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Sema prorroga prazo para apresentação de projetos de compensação de Reserva Legal em Mato Grosso

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Os produtores rurais de Mato Grosso que firmaram Termo de Compromisso no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) ganharam mais prazo para apresentar projetos de compensação ambiental de Reserva Legal. A prorrogação foi oficializada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) por meio da Portaria nº 854/2026, publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Estado.

A informação foi divulgada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso por meio do Informe Técnico nº 419/2026.

Com a alteração da Portaria nº 1.538/2025/SEMA/MT, o prazo que se encerraria em 1º de junho de 2026 foi prorrogado para 31 de dezembro de 2026. A medida contempla exclusivamente os produtores que já possuem Termo de Compromisso firmado no SIMCAR.

Segundo a Sema, a decisão foi tomada em razão da complexidade técnica envolvida no desenvolvimento e na análise dos projetos de compensação ambiental, especialmente no módulo específico do sistema responsável pelo processamento dessas informações.

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Com a nova data, os produtores terão até o final do ano para protocolar os projetos contendo a indicação das áreas destinadas à compensação da Reserva Legal, acompanhados dos documentos exigidos e do comprovante de recolhimento da taxa de vistoria.

A Reserva Legal é uma área localizada dentro da propriedade rural destinada à conservação da vegetação nativa, conforme previsto na legislação ambiental brasileira. Nos casos em que há necessidade de regularização, a compensação ambiental é uma das alternativas previstas para adequação das propriedades.

A Aprosoja MT informou que continuará acompanhando a evolução do módulo de compensação ambiental dentro do SIMCAR e prestando orientações aos produtores sobre os procedimentos necessários para a regularização.

Os interessados em obter mais informações podem procurar o Canal do Produtor da Aprosoja MT pelo telefone (65) 3027-8100.

A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores organizem a documentação e concluam os processos de compensação ambiental exigidos pela legislação, contribuindo para a regularização ambiental das propriedades rurais no estado.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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