosfera e torcendo para que as chuvas cheguem no momento certo. Afinal, para quem vive do campo, o sucesso da próxima safra começa muito antes da primeira semente tocar o solo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com

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