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Agricultura

Pesquisas procuram encontrar variedades de citros tolerantes à seca

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Divulgação

 

O aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas têm intensificado a presença de pragas nas lavouras brasileiras, exigindo dos agricultores novas estratégias de manejo. Segundo Felipe Biazola, gerente de produtos biológicos, esses fenômenos encurtam o ciclo de vida das pragas, aumentando o número de gerações dentro de uma mesma safra e provocando uma expansão geográfica significativa. “Regiões que antes não enfrentavam certos problemas, como a cigarrinha-do-milho, agora precisam lidar com essas ameaças, mesmo em climas mais frios”, alerta Biazola.

Clima e a aceleração dos ciclos de pragas

Segundo Biazola, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas são os principais responsáveis pela intensificação do problema. “As temperaturas elevadas encurtam o ciclo de vida das pragas, gerando mais gerações por safra e aumentando a população ao longo do ano”, explica. Em condições normais, o frio funciona como uma barreira natural, limitando a proliferação de muitas pragas.

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Além disso, a expansão geográfica das pragas é outro fenômeno preocupante: “Regiões que antes não enfrentavam certas pragas agora estão suscetíveis devido ao aumento das médias térmicas”, comenta. Um exemplo citado foi a cigarrinha-do-milho, que, antes restrita a algumas áreas do Brasil, agora se espalha por todo o território, inclusive em regiões mais frias.

Chuvas irregulares e estresse das plantas

A escassez ou excesso de chuvas também interfere na resistência das culturas. “Com o estresse hídrico, as plantas se tornam mais vulneráveis a ataques de pragas, já que precisam dividir seus recursos entre o crescimento e a defesa”, destaca Biazola. Por outro lado, períodos de chuvas excessivas seguidos por estiagens afetam os predadores naturais das pragas, comprometendo o equilíbrio ecológico. “Esse desequilíbrio pode transformar pragas secundárias em problemas primários”, acrescenta.

Cigarrinha-do-Milho e Mosca-Branca: vetores de doenças

Entre as pragas emergentes, Felipe Biazola ressalta a importância de controlar a cigarrinha-do-milho e a mosca-branca. Ambas, além de causarem danos diretos, são vetores de doenças que impactam significativamente a produtividade. No caso da mosca-branca, a situação é mais complexa devido à sua capacidade de se hospedar em diversas culturas e plantas daninhas, o que facilita sua persistência entre safras.

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Controle biológico como ferramenta fundamental

Questionado sobre as medidas preventivas, Biazola enfatiza a importância do manejo integrado e destaca o papel do controle biológico. “O controle biológico ajuda a manter as populações de pragas em níveis baixos, permitindo que o controle químico seja mais eficiente quando necessário”, esclarece. Ele também menciona a relevância do planejamento fitossanitário, desde a escolha de sementes até o escalonamento das janelas de plantio, para reduzir o impacto das condições adversas.

Felipe explica que a introdução de agentes biológicos no início do ciclo das pragas é uma estratégia eficaz. “Produtos biológicos à base de fungos, por exemplo, têm alta persistência no ambiente, agindo sobre as pragas adultas e inibindo a eclosão de novas gerações”, observa. Essa abordagem não apenas reduz a pressão inicial das pragas, mas também cria um ambiente favorável para o controle químico nos momentos críticos.

Pesquisa e inovação: o futuro do manejo agrícola

Para Felipe Biazola, a pesquisa é essencial para desenvolver soluções inovadoras diante das mudanças climáticas. “Estamos trabalhando na seleção de cepas de microrganismos mais resistentes a estresses térmicos e hídricos, além de aprimorar as formulações dos produtos para aumentar sua eficácia”, explica. A inovação também se estende à tecnologia de aplicação, com o objetivo de maximizar a exposição das pragas aos produtos biológicos e químicos.

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“É fundamental integrar diferentes ferramentas e disciplinas, desde a biotecnologia das culturas até a tecnologia de aplicação, para alcançar um controle eficaz”, ressalta Biazola. A pesquisa, portanto, busca alinhar essas inovações para oferecer soluções mais resilientes e sustentáveis ao setor agropecuário.

Aline Merladete

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

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Reprodução/Secom VG

Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.

A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.

Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.

O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.

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De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

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Gerada por IA

O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.

Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.

Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.

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Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

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Internet

Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.

De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.

O que muda na prática

A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:

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Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;

Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;

Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;

Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.

Mais padronização nas prateleiras

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A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.

Impacto no preço

A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.

Processo contínuo

A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.

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VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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