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Economia

Colapso? Safra mal começou e já se formam filas quilométricas de caminhões

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Foto: caminhõesecarretas.com

 

O escoamento da safra agrícola no Brasil enfrenta desafios significativos devido a gargalos logísticos em diversas regiões. Estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará destacam-se pela necessidade urgente de melhorias em infraestrutura para atender ao crescimento contínuo da produção de grãos.

A cadeia logística da soja no Brasil é marcada por deficiências que impactam a competitividade no mercado internacional. Problemas como estradas precárias, capacidade limitada das ferrovias e infraestrutura portuária insuficiente resultam em congestionamentos e atrasos no escoamento da produção. Além disso, a falta de armazéns adequados obriga muitos produtores a venderem suas colheitas imediatamente, aumentando os custos e reduzindo a eficiência logística.

CAOS

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A colheita nem bem começou e em Rondônia, a situação é emblemática dos desafios enfrentados pelos produtores. A infraestrutura logística do estado não acompanha o crescimento acelerado da área plantada de soja, que aumentou de 560 mil hectares na safra 2022/2023 para 643 mil hectares na safra 2023/2024, com expectativa de alcançar 700 mil hectares na safra 2024/2025. Essa expansão pressiona ainda mais a infraestrutura existente, que já se mostra insuficiente.

A Estação de Transbordo de Cargas (ETC) em Porto Velho, por exemplo, apesar de sua capacidade de absorver 9 mil toneladas diárias e armazenar até 39 mil toneladas, não consegue evitar filas de caminhões que chegam a esperar entre dois e cinco dias para descarregar. Mais de 1.200 caminhões aguardam para desembarcar a carga, com outros 100 estacionados na beira da rodovia devido à lotação do local.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Rondônia (Aprosoja) tem sido uma voz ativa na cobrança de medidas urgentes. Victor Paiva, diretor executivo da entidade, questiona a falta de investimentos: “A área de soja vem aumentando dez, doze, dezesseis por cento de uma safra para outra e a logística é a mesma?! Como pode isso?”. Entre os principais gargalos apontados estão a infraestrutura de estradas e pontes, a regularização fundiária, a falta de mão de obra qualificada e a necessidade de melhorias nas estações de transbordo.

Além dos desafios estruturais, eventos climáticos extremos têm agravado a situação logística. Entre 2023 e 2024, a região Norte do Brasil enfrentou uma seca histórica, com níveis de chuva abaixo da média e temperaturas elevadas. Em Rondônia, o estado de emergência foi declarado em dezembro de 2023 devido à estiagem prolongada, afetando diretamente a navegabilidade dos rios utilizados para o transporte de grãos.

INVESTIMENTOS

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Em atenção ao problema que tem se agrado a cada safra, o presidente do Instituto do Agronegócio(IA), Isan Rezende, alerta para a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura logística para acompanhar a expansão do setor agrícola.

“O Brasil tem crescido como potência agrícola, mas a infraestrutura não acompanhou esse avanço. A dependência excessiva do transporte rodoviário e a falta de melhorias em ferrovias e hidrovias resultam em gargalos que aumentam os custos e reduzem a competitividade do produtor”, afirma Rezende.

Segundo Rezende, a pavimentação de rodovias, ampliação da malha ferroviária e modernização dos portos são medidas essenciais para garantir o escoamento eficiente da safra. “Hoje, vemos caminhoneiros parados por dias aguardando para descarregar a soja. Isso gera um efeito cascata, impactando toda a cadeia produtiva e resultando em prejuízos para o produtor e para a economia do país”, destaca o presidente do Instituto do Agronegócio.

Ele também enfatiza que a falta de infraestrutura compromete não apenas a exportação, mas a distribuição interna dos grãos. “Os estados do Norte, como Rondônia, são estratégicos para o escoamento da produção, mas sem investimentos adequados, corremos o risco de travar o sistema logístico. É fundamental que o poder público, em parceria com a iniciativa privada, priorize essas melhorias”, ressalta.

Rezende defende ainda um planejamento logístico de longo prazo para evitar que o problema se repita a cada nova safra. “Os dados mostram que a área plantada segue crescendo, e a tendência é que o volume de produção aumente nos próximos anos. Se não houver investimentos estruturais, vamos continuar enfrentando os mesmos desafios, com custos elevados e gargalos persistentes”, conclui.

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(Com Pensar Agro)

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Economia

Mercado de fertilizantes segue com ajustes variados e demanda seletiva entre produtores

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Foto: Shutterstock

 

Produtores mantêm cautela nas compras antes da safrinha

O mercado brasileiro de fertilizantes segue em ritmo moderado, com ajustes distintos entre os principais insumos. Segundo análise da StoneX, as negociações permanecem marcadas por prudência, uma vez que a proximidade da safrinha ainda não impulsionou de forma consistente o volume de compras.

As decisões dos produtores seguem condicionadas a fatores como preço, disponibilidade e custo de aplicação, o que tem provocado comportamentos diferentes entre os produtos. Enquanto alguns registram queda nas cotações, outros apresentam avanço diante de maior procura.

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Ureia recua e produtos nitrogenados de menor concentração ganham espaço

De acordo com a consultoria, o preço CFR da ureia voltou a recuar no Brasil, refletindo um cenário de baixa demanda e ampla oferta. Mesmo sendo um dos insumos mais utilizados na agricultura, a ureia enfrenta uma redução na atratividade comercial, sem sinais de retomada expressiva nas compras nas últimas semanas.

Em contrapartida, fertilizantes nitrogenados de menor concentração, como SAM e NAM, vêm registrando aumento nos preços desde a semana passada. O movimento está ligado à busca por alternativas mais acessíveis, o que tem levado produtores a ajustar suas estratégias de manejo para reduzir custos sem comprometer a eficiência da adubação.

Fosfatados apresentam direções opostas nos preços

O mesmo comportamento de contraste é observado no mercado de fosfatados. O MAP (fosfato monoamônico), produto de alta concentração, teve nova redução de preço, acompanhando a preferência dos produtores por insumos de menor custo em um contexto de planejamento conservador.

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Por outro lado, o SSP (superfosfato simples) apresentou elevação nas cotações, reflexo do aumento da procura por opções mais econômicas e de maior liquidez no curto prazo. Esse movimento reforça a tendência de substituição parcial de produtos mais concentrados por alternativas que exigem menor desembolso inicial.

Potássicos mantêm estabilidade e equilíbrio entre oferta e demanda

No segmento de potássicos, o KCl (cloreto de potássio) manteve estabilidade nas cotações em relação à semana anterior, indicando um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno. A ausência de variações significativas sugere que, por ora, o segmento encontra-se em um patamar de estabilidade comercial, sem pressão por reajustes imediatos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Preços do etanol sobem no fim de novembro no mercado paulista

Publicado

em

Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Os negócios com etanol hidratado e anidro seguiram em ritmo moderado no mercado spot de São Paulo na última semana de novembro. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o período foi marcado por operações pontuais, com distribuidoras concentradas principalmente nas retiradas de produtos já negociados anteriormente. Do lado das usinas, poucas unidades estiveram ativas nas vendas imediatas.

Entre os dias 24 e 28 de novembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado registrou leve avanço. O litro fechou cotado a R$ 2,8653, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, representando alta de 0,35% frente ao período anterior. No caso do etanol anidro, utilizado na mistura à gasolina, o Indicador Cepea/Esalq atingiu R$ 3,3004 por litro, líquido de impostos (sem PIS/Cofins), variação positiva de 1,76%.

movimentação tímida, segundo especialistas, reflete um mercado momentaneamente mais cauteloso, mas ainda atento às variações de demanda às vésperas do período de maior circulação nas estradas e consumo de combustíveis.

Fonte: CenarioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Show Rural 2026 ampliará pavilhão da agroindústria familiar e dobrará número de expositores

Publicado

em

Foto: Aline Merladete

 

Pavilhão da agroindústria familiar será ampliado no Show Rural 2026

A edição de 2026 do Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro, contará com um pavilhão ampliado dedicado à agroindústria familiar. A nova estrutura é resultado de uma parceria entre a Coopavel e a Itaipu Binacional, que investiram R$ 1,8 milhão na expansão do espaço.

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a área total passará de 525 m² para 1.050 m², o que permitirá aumentar significativamente o número de expositores — de 45 na edição anterior para entre 80 e 105 agroindústrias familiares em 2026.

Evento reunirá expositores nacionais e internacionais

O Show Rural Coopavel 2026 será realizado entre os dias 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). O evento, que ocorre anualmente, reúne empresas e instituições do Brasil e do exterior em uma área de mais de 720 mil m², apresentando inovações tecnológicas, soluções sustentáveis e oportunidades de negócios para o campo.

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Expansão deve impulsionar negócios e economia regional

A ampliação do pavilhão deve gerar impactos positivos na economia regional e ampliar as oportunidades para os pequenos produtores. Segundo a organização, o aumento da área e do número de expositores deve estimular novos contratos, vendas e parcerias comerciais, além de fortalecer a conexão entre produtores rurais, instituições de pesquisa e tecnologias inovadoras.

Inscrições para agroindústrias começam em novembro

As inscrições para agroindústrias interessadas em participar do novo pavilhão começam no dia 20 de novembro. O processo será conduzido pelo IDR-Paraná, que publicará um edital com regras, prazos e critérios de seleção das empresas participantes.

Fortalecimento da agricultura familiar no Paraná

Com a nova estrutura, o Show Rural 2026 reforça o protagonismo da agricultura familiar dentro do evento, consolidando-se como uma vitrine estratégica para o desenvolvimento do agronegócio paranaense e a valorização dos produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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