Destaque
Fábrica transforma resíduos vegetais em plástico

A Traceless Materials afirma que sua tecnologia é mais ecológica – Foto: Divulgação
Uma nova iniciativa industrial voltada à substituição de plásticos convencionais avança na Europa com foco no aproveitamento de resíduos vegetais. A proposta é transformar subprodutos da produção de cereais em um material biodegradável, com aplicação em diferentes itens e potencial para reduzir impactos ambientais associados ao uso de derivados de petróleo.
A startup alemã Traceless Materials inaugurou nesta quarta-feira uma unidade industrial em Hamburgo, no norte da Alemanha, dedicada à produção de um material natural inovador a partir de resíduos vegetais gerados como subproduto do fabrico industrial de cereais. A tecnologia busca oferecer uma alternativa ao plástico, com propriedades semelhantes e possibilidade de uso em diversos produtos finais.
Segundo informações da empresa citadas pela EFE, o processo, que tem patente pendente, permite extrair polímeros naturais e transformá-los em um granulado biodegradável. Esse material pode ser processado posteriormente pela indústria, funcionando como substituto de plásticos tradicionais em diferentes aplicações.
A Traceless Materials afirma que sua tecnologia é mais ecológica do que métodos convencionais de fabricação de plásticos e bioplásticos. Entre os fatores apontados estão o uso de matérias-primas e energia renováveis, a economia de água e a ausência de produtos químicos potencialmente poluentes durante o processo produtivo.
O projeto recebeu aproximadamente cinco milhões de euros em subsídios do Ministério Federal do Ambiente da Alemanha, por meio do Programa de Inovação Ambiental. O apoio público foi direcionado à implantação da nova unidade industrial e ao desenvolvimento da tecnologia.
O ministro alemão do Ambiente, Carsten Schneider, destacou que biomateriais livres de petróleo, baseados em resíduos e totalmente biodegradáveis podem contribuir para enfrentar problemas ambientais ao mesmo tempo. Segundo ele, a solução pode substituir o plástico convencional, reduzir emissões de CO2 e poupar água.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Defensivos agrícolas – Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo

Divulgação
São Paulo (SP) – Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).
Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.
“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.
No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.
“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.
Resultados a campo e portfólio
De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR. Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.
Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.
“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Custo da produção leiteira cresce em 2026

Foto: Divulgação
Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru em Mato Grosso (ILC-MT) registrou no primeiro trimestre de 2026 o segundo maior resultado da série histórica para o período.
De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o indicador ficou, em média, em 177,09 pontos entre janeiro e março deste ano, alta de 2,12% em comparação com o mesmo período de 2025.
O estudo aponta que o grupo de mão de obra apresentou aumento de 6,79% no comparativo anual, movimento associado ao reajuste do salário mínimo em 2026.
No mesmo cenário, o grupo de volumosos registrou avanço de 9,46%, impulsionado pela alta nos preços das sementes de forrageiras, dos insumos utilizados para correção do solo e pela valorização do óleo diesel no início de 2026. Segundo o Imea, a elevação do combustível ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
O instituto destaca que os grupos de mão de obra e volumosos representam juntos 44,33% da composição do ILC-MT, o que amplia o impacto dessas altas sobre o custo da produção leiteira no estado.
Por outro lado, o levantamento aponta que a queda no preço do milho, favorecida pela maior oferta do grão em Mato Grosso, contribuiu para a redução de 13,65% no grupo dos concentrados no comparativo anual.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, esse recuo ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre os custos de produção e evitou que o indicador atingisse recordes históricos no primeiro trimestre de 2026.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Atenção, Pecuarista: Atualização do cadastro de rebanho é obrigatória e já começou!

Imagem: reprodução
Os produtores rurais do Paraná têm entre os meses de maio e junho para realizar a atualização obrigatória do cadastro de seus rebanhos junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).
O preenchimento do formulário é uma exigência legal para todos os pecuaristas que possuem animais de produção em suas propriedades. A medida visa manter o controle sanitário do estado atualizado. O processo exige a declaração de todo o plantel da propriedade. Isso inclui bovinos, suínos, equinos, ovinos e demais espécies.
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Como Realizar a Declaração:
O produtor conta com canais presenciais e digitais para efetuar o registro dentro do prazo:
Sindicato Rural: A entidade está estruturada para auxiliar no preenchimento do formulário e receber a documentação diretamente.
*Unidades da ADAPAR: É possível comparecer diretamente a uma agência local para entregar as informações do rebanho
*Internet: O procedimento também pode ser realizado de forma online diretamente no portal de serviços da Secretaria da Agricultura do Paraná.
Prazos e Obrigatoriedade
O período de entrega começou no dia 1º de maio e se estende até o final de junho. A atualização é estritamente obrigatória. A ausência de declaração pode resultar em penalidades administrativas, além de impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), inviabilizando a comercialização e o transporte dos animais.
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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