Economia
Preços mínimos de laranja e café sobem para safra 2025/26

Foto: Pixabay
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicou na terça-feira (11) a Portaria MAPA nº 780, que estabelece os preços mínimos para a safra 2025/26 de diversos produtos agrícolas, incluindo laranja in natura, café arábica e conilon, sisal, trigo e semente de trigo. Os valores foram definidos com base em estudos realizados pela Conab, levando em consideração os custos de produção e as condições de mercado, tanto internas quanto externas.
De acordo com a portaria, o preço mínimo do café arábica para a safra 2025/26 foi fixado em R$ 662,04 por saca de 60 kg, representando um aumento de 3,78% em relação ao ciclo anterior. O café conilon, por sua vez, teve um reajuste de 17,89%, com a saca de 60 kg passando a ser comercializada por R$ 498,79. Esses reajustes são reflexo dos custos elevados de produção e das condições climáticas adversas que afetaram a produtividade do grão, como geadas, restrições hídricas e altas temperaturas.
Para a laranja, o preço mínimo da caixa de 40,8 kg foi estabelecido em R$ 25,19 no Rio Grande do Sul, com um aumento de 17% em relação ao ciclo anterior. Nos demais estados, o valor foi ajustado para R$ 28,44, representando uma alta de 19,35%. No caso do sisal, o preço mínimo da fibra bruta desfibrada foi fixado em R$ 4,09 por quilo, um aumento de 8,2%, enquanto o produto beneficiado teve reajuste de 7,76%, com o preço de R$ 4,72 por quilo.
Para o trigo, as cotações variam conforme a destinação e a região cultivada. No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram estáveis em relação à safra anterior, enquanto nas regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Bahia, houve um reajuste de 3%. O preço da semente de trigo foi mantido em R$ 3,22 por quilo.
Os preços mínimos definidos têm como objetivo garantir uma remuneração mínima aos produtores, oferecendo segurança no mercado agrícola. Esses valores serão utilizados como referência nas operações relacionadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e servem para orientar o produtor na escolha do plantio, além de assegurar o compromisso do Governo Federal em apoiar o setor agrícola.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Agronegócio amplia exportações para Canadá e Chile

Gerada por IA
O Governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que permitirão a abertura de novos mercados para produtos de origem animal no Canadá e no Chile, ampliando as oportunidades comerciais para o agronegócio nacional.
No Canadá, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação brasileira de pâncreas suíno destinado à indústria farmacêutica. A medida deve agregar valor à cadeia produtiva da suinocultura brasileira e ampliar a presença do país no mercado canadense.
Segundo dados oficiais, as exportações agropecuárias brasileiras para o Canadá somaram mais de US$ 1,3 bilhão em 2025, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, café e carnes.
Já no Chile, o Brasil conquistou a abertura de mercado para exportação de embriões ovinos e caprinos, fortalecendo o segmento de genética animal e reprodução no setor agropecuário.
Em 2025, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para o mercado chileno ultrapassaram US$ 2,2 bilhões, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.
Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 612 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado atribuído ao trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Gislaine Morais/VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Miolo reforça liderança em sustentabilidade na Wine South America com certificação Carbono Neutro

Reprodução/Portal do Agronegócio
A Miolo Wine Group participa da Wine South America consolidando um novo posicionamento estratégico voltado à sustentabilidade e à inovação no setor vitivinícola. Além de apresentar um portfólio completo com rótulos produzidos no Brasil e na Argentina, o grupo chega à feira destacando a conquista da Certificação Carbono Neutro como um dos principais marcos de sua trajetória recente.
Durante o evento, a empresa leva ao público vinhos das marcas Miolo, Terranova, Seival e Almadén, além dos rótulos da argentina Bodega Renacer, reforçando sua atuação diversificada em diferentes terroirs e estilos de produção.
Miolo apresenta lançamentos e novos lotes na Wine South America
Entre os destaques apresentados pela vinícola está o Miolo Wild Gamay 2026, considerado o primeiro vinho tinto da safra 2026 elaborado sem adição de dióxido de enxofre (SO²).
O grupo também leva à feira os novos lotes do Miolo Millésime 2022 e do Giuseppe Chardonnay, rótulos que reforçam a proposta da empresa de valorizar diferentes expressões de terroir e técnicas de vinificação.
A participação na Wine South America também amplia a estratégia da companhia de fortalecer sua presença tanto no mercado brasileiro quanto internacional, em um cenário de crescente valorização de produtos ligados à sustentabilidade e à origem.
Certificação Carbono Neutro se torna eixo estratégico da empresa
O principal foco da participação da Miolo nesta edição da feira está no fortalecimento de sua agenda ambiental.
A conquista da Certificação Carbono Neutro posiciona o grupo entre um seleto conjunto de vinícolas que operam com inventário completo de emissões de gases de efeito estufa e práticas estruturadas de mitigação e compensação de carbono.
O processo de certificação foi desenvolvido com base na metodologia internacional GHG Protocol e contou com suporte técnico de parceiros especializados, incluindo Modarc/Uniagro, Sumitomo Chemical e E2Carbon.
Processo envolve quatro unidades produtivas da empresa
A certificação abrangeu as quatro unidades brasileiras do grupo:
- Miolo, no Vale dos Vinhedos (RS);
- Seival, na Campanha Meridional (RS);
- Almadén, na Campanha Central (RS);
- Terranova, no Vale do São Francisco (BA).
O levantamento considerou todas as etapas da cadeia produtiva, desde o manejo dos vinhedos até os processos industriais e logísticos.
Entre as práticas adotadas pela empresa estão:
- uso de cobertura vegetal nos vinhedos;
- monitoramento do consumo energético;
- captura de carbono no solo;
- retenção de carbono na biomassa das videiras;
- ações de mitigação e compensação ambiental.
Sustentabilidade ganha protagonismo no vinho brasileiro
Segundo a Miolo, a certificação representa mais do que um reconhecimento técnico. O objetivo é consolidar uma filosofia de produção baseada no equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e valorização do território.
O conceito “Tudo começa na terra”, adotado pela empresa, passa agora a integrar de forma ainda mais direta sua comunicação institucional e posicionamento estratégico.
Ao levar essa agenda para a Wine South America, a Miolo reforça seu protagonismo no cenário do vinho brasileiro contemporâneo, combinando inovação, diversidade de portfólio e sustentabilidade em um projeto de longo prazo voltado ao mercado nacional e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
“Sabores das nossas raízes”, da Syngenta, aposta em histórias do campo para valorizar a agricultura inovadora

Foto: Divulgação
A Syngenta estreia “Sabores das nossas raízes”, websérie em cinco episódios que utiliza a gastronomia como fio condutor para mergulhar no coração do agro brasileiro. Ao reunir produtores rurais do programa OTO em diferentes regiões do país e o chef Pedro Benoliel, a produção transforma trajetórias reais em narrativa documental e coloca os pilares de inovação, sustentabilidade e capacitação de pessoas no centro da conversa sobre o futuro do setor.
Ao longo dos episódios, a ponte entre o campo e a cozinha discute a agricultura inovadora a partir de uma perspectiva única no agronegócio: unindo histórias de família, o afeto da comida brasileira e decisões de gestão que mantêm a produção alinhada às exigências de um setor cada vez mais técnico e dinâmico.
O OTO como protagonista da narrativa
A série tem no OTO, o programa de relacionamento da Syngenta, seu principal eixo de conteúdo. Voltado a produtores que recebem atendimento próximo, com benefícios e soluções personalizadas, o OTO surge nos episódios como um parceiro que caminha lado a lado com quem produz.
Em vez de explicar o programa por meio de descrições institucionais, a série deixa que ele apareça pela voz dos próprios produtores e suas famílias. São eles que contam, com suas palavras, como o acompanhamento técnico, o relacionamento próximo e o acesso a soluções específicas se traduzem em decisões reais dentro da porteira, da gestão da propriedade aos planos para as próximas gerações.
Ao escolher a gastronomia como porta de entrada, a série encontra um terreno comum entre quem produz e quem consome. Receitas regionais, ingredientes de família e memórias de infância funcionam como contexto para conversas mais profundas sobre tecnologia, manejo e os desafios reais enfrentados nas lavouras brasileiras.
Inácio Urban e a memória que vira receita
O primeiro episódio acompanha Inácio Carlos Urban, em Patos de Minas (MG). Migrante do Sul para o Triângulo Mineiro em 1976, Seu Inácio simboliza a resiliência do agricultor brasileiro, e sua trajetória dá à Syngenta espaço para se posicionar como parceira desde o início dessa história. Ao lado da filha, ele fala sobre gestão, sucessão e os caminhos que mantêm a propriedade competitiva sem romper com a origem.
Uma jornada contínua
Cada episódio adiciona uma camada à narrativa que a Syngenta vem construindo: a de uma marca que não apenas fornece soluções para o campo, mas que celebra a parceria, a paixão pela terra e o propósito de alimentar o Brasil.
Depois de Patos de Minas, a websérie segue para outras regiões do Brasil, ampliando o mapa de histórias e mostrando como produtores OTO de diferentes tradições enfrentam, cada um a seu modo, os principais pilares abordados.
Mais do que conteúdo institucional, a série é um convite para olhar o agro a partir das pessoas que constroem essa história todos os dias e para reconhecer, em cada sabor, as raízes que sustentam o alimento que chega à mesa.
Agrolink – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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