Agronegócio
Cotações Agropecuárias: Mercado registra primeira alta do frango do ano em abril

Imagem: Magnific
Após um primeiro trimestre de quedas consecutivas, o mercado avícola nacional encerrou abril com alta nas cotações de todos os produtos da cadeia.
Os valores foram impulsionados pelo aumento da demanda doméstica pela carne e por reajustes nos custos de frete.
Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da reação, os preços ainda são considerados baixos frente aos verificados no mesmo período do ano passado. Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16/kg, alta de 7,4% frente a março.
Ainda assim, o valor é o segundo maior do ano, ficando abaixo dos R$ 7,47/kg registrados em janeiro (valores deflacionados pelo IPCA de março/26). Desde dezembro, o produto acumula desvalorização real de 8,9%.
O Cepea destaca que as altas do frango congelado intensificaram-se no fim da primeira quinzena de abril.
Esse cenário foi influenciado pelo tradicional movimento de maior demanda diante do recebimento de salários por parte da população, somado ao aumento de custos relacionado aos reajustes nos preços dos combustíveis, que encareceram o frete.
Já na segunda quinzena, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, a ocorrência dos feriados nacionais de Tiradentes (21 de abril) e do Dia do Trabalho (1° de maio) impactaram negativamente a demanda pela proteína no mercado nacional, gerando ajustes pontuais nos preços.
PEA: Demanda aquecida eleva cotações neste início de maio
O mercado de ovos vem reagindo neste início de maio, à medida que as vendas da proteína aumentam gradualmente.
Nos últimos dias, a valorização do produto chegou a 10% entre as praças acompanhadas pelo Cepea.
Segundo o Centro de Pesquisas, os descontos praticados no fim de abril contribuíram para reduzir estoques.
Além disso, a demanda tem apresentado recuperação nos últimos dias, impulsionada pelo maior poder aquisitivo da população, típico em período de início de mês, e pela programação de abastecimento das redes atacadistas e varejistas para o Dia das Mães.
Neste cenário, de acordo com pesquisadores do Cepea, produtores têm tido margem para negociar o ovo a preços mais altos.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Exportações de carne suína crescem 8,3% em abril

Foto: Pixabay
As exportações brasileiras de carne suína mantiveram ritmo de crescimento em abril e registraram aumento tanto em volume quanto em receita, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Considerando produtos in natura e processados, os embarques totalizaram 140 mil toneladas no mês, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas. A receita das exportações alcançou US$ 328,2 milhões em abril, resultado 8,8% superior aos US$ 301,5 milhões registrados no quarto mês do ano passado.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, os embarques brasileiros de carne suína chegaram a 532,2 mil toneladas, avanço de 14,2% frente às 466 mil toneladas exportadas no mesmo período de 2025. Em receita, o crescimento foi de 14,1%, com US$ 1,244 bilhão entre janeiro e abril, contra US$ 1,090 bilhão registrados no ano anterior.
As Filipinas seguiram como principal destino da carne suína brasileira em abril, com 35,9 mil toneladas embarcadas, crescimento de 20,6% na comparação anual. Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas e avanço de 131,9%, China, com 11,8 mil toneladas, e Chile, com 11,1 mil toneladas e aumento de 22,8%. Também estão entre os principais mercados importadores Hong Kong, Vietnã, Argentina, Singapura, Uruguai e México.
“O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avalia o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Brasil abre mercado de ovos na Coreia do Sul

Foto: Divulgação
O governo brasileiro concluiu as negociações para exportação de ovos e produtos derivados à Coreia do Sul, ampliando o acesso da avicultura nacional ao mercado asiático. A abertura permitirá o envio de produtos destinados tanto ao consumo direto quanto à indústria alimentícia.
Segundo o governo, a medida amplia as oportunidades para o setor avícola brasileiro em um dos principais mercados da Ásia. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul somaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro.
O avanço nas negociações ocorre após a missão presidencial realizada à República da Coreia em fevereiro de 2026. Durante a agenda, os dois países assinaram memorandos de entendimento voltados à cooperação em agricultura, medidas sanitárias e fitossanitárias, bioinsumos, inovação e desenvolvimento rural.
De acordo com o governo brasileiro, a missão contribuiu para fortalecer o diálogo sanitário entre os países e acelerar tratativas de interesse do setor agrícola nacional.
Com a nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança 602 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado, segundo o comunicado, é fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.
A expectativa é de que a abertura fortaleça a presença dos produtos brasileiros no mercado sul-coreano e amplie as oportunidades comerciais para a cadeia de proteína animal.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Noz-pecã mira safra de até 8 mil toneladas

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã aconteceu na sexta-feira (8), em Nova Pádua. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade de Arlindo Marostica, em Nova Pádua (RS).
Na ocasião, também foi lançado o livro da Embrapa, Nogueira-pecã, obra com 82 autores, que pode ser acessada gratuitamente pela internet e terá lançamento da versão impressa durante o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), em 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves (RS). Na sequência, o tema da irrigação nos pomares de nogueira-pecã e seus reflexos na produtividade e na lucratividade foi debatido por painelistas.
O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), falou sobre irrigação em nogueira-pecã, voltada à estabilização da produção, e enfatizou que irrigação é investimento. Na sequência, fez um comparativo relacionando a irrigação à produtividade.
O anfitrião e produtor Arlindo Marostica falou sobre a produção do seu pomar e os resultados relevantes em produtividade obtidos a partir da irrigação. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), engenheiro agrônomo Jaceguay Bastos, destacou o embasamento técnico-científico e o conhecimento de campo, citando a Embrapa como exemplo de suporte aos produtores.
Bastos falou sobre os princípios da irrigação, que variam conforme a região, o que exige um bom projeto, específico de acordo com as características do solo de cada propriedade. Também abordou aspectos sobre o ponto de colheita da noz-pecã nos ciclos precoce, médio e tardio, além da qualidade da fruta.
O ex-presidente do IBPecan, Eduardo Basso, falou sobre custos, produtividade e preços da noz-pecã. Demonstrou, em números, que o ganho de produtividade, impulsionado pela irrigação adequada, por exemplo, reflete diretamente no lucro da atividade.
O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, agradeceu a presença de todos no evento em Nova Pádua. “Ver muitas pessoas querendo conhecer mais o nosso IBPecan mostra o amadurecimento da cultura cada vez mais dentro do nosso estado”, ressaltou.
Wallauer destacou que o instituto há oito anos ajuda, informa e incentiva a cultura em todo o país, principalmente no Rio Grande do Sul. “E faço um apelo a quem ainda não é sócio: que se associe, faça parte do IBPecan, que só é grande com vocês juntos fazendo parte, trazendo as suas demandas, os seus anseios, a sua cultura e um pouquinho do que vocês desejam junto com a produção da noz-pecã”, concluiu.
O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, destacou que é um orgulho ver uma cultura se desenvolver e o Rio Grande do Sul, mais uma vez, na vanguarda de um processo produtivo, com 90% da produção nacional. “É uma cultura que vem crescendo em produção e que não tenho dúvida de que vamos nos consolidar como um grande produtor no cenário mundial. E para isso é importante nos posicionarmos de forma efetiva perante o mercado. Precisamos colocar a pauta da noz-pecã nos acordos internacionais, porque o Estado tem potencial, e a Secretaria da Agricultura é parceira para essas discussões”, destacou o secretário.
Madalena também falou sobre a relevância da irrigação na cultura da noz-pecã e enfatizou a política pública do governo do Estado, por meio do Programa Irriga+RS, que apoia o produtor rural com subvenção direta para a implantação de sistemas de irrigação. Ele lembrou que os produtores Arlindo e Vânia Marostica, proprietários da sede que recebeu o ato de colheita, foram beneficiários do programa. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.
Após as palestras e os discursos de autoridades, os participantes se deslocaram até a propriedade de Arlindo Marostica para o ato de abertura da colheita. A expectativa do IBPecan é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.
A Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi promovida pelo IBPecan, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pelo programa Pró-Pecã, iniciativa voltada ao fomento da cultura no Estado, com apoio da Emater e da Embrapa.
Com AgroEffective
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásCamex rejeita provisoriamente pedido de antidumping sobre pneus agrícolas
-

Notícias5 dias atrásReflorestar lança programa de trainee para formar lideranças no campo
-

Meio Ambiente6 dias atrásPrimeira onda de frio mais intensa do ano já tem data para chegar
-

Pecuária5 dias atrásComissão de Pecuária da Famato informa chegada de novas vacinas contra clostridioses em maio
-

Mato Grosso5 dias atrásParóquia São Francisco de Assis realiza semana especial de fé e celebrações em Aripuanã
-

Notícias4 dias atrásPolícia Civil desarticula núcleo financeiro de grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas
-

Mato Grosso6 dias atrásFPA analisa propostas sobre financiamento rural
-

Mato Grosso1 dia atrásFrente fria em Cuiabá: Quando o termômetro cai para 13°C?







































