Agronegócio
Reprodução Programada da ANCP apresenta touros jovens para acelerar o melhoramento genético

Reprodução
A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) anuncia o lançamento da 10ª edição da Reprodução Programada Genômica, que tem como objetivo acelerar o progresso genético na raça Nelore, proporcionando aos criadores acesso a um material comprovadamente superior de reprodutores líderes das últimas safras.
Desde 2015, quando se consolidou como o primeiro teste de progênie genômico para gado de corte no Brasil, a Reprodução Programada revolucionou a pecuária nacional, disseminando a genética de touros jovens de alto potencial genético em rebanhos de todo o país.
Participaram desta edição 2.046 touros jovens de 154 fazendas associadas. Após passarem por um rigoroso processo de avaliação genética e filtros para a seleção de animais geneticamente superiores para várias características de importância econômica, seis reprodutores foram selecionados. São eles:
DIESEL BONS, da Bonsucesso Nelore Zan, ESLAVO FVC, da Nelore Vera Cruz, REM MITO, da Genética Aditiva, SERTÃO BATUQUE, da Fazenda Batuque, e ITALIANO DE CV e INDICE DE CV, da CV Nelore Mocho.
Como funciona a Reprodução Programada
Anualmente, milhares de touros jovens da raça Nelore, provenientes de fazendas associadas à ANCP, passam por um criterioso e robusto teste genético. Os animais que se destacam nas principais características econômicas são submetidos a vistorias a campo realizadas pela ANCP e, posteriormente, têm seu sêmen coletado em centrais homologadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As doses então são distribuídas entre as fazendas associadas que solicitam o material genético.
A parceria entre a ANCP, criadores e as centrais viabiliza a disseminação desses animais jovens com genética superior em um amplo número de rebanhos. Isso possibilita a realização de testes de progênie em diversos sistemas de produção, submetidos a diferentes condições ambientais e de manejo.
A Reprodução Programada também permite uma maior democratização do melhoramento genético e a disseminação de genética superior, o que melhora a conexão entre rebanhos e aumenta a consistência nas avaliações genéticas de animais jovens.
Novidades na 10ª edição
Nesta edição, o departamento de Pesquisa e Inovação da ANCP realizou uma atualização nos filtros de seleção da Reprodução Programada para direcionar o melhoramento genético para as características mais relevantes na raça Nelore. Aprovados pelos comitês de Pesquisa e de Mercado, os novos filtros priorizam características como longevidade produtiva das matrizes, precocidade sexual das fêmeas, composição e rendimento da carcaça.
O pesquisador sênior da ANCP, Fernando Baldi, explica que a mudança nos critérios e filtros utilizados na escolha dos candidatos da reprodução programada deste ano se deu em virtude da melhora na consistência da avaliação genética para essas características, consequência do maior volume de informações, sobretudo de animais com medidas fenotípicas com genótipos.
Segundo Baldi, as avaliações genéticas para essas características têm melhorado consideravelmente nos últimos anos, especialmente devido à sua importância econômica para qualquer sistema de produção de carne bovina. “As características de 3P e Stayability possuem relação direta com o número de animais nascidos e vendidos. Já o valor dos animais está relacionado ao peso final e composição de carcaça, que são as características pelas quais os frigoríficos remuneram a fazenda pelos animais abatidos”, destaca.
Impacto na pecuária brasileira
Ao longo dos anos, a reprodução programada tem sido fundamental para o avanço da melhoria genética da raça Nelore, proporcionando aos criadores a oportunidade de acelerar o progresso genético de seus rebanhos e aumentar a produtividade e a rentabilidade de suas propriedades. Os dados coletados de filhos e netos dos touros da RP comprovam a eficácia da avaliação genética na identificação de animais superiores e na obtenção de resultados concretos no campo.
Para Cristiano Botelho, CEO da ANCP, a parceria da entidade com as fazendas associadas e as centrais de inseminação artificial é fundamental para o sucesso da reprodução programada. “Ao unir esforços, é possível disseminar a genética de ponta em todo o país, contribuindo para o desenvolvimento da pecuária brasileira e para a produção de carne de alta qualidade de forma sustentável”, destaca.
Daniel – DS Vox
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Cotações Agropecuárias: Entrada da 2ª quinzena pressiona cotações da carne de frango

FOTO: Arquivo
Após três semanas de alta sustentada pelo equilíbrio entre a oferta e a demanda, os preços internos da carne de frango estão registrando pequenas quedas nesta segunda quinzena de abril. A pressão veio do típico enfraquecimento da demanda neste período do mês, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
No front externo, os embarques da carne de frango in natura seguem em ritmo firme. De acordo com a Secex, a média diária de exportação da carne nesta parcial de abril (12 dias úteis) está em 22,6 mil toneladas, 6,1% acima da média de março/26 e 3% superior à de abril/25.
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O bom ritmo das vendas externas e estimativas do Cepea apontando um ritmo menor de abates evidenciam que a oferta interna até está controlada, e a pressão sobre os valores internos vêm da fraca demanda doméstica.
Para o mês de maio, agentes consultados pelo Centro de Pesquisas têm expectativas de reajustes positivos nos preços da carne, com a entrada da massa salarial e o consequente aumento do poder de compra da população.
Outros agentes, porém, demonstram maior cautela, tendo em vista a sequência de altas observadas ao longo de abril, influenciada pelo aumento dos custos e pelo consequente repasse ao consumidor final.
Recuo nos preços de ovos interrompe alta no poder de compra
O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril (até o dia 22), após registrar avanço por dois meses consecutivos.
Segundo pesquisadores do Cepea, embora os preços dos insumos também tenham diminuído entre março e a parcial deste mês, a queda mais intensa dos ovos pressionou a relação de troca frente ao cereal e ao derivado da oleaginosa.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a combinação de oferta mais elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos nesta parcial de abril.
Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, negociando apenas de forma pontual, quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Cuiabá registra novo recorde no preço da cesta básica em abril

Divulgação
A cesta básica segue em alta em abril e continua quebrando recordes de preço em Cuiabá. Com variação semanal de 1,36%, a lista de produtos atingiu, na quarta semana, a maior média da série histórica: R$ 874,47. Além disso, o valor atual está 3,57% acima dos R$ 844,31 observados no mesmo período de 2025.
Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a elevação do custo médio da cesta a um novo patamar histórico intensifica a pressão sobre o orçamento familiar, especialmente em um contexto de renda ainda limitada.
É o que explica o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, ao destacar os fatores que impactam os preços dos produtos.
“A variação de preços da cesta básica na última semana evidencia a influência combinada de fatores internos, como o ciclo produtivo, e externos, como as exportações, na formação dos preços dos alimentos”, afirmou.
Entre os itens com maiores variações, o açúcar apresentou queda de 5,55%, chegando ao valor médio de R$ 1,75/kg. Com isso, o preço atual está 54,21% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Conforme análise do IPF-MT, a redução pode estar associada ao avanço da safra de cana-de-açúcar, que amplia a oferta, aliada à menor demanda pelo produto.
Já entre os itens que pressionaram o aumento da cesta, destaca-se a carne bovina, que subiu 4,72% na semana, alcançando R$ 47,48/kg. O resultado pode estar relacionado à menor disponibilidade de animais para abate, somada à forte demanda externa. No comparativo anual, o preço atual está 16,49% mais alto.
O arroz também registrou aumento de 2,02%, alcançando média de R$ 5,11/kg. No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado, o valor está 21,49% menor. Ainda segundo análise do IPF-MT, a variação pode ser reflexo da fase final da colheita, aliada à recomposição de preços.
O presidente Wenceslau Júnior afirmou que “apesar do aumento registrado no conjunto da cesta, alguns itens ainda apresentam preços inferiores aos do ano anterior, indicando que o processo de recomposição inflacionária ocorre de forma gradual e desigual entre os produtos.” (com Assessoria Fecomercio)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Cotações Agropecuárias: Demanda sustenta reação do feijão carioca; preto segue sob pressão

Imagem: Embrapa/Arquivo
O mercado de feijão carioca reagiu parcialmente na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente para lotes de melhor qualidade (nota 9 ou superior).
Produtores tentam elevar os preços, mas esbarram na disponibilidade restrita desses grãos e na dificuldade de repasse ao varejo.
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Já as cotações do feijão preto, de acordo com pesquisadores do Cepea, seguem em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra.
No consumo, as expressivas altas registradas no campo no início do ano continuam sendo repassadas ao varejo.
Segundo o IPCA, março registrou variações positivas em ambas as variedades. O feijão carioca avançou 15,40% no mês, acumulando alta de 27,73% em 12 meses.
Já o feijão preto registrou valorização de 7,12% em março, movimento que sinaliza recuperação em relação à queda acumulada de 13,95% em 12 meses.
MILHO/CEPEA: Oferta aumenta, e Indicador recua quase 5% em abril
No mercado brasileiro, os valores do milho tiveram quedas intensas na semana passada, influenciados pelo aumento da oferta e pela pressão exercida por compradores.
Segundo o Cepea, a desvalorização do dólar frente ao Real também reforçou o movimento de baixa de preço do cereal no mercado spot.
Assim, no acumulado da parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou fortes 4,8% e voltou a operar nos patamares de janeiro deste ano.
Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar – que reduz a paridade de exportação –, e, assim, negociam apenas de forma pontual, quando existe a necessidade de recomposição dos estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.
Do lado da venda, parte dos agentes se mostra mais flexível nas negociações, mas ainda encontra dificuldades em comercializar grandes lotes.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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