Agricultura
Plantio do arroz avança no Rio Grande do Sul

Foto: Pixabay
O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (31), aponta que o plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo adequado na maior parte do estado. Com um planejamento estratégico e semeadura dentro do período ideal, a cultura apresenta bom potencial de desenvolvimento, especialmente onde o clima tem colaborado. Entre as práticas de manejo adotadas estão o controle de plantas daninhas e a adubação de cobertura, realizados nos momentos apropriados para garantir um crescimento vigoroso.
No entanto, nas regiões da Campanha, Sul e parte das Missões, as chuvas intensas e frequentes resultaram em atraso ou interrupção na semeadura, exigindo replantio em alguns locais. Nas áreas mais afetadas, também foram necessárias reconstruções de taipas e canais de irrigação para mitigar o impacto das enxurradas. A queda nas temperaturas após as chuvas, com registros abaixo de 10°C na fronteira com o Uruguai, pode prejudicar a germinação e o desenvolvimento inicial do arroz, aumentando o risco de falhas e dificultando as práticas de manejo.
O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta que a área de cultivo de arroz para a safra atual alcance 948.356 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha.
Na Campanha, os temporais de 24 de outubro paralisaram o plantio, sendo necessários ajustes e possíveis replantios nas áreas mais impactadas. Em Dom Pedrito, chuvas de até 190 mm foram registradas, somando um acumulado anual que ultrapassa mil milímetros no município. Em outras áreas, como Alegrete e Maçambará, onde o clima teve menor impacto, a semeadura progrediu, atingindo 80% e 75% das áreas estimadas, respectivamente.
Na região de Pelotas, a semeadura foi retomada gradualmente após as chuvas, mas permanece abaixo do ritmo registrado em 2023. Já em Santa Maria, mais de 30% da área prevista foi plantada, com as lavouras em estágios de germinação ou desenvolvimento vegetativo. Em Cacequi, técnicas de manejo para controle de plantas invasoras foram implementadas, enquanto em Santa Rosa e Soledade, os produtores aguardam a diminuição da umidade para prosseguir com a semeadura.
Quanto à comercialização, o preço médio da saca de arroz no estado sofreu uma leve queda de 0,32% na semana, passando de R$ 116,32 para R$ 115,95.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

Reprodução/Secom VG
Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.
A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.
Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.
O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.
De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

Gerada por IA
O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.
Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.
Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

Internet
Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.
De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.
O que muda na prática
A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:
Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;
Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;
Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;
Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.
Mais padronização nas prateleiras
A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.
Impacto no preço
A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.
Processo contínuo
A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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