Conecte-se Conosco

Agronegócio

Safra de maracujá registra aumento na produção em SC

Publicado

em

Foto: Pixabay

 

A safra 2024/2025 do maracujá encerrou em Santa Catarina com estimativa de produção de 56,8 mil toneladas, um aumento de 26,2% em relação ao ano anterior, que foi de 45 mil toneladas. A média da produtividade dos pomares ficou em 28,4 toneladas por hectare, enquanto na safra anterior chegou a 22,5 t/ha. Esse levantamento foi realizado pela Epagri junto a atacadistas e à Cooperja no Sul do estado, onde se concentra a maior concentração da produção da fruta em SC.

Esse desempenho se deu mesmo com a escassez de chuva, provocada pelo fenômeno climático La Niña. “Apesar do aumento da produção comparado à safra anterior, houve períodos de estiagem que limitaram as produtividades dos pomares sem irrigação. Além da estiagem, tivemos temperaturas excessivas no mês de janeiro, que influenciaram na formação das flores. A principal florada do maracujazeiro-azedo é justamente a do mês de janeiro”, relata o líder do Programa Fruticultura da Epagri no Sul Catarinense, engenheiro-agrônomo Eusébio Pasini Tonetto.

De acordo com o levantamento, os valores médios pagos pelo quilo da fruta ficaram entre R$2,30 e R$2,50, o que resultou num Valor Bruto de Produção (VBP) de R$135 milhões de reais movimentados na economia catarinense.

Publicidade

Apesar do aparecimento da virose do endurecimento dos frutos no ano de 2016 em SC, a produtividade média de 2018 para cá aumentou em 57,7%. O engenheiro-agrônomo Diego Adílio da Silva, extensionista rural do escritório da Epagri em Cocal do Sul, atribui esse crescimento ao vazio sanitário e à melhoria na qualidade das mudas produzidas. Iniciou-se no estado a produção de mudas avançadas, maiores que 0,8 m, fomentada pelo programa Mudas Seguras de Maracujá. Foram 67 projetos elaborados desde sua criação, totalizando mais de R$1,3 milhões investidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).

Outros fatores que contribuíram para o aumento foram o manejo da adubação, tratos culturais, controle de pragas e doenças e o plantio do cultivar altamente adaptado às condições climáticas catarinenses, o SCS437 Catarina, registrado pela Epagri em 2015. “Além disso, tivemos o desenvolvimento de tecnologias e publicações para adubações equilibradas e controle de pragas e doenças em momentos pertinentes”, esclarece o extensionista rural.

Baseado nisso, Diego constata que a produção de maracujá em Santa Catarina precisa avançar no desenvolvimento de tecnologias, conhecimentos e manejos, com destaque às questões relacionadas à regulagem de pulverizadores e aplicação de produtos fitossanitários. “Também precisamos seguir para a produção integrada de maracujá, com utilização de outros tipos de controle”, diz ele.

Para mitigação dos eventos de estiagem no cultivo de maracujá em Santa Catarina, nos anos de 2024 e 2025 (até agosto) foram elaboradas 93 propostas de crédito para fins de irrigação, por meio do Programa Água para Todos, da Sape. Essas propostas resultaram em 127 hectares que se tornaram irrigados no período.

Atualmente, há mil famílias que vivem do cultivo do maracujá em Santa Catarina, em mais de 2 mil hectares. O estado é o terceiro produtor da fruta do Brasil, atrás do Ceará e da Bahia. O Sul Catarinense responde por 90% da área plantada. A colheita inicia em dezembro e segue até meados de julho.

Publicidade

Mais informações e entrevistas:

Eusébio Pasini Tonetto, líder do projeto Fruticultura no Sul Catarinense, fone/WhatsApp: (48) 9 9183 7986

Diego Adílio da Silva, extensionista rural no escritório da Epagri em Cocal do Sul, fone/WhatsApp: (48) 3403-1094

Catherine Amorim, assistente de pesquisa na Estação Experimental de Urussanga, fone (48) 3403-1390

Informações para a imprensa

Publicidade

Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri: (48) 3665-5407 / 99161-6596

CIRAM EPAGRI

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Entrada da 2ª quinzena pressiona cotações da carne de frango

Publicado

em

FOTO: Arquivo

Após três semanas de alta sustentada pelo equilíbrio entre a oferta e a demanda, os preços internos da carne de frango estão registrando pequenas quedas nesta segunda quinzena de abril. A pressão veio do típico enfraquecimento da demanda neste período do mês, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

No front externo, os embarques da carne de frango in natura seguem em ritmo firme. De acordo com a Secex, a média diária de exportação da carne nesta parcial de abril (12 dias úteis) está em 22,6 mil toneladas, 6,1% acima da média de março/26 e 3% superior à de abril/25.

FAEP coloca Paraná em destaque no Mundial do Queijo

O bom ritmo das vendas externas e estimativas do Cepea apontando um ritmo menor de abates evidenciam que a oferta interna até está controlada, e a pressão sobre os valores internos vêm da fraca demanda doméstica.

Publicidade

Para o mês de maio, agentes consultados pelo Centro de Pesquisas têm expectativas de reajustes positivos nos preços da carne, com a entrada da massa salarial e o consequente aumento do poder de compra da população.

Outros agentes, porém, demonstram maior cautela, tendo em vista a sequência de altas observadas ao longo de abril, influenciada pelo aumento dos custos e pelo consequente repasse ao consumidor final.

Recuo nos preços de ovos interrompe alta no poder de compra

O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril (até o dia 22), após registrar avanço por dois meses consecutivos.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora os preços dos insumos também tenham diminuído entre março e a parcial deste mês, a queda mais intensa dos ovos pressionou a relação de troca frente ao cereal e ao derivado da oleaginosa.

Publicidade

De acordo com o Centro de Pesquisas, a combinação de oferta mais elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos nesta parcial de abril.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, negociando apenas de forma pontual, quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Com Cepea

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Agronegócio

Cuiabá registra novo recorde no preço da cesta básica em abril

Publicado

em

Divulgação

A cesta básica segue em alta em abril e continua quebrando recordes de preço em Cuiabá. Com variação semanal de 1,36%, a lista de produtos atingiu, na quarta semana, a maior média da série histórica: R$ 874,47. Além disso, o valor atual está 3,57% acima dos R$ 844,31 observados no mesmo período de 2025.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a elevação do custo médio da cesta a um novo patamar histórico intensifica a pressão sobre o orçamento familiar, especialmente em um contexto de renda ainda limitada.

É o que explica o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ao destacar os fatores que impactam os preços dos produtos.

“A variação de preços da cesta básica na última semana evidencia a influência combinada de fatores internos, como o ciclo produtivo, e externos, como as exportações, na formação dos preços dos alimentos”, afirmou.

Publicidade

Entre os itens com maiores variações, o açúcar apresentou queda de 5,55%, chegando ao valor médio de R$ 1,75/kg. Com isso, o preço atual está 54,21% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Conforme análise do IPF-MT, a redução pode estar associada ao avanço da safra de cana-de-açúcar, que amplia a oferta, aliada à menor demanda pelo produto.

Já entre os itens que pressionaram o aumento da cesta, destaca-se a carne bovina, que subiu 4,72% na semana, alcançando R$ 47,48/kg. O resultado pode estar relacionado à menor disponibilidade de animais para abate, somada à forte demanda externa. No comparativo anual, o preço atual está 16,49% mais alto.

O arroz também registrou aumento de 2,02%, alcançando média de R$ 5,11/kg. No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado, o valor está 21,49% menor. Ainda segundo análise do IPF-MT, a variação pode ser reflexo da fase final da colheita, aliada à recomposição de preços.

O presidente Wenceslau Júnior afirmou que “apesar do aumento registrado no conjunto da cesta, alguns itens ainda apresentam preços inferiores aos do ano anterior, indicando que o processo de recomposição inflacionária ocorre de forma gradual e desigual entre os produtos.” (com Assessoria Fecomercio)

Publicidade

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Agronegócio

Cotações Agropecuárias: Demanda sustenta reação do feijão carioca; preto segue sob pressão

Publicado

em

Imagem: Embrapa/Arquivo

O mercado de feijão carioca reagiu parcialmente na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente para lotes de melhor qualidade (nota 9 ou superior).

Produtores tentam elevar os preços, mas esbarram na disponibilidade restrita desses grãos e na dificuldade de repasse ao varejo.

Startup desenvolve cinta massageadora para suinocultura

Já as cotações do feijão preto, de acordo com pesquisadores do Cepea, seguem em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra.

Publicidade

No consumo, as expressivas altas registradas no campo no início do ano continuam sendo repassadas ao varejo.

Segundo o IPCA, março registrou variações positivas em ambas as variedades. O feijão carioca avançou 15,40% no mês, acumulando alta de 27,73% em 12 meses.

Já o feijão preto registrou valorização de 7,12% em março, movimento que sinaliza recuperação em relação à queda acumulada de 13,95% em 12 meses.

MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril

No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores.

Publicidade

Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot.

Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.

Com Cepea

Publicidade

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência