Agricultura
Ministério da Agricultura e Embrapa firmam parceria com IFDC nos EUA para fortalecer inovação em fertilizantes

Reprodução
Entre os dias 28 e 30 de outubro, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estiveram nos Estados Unidos em uma missão voltada para o desenvolvimento de tecnologias de fertilizantes. O destaque da visita técnica foi a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com o Centro Internacional de Desenvolvimento de Fertilizantes (IFDC), em Muscle Shoals, Alabama. A parceria reúne a Embrapa, Mapa e representantes de pesquisa e universidades brasileiras, como a USP e a UFV, além da Petrobras, visando inovação e sustentabilidade no setor.
O MoU estabelece uma colaboração estratégica entre as instituições para explorar tecnologias que aumentem a eficiência de fertilizantes e promovam práticas agrícolas sustentáveis. Fundado em 1974, o IFDC é referência global em soluções para segurança alimentar e redução do impacto ambiental, atuando em mais de 100 países. Essa cooperação fortalece o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) do Brasil, ao reduzir a dependência externa e promover práticas sustentáveis no cultivo agrícola.
Durante a missão, a comitiva brasileira participou de várias reuniões com a delegação da Índia, incluindo representantes de empresas de fertilizantes e setores de inovação indianos, promovendo intercâmbio de conhecimentos e tecnologias. A delegação foi composta pelo secretário-executivo adjunto, Cleber Soares; o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos; o assessor da secretaria-executiva, José Carlos Polidoro; o coordenador do programa Labex da Embrapa nos EUA, Alexandre Varela; e a adida agrícola nos Estados Unidos, Ana Lúcia Viana.
Além da assinatura do MoU, a missão incluiu visitas a laboratórios e instalações de inovação do IFDC, onde foram discutidas novas abordagens para ampliar a eficiência dos fertilizantes e examinadas as capacidades da planta-piloto do instituto. A programação contou com palestras sobre segurança alimentar e colaboração internacional, com a participação de empresas indianas e do IFDC.
“A parceria com o IFDC é um passo essencial para fortalecer a inovação em fertilizantes e impulsionar a agricultura brasileira de forma sustentável. Esse avanço reforça nosso compromisso com a segurança alimentar e a redução da dependência externa, colocando o Brasil na vanguarda das práticas agrícolas modernas e sustentáveis”, destacou o secretário-executivo adjunto, Cleber Soares.
ENCONTRO NA EMBAIXADA
A missão se encerrou no dia 30 de outubro com um painel intitulado “Colaboração Global para a Segurança Alimentar Sustentável: Um Caminho Integrado para a Preservação Ambiental”, realizado no auditório da Embaixada do Brasil em Washington, D.C. Moderado pela adida agrícola, Ana Lucia Viana, o evento reuniu representantes do Mapa, Embrapa, IFDC, USDA e Petrobras, que discutiram políticas para uma agricultura mais eficiente e sustentável, alinhadas com a preservação ambiental. Entre os temas abordados, destacaram-se as políticas de preservação ambiental integradas à segurança alimentar e a importância da colaboração internacional para mitigar os impactos ambientais na produção agrícola.
Na reunião anterior com a Embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, foram discutidos temas relevantes para a cooperação entre o Mapa, Embrapa e IFDC. O diálogo focou em iniciativas voltadas para a sustentabilidade, incluindo o programa de recuperação de pastagens degradadas e o papel da Petrobras no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a agricultura. A importância da agricultura tropical para o cenário global também foi ressaltada, reforçando o compromisso do Brasil com práticas agrícolas sustentáveis e com o avanço da segurança alimentar no mundo.
Fonte: Uagro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

Reprodução/Secom VG
Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.
A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.
Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.
O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.
De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

Gerada por IA
O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.
Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.
Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

Internet
Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.
De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.
O que muda na prática
A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:
Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;
Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;
Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;
Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.
Mais padronização nas prateleiras
A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.
Impacto no preço
A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.
Processo contínuo
A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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