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Réus são condenados por execução de estudante em Sinop

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Divulgação

As longas penas impostas pelo Tribunal do Júri mudaram de vez o rumo do caso envolvendo a morte da estudante Cleuza Juliene Oliveira de Souza, em Sinop. Três homens foram condenados nesta terça-feira (02) por homicídio qualificado e participação em organização criminosa armada.

O julgamento ocorreu na 1ª Vara Criminal e confirmou a responsabilização de Derick Leonardo Marques Silva, Francinaldo Alves Pereira e Wesley Ribeiro dos Santos, que passarão décadas em regime fechado após o Conselho de Sentença acolher todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso.

A decisão reconheceu motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o uso de arma de fogo por membros de uma organização criminosa. Segundo o MPMT, representado pelos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, o crime demonstrou uma disputa interna de poder entre facções. Durante os debates, os promotores reforçaram que a execução tratou a vida da jovem como instrumento de controle territorial.

Conforme a denúncia, o crime foi cometido em 02 de setembro de 2022, na Estrada Leonora, área rural entre Sinop e Cláudia. A estudante, de 17 anos, foi atraída sob o pretexto de um encontro com integrantes de uma facção, mas acabou morta por rivais. O ataque envolveu disparos de arma de fogo e golpes de facão, resultando em ferimentos descritos no laudo necroscópico como três perfurações por tiro e esgorjamento cervical.

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Após a execução, os envolvidos tentaram ocultar o corpo usando lonas e ferramentas como pá e enxada. O trio acabou preso em flagrante enquanto preparava uma cova para enterrar a vítima. As investigações também identificaram que o crime foi filmado por um dos autores, e as imagens foram encontradas em celulares apreendidos.

Atuação de cada réu e detalhes revelados pelo júri

A denúncia detalha o papel de cada integrante no assassinato. Francinaldo Alves Pereira, conhecido como Naldo, foi apontado como o responsável pelos disparos e por coordenar a sequência da execução, incluindo a ordem para ocultar o corpo. Já Derick Leonardo Marques Silva, chamado DK, utilizou um facão para golpear a vítima após os tiros e ainda participou da gravação do vídeo que registrou o crime. Wesley Ribeiro dos Santos, o Israelense, conduziu o veículo que levou a adolescente até o local onde foi morta.

As penas aplicadas foram definidas individualmente: Derick recebeu 17 anos e 3 meses de prisão; Francinaldo, 33 anos, 9 meses e 12 dias; e Wesley, 22 anos e 9 meses. Todos terão de iniciar o cumprimento no regime fechado, conforme determinação da juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, que ordenou a execução provisória das sentenças com base na soberania dos veredictos do Tribunal do Júri.

Próximos passos e atuação do GAEJúri

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O julgamento contou com apoio do GAEJúri, grupo recém-criado pelo MPMT para auxiliar casos de grande complexidade e repercussão. A estrutura especializada reforça julgamentos em série, mutirões e processos em que há conflito de agendas entre promotores.

Com a condenação estabelecida, os réus seguem para execução das penas enquanto o Ministério Público mantém acompanhamento do caso. A decisão também encerra um processo marcado por violência extrema e pela atuação de facções na região, conforme relatado pelo órgão ministerial.

As informações são do Ministério Público de Mato Grosso.

Fonte: da Redação

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Polícia Civil cumpre mandados contra facção envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Várzea Grande

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PJC

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (20.1), a Operação Integrate para cumprimento de 35 ordens judiciais com foco na desarticulação de  uma facção criminosa envolvida com a criação de empresas de fachada com o fim de fomentar o tráfico de drogas, lavagem de capitais com movimentações milionárias e outros crimes conexos.

São cumpridos na operação, seis mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão, 20 sequestros de bens e contas bancárias no valor de R$ 10 milhões, movimentados de forma incompatível com a renda declarada dos investigados.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital com base em investigações da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) e  Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

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A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Desarticulação do grupo criminoso

As investigações iniciaram  com o desdobramento de um inquérito policial da Derf Cuiabá, após uma tentativa de roubo a uma propriedade rural em dezembro de 2022, que identificou a atuação de envolvidos no tráfico de drogas, sendo as informações encaminhadas para a Denarc.

Com o avanço das investigações, a equipe da Denarc levantou novas informações que revelaram uma estrutura criminosa articulada, com vínculos com uma facção criminosa e evidências de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e interpostas pessoas, utilização de nome falso para abertura de empresas e transferências para terceiros.

Diante dos elementos, o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, representou pela com autorização para bloqueio de valores/bens dos envolvidos com limite de R$ 10 milhões de reais do grupo criminoso, além da prisão preventiva dos envolvidos.

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Integrate

O nome operação foi escolhido por refletir o caráter integrado da atuação policial, que uniu esforços entre diferentes unidades especializadas, promovendo sinergia investigativa e otimização de recursos.

A operação fundamenta a importância da cooperação institucional como instrumento essencial para o êxito das investigações e a produção de resultados concretos em benefício da sociedade.

Assessoria | Polícia Civil-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Transporte

Homem é preso após agredir companheira durante confraternização em Mato Grosso

Publicado

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foto: assessoria/arquivo

Um homem que agrediu a sua companheira durante uma confraternização entre amigos em Chapada dos Guimarães (66 km de Cuiabá) foi preso em flagrante pela Polícia Civil, ontem, logo após os policiais do município serem acionados do crime. O suspeito, de 29 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha.

As diligências iniciaram logo após os policiais plantonistas serem acionados sobre a agressão, em que o suspeito teria desferido um soco contra a companheira, de 22 anos. Um amigo que estava no local tentou impedir as agressões e também foi agredido. Diante das informações, os policiais saíram em diligências em busca do suspeito, com o fim de localizá-lo e cessar outras possíveis agressões contra a vítima.

O agressor foi localizado em via pública e apresentava lesões aparentes nos dedos das mãos, possivelmente causadas em razão do golpe contra a vítima. Ele foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado e autuado em flagrante por violência doméstica, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Redação Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Sorriso: golpista usa falso intermediário e causa prejuízo de R$ 5,6 mil a vendedora de moto

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foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A mulher de 27 anos procurou a Polícia Civil, hoje, para denunciar um golpe sofrido durante a negociação da venda de uma motocicleta Honda Biz no valor de R$ 5,5 mil, além de um capacete avaliado em R$ 150, por meio do Facebook, ocorrido durante o fim de semana.

Conforme o boletim da Polícia Civil, um homem entrou em contato demonstrando interesse na compra e informou que a moto seria adquirida para um suposto funcionário. Ele disse que o empregado iria até o local de trabalho da vítima para verificar o veículo e, caso aprovasse, fecharia o negócio. O homem compareceu, analisou a motocicleta e confirmou o interesse na compra.

Ainda de acordo com o boletim, o suposto chefe orientou que o funcionário fizesse o pagamento diretamente a ele, prometendo repassar posteriormente o dinheiro à proprietária da motocicleta. Após a orientação, a vítima entregou a motocicleta e o capacete ao comprador. No entanto, o valor não foi repassado. O suposto intermediador bloqueou a mulher no aplicativo WhatsApp e deixou de atender as ligações. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Só Notícias/Wellinton Cunha

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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