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SOJA

Demanda aquecida e retração de vendas elevam preços da soja no Brasil

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Foto: Rodrigo Leal/Appa

O mercado brasileiro de soja registrou aumento nos preços internos ao longo da última semana, impulsionado pela forte demanda das indústrias esmagadoras e pela postura cautelosa dos sojicultores, que evitam vender grandes volumes no mercado spot. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento reflete a crescente procura pela oleaginosa e a decisão dos produtores de aguardar um cenário de preços mais atrativos, principalmente devido ao foco nas atividades de plantio da safra 2024/25.

Pesquisadores do Cepea indicam que a retração nas vendas ocorre no momento em que a atenção dos produtores está voltada para o campo, onde a safra atual enfrenta um ritmo de plantio mais lento em comparação com anos anteriores. A necessidade de gerenciar o calendário agrícola e a incerteza sobre a colheita tem levado os sojicultores a optarem pela retenção do produto já disponível, o que contribui para a redução da oferta imediata de grãos no mercado nacional.

Com a menor oferta e a demanda aquecida, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná alcançaram os maiores níveis nominais de preços no ano, refletindo o cenário de pressão no mercado. Especialistas alertam que, enquanto a procura continuar intensa e os produtores seguirem cautelosos nas negociações, os preços da soja devem permanecer elevados, gerando impacto direto no setor e estimulando a atenção sobre o desempenho da nova safra.

Fonte: CenarioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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SOJA

Soja 2025/26: início da colheita confirma otimismo, mas vendas seguem lentas

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Foto: Pixabay

A temporada 2025/26 de soja já teve início nas lavouras do norte de Mato Grosso e oeste do Paraná, com as primeiras áreas colhidas nas últimas semanas. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o desempenho inicial da safra é positivo, impulsionado por condições climáticas amplamente favoráveis nas principais regiões produtoras do país.

Esse cenário reforça a expectativa de uma produção recorde, à medida que o clima continua colaborando para o desenvolvimento das lavouras. Mesmo com o avanço da colheita e projeções otimistas, o ritmo das negociações no mercado doméstico permanece fraco.

De acordo com o Cepea, muitos produtores estão fora do mercado spot neste início de ano, aguardando melhores condições para comercialização. Essa postura tem limitado a liquidez e contribuído para a pressão de baixa nas cotações da oleaginosa.

Enquanto o mercado interno caminha lentamente, o desempenho nas exportações segue aquecido. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil embarcou 3,38 milhões de toneladas de soja em dezembro de 2025, um crescimento de 59,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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A China se manteve como principal destino, com 2,6 milhões de toneladas adquiridas no último mês do ano — volume 83,8% maior que o registrado em dezembro de 2024. A forte demanda chinesa explica boa parte da elevação nos embarques brasileiros no período.

Com esse impulso, o país encerrou 2025 com exportações acumuladas de 108,18 milhões de toneladas, superando as projeções da Conab para o ano, que indicavam 106,97 milhões de toneladas. Nos próximos meses, o foco do setor estará voltado à evolução da colheita nas demais regiões e à reação dos preços internos.

AGROLINK – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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SOJA

Soja 2025/26: prazo final para plantio em Goiás encerra em 2 de janeiro; produtores devem cadastrar lavouras até 17 de janeiro

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

Prazo de semeadura da soja termina em 2 de janeiro em Goiás

Os produtores goianos de soja têm até o dia 2 de janeiro de 2026 para concluir o plantio da safra 2025/26. A data marca o encerramento do período permitido pela Instrução Normativa nº 6/2024 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em alinhamento com o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A partir de 3 de janeiro, a semeadura fica proibida em todo o território goiano, inclusive em áreas irrigadas. A medida busca conter a proliferação da ferrugem asiática, uma das principais doenças que afetam a cultura da soja no país.

Cumprimento do calendário garante produtividade e sanidade das lavouras

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, reforça que o respeito ao calendário é essencial para proteger a produção estadual.

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“O agricultor goiano entende a importância de seguir esses prazos e tem sido um parceiro a cada nova safra. Cabe à Agência reforçar a divulgação das datas para evitar a introdução e disseminação de pragas que podem comprometer a produtividade e a economia do estado”, destacou.

Cadastro das lavouras é obrigatório até 17 de janeiro de 2026

Além do cumprimento do calendário de plantio, os produtores devem realizar o cadastro obrigatório das lavouras de soja no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago). O prazo é de até 15 dias após o plantio, o que, para quem semear até o último dia permitido, estende-se até 17 de janeiro de 2026.

Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, esse cadastro é uma ferramenta estratégica de controle sanitário.

“O registro das lavouras permite mapear as áreas produtoras e orientar as ações de prevenção e combate à ferrugem asiática. Essa praga pode causar desfolha precoce, prejudicar o enchimento dos grãos e gerar perdas significativas na produção”, explicou.

Como realizar o cadastro no Sidago

Para efetuar o cadastro, o produtor deve acessar o sistema Sidago e preencher informações como:

  • área total plantada;
  • sistema de cultivo (irrigado ou sequeiro);
  • cultivar utilizada;
  • data de plantio e previsão de colheita;
  • coordenadas geográficas da propriedade.

Após o preenchimento, o sistema gera uma taxa obrigatória, que deve ser paga para validar o registro. O cadastro só é considerado concluído após a confirmação do pagamento — caso contrário, o débito permanece pendente e o produtor fica sujeito a sanções administrativas previstas em lei.

Produtores que enfrentarem dificuldades no acesso ao sistema podem procurar a unidade da Agrodefesa mais próxima para obter suporte no processo de cadastramento.

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Confira a integra da IN 6/2024 da Agrodefesa

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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SOJA

Pressão de custos altera margens da soja no Centro-Oeste

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Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo – Foto: Divulgação

 

A análise dos custos, da receita e da margem da produção de soja no Centro-Oeste revela um cenário de maior pressão econômica para as próximas safras, exigindo atenção redobrada nas decisões de gestão e planejamento. Segundo levantamento apresentado por Leonardo Machado, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, a estimativa para as safras 2024/25 e 2025/26 indica mudanças relevantes nos principais indicadores da atividade nos estados da região.

Os dados mostram que todos os estados analisados registraram aumento no custo operacional total em áreas de terra própria, sinalizando avanço consistente das despesas de produção. Esse movimento amplia os desafios de rentabilidade e reforça a necessidade de maior eficiência no uso de insumos e na condução das lavouras.

Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo, com retração nos valores totais na maior parte do Centro-Oeste. A exceção ficou com Mato Grosso do Sul, onde a valorização do preço da soja, superior a 8%, sustentou a receita mesmo diante do aumento dos custos.

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Goiás manteve, pela segunda safra consecutiva, o maior custo de produção entre os estados avaliados. Ainda assim, o desempenho produtivo mais elevado compensou as despesas, resultando na maior receita bruta e, consequentemente, na maior margem líquida do grupo analisado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços de comercialização da soja se destacam como os mais favoráveis da região. Para a safra 2025/26, a expectativa é de valores ainda mais positivos, o que levou o estado a ser o único a registrar crescimento da margem líquida no período considerado.

O Mato Grosso apresentou o quadro mais preocupante, com queda superior a 40% na margem líquida. O resultado reflete a combinação do maior aumento no custo de produção com a maior redução na receita bruta entre os estados avaliados, acendendo um sinal de alerta para a sustentabilidade econômica da atividade.

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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