Economia
Paraná lança fundo inédito de R$ 2 bilhões ao Agro

Foto: Jonathan Campos/AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta quinta-feira (3) na B3, em São Paulo, um projeto inédito no Brasil para o financiamento do agronegócio. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná) é o primeiro instrumento de crédito voltado ao agronegócio criado por um Estado e deverá alavancar aproximadamente R$ 2 bilhões para financiar a expansão das atividades de produtores agrícolas vinculados a cooperativas e empresas integradoras nos 399 municípios paranaenses.
O FIDC Agro Paraná funcionará como uma espécie de ‘guarda-chuva’, sob o qual as cooperativas instaladas no Estado e empresas integradoras poderão participar, por meio da criação de outros fundos vinculados, e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e integrados para a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística.
O Governo do Estado entrou inicialmente com um aporte de R$ 150 milhões por meio da Fomento Paraná, instituição financeira responsável pela formatação do fundo, que já dispõe de outros R$ 200 milhões para alavancar fundos da mesma natureza.
Alternativa ao Plano Safra
A iniciativa foi desenvolvida para oferecer uma alternativa de financiamento ao Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural, que têm se mostrado insuficientes para atender a toda a demanda nacional e no próprio Estado. Diferentemente do programa federal, cuja maior parte dos recursos são usados para custeio e comercialização da produção, o FIDC Agro Paraná será focado na oferta de crédito para melhorias e ampliação das atividades agrícolas.
Paraná tem novo secretário de Agricultura
Segundo o governador, a criação do fundo busca aproveitar dois dos principais potenciais econômicos do Paraná, que são a força da agroindústria e o modelo produtivo cooperativista. “Com a ampliação da oferta de crédito, queremos estimular os investimentos em áreas que são a vocação do Paraná, tanto é que já temos quatro cooperativas que estão preparando os seus fundos, além da sinalização de outros segmentos do setor que já demonstraram interesse em aderir”, afirmou.
Ratinho Junior também esclareceu que os aportes do Governo do Estado por meio da Fomento Paraná buscam equalizar os juros dos futuros financiamentos, e que toda a gestão do fundo será privada. “Quem definirá os investimentos que serão feitos será o setor produtivo. O que o Estado definiu foram algumas regras para incentivar a cadeia econômica, como a preferência pela aquisição de produtos feitos no Paraná”, acrescentou.
A expectativa é de que, conforme a iniciativa avance com a atração de mais investidores, o Executivo Estadual possa fazer novos aportes para multiplicar os investimentos em todas as regiões produtivas do Paraná. “O Governo do Estado dispõe no total de R$ 2 bilhões, o que pelos nossos cálculos podem gerar uma alavancagem de até R$ 14 bilhões em investimentos totais para o agronegócio na medida em que o projeto se consolide”, concluiu o governador
Gestão Financeira
Além de ser a principal cotista nesta etapa do processo, a Fomento Paraná atuará como o braço do Estado na definição das políticas de aplicação de recursos do fundo. A participação dela é limitada a 20% dos recursos totais aplicados, sendo o restante oriundo da iniciativa privada e de outros investidores qualificados, incluindo as próprias cooperativas.
A gestão do FIDC Agro Paraná será feita pela Suno Asset, escolhida por meio de chamada pública da Fomento Paraná. Pertencente ao Grupo Suno, a gestora possui mais de R$ 1,5 bilhão sob sua gestão, sendo mais de R$ 500 milhões investidos no agronegócio, e trabalhará para atrair mais investidores privados ao novo fundo.
“O Paraná é o primeiro Estado a ter um instrumento de crédito deste tipo, em um arranjo que também envolve as cooperativas e empresas integradoras paranaenses e uma empresa gestora, que buscarão no mercado outros investidores para alavancar o negócio”, destacou o presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile.
O foco inicial será nas cooperativas e empresas integradoras paranaenses, que possuem uma estrutura financeira e administrativa mais robusta, e a partir da consolidação do Fundo, diversas outras cooperativas e integradoras poderão ser atendidas.
O acesso aos recursos pelos produtores rurais cooperados e integrados será definido em uma segunda etapa e os critérios seguirão o regramento definido pela Fomento Paraná e pela Suno Asset. “É mais uma vertente de crédito que se abre para o agronegócio paraense com uma taxa de juros e formas de amortização muito atrativas, em que as cooperativas e integradoras também poderão ganhar como investidoras do próprio fundo”, pontuou o presidente da Fomento Paraná.
Além dos investimentos serem feitos exclusivamente no Paraná via cooperativas e integradoras, o regulamento do fundo também prevê que os produtos e serviços a serem financiadas com recursos do fundo sejam prioritariamente adquiridos de empresas instaladas no Estado.
“A ideia principal é que os implementos, máquinas e equipamentos sejam preferencialmente produzidos no Paraná, criando um ciclo virtuoso de geração de emprego, renda e aumento da arrecadação”, argumentou o presidente da Fomento Paraná.
Vocação
Uma das motivações para a criação do FIDC Agro Paraná foi aproveitar o potencial das cooperativas paranaenses, que segundo o governador são um dos principais ativos econômicos do Estado. Atualmente, há 226 cooperativas atuantes no Paraná, das quais 16 figuram entre as 500 maiores empresas do Brasil e 11 entre as maiores cooperativas agroindustriais do mundo.
Em 2024, as cooperativas paranaenses tiveram um faturamento de R$ 205,7 bilhões, segundo dados do Sistema Ocepar. Com o aumento da produção e o retorno dos investimentos agroindustriais feitos nos últimos anos, a expectativa é que esta movimentação chegue a R$ 300 bilhões até 2026 e a R$ 500 bilhões em 2030.
Presenças
Também participaram do anúncio na B3 o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes; o secretário de Comunicação, Cleber Mata; o diretor Administrativo do BRDE e ex-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves; o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken; os deputados federais Pedro Lupion e Arnaldo Jardim; e o Chief Information Officer (CIO) da Suno Asset, Vitor Duarte. Pela Fomento Paraná, estiveram presentes as diretoras Administrativa e Financeira, Mayara Puchalski, e Jurídica, Louise Garnica; os diretores de Operações do Setor Público, Mounir Chaowiche; Operações do Setor Pri
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Agronegócio amplia exportações para Canadá e Chile

Gerada por IA
O Governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que permitirão a abertura de novos mercados para produtos de origem animal no Canadá e no Chile, ampliando as oportunidades comerciais para o agronegócio nacional.
No Canadá, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação brasileira de pâncreas suíno destinado à indústria farmacêutica. A medida deve agregar valor à cadeia produtiva da suinocultura brasileira e ampliar a presença do país no mercado canadense.
Segundo dados oficiais, as exportações agropecuárias brasileiras para o Canadá somaram mais de US$ 1,3 bilhão em 2025, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, café e carnes.
Já no Chile, o Brasil conquistou a abertura de mercado para exportação de embriões ovinos e caprinos, fortalecendo o segmento de genética animal e reprodução no setor agropecuário.
Em 2025, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para o mercado chileno ultrapassaram US$ 2,2 bilhões, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.
Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 612 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado atribuído ao trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Gislaine Morais/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Miolo reforça liderança em sustentabilidade na Wine South America com certificação Carbono Neutro

Reprodução/Portal do Agronegócio
A Miolo Wine Group participa da Wine South America consolidando um novo posicionamento estratégico voltado à sustentabilidade e à inovação no setor vitivinícola. Além de apresentar um portfólio completo com rótulos produzidos no Brasil e na Argentina, o grupo chega à feira destacando a conquista da Certificação Carbono Neutro como um dos principais marcos de sua trajetória recente.
Durante o evento, a empresa leva ao público vinhos das marcas Miolo, Terranova, Seival e Almadén, além dos rótulos da argentina Bodega Renacer, reforçando sua atuação diversificada em diferentes terroirs e estilos de produção.
Miolo apresenta lançamentos e novos lotes na Wine South America
Entre os destaques apresentados pela vinícola está o Miolo Wild Gamay 2026, considerado o primeiro vinho tinto da safra 2026 elaborado sem adição de dióxido de enxofre (SO²).
O grupo também leva à feira os novos lotes do Miolo Millésime 2022 e do Giuseppe Chardonnay, rótulos que reforçam a proposta da empresa de valorizar diferentes expressões de terroir e técnicas de vinificação.
A participação na Wine South America também amplia a estratégia da companhia de fortalecer sua presença tanto no mercado brasileiro quanto internacional, em um cenário de crescente valorização de produtos ligados à sustentabilidade e à origem.
Certificação Carbono Neutro se torna eixo estratégico da empresa
O principal foco da participação da Miolo nesta edição da feira está no fortalecimento de sua agenda ambiental.
A conquista da Certificação Carbono Neutro posiciona o grupo entre um seleto conjunto de vinícolas que operam com inventário completo de emissões de gases de efeito estufa e práticas estruturadas de mitigação e compensação de carbono.
O processo de certificação foi desenvolvido com base na metodologia internacional GHG Protocol e contou com suporte técnico de parceiros especializados, incluindo Modarc/Uniagro, Sumitomo Chemical e E2Carbon.
Processo envolve quatro unidades produtivas da empresa
A certificação abrangeu as quatro unidades brasileiras do grupo:
- Miolo, no Vale dos Vinhedos (RS);
- Seival, na Campanha Meridional (RS);
- Almadén, na Campanha Central (RS);
- Terranova, no Vale do São Francisco (BA).
O levantamento considerou todas as etapas da cadeia produtiva, desde o manejo dos vinhedos até os processos industriais e logísticos.
Entre as práticas adotadas pela empresa estão:
- uso de cobertura vegetal nos vinhedos;
- monitoramento do consumo energético;
- captura de carbono no solo;
- retenção de carbono na biomassa das videiras;
- ações de mitigação e compensação ambiental.
Sustentabilidade ganha protagonismo no vinho brasileiro
Segundo a Miolo, a certificação representa mais do que um reconhecimento técnico. O objetivo é consolidar uma filosofia de produção baseada no equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e valorização do território.
O conceito “Tudo começa na terra”, adotado pela empresa, passa agora a integrar de forma ainda mais direta sua comunicação institucional e posicionamento estratégico.
Ao levar essa agenda para a Wine South America, a Miolo reforça seu protagonismo no cenário do vinho brasileiro contemporâneo, combinando inovação, diversidade de portfólio e sustentabilidade em um projeto de longo prazo voltado ao mercado nacional e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
“Sabores das nossas raízes”, da Syngenta, aposta em histórias do campo para valorizar a agricultura inovadora

Foto: Divulgação
A Syngenta estreia “Sabores das nossas raízes”, websérie em cinco episódios que utiliza a gastronomia como fio condutor para mergulhar no coração do agro brasileiro. Ao reunir produtores rurais do programa OTO em diferentes regiões do país e o chef Pedro Benoliel, a produção transforma trajetórias reais em narrativa documental e coloca os pilares de inovação, sustentabilidade e capacitação de pessoas no centro da conversa sobre o futuro do setor.
Ao longo dos episódios, a ponte entre o campo e a cozinha discute a agricultura inovadora a partir de uma perspectiva única no agronegócio: unindo histórias de família, o afeto da comida brasileira e decisões de gestão que mantêm a produção alinhada às exigências de um setor cada vez mais técnico e dinâmico.
O OTO como protagonista da narrativa
A série tem no OTO, o programa de relacionamento da Syngenta, seu principal eixo de conteúdo. Voltado a produtores que recebem atendimento próximo, com benefícios e soluções personalizadas, o OTO surge nos episódios como um parceiro que caminha lado a lado com quem produz.
Em vez de explicar o programa por meio de descrições institucionais, a série deixa que ele apareça pela voz dos próprios produtores e suas famílias. São eles que contam, com suas palavras, como o acompanhamento técnico, o relacionamento próximo e o acesso a soluções específicas se traduzem em decisões reais dentro da porteira, da gestão da propriedade aos planos para as próximas gerações.
Ao escolher a gastronomia como porta de entrada, a série encontra um terreno comum entre quem produz e quem consome. Receitas regionais, ingredientes de família e memórias de infância funcionam como contexto para conversas mais profundas sobre tecnologia, manejo e os desafios reais enfrentados nas lavouras brasileiras.
Inácio Urban e a memória que vira receita
O primeiro episódio acompanha Inácio Carlos Urban, em Patos de Minas (MG). Migrante do Sul para o Triângulo Mineiro em 1976, Seu Inácio simboliza a resiliência do agricultor brasileiro, e sua trajetória dá à Syngenta espaço para se posicionar como parceira desde o início dessa história. Ao lado da filha, ele fala sobre gestão, sucessão e os caminhos que mantêm a propriedade competitiva sem romper com a origem.
Uma jornada contínua
Cada episódio adiciona uma camada à narrativa que a Syngenta vem construindo: a de uma marca que não apenas fornece soluções para o campo, mas que celebra a parceria, a paixão pela terra e o propósito de alimentar o Brasil.
Depois de Patos de Minas, a websérie segue para outras regiões do Brasil, ampliando o mapa de histórias e mostrando como produtores OTO de diferentes tradições enfrentam, cada um a seu modo, os principais pilares abordados.
Mais do que conteúdo institucional, a série é um convite para olhar o agro a partir das pessoas que constroem essa história todos os dias e para reconhecer, em cada sabor, as raízes que sustentam o alimento que chega à mesa.
Agrolink – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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