Agronegócio
Colheita de pêssego se intensifica em regiões gaúchas

Foto: Pixabay
A colheita do pêssego avança em diferentes estágios nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Na região administrativa de Caxias do Sul, em Pinto Bandeira, os trabalhos de colheita das variedades precoces, como BRS Kampai e BRS Fascínio, já foram concluídos. As cultivares de ciclo médio, entre elas Chimarrita, BRS Regalo e BRS Serenata, entram na fase final, com redução gradual dos volumes colhidos. Já a cultivar PS 10711 está em plena colheita, enquanto as variedades tardias, como Eragil, encontram-se em fase de prématuração, com desenvolvimento dos frutos e carga produtiva considerados adequados.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições edafoclimáticas registradas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento dos pomares, refletindo em bom estado fitossanitário e manutenção da qualidade da produção. A colheita de nectarina e ameixa também segue em andamento, com destaque para a cultivar Fortune, que apresenta padrão satisfatório de qualidade. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 3,50 e R$ 6,00 por quilo, dependendo do calibre, da qualidade dos frutos e do mercado de destino.
Na região de Pelotas, teve início a colheita das cultivares de dezembro, como Esmeralda, Jade e Maciel, que concentram maior área plantada e apresentam maior produtividade. A expectativa é de que o pico da colheita seja alcançado na próxima semana. Apesar de sintomas de déficit hídrico registrados até o dia 8 de dezembro, as chuvas subsequentes permitiram a recuperação das plantas e o adequado desenvolvimento dos frutos. No entanto, em parte dos pomares, dificuldades na realização do raleio resultaram em excesso de carga, comprometendo o tamanho dos frutos e elevando o descarte daqueles que não atingiram o padrão exigido pela indústria.
Ainda em Pelotas, o estado fitossanitário é avaliado como positivo, embora persistam problemas pontuais com podridão-parda e a presença da mosca-das-frutas. A Emater/RS-Ascar informa que a população da praga permanece estável, sendo recomendadas ações de monitoramento e medidas preventivas. Produtores da região demonstram insatisfação com os preços pagos pela indústria.
Na região administrativa de Soledade, as variedades de ciclo intermediário estão em colheita. Conforme a Emater/RS-Ascar, a produção e a qualidade dos frutos são consideradas satisfatórias nas áreas com manejo adequado. Apesar do predomínio de tempo seco, há registro de ocorrência significativa de podridão-parda e aumento da incidência de mosca-das-frutas, o que tem exigido intensificação do manejo preventivo para preservar a qualidade da produção.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Cotações Agropecuárias: Demanda sustenta reação do feijão carioca; preto segue sob pressão

Imagem: Embrapa/Arquivo
O mercado de feijão carioca reagiu parcialmente na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente para lotes de melhor qualidade (nota 9 ou superior).
Produtores tentam elevar os preços, mas esbarram na disponibilidade restrita desses grãos e na dificuldade de repasse ao varejo.
Startup desenvolve cinta massageadora para suinocultura
Já as cotações do feijão preto, de acordo com pesquisadores do Cepea, seguem em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra.
No consumo, as expressivas altas registradas no campo no início do ano continuam sendo repassadas ao varejo.
Segundo o IPCA, março registrou variações positivas em ambas as variedades. O feijão carioca avançou 15,40% no mês, acumulando alta de 27,73% em 12 meses.
Já o feijão preto registrou valorização de 7,12% em março, movimento que sinaliza recuperação em relação à queda acumulada de 13,95% em 12 meses.
MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril
No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores.
Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot.
Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.
Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.
Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Frango fica mais barato que carnes de boi e porco

Imagem: Freepik
O preço do frango resfriado subiu 6,6% na primeira quinzena de abril, passando de cerca de R$ 6,73/kg em março para R$ 7,18/kg, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). A alta foi puxada principalmente pelo aumento do frete, pressionado pelo diesel, e pela melhora no consumo no início do mês.
Na comparação com a carne bovina, o frango voltou a ganhar vantagem. Hoje, enquanto o frango gira em torno de R$ 7/kg, o boi no atacado (carcaça) opera na faixa de R$ 20 a R$ 22/kg, o que coloca a relação em cerca de 3 vezes mais caro para a carne bovina. É o maior diferencial dos últimos anos, o que favorece a troca no consumo: quando o boi sobe, o consumidor migra para o frango.
CNA: Projeto define regras para produtos derivados de cacau
Já frente à carne suína, o cenário é inverso. A carcaça suína caiu e hoje gira próxima de R$ 12 a R$ 13/kg, reduzindo a diferença para o frango e tornando o suíno mais competitivo. Na prática, o frango ganha mercado do boi, mas perde espaço para o porco.
No campo, o impacto vai além do preço da carne. O aumento do frete pesa diretamente no custo da cadeia — do transporte de ração ao escoamento da produção — e limita ganhos maiores ao produtor.
O Brasil é um dos maiores players globais da proteína de frango. Em 2025, a produção ficou próxima de 15 milhões de toneladas, com exportações ao redor de 5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Isso significa que cerca de 65% a 70% da produção fica no mercado interno, que segue como principal destino da carne de frango.
O consumo doméstico continua elevado. O brasileiro consome, em média, 45 a 47 quilos de carne de frango por ano, o maior entre as proteínas. Esse volume explica por que pequenas variações de preço têm impacto direto no mercado.
Para o produtor, o momento é de atenção. O preço reage, mas os custos — principalmente transporte e insumos — seguem pressionados. Para o consumidor, o frango continua sendo a proteína mais acessível frente ao boi, mas começa a disputar espaço com o suíno, que ficou mais barato nas últimas semanas.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Alta dos hortifrúti eleva cesta básica ao maior preço já registrado

Divulgação
Com crescimento semanal de 33,5% para o tomate e de 11,8% para a batata, a cesta básica em Cuiabá apresentou aumento expressivo de 4,34% em seu valor nesta terceira semana de abril, atingindo, em média, R$ 862,76, o maior valor da série histórica apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Após um período de estabilidade registrado nas últimas semanas, a cesta básica voltou a apresentar alta, com o valor atual ficando 2,22% acima dos R$ 844,04 observados no mesmo período de 2025.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destaca o avanço no custo da cesta, que compromete o consumo das famílias, especialmente de itens considerados essenciais.
“O aumento expressivo do valor médio da cesta básica, ultrapassando a marca de R$ 860, interrompe o período recente de estabilidade e reflete pressões intensas concentradas em itens específicos, levando o indicador ao maior patamar da série histórica”, afirmou o presidente.
O levantamento do instituto aponta ainda que a forte elevação dos hortifrutigranjeiros demonstra a alta sensibilidade desses produtos a choques de oferta, contribuindo significativamente para a volatilidade da cesta básica.
É o caso do tomate, que, mesmo após registrar recuo na semana passada, apresentou aumento expressivo e passou a custar, em média, R$ 11,87/kg. A variação pode estar associada ao período de entressafra, visto que a safra de verão está no fim da colheita e a de inverno recém iniciou a produção, reduzindo a quantidade de frutos disponíveis.
Da mesma forma, os preços da batata subiram 11,80%, atingindo média de R$ 5,20/kg. O aumento pode estar associado à baixa oferta do produto, já que a demanda da Semana Santa, somada ao período de chuvas que atrasam as colheitas, reduziu a disponibilidade no mercado.
A alta também foi registrada na farinha de trigo, de 2,08%, que atingiu o preço médio de R$ 5,06/kg. A variação pode estar associada à elevação do preço do trigo, que se encontra em fim de safra, com custos de importação elevados, somados ao aumento dos custos de produção, como fertilizantes e logística.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Blog do Valdemir
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásEx-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e critica burocracia como entraves ao avanço do agro
-

Meio Ambiente5 dias atrásOutono muda estratégias de manejo no Cerrado
-

Mato Grosso5 dias atrásProjeto define mínimo de cacau em chocolates
-

Mato Grosso5 dias atrásHorário de atendimento na Justiça Eleitoral será ampliado para 8h às 18h
-

Mato Grosso6 dias atrásProcon Estadual fiscaliza supermercados e lojas de produtos agropecuários em municípios do interior
-

Mato Grosso4 dias atrásNova regra do crédito rural acende alerta em produtores de Mato Grosso
-

Agronegócio4 dias atrásComercialização da safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%
-

Mato Grosso6 dias atrásFesta do Guaraná estreia em Cuiabá com gastronomia, cultura e entrada gratuita




“O aumento expressivo do valor médio da cesta básica, ultrapassando a marca de R$ 860, interrompe o período recente de estabilidade e reflete pressões intensas concentradas em itens específicos, levando o indicador ao maior patamar da série histórica”, afirmou o presidente.


































