Agricultura
Fertilizantes e Bioinsumos podem ter alta em 2026

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Fertilizantes e bioinsumos devem manter alta demanda em 2026, impulsionados pela irregularidade climática ligada ao El Niño e à baixa produtividade agrícola projetada. No entanto, o consumo pode enfrentar pressões por margens apertadas dos produtores e safra de grãos em queda de cerca de 3,7% ante o recorde de 2025, sem projeções explícitas de “alta” generalizada.
Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração é uma das chaves para garantir a competitividade da agricultura brasileira. “O manejo adequado por meio da utilização de fertilizantes líquidos é o ponto de partida para obter produtividade, qualidade e rentabilidade. Quando aplicados de forma eficiente, os fertilizantes melhoram o desempenho das plantas e ajudam a controlar problemas fitossanitários, garantindo frutos de excelência e fortalecendo a imagem do Brasil como líder mundial”.
Com o possível retorno de El Niño após La Niña inicial, reforça-se a adoção de bioinsumos como bioestimulantes e inoculantes, que mitigam estresses hídricos e térmicos em soja e milho. Produtores no Centro-Oeste já intensificam compras antecipadas de fertilizantes foliares para corrigir deficiências rápidas durante veranicos, elevando a eficiência nutricional em até 20%. Essa tendência consolida o mercado de insumos biológicos, com registros recordes em 2025 sinalizando maturidade para a próxima safra.
No Sul, fungicidas e pesticidas ganham espaço devido ao risco de doenças foliares em trigo e soja sob chuvas intensas, enquanto no Matopiba biofortificantes ajudam a sustentar rendimentos em solos arenosos sob seca prolongada. A integração desses insumos com práticas de agricultura de precisão, como drones e sensores, otimiza custos e reduz perdas, atendendo à pressão por sustentabilidade em um ano de margens reduzidas. Especialistas preveem que essa combinação eleve a participação de bioinsumos para 50% da área plantada em grãos.
Apesar das oportunidades, o setor enfrenta volatilidade nos preços internacionais de fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e demanda chinesa recorde, o que pode conter o volume total aplicado. Estratégias como o Plano Nacional de Fertilizantes e parcerias público-privadas visam estabilizar a oferta, mas o sucesso depende da recuperação de preços de commodities para liberar caixa aos produtores. Assim, a alta seletiva em insumos priorizará soluções de alto retorno sobre hectare, moldando um mercado mais resiliente.
O mercado projeta aumento no setor de fertilizantes e bioinsumos para 2026, com crescimento estimado em cerca de 1% a 2% para fertilizantes (47,5 milhões de toneladas pelo Rabobank) e expansão mais robusta para bioinsumos (acima de 13% anual, mirando R$ 40 bilhões em 7 anos pela Corteva). Preveem-se entregas estáveis ou em leve alta ante o recorde de 2025, impulsionadas por soja e milho apesar de safra menor.
“Estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação para o campo, oferecendo soluções que impulsionam o trabalho do produtor rural e fortalecem a economia rural. Acreditamos que o investimento em pesquisa e desenvolvimento, aliado à paixão e ao conhecimento do produtor, é o caminho para uma agricultura cada vez mais sustentável e produtiva”, conclui Sodré.
AGROLINK & ASSESSORIA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Vendas de milho avançam e preços recuam em Mato Grosso

Foto: Pixabay
Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (9), em janeiro de 2026 a comercialização do milho da safra 2024/25 em Mato Grosso alcançou 92,36% da produção. As negociações do milho disponível no estado avançaram 4,07 pontos percentuais no mês, porém em ritmo inferior ao observado entre novembro e dezembro de 2025. De acordo com o Imea, a desaceleração está associada à desvalorização do cereal no mercado estadual, que em janeiro registrou recuo de 5,43%, com preço médio de R$ 45,68 por saca.
No caso da safra 2025/26, o levantamento do Imea apontou avanço mensal de 2,77 pontos percentuais em janeiro, totalizando 32,00% do volume já comercializado. Em relação ao preço do milho futuro, houve queda mensal de 3,61%, com média de R$ 44,29 por saca. O instituto informou que os dois movimentos refletem o menor foco do produtor na comercialização neste momento, uma vez que a prioridade está direcionada à semeadura do milho.
Ainda segundo o Imea, a desvalorização do cereal está ligada à demanda mais retraída no mercado. O instituto destacou que as indústrias realizaram aquisições relevantes ao longo de 2025 e iniciaram a temporada com estoques elevados, o que reduz a necessidade de novas compras no curto prazo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Baculovírus – Ensaios de consultorias e trabalhos de pesquisas mostram bioinseticida da AgBiTech quatro vezes mais eficaz

Foto: Divulgação
Campinas (SP) – O mercado de biodefensivos agrícolas cresceu 18%, para R$ 4,35 bilhões, na safra 2024-25. Os dados são da consultoria Kynetec. Na área de biolagarticidas à base de baculovírus, a companhia AgBiTech manteve a liderança nas culturas de soja, milho e algodão. Para isso, pesou fortemente o desempenho do bioinseticida de marca Cartugen® Max, que numa série de estudos trouxe índices médios de mortalidade de lagartas acima de 80%, quatro vezes acima da média de seus competidores.
Segundo informa o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, em análises realizadas por diversas instituições de pesquisa do país, Cartugen® Max obteve eficácia de 81%, ante a média de 18% resultante das quatro principais marcas de baculovírus comercializadas no país.
Em áreas comerciais, continua o executivo, Cartugen® Max esteve no centro de estudos realizados em mais de 45 localidades. Nestas, a mortalidade de lagartas revelou-se ainda mais relevante: 85%, contra, em média, 24% de outros cinco bioinsumos à base de vírus.
“Esses números comprovam tecnicamente a consistência e a qualidade de Cartugen® Max. Não por acaso, o bioinseticida teve desempenho quase idêntico, com pequenas variações estatísticas, em todas as lavouras nas quais foi aplicado”, finaliza Marcellino.
Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. Controlada pelo fundo de Private Equity Paine Schwartz Partners (PSP), a AgBiTech fabrica toda a sua linha de produtos na mais moderna unidade produtora de baculovírus do mundo, em Dallas (Texas, EUA). www.agbitech.com.br
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Exportações de frutas do Brasil crescem quase 20% e atingem novo recorde em 2025

Divulgação
O Brasil ampliou de forma consistente sua presença no mercado internacional de frutas em 2025, com exportações que somaram 1,28 milhão de toneladas, alta de 19,63% em relação ao ano anterior. A receita chegou a R$ 7,83 bilhões, crescimento de 12%, configurando o terceiro recorde anual consecutivo, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
O desempenho foi impulsionado principalmente pela fruticultura irrigada do Semiárido Nordestino, com destaque para o Vale do Rio São Francisco, líder nos embarques de manga e uva. A manga manteve a liderança em volume exportado, enquanto melão, limões e limas, melancia e uva registraram crescimento expressivo, indicando maior diversificação da pauta exportadora.
A União Europeia seguiu como principal destino das frutas brasileiras, com faturamento de cerca de R$ 4,47 bilhões. O Reino Unido aparece na sequência, enquanto Japão e Argentina se destacaram pelo forte avanço nas compras ao longo do ano. Os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior mercado, e o setor avaliou como administrável o impacto das tarifas norte-americanas.
Outro segmento em expansão foi o de conservas e preparações de frutas, que renderam aproximadamente R$ 967 milhões, alta de 16,1%. Para o setor produtivo, os números confirmam que a fruticultura brasileira segue ganhando competitividade no exterior, apoiada em escala, oferta contínua e maior profissionalização logística e comercial.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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