Agricultura
Força-tarefa de ação sanitária é realizada contra o caruru-gigante

Praga pode atingir vários metros de altura e impactar drasticamente a produtividade – Foto: Dionizio_Graziero/Embrapa
A região do Alto Uruguai, que reúne mais de 30 municípios, será a primeira do Estado a receber a força-tarefa contra o Amaranthus palmeri, também conhecido como caruru-gigante. As visitas a propriedades rurais e as ações de educação sanitária junto a entidades regionais vão ocorrer de 13 a 17 de abril, envolvendo 26 servidores do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
A praga quarentenária representa alto risco à produção agrícola, com ocorrência já confirmada em Santa Catarina e em São Paulo. Ela pode causar prejuízos expressivos, com perdas de até 79% na produtividade da soja e de 91% no milho, além de elevar os custos de produção e dificultar as operações de colheita.
A ação consiste na visita a propriedades rurais para dialogar com os produtores sobre os riscos do caruru-gigante. “Abordaremos as principais diferenças entre o caruru-gigante e outras espécies de caruru, os potenciais danos que essa planta daninha pode causar nas propriedades, bem como as formas de controle e prevenção. Daremos especial atenção à importância da aquisição de sementes certificadas e aos cuidados com o trânsito de maquinário, especialmente aquele proveniente de fora do Rio Grande do Sul”, explica o fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade.
Controle rigoroso
Segundo o fiscal agropecuário, a orientação é para que os maquinários que ingressarem no Estado passem por sanitização e limpeza completa, com a remoção de quaisquer resíduos que possam conter sementes da praga. Além disso, os agentes do Estado orientam sobre os procedimentos adotados pela defesa agropecuária em caso de identificação de plantas suspeitas, incluindo a coleta de amostras e, se confirmada a presença da espécie, a contenção do foco.
“Nesse sentido, realizamos a orientação ao produtor, promovendo a educação sanitária. Buscamos integrá-lo ao sistema de defesa agropecuária, pois entendemos que ele é parte fundamental desse processo, assim como transportadores e demais envolvidos, formando uma engrenagem que visa impedir a introdução e possível disseminação dessa praga no Rio Grande do Sul”, enfatiza Alonso.
Expansão para todo o Estado
Na etapa inicial, a prioridade é visitar municípios fronteiriços com Santa Catarina, na região Noroeste. Entre eles estão Frederico Westphalen, Seberi, Alpestre, Nonoai, Aratiba e Barracão. Também serão contemplados Lagoa Vermelha e outros municípios da região Norte do Rio Grande do Sul, como Três Passos, Crissiumal, Doutor Maurício Cardoso, Boa Vista das Missões e Palmeira das Missões.
De acordo com a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal Deise Feltes Riffel, enquanto a força-tarefa atua no Alto Uruguai, as demais unidades estaduais promovem atividades de orientação e conscientização junto aos produtores rurais nas outras regiões. “Priorizamos a região do Alto Uruguai, na divisa com o foco inicial, devido à proximidade, mas não vamos descuidar da vigilância nas demais regiões, já que a praga também está presente na Argentina e no Uruguai. Os produtores devem estar atentos, assim como o órgão estadual.”
Orientações técnicas
O caruru-gigante se destaca pela rápida disseminação, elevada produção de sementes e resistência a diferentes herbicidas, fatores que dificultam o controle. Sobre o tema, a Seapi/DDV publicou uma nota técnica no dia 30 de março.
A espécie foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2015, no estado de Mato Grosso, com registros posteriores em Mato Grosso do Sul, em 2022. Até o momento, as ocorrências nos estados de São Paulo e Santa Catarina são consideradas pontuais e estão sob controle fitossanitário dos órgãos estaduais de defesa vegetal.
Prevenção é fundamental
O DDV orienta que produtores rurais adotem medidas preventivas, como o uso de sementes certificadas, a limpeza de máquinas e implementos agrícolas e o monitoramento frequente das lavouras. O trânsito de equipamentos provenientes de áreas com ocorrência da praga deve ser evitado, pois essa é uma das principais formas de disseminação.
Em casos suspeitos, a recomendação é não manejar a área e comunicar imediatamente os órgãos de defesa sanitária vegetal.
Principais medidas para erradicação e contenção
- Interdição da área infestada
- Proibição do trânsito de solo, material vegetal e outros resíduos
- Arranquio e destruição das plantas
- Levantamento de delimitação em áreas vizinhas e naquelas que compartilharam máquinas e implementos.
Alerta e orientação aos produtores
- Entre as características da planta, é uma espécie altamente adaptada a ambientes quentes
- Crescimento acelerado, podendo ultrapassar 5 cm por dia
- Espécie dióica (plantas masculinas e femininas separadas), o que aumenta a variabilidade genética
- Inflorescências femininas com aspecto espinhoso, diferentemente das masculinas; cada planta fêmea pode produzir de 200 mil a 1 milhão de sementes, pequenas e facilmente dispersáveis
- Folhas podem apresentar mancha esbranquiçada em formato de “V” invertido;
- Pecíolo geralmente igual ou maior que o limbo foliar; alta capacidade de resistência múltipla a herbicidas.
Como comunicar suspeitas
Ocorrências suspeitas devem ser imediatamente comunicadas à Seapi pelo e-mail [email protected], com envio de registro fotográfico, localização precisa (endereço e, principalmente, coordenadas geográficas). Mais informações também podem ser obtidas pelos telefones: (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289.
(Com Agricultura/RS)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Defensivos agrícolas -Sipcam Nichino e Luxembourg Industries Ltd. firmam parceria estratégica para a comercialização do herbicida Volcane® no Brasil

Fotos: Divulgação
São Paulo (SP) – As empresas de proteção de cultivos Sipcam Nichino Brasil e Luxembourg Industries Ltd. anunciaram a assinatura de um acordo de sinergia comercial. Pelo acordo, a Sipcam Nichino incorporará o herbicida Volcane®, registrado pela Luxembourg Industries Ltd., ao seu portfólio de soluções. O ingrediente ativo do produto é o MSMA. Segundo as empresas, o Volcane® tem sido utilizado com sucesso nas culturas de algodão e cana-de-açúcar, tornando-se um insumo estratégico para empresas do setor sucroenergético.
De acordo com a Sipcam Nichino, ao comercializar o herbicida Volcane®, a empresa investe no fortalecimento de seu portfólio de soluções voltadas às principais culturas agrícolas do país. A companhia afirma que o Volcane® passará a integrar uma plataforma tecnológica composta por mais de 45 produtos, incluindo defensivos agrícolas, reguladores de crescimento e bioestimulantes.
“Além de atender à demanda dos produtores de cana-de-açúcar e algodão, a Sipcam Nichino e a Luxembourg investirão em novos esforços de pesquisa e desenvolvimento com o objetivo de ampliar a aplicação do Volcane® para outras culturas importantes”, afirma Leandro Martins, diretor de marketing planejamento estratégico da empresa. “Planejamos consolidar o herbicida entre as ferramentas mais eficazes no suporte ao manejo agronômico da resistência de plantas daninhas a diferentes ingredientes ativos químicos”, acrescenta.
Para a Luxembourg, a parceria com a Sipcam Nichino deve aumentar a presença do herbicida Volcane® no manejo das culturas de algodão e cana-de-açúcar. Segundo o diretor comercial da Luxembourg no Brasil, Fernando Vicente, a sinergia entre as empresas ampliará o acesso do produto ao mercado.
“A Sipcam Nichino possui forte presença no mercado em toda a fronteira agrícola brasileira, oferecendo condições ideais para apoiar de forma eficaz os produtores de cana-de-açúcar e algodão”, destaca.
“Juntos, desenvolveremos novos projetos voltados à ampliação do espectro de ação deste importante e tradicional herbicida na agricultura brasileira”, continua Vicente. O executivo também acrescenta que a Luxembourg Industries Ltd. vem realizando investimentos significativos no Brasil, conduzindo diversas iniciativas relevantes de cooperação comercial e tecnológica com empresas líderes do agronegócio e institutos avançados de pesquisa agrícola.
Sobre a Sipcam Nichino
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos. www.sipcamnichino.com.br
Sobre a Luxembourg
De origem israelense, Luxembourg é uma empresa com atuação global detentora de uma história de nove décadas nas áreas de síntese, formulação, comercialização e exportação de defensivos agrícolas, reguladores de crescimento, fertilizantes foliares, adjuvantes, polímeros e protetores. Sua linha de produtos possui alta concentração e resulta em eficácia, redução de custos operacionais e aumento de produtividade agrícola.
www.luxembourg.com.br
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Citricultura – Workshop sobre pragas de difícil controle terá como tema central o manejo da leprose dos citros, no dia 16

Arquivo
Araraquara (SP) – Ocorre nesta quinta-feira, 16, na cidade paulista de Araraquara, a quarta edição do Workshop Sobre Pragas de Difícil Controle. O evento, coordenado pelo professor Pedro Yamamoto, da Esalq/USP, tratará do manejo do ácaro Brevipalpus yothersi, inseto-vetor da leprose dos citros. Essa doença continua posicionada entre os principais desafios fitossanitários do citricultor na safra. Companhia referenciada do setor de defensivos agrícolas, a Sipcam Nichino Brasil figura entre os patrocinadores do workshop.
Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing da Sipcam Nichino, a empresa levará ao encontro técnico informações relevantes associadas a seu acaricida Fujimite® 50 SC, empregado com sucesso, há vários anos, em tratamentos frente ao ácaro Brevipalpus yothersi.
Participarão do workshop cerca de 400 especialistas, entre citricultores, consultores, pesquisadores e profissionais técnicos do setor citrícola.
De acordo com Palazim, Fujimite® 50 SC conquistou reputação de liderança na cadeia citrícola, por apresentar desempenho superior no controle de ácaros, entre estes o da leprose, sobretudo nas fases jovens e adultas dos insetos. A recomendação da companhia é iniciar aplicações no início de infestações.
Conforme o agrônomo, o acaricida apresenta ação por contato e ingestão e é plenamente adequado ao manejo integrado de pragas (MIP), uma prática que também preserva os inimigos naturais de ácaros e outros insetos benéficos.
“Fujimite conta com elevada ação ovicida para controle do ácaro Brevipalpus yothersi, característica que inibe o surgimento de novas populações da praga nos pomares de citros. Age nas ‘formas móveis’ dos ácaros e entrega prolongados períodos de controle”, resume ele.
O acaricida Fujimite® 50 SC foi classificado pela agência ambiental americana (EPA) como uma ferramenta de baixo impacto para insetos polinizadores. Conta também com o certificado LMRP (Limite Máximo de Resíduo Permitido) nos países importadores do suco de laranja brasileiro e segue indicado pelo Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura – na ‘ProteCitrus’ (lista de indicação positiva de defensivos agrícolas na citricultura).
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Cuba avalia importada maçã do Rio Grande do Sul

Foto: Agrolink
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), acompanhou nesta quinta-feira (9) a visita de uma missão internacional conduzida pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF), de Cuba, no município de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra.
Durante a agenda, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã apresentou dados da cadeia produtiva, enquanto pesquisadores da Embrapa abordaram as principais pragas que afetam a cultura. A Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi detalhou aos visitantes o processo de certificação fitossanitária. A missão também visitou duas empresas exportadoras para conhecer o sistema de produção local e avaliar o atendimento às exigências sanitárias.
Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Deise Feltes Riffel, a atuação do órgão tem sido determinante para garantir a conformidade do setor. “O trabalho desenvolvido pela Secretaria junto aos produtores trouxe o respaldo que os técnicos cubanos estavam buscando, da rastreabilidade, de saber que tudo está de acordo com as normas. E é importante para o estado, para a cadeia produtiva, a abertura de novos mercados, para garantir o escoamento dos produtos que são de excelente qualidade”, afirmou.
O Rio Grande do Sul é o maior exportador de maçã do Brasil e embarca para 36 países, com destaque para Índia, Portugal e Irlanda. Em 2025, o estado produziu 567,40 mil toneladas, com concentração nos municípios de Vacaria, Bom Jesus e Caxias do Sul, conforme dados da publicação Radiografia da Pecuária Gaúcha 2025, da Seapi.
A missão cubana está no Brasil desde o início da semana para avaliar as condições de abertura do mercado à importação de frutas brasileiras. A agenda incluiu visitas em São Paulo, com análise de programas estaduais de certificação fitossanitária e sanidade de citros, além de áreas produtivas no Vale do São Francisco voltadas à exportação de uva.
A programação foi encerrada com reunião entre auditores da ONPF e representantes do Mapa, quando foram discutidos os resultados da auditoria e os próximos passos para a possível abertura do mercado cubano.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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