Economia
Estado aumenta para 25% a participação na produção de peixes do país

FOTO: Jonathan Campos/AEN
Os números comprovam, mais uma vez, o sucesso do modelo de cultivo de peixes no Paraná. Destaque à união dos produtores em torno de cooperativas, além de núcleos de piscicultores independentes. Em 2024, o estado produziu 17,35% a mais, atingindo 250.315 toneladas – contra 213.300 t no ano anterior.
Esses números excepcionais somente foram superados, em percentual de crescimento, pelo Mato Grosso do Sul (+18,77%) e Minas Gerais (+18,18%) no ranking dos 10 Maiores Produtores de Peixes de Cultivo do país.
O ranking mostra que o maior estado produtor de peixes nativos (Rondônia) caiu da 4ª para a 5ª posição entre os líderes em peixes de cultivo. Santa Catarina assumiu a 4ª posição.
Sétimo maior produtor, Mato Grosso foi o único estado do top 10 a não crescer (-0,08%). Rondônia também se mostrou estável (+0,07%).
Entre os top 10, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Pernambuco cresceram acima da média nacional (9,21%).
Sudeste cresce mais, porém Sul amplia liderança
A região sul foi, mais uma vez, destaque na produção de peixes de cultivo. Em 2024, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul produziram, em conjunto, 333.815 toneladas. Esse resultado foi 12,7% superior ao do ano anterior (296.200 t).
Em termos percentuais, porém, o sudeste liderou em produção, em 2024, com salto de 14,12%, aponta o levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). A região está agora com 189.380 toneladas – foram 165.950 t no ano anterior. Com esse desempenho, o sudeste superou o nordeste como a segunda região mais produtiva. Mesmo assim, no nordeste teve bom desempenho: +7,93%.
A região norte teve o pior desempenho no ano passado. A produção de 143.190 t foi praticamente a mesma de 2023 (143.096 t).
Outro destaque positivo foi o Centro-Oeste, cuja produção oscilou bastante nos últimos anos. Em 2024, a região cresceu 6,34%, chegando às 117.880 toneladas.
(Irvin Dias, da Assessoria)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Etanol mantém trajetória de alta com demanda aquecida e oferta restrita

Reprodução
Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguiram em alta na semana passada no mercado paulista, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O movimento de valorização reflete a combinação entre demanda relativamente aquecida e menor oferta disponível, cenário típico do período de entressafra na região Centro-Sul, que tem sustentado a firmeza das cotações.
Segundo o Cepea, as distribuidoras voltaram às compras, adquirindo novos volumes no mercado spot, ao mesmo tempo em que continuaram retirando produtos negociados anteriormente. Esse comportamento tem contribuído para manter o mercado ativo, mesmo diante de um ambiente de oferta mais ajustada. Do lado dos vendedores, a postura segue cautelosa, porém firme, com agentes aguardando a continuidade do movimento de alta antes de ampliar a oferta.
Os indicadores reforçam esse cenário. Entre os dias 12 e 16 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 3,0711 por litro, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, o que representa uma alta de 1,6% em relação ao período anterior. Já o etanol anidro apresentou valorização ainda mais expressiva no mesmo intervalo. O Indicador CEPEA/ESALQ atingiu R$ 3,4913 por litro, líquido de impostos e sem a incidência de PIS/Cofins, registrando elevação de 2,17%.
De acordo com a análise do Cepea, a expectativa é de que o mercado continue atento ao comportamento da demanda e à evolução da oferta nas próximas semanas. Enquanto a entressafra limitar a disponibilidade do biocombustível e o consumo se mantiver firme, o viés de sustentação dos preços tende a permanecer, cenário acompanhado de perto por usinas, distribuidoras e demais agentes do setor, como vem sendo observado pelo CenarioMT.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Goiás fecha 2025 com superávit acima de US$ 8 bilhões

Foto: Pixabay
O Estado de Goiás encerrou 2025 com superávit superior a US$ 8 bilhões na balança comercial, conforme dados da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). No período, as exportações somaram US$ 13,4 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,3 bilhões, resultado que, segundo o levantamento, “evidencia a força do setor produtivo estadual e a competitividade dos produtos goianos no mercado internacional”.
Apenas em dezembro, o saldo comercial foi de US$ 613 milhões. No mês, Goiás exportou US$ 999 milhões e importou US$ 386 milhões. De acordo com a SIC, o desempenho mensal contribuiu para consolidar o resultado positivo observado ao longo de todo o ano.
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, o complexo soja liderou a pauta exportadora, respondendo por 46,55% do total embarcado pelo Estado. Na sequência, apareceram as exportações de carnes, com 18,07%, seguidas pelo complexo milho, com 7,48%. Também tiveram participação relevante as ferroligas, com 6,24%, o açúcar, com 4,84%, e os minérios de Cobre, com 3,76%.
Entre os municípios exportadores, Rio Verde ocupou a primeira posição em dezembro, concentrando 25,40% das exportações estaduais no período. Jataí respondeu por 8,42%, seguido por Mozarlândia, com 5,08%, Palmeiras de Goiás, com 4,64%, e Alto Horizonte, com 3,76% do total embarcado.
No recorte de janeiro a dezembro de 2025, a China manteve-se como principal destino das exportações goianas, absorvendo 43,36% do volume comercializado. Em seguida, figuraram os Estados Unidos, com 4,78%, o Irã, com 2,92%, o Vietnã, com 2,44%, e os Países Baixos, com 2,39%. No fluxo de importações, Anápolis destacou-se como o principal município importador, responsável por 40,27% do total estadual, desempenho atribuído, segundo a SIC, à “força de seu polo industrial, especialmente no setor farmacêutico”.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 23 bilhões

Foto: Pixabay
O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 23,09 bilhões no comércio exterior em 2025, mesmo com os impactos do tarifaço norte-americano no segundo semestre do ano. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, as exportações do setor somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,73 bilhões. O levantamento foi elaborado pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à pasta estadual.
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entre janeiro e dezembro de 2025 o agronegócio respondeu por 40,5% de tudo o que foi exportado por São Paulo, o que, conforme o órgão, “reforça a relevância do setor para a economia paulista”. As importações do agro, por sua vez, representaram 6,6% do total estadual no período.
O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta exportadora do agronegócio paulista em 2025, com participação de 31% e vendas de US$ 8,95 bilhões. Conforme os dados oficiais, 93% desse valor tiveram origem nas exportações de açúcar e 7% no etanol.
Na sequência, o setor de carnes respondeu por 15,4% das exportações, com US$ 4,43 bilhões, tendo a carne bovina como principal item, responsável por 85% do total. Os sucos representaram 10,4% da pauta, com US$ 2,98 bilhões, praticamente concentrados no suco de laranja, que respondeu por 97,9% das vendas do grupo.
Os produtos florestais totalizaram US$ 2,97 bilhões, equivalentes a 10,3% das exportações do agro paulista, com destaque para a celulose, que representou 55,8%, e o papel, com 35,5%. Já o complexo soja respondeu por 8% das exportações, somando US$ 2,32 bilhões, impulsionado principalmente pela soja em grão, com 77,9%, e pelo farelo de soja, com 16,7%.
De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, esses cinco grupos concentraram 75,1% das exportações do agronegócio paulista em 2025. Na sequência aparece o café, com participação de 6,3% e US$ 1,82 bilhão exportado, composto majoritariamente por café verde, que respondeu por 77%, e café solúvel, com 19,3%.
Na comparação com 2024, o levantamento da APTA aponta crescimento nas exportações de café, com alta de 42,1%, carnes, com avanço de 24,2%, e complexo soja, com incremento de 2%. Em sentido oposto, os grupos sucroalcooleiro, com queda de 28,4%, produtos florestais, com retração de 5,2%, e sucos, com recuo de 0,7%, apresentaram redução, refletindo oscilações de preços e volumes exportados.
A China foi o principal destino das exportações do agronegócio paulista em 2025, com participação de 23,9%, seguida pela União Europeia, com 14,4%, e pelos Estados Unidos, com 12,1%. Conforme a Secretaria, as vendas ao mercado norte-americano cresceram 0,6% em relação a 2024, apesar do impacto do tarifaço iniciado em agosto.
Segundo os dados oficiais, as exportações para os Estados Unidos recuaram 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro. Parte dessa queda foi compensada pela ampliação das vendas para mercados como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia.
A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada em 20 de novembro. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a isenção passou a valer para itens como café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina.
No cenário nacional, o agronegócio paulista respondeu por 17% das exportações do setor no Brasil em 2025, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso, com 17,3%, conforme o levantamento da APTA.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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