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Economia

Consecana: segurança e equilíbrio para o setor sucroenergético

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Imagem: Faep

 

30, que realizou sua 300ª reunião em fevereiro deste ano. Criado em 2000, o Consecana reúne, de forma paritária, representantes dos produtores de cana-de-açúcar do Estado e das usinas de etanol e açúcar. No total, são seis integrantes e seis suplentes indicados pelo Sistema FAEP e número igual de participantes representando os sindicatos da Indústria de Fabricação de Álcool no Estado do Paraná (Sialpar) e da Indústria do Açúcar no Estado do Paraná (Siapar).

Ao longo dos seus 25 anos de atuação, que serão completados em abril, o Consecana promoveu um ambiente equilibrado para discutir o preço da cana-de-açúcar. Todos os meses o colegiado apresenta os valores de referência para a matéria-prima a serem utilizados nas negociações entre fornecedores e indústrias. No centro dessa balança está a Universidade Federal do Paraná (UFPR), órgão isento e independente, responsável pela metodologia empregada no cálculo dos preços mensais divulgados.

Preço do etanol despenca pela 3ª semana consecutiva

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Presente desde a terceira reunião do Consecana, o produtor rural e ex-diretor do Sindicato Rural de Bandeirantes, Paulo Zambon, lembra do contexto da criação do colegiado. “Antes do Consecana, o governo determinava os preços do álcool, do açúcar e até da pinga”, recorda o produtor, hoje com 90 anos, referindo-se ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), autarquia federal extinta em 1990 que, até então, regulava os preços do açúcar e do álcool. Na época, a extinção do órgão criou um vácuo na regulação de preços que levou à necessidade da criação de mecanismos como os Consecanas, primeiro em São Paulo, depois no Paraná.

“Depois da extinção, o Sistema FAEP reuniu o setor sucroenergético e resolveu juntar as partes agrícola e industrial para resolver o caso. No começo, a gente ficava desconfiado em sentar com as indústrias. Até alinhar o setor agrícola com o industrial demorou, mas depois apareceu uma coisa chamada amizade”, revela Zambon. “Todo ano, fazíamos uma reunião de fim de ano com churrasco em Bandeirantes, que reunia os integrantes do Consecana. Isso foi gerando confiança entre as partes”, recorda.

Dias atuais

Hoje, o Consecana realiza reuniões mensais, para definir o preço do Açúcar Total Recuperável (ATR), o ATR por produto e também a projeção do valor da cana básica para a safra em andamento. Segundo a presidente do Consecana Paraná e presidente do Sindicato Rural de Porecatu, Ana Thereza da Costa Ribeiro, o colegiado fortalece as relações de igualdade entre os participantes. “O Consecana é uma baliza e uma segurança para o produtor e a usina”, afirma a dirigente.

Do lado da indústria, a visão é a mesma. Segundo o representante da Associação dos produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) no Consecana, Dagoberto Delmar Pinto, o colegiado é um “sistema vitorioso”. “É um instrumento de parceria, no qual tanto a indústria quanto os produtores estão em uníssono, como se fossem um único agente perante o mercado. Dessa forma, poderíamos dizer que a propriedade agrícola é uma extensão da usina e vice-versa. Esses dois setores distintos produzem resultado conjuntamente”, analisa. “Se a usina vai bem, isso se reflete no preço pago ao produtor. Então a gente participa na alegria e na tristeza. Essa proximidade ajuda a melhorar o setor como um todo”, analisa Ana Thereza, representante dos produtores no Consecana.

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(Com FAEP)

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

VLI bate recorde histórico na logística do agronegócio com 2,96 milhões de toneladas de grãos e farelos em abril

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Foto: VLI

 

A VLI, empresa de soluções logísticas integradas que atua nos setores ferroviário e portuário, registrou em abril o maior volume mensal de movimentação de grãos e farelos de sua história. O desempenho reforça a expansão da infraestrutura logística voltada ao agronegócio brasileiro e a consolidação da companhia como um dos principais players no escoamento da produção agrícola.

No período, o volume transportado pelas ferrovias operadas pela empresa atingiu 2,96 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% em relação ao recorde anterior, registrado em março de 2025.

Nos portos operados pela companhia, o desempenho também foi positivo, com embarque de aproximadamente 1,99 milhão de toneladas, alta de 0,5% na comparação com o mesmo mês de referência.

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Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Segundo a VLI, o resultado recorde está diretamente ligado aos investimentos recentes em infraestrutura, ampliação de capacidade operacional e melhoria de segurança nas operações.

A estratégia da companhia tem como foco a integração logística entre ferrovias e portos, com o objetivo de reduzir gargalos no escoamento da produção agrícola e aumentar a eficiência no transporte de grandes volumes.

De acordo com Gabriel Fonseca, gerente-geral de grãos da VLI, o desempenho reflete a evolução operacional da empresa e a ampliação das soluções oferecidas aos clientes do agronegócio.

“Esse novo recorde é resultado da melhoria contínua da nossa performance e da expansão do modelo de atendimento. Neste primeiro semestre, habilitamos novas rotas ligadas aos corredores de exportação e ampliamos nossa atuação na cadeia de farelos”, afirmou.

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Corredores estratégicos impulsionam escoamento da safra

A VLI opera a movimentação de grãos e farelos por meio de três principais corredores logísticos: Sudeste, Leste e Norte, que conectam importantes regiões produtoras aos principais portos brasileiros.

No Corredor Sudeste, a produção do Centro-Oeste é escoada até a Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Já o Corredor Leste conecta o Triângulo Mineiro aos portos de Vitória (ES), integrando a FCA e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

O Corredor Norte, por sua vez, desempenha papel estratégico na exportação de grãos do Centro-Norte do país, conectando regiões produtoras aos portos do Maranhão. A operação combina o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e terminais integradores.

Desempenho reforça expansão do agronegócio na logística ferroviária

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O recorde de abril reforça a tendência de crescimento da demanda por soluções logísticas mais eficientes no agronegócio brasileiro, especialmente diante da expansão da produção de soja, milho e derivados.

A VLI também destacou que 2025 já vem sendo marcado por resultados históricos. No acumulado do ano, a companhia transportou 23 milhões de toneladas de grãos e farelos em suas ferrovias, alta de 16% em relação a 2024.

Nos portos operados pela empresa, o volume embarcado chegou a 15,4 milhões de toneladas, crescimento de 14% na comparação anual.

Expansão logística fortalece competitividade do agro brasileiro

Com a ampliação da capacidade operacional e a integração entre modais ferroviário e portuário, a VLI reforça sua atuação como peça-chave na logística do agronegócio brasileiro.

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O avanço da infraestrutura contribui para reduzir custos de transporte, aumentar a competitividade das exportações e dar suporte ao crescimento contínuo da produção agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Exportações de soja, carne bovina e frango disparam em maio e reforçam força do agro brasileiro

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As exportações do agronegócio brasileiro seguem em forte ritmo em maio de 2026, impulsionadas pela safra recorde de soja, pela demanda aquecida por proteínas animais e pelo avanço dos embarques de algodão. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram crescimento expressivo nas médias diárias de exportações em relação ao mesmo período do ano passado.

A soja lidera os embarques e mantém o Brasil em posição estratégica no comércio global de grãos. Segundo a Secex, a média diária de exportações do complexo soja alcançou 758,8 mil toneladas até a terceira semana de maio, avanço de 13% frente às 671,4 mil toneladas registradas em maio de 2025.

No acumulado parcial do mês, o país já embarcou 11,38 milhões de toneladas da oleaginosa. Com a contabilização dos últimos dias úteis de maio, o volume pode superar os 14,10 milhões de toneladas exportados no mesmo mês do ano passado.

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Safra recorde sustenta fluxo de soja nos portos
O desempenho reflete o escoamento da safra recorde brasileira de soja em 2026. Apesar do ritmo elevado, os embarques de maio ainda devem ficar abaixo do recorde histórico registrado em abril, quando o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas do grão.

O fluxo intenso nos portos reforça o protagonismo brasileiro no abastecimento global, especialmente em um momento de forte demanda internacional e competitividade do produto nacional no mercado externo.

Exportações de carne bovina e frango avançam forte

As proteínas animais também apresentaram crescimento robusto na parcial de maio. As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada cresceram 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Mantido esse ritmo, os embarques mensais podem ultrapassar 200 mil toneladas, consolidando mais um mês de forte desempenho para a pecuária de corte brasileira no mercado internacional.

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A carne de frango registrou avanço ainda mais expressivo. As exportações de aves cresceram 35% na média diária, alcançando 23.168 toneladas por dia.

Mesmo antes do fechamento do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas, reforçando a demanda internacional pela proteína brasileira e o bom momento do setor avícola.

Algodão dispara e café mantém estabilidade

Outro destaque foi o algodão, que registrou crescimento de 67,8% nas exportações pela média diária. Os embarques atingiram 15.356 toneladas por dia, refletindo o escoamento dos estoques nacionais em um momento em que a colheita da nova safra ainda está em fase inicial.

No mercado de café, os embarques permaneceram praticamente estáveis. A média diária de exportação do café verde ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

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O setor cafeeiro vive atualmente um cenário de estoques apertados, enquanto a colheita da nova safra brasileira começa a ganhar ritmo. A expectativa do mercado é de uma produção potencialmente histórica em 2026, fator que pode influenciar a dinâmica das exportações nos próximos meses.

Agro brasileiro mantém protagonismo global

Os dados da Secex reforçam a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional, com crescimento consistente nos embarques de grãos, fibras e proteínas animais.

O desempenho das exportações em maio ocorre em meio ao avanço da colheita de importantes culturas, ao fortalecimento da demanda externa e à capacidade logística do país em manter elevado ritmo de escoamento mesmo durante o pico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Mercado de biológicos no Brasil cresce 21% ao ano e já movimenta R$ 5 bilhões

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O agronegócio brasileiro vive uma revolução silenciosa. O mercado de bioinsumos, composto por biofertilizantes, bioinseticidas, biofungicidas e inoculantes, movimentou cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/2024, com taxa média anual de crescimento de 21% nos últimos três anos; o valor está quatro vezes acima da média global, segundo a CropLife Brasil, associação civil sem fins lucrativos que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável. Com projeção de atingir R$ 9 bilhões até 2030 no Brasil e US$ 30 bilhões no mundo, o setor consolida sua posição como um dos mais dinâmicos do agronegócio.

A pressão por uma agricultura mais eficiente e menos dependente de insumos sintéticos impulsiona a adoção de biológicos em todo o Brasil. Segundo a ABCBio (Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico), o mercado de biocontrole cresce 5,3 vezes mais rápido do que o de defensivos químicos. A combinação entre bioinsumos e fertilizantes tradicionais representa um salto qualitativo para os produtores: manutenção da produtividade com redução de custos e impacto ambiental.

“Dependemos de insumos, defensivos e moléculas químicas que vêm do exterior e isso nos torna vulneráveis a oscilações geopolíticas. Os bioinsumos mudam esse jogo: são nacionais, dependem muito menos do mercado externo e, por isso, fortalecem a resiliência da nossa agricultura frente a crises globais”, afirma Fellipe Parreira, Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro.

Com a incorporação de drones para aplicação de biológicos, a escala de adoção no campo brasileiro ganha uma nova dimensão. A tecnologia permite cobertura precisa de grandes áreas em menor tempo, democratizando o acesso a soluções antes restritas a propriedades de maior porte.

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Enquanto parte do setor ainda trata biológicos e fertilizantes como universos separados. As empresas desenvolvem soluções que integram as duas cadeias, garantindo compatibilidade técnica, eficiência agronômica e facilidade de aplicação para o produtor.

Enquanto parte do setor trata biológicos e fertilizantes como componentes de universos distintos, a GIROAgro opera com uma lógica diferente, investindo em tecnologia e inovação para desenvolver soluções que integram as duas cadeias. Uma aposta cujo valor, somente hoje, começa a mostrar a que veio, pavimentando o caminho natural da agricultura moderna. A compatibilidade técnica entre fertilizantes líquidos e bioinsumos, a eficiência agronômica das formulações combinadas e a facilidade de aplicação para o produtor são, para GIROAgro, resultado de uma visão construída antes mesmo de o tema se tornar tão em voga quanto o é, atualmente.

Essa abordagem responde diretamente às demandas de um mercado em transformação: produtores que buscam reduzir a pegada ambiental sem abrir mão de resultados, e uma cadeia agroindustrial crescentemente orientada por critérios ESG. A aprovação da Lei de Bioinsumos em 2024 reforça esse movimento, ao estabelecer um marco regulatório que reduz burocracias e estimula pesquisa e desenvolvimento no setor.

“Quando pensamos no orçamento do produtor, os bioinsumos são amplamente utilizados para controlar pragas e doenças das plantas. No caso dos fertilizantes, os bioinsumos atuam de forma complementar e direta. Hoje, contamos com diversas bactérias — como as do grupo Methylobacterium — capazes de captar o nitrogênio do ar e transformá-lo em nitrogênio assimilável pela planta. Em um cenário de tensão no estreito de Ormuz, justamente esse tipo de bactéria se torna uma alternativa mais acessível e estratégica para o produtor”, afirma Parreira.

As projeções confirmam o que os dados já sinalizam. Segundo a ANPII Bio, o mercado brasileiro de bioinsumos deve crescer 60% até 2030, superando R$ 9 bilhões em faturamento. No plano global, a estimativa da DunhamTrimmer aponta para US$ 30 bilhões até 2030, com o Brasil respondendo por mais de 20% do crescimento mundial na área de biocontrole. A janela de oportunidade é ampla e as empresas que já operam com visão integrada saem na frente.

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Agrolink & Assessoria

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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