Economia
Preços do etanol sobem no fim de novembro no mercado paulista

Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Os negócios com etanol hidratado e anidro seguiram em ritmo moderado no mercado spot de São Paulo na última semana de novembro. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o período foi marcado por operações pontuais, com distribuidoras concentradas principalmente nas retiradas de produtos já negociados anteriormente. Do lado das usinas, poucas unidades estiveram ativas nas vendas imediatas.
Entre os dias 24 e 28 de novembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado registrou leve avanço. O litro fechou cotado a R$ 2,8653, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, representando alta de 0,35% frente ao período anterior. No caso do etanol anidro, utilizado na mistura à gasolina, o Indicador Cepea/Esalq atingiu R$ 3,3004 por litro, líquido de impostos (sem PIS/Cofins), variação positiva de 1,76%.
movimentação tímida, segundo especialistas, reflete um mercado momentaneamente mais cauteloso, mas ainda atento às variações de demanda às vésperas do período de maior circulação nas estradas e consumo de combustíveis.
Fonte: CenarioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
CNA: Projeto define regras para produtos derivados de cacau

Imagem: CNA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que a aprovação do Projeto de Lei nº 1.769/2019 pelo Senado Federal representa um avanço estratégico para a valorização da produção nacional de cacau e para a transparência nas relações de consumo.
A proposta estabelece percentuais mínimos de cacau na composição de produtos como chocolates e cacau em pó. O texto já havia sido aprovado pelo Senado, mas retornou ao Plenário após sofrer alterações na Câmara dos Deputados. Agora, segue para sanção presidencial.
Recuperações judiciais no agro atingem pico histórico
O projeto de lei determina que produtos que utilizam a denominação chocolate apresentem, de forma clara no rótulo, o percentual efetivo de cacau em sua composição, além de atenderem a requisitos mínimos. A medida busca reduzir ambiguidades e fortalecer a distinção entre diferentes categorias de produtos no mercado.
Para a CNA, entre os principais pontos aprovados está a criação de definições legais para diferentes categorias de produtos, com a fixação de percentuais mínimos de cacau.
No texto, o chocolate passou a exigir mínimo de 35% de sólidos totais de cacau; o chocolate ao leite passou a exigir mínimo de 25% de sólidos totais de cacau. O projeto também conceitua o chocolate branco e outros derivados, organizando melhor as categorias comercializadas no mercado.
A matéria também prevê que um ato complementar do Poder Executivo regulamente aspectos adicionais, como a composição e as características dos produtos, respeitando os limites mínimos de cacau definidos em lei. A regulamentação poderá estabelecer parâmetros para outros ingredientes e limites aceitáveis, garantindo maior clareza nas informações apresentadas ao consumidor.
Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Letícia Barony, a aprovação da matéria é muito positiva para o setor cacaueiro. “A aprovação do PL aproxima o consumidor da realidade do produto que está adquirindo e, ao mesmo tempo, reconhece a importância do cacau como matéria-prima e da produção nacional.”
Sanidade – A Câmara dos Deputados também aprovou, na quarta (15), o projeto de decreto legislativo (PDL) 330/2023, que suspende os efeitos da IN SDA/MAPA 125/2021 do Ministério da Agricultura sobre procedimentos fitossanitários na importação de amêndoas secas de cacau da Costa do Marfim. A proposta será enviada ao Senado.
Com Assessoria de Comunicação CNA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Inadimplência e recuperações judiciais no agro atingem pico histórico

Imagem: Pensar Agro
A inadimplência no crédito rural mais que dobrou em 12 meses e os pedidos de recuperação judicial (RJ) atingiram o maior nível da série histórica, refletindo o aperto financeiro no campo. Dados do Banco Central mostram que, em janeiro último, o índice de atrasos acima de 90 dias entre produtores pessoas físicas chegou a 7,3%, ante 2,7% no mesmo período do ano passado. Já as recuperações judiciais somaram 1.990 pedidos em 2025, alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian.
O avanço ocorre em um cenário de margens mais estreitas, sobretudo em culturas como soja e milho, combinado com juros elevados e maior rigor na cobrança por parte de credores. Bancos, tradings e empresas da cadeia têm reduzido a tolerância com atrasos, o que tem levado mais produtores a buscar a recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas.
Brasil soma mais de 200 invasões de propriedades rurais
Ao mesmo tempo, cresce no campo a atuação de escritórios especializados que passaram a oferecer a RJ como solução para o endividamento. Na prática, produtores com dificuldade de caixa são abordados e orientados a ingressar com o pedido, muitas vezes sem uma avaliação completa dos impactos sobre a continuidade da atividade.
Apesar de aliviar a pressão no curto prazo, a recuperação judicial tem trazido efeitos colaterais relevantes. O principal deles é a perda de acesso ao crédito, fator decisivo para o financiamento da safra. Sem capital para plantar, parte dos produtores reduz a área cultivada ou recorre ao arrendamento de terras como forma de manter alguma geração de renda.
O movimento atual está ligado, em grande parte, às decisões tomadas no ciclo de alta das commodities entre 2021 e 2023. Com preços elevados e crédito mais acessível, houve expansão da produção e aumento do endividamento. Com a reversão do cenário, juros mais altos e queda nas cotações, produtores mais alavancados perderam liquidez.
A recuperação judicial, que ganhou força no agro a partir de 2021, passou a ser utilizada tanto por produtores em dificuldade real quanto por aqueles que buscaram o instrumento como estratégia para renegociar dívidas. Esse uso mais amplo começa a gerar distorções e tende a perder força à medida que os efeitos práticos se tornam mais evidentes.
Apesar da alta recente, o número de RJs ainda é pequeno frente ao universo do setor. O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, sendo que aproximadamente 1,1 milhão acessam crédito. Ainda assim, o aumento da inadimplência já pressiona o sistema financeiro, encarece o crédito e eleva a seletividade para novos financiamentos.
Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o cenário atual é resultado de uma combinação de fatores de mercado com falhas de política agrícola. “O produtor está pagando a conta de um ciclo mal calibrado. Tivemos incentivo à expansão em um momento de crédito farto, mas sem instrumentos suficientes de proteção quando o cenário virou. Faltou previsibilidade e gestão de risco na política pública”, afirma.
Segundo ele, a forma como a recuperação judicial vem sendo difundida no campo também preocupa. “Criou-se um ambiente em que a RJ é apresentada como solução fácil. Muitos produtores entram sem ter clareza de que vão perder acesso ao crédito e comprometer a próxima safra. Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade”.
Rezende avalia que o problema tende a persistir ao longo de 2026, mas não caracteriza uma crise estrutural do agro. “O setor continua forte, competitivo, mas passa por um ajuste. O risco é esse ajuste ser agravado por decisões equivocadas, tanto no campo quanto fora dele. Sem crédito acessível e com custo elevado, o produtor perde capacidade de reagir”.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Mato Grosso aumenta 4% exportação de soja e projeção é manter crescimento

foto: Claudio Neves/arquivo/assessoria
Mato Grosso, principal Estado produtor e exportador de soja teve aumento de 4,39% nas vendas para diversos países, no acumulado do primeiro trimestre, se comparado com mesmo período de 2025, totalizando 4,84 mi de toneladas. O resultado foi sustentado pela safra recorde, que ampliou a oferta e intensificou o escoamento.
A China seguiu como principal destino da soja do estado, com 2,99 mi de toneladas, seguida por Espanha, 248,09 mil toneladas e Turquia, com 202,49 mil. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informa que a expectativa é de elevados volumes de exportação nos próximos meses, sustentados pela ampla oferta.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásEx-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e critica burocracia como entraves ao avanço do agro
-

Meio Ambiente6 dias atrásOutono muda estratégias de manejo no Cerrado
-

Mato Grosso6 dias atrásProjeto define mínimo de cacau em chocolates
-

Mato Grosso5 dias atrásHorário de atendimento na Justiça Eleitoral será ampliado para 8h às 18h
-

Mato Grosso5 dias atrásNova regra do crédito rural acende alerta em produtores de Mato Grosso
-

Mato Grosso6 dias atrásFesta do Guaraná estreia em Cuiabá com gastronomia, cultura e entrada gratuita
-

Mato Grosso7 dias atrásProcon Estadual fiscaliza supermercados e lojas de produtos agropecuários em municípios do interior
-

Agronegócio5 dias atrásComercialização da safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%







































