Agronegócio
Bagé abre exposições de primavera oficiais das raças Hereford e Braford

Texto: Lauren Brasil
A Expofeira de Bagé recebeu a a primeira das Exposições de Primavera oficializadas pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) com o julgamento das raças Hereford e Braford, durante a 112ª edição da tradicional feira. O evento reuniu centenas de pessoas no Parque Visconde de Ribeiro Magalhães. A escolha dos melhores animais em pista ficou a cargo de Pedro Severo Bordignon, na raça Hereford e Pedro Gonzales Brasil, na raça Braford.
A manhã iniciou com o julgamento dos animais rústicos. Na raça Hereford PO, a Estância do Salso, de Santa Vitória do Palmar (RS), conquistou o Melhor Rústico, com o animal de tatuagem 275. Já na raça Polled Hereford PO, o Lote Grande Campeão ficou com a Agropecuária Dom Vitor, de Santa Vitória do Palmar (RS), com os animais 261, 267 e 269, o Lote Reservado Grande Campeão foi para os exemplares 287, 281 e 270, da Estância do Salso. O prêmio de Melhor Rústico ficou com a Cabanha Santa Fé, de Aceguá (RS), com o animal FIVF073.
Entre as fêmeas da raça Polled Hereford PO a Estância do Salso, de Santa Vitória do Palmar (RS), conquistou o lote Grande Campeão, com as exemplares de tatuagens 279, 283 e 284, Lote Reservado Grande Campeão com as tatuagens 353, 327 e 331. A Melhor Rústica ficou para a parceria entre a Agropecuária Dom Vitor e Estância Boaventura, com a fêmea 436. A Agropecuária Dom Vitor foi o destaque entre os machos da raça Polled Hereford PC conquistando, o Lote Grande Campeão com os animais 1153, 1169 e 1191, Lote Reservado Grande Campeão, com os machos 1129, 1141 e 1197 e Melhor Rústico com o exemplar 1153. A propriedade também levou para casa o prêmio de Melhor Rústica Polled Hereford PC, com a fêmea de tatuagem 2000.
Na raça Braford o Lote Grande Campeão Machos ficou com a Fazenda Santa Prenda, de dom Pedrito (RS), com os animais de tatuagens B023, B037 e FIVB045, que também conquistou o Melhor Rústico com o animal B037. O Lote Reservado Grande Campeão Machos foi para os animais Z3156, Z3162 e Z3087, da Estância Guatambu, de Dom Pedrito (RS). Nas fêmeas da raça Braford a Fazenda Santa Prenda levou todas as premiações. Lote Reservado Grande Campeão com as exemplares A009, A029 e A042, Lote Reservado Grande Campeão, A009, A029 e A042 e Melhor Rústica com a fêmea B003.
Nos animais de argola da raça Hereford PO Machos os prêmios ficaram para Estância do Salso, que conquistou o Grande Campeão com o animal 211. A Três Marias, de Lavras do Sul (RS) que ficou com o Reservado Grande Campeão com o exemplar 1687. A propriedade também foi premiada entre as fêmeas com a Grande Campeã Hereford PO de tatuagem 1624 e Reservada Grande Campeã com a exemplar 1702. No Polled Hereford PO Machos, a Estância do Salso, conquistou o Grande Campeão com o touro de tatuagem 224 e o Reservado Grande Campeão com o animal 344. O Terceiro Melhor ficou com a Três Marias Açude, de Bagé (RS), com o exemplar 01.
Nas fêmeas Polled Hereford PO a Grande Campeã foi a exemplar 217 e a Reservada Grande Campeã a de tatuagem 324, ambas da Estância do Salso. A Terceira Melhor ficou com a Três Marias, com a fêmea 1684. Na raça Braford o Grande Campeão ficou com o animal FIV2050, da Braford Marcanaipe, de Bagé (RS) e o Reservado Grande Campeão é o exemplar de tatuagem 19, da Três Marias Taimbé. Nas fêmeas, a Grande Campeã também foi da Braford Marcanaipe, com a exemplar FIV2044. A Reservada Grande Campeã ficou com a fêmea TE3048, da Braford Caseiro, de Pelotas (RS).
Os resultados completos podem ser conferidos no site www.abhb.com.br.
Foto: Insight Marketing Digital
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra 2026 de noz-pecã projeta recuperação no Brasil

Foto: Pixabay
A produção brasileira de noz-pecã na safra 2026 deve alcançar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, em recuperação em relação aos últimos ciclos, impulsionada pela elevada carga de frutos nos pomares e pela entrada de novas áreas em produção. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), que projeta volume superior ao de 2025, impactado pelos efeitos das enchentes registradas em 2024.
O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirmou que a produção se aproxima do patamar de 2023, em torno de 7 mil toneladas, com possibilidade de superar esse nível. Segundo ele, mesmo com uma safra maior em 2026, a combinação entre demanda externa e abertura de novos mercados pode sustentar preços próximos aos do ciclo anterior, sobretudo para lotes de melhor qualidade.
De acordo com Wallauer, o cenário internacional tem ampliado as perspectivas do setor. “Nos últimos três anos, empresas e novos investidores passaram a observar com mais atenção as possibilidades de exportação, porque o preço de referência, que é o da noz norte-americana, está em um patamar interessante. Estados Unidos e México não conseguiram formar estoques de passagem relevantes, o que mantém o mercado mais aquecido”, disse o presidente do IBPecan.
Ainda segundo Wallauer, a ampliação dos canais de exportação tende a reduzir a volatilidade do mercado interno, mesmo em um ambiente de maior oferta. “Com novos canais de exportação, existe uma tendência de que o preço não sofra quedas acentuadas, como ocorreu em outros momentos de safra cheia. Isso funciona como um mecanismo de proteção para produtores e investidores”, afirmou.
O coordenador técnico do IBPecan, Jaceguáy Barros, destacou que o ciclo ocorre em um contexto climático atípico, com volumes de chuva acima da média histórica desde a primavera do ano passado. Em dezembro, o acumulado médio de precipitação chegou a 240 milímetros, enquanto janeiro registrou 236 milímetros. A combinação de alta umidade e temperaturas elevadas tem ampliado a incidência de problemas fitossanitários nos pomares, com registros de doenças e queda de frutos.
Barros informou que já há ocorrência de antracnose em algumas áreas. “Essas chuvas com temperaturas elevadas têm causado uma pressão muito grande no caso das doenças, e nos últimos dias observamos pomares com problemas de antracnose, com queda de fruta”, afirmou. Ele também apontou desafios operacionais relacionados à pulverização fitossanitária. “O crescimento do porte das árvores exige equipamentos mais potentes para garantir cobertura adequada, e ainda existem limitações tanto nos planos fitossanitários quanto nos equipamentos disponíveis para alcançar pomares mais desenvolvidos”, disse.
Após um início de fevereiro com baixos volumes de chuva, a previsão indica a entrada de uma frente fria nos próximos dias, com novos acumulados elevados. Para março e abril, a tendência é de manutenção de volumes acima da média, com chuvas irregulares e temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica. Nesse cenário, o manejo da irrigação demanda atenção contínua. “Quando as chuvas ficam entre 25 e 30 milímetros, o produtor pode suspender a irrigação por um ou dois dias, mas precisa retomar rapidamente para que o enchimento dos frutos ocorra de forma adequada”, afirmou Barros.
Outro ponto de atenção é a disponibilidade de mão de obra para a colheita, etapa decisiva para a qualidade do produto. O coordenador técnico do IBPecan ressaltou a necessidade de agilidade na operação. “É fundamental que a colheita seja realizada rapidamente, evitando que os frutos permaneçam no solo, o que exige mão de obra e equipamentos adequados”, disse.
Apesar das preocupações fitossanitárias, Barros avaliou que o desempenho produtivo dos pomares tem sido positivo nesta safra, com carga elevada de frutos em grande parte das áreas. “A entrada de novos pomares em fase produtiva reforça a expectativa de crescimento da oferta nacional”, afirmou.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Trigo tem preços sustentados por estoques menores e exportações

Divulgação
Os preços do trigo seguem sustentados no Rio Grande do Sul e em São Paulo, influenciados principalmente pela menor disponibilidade de estoques e pelo bom ritmo das exportações. Esse cenário mantém o cereal valorizado no mercado interno, mesmo diante de fatores que limitam avanços mais expressivos nas cotações.
Historicamente, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, já apontavam que períodos de oferta restrita costumam afastar vendedores das negociações e elevar a procura por parte de compradores, que passam a buscar novos lotes ou recorrer às importações para suprir a demanda.
No entanto, segundo análises de mercado, a valorização recente encontra resistência diante da desvalorização do dólar frente ao real e das quedas observadas nos contratos negociados nas bolsas norte-americanas, fatores que acabam limitando pressões de alta mais intensas no Brasil.
Derivados têm movimentos distintos
No segmento de derivados, o farelo de trigo mantém trajetória de valorização, impulsionado pelo aumento da demanda, especialmente por parte do setor pecuário, que utiliza o produto como insumo na formulação de rações.
Já o mercado de farinha apresenta movimento contrário, com preços em queda, reflexo da menor demanda doméstica. Esse comportamento mostra como a dinâmica do consumo interno segue sendo determinante na formação de preços ao longo da cadeia produtiva do trigo.
Exportações e importações mostram equilíbrio no fluxo comercial
No cenário externo, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, em janeiro de 2026, o Brasil exportou cerca de 370,6 mil toneladas de trigo, com praticamente todo o volume originado do Rio Grande do Sul. No acumulado de 12 meses, os embarques somam cerca de 2,1 milhões de toneladas, abaixo das 2,45 milhões registradas entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025.
Pelo lado das importações, o Brasil recebeu aproximadamente 504,2 mil toneladas de trigo em janeiro deste ano. No acumulado de 12 meses, as compras externas somam cerca de 6,68 milhões de toneladas, volume próximo das 6,75 milhões registradas no período anterior.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Chuvas desafiam plantio do algodão, mas cenário segue positivo em MT

Divulgação
Apesar das chuvas intensas em Mato Grosso, o plantio de algodão já está em fase avançada em todo o estado. É o que indica boletim de situação das lavouras, divulgado semanalmente pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), que analisou o período de 01 a 06 de fevereiro.
O plantio já alcança estágio avançado na maior parte das regionais, variando de cerca de 60% no Vale do Araguaia, até aproximadamente 90% nas demais regiões. Em geral, as lavouras apresentam bom estabelecimento, germinação satisfatória e condições fitossanitárias adequadas.
As chuvas intensas impactaram o ritmo da colheita da soja e trouxeram desafios operacionais para o plantio do algodão, mas, ainda assim, segundo a Ampa, o cenário geral é considerado positivo.
No entanto, o excesso de umidade tem favorecido a ocorrência pontual de problemas como “mela”, tombamento de plantas e necessidade de replantios, especialmente em locais mais suscetíveis ao acúmulo de água.
No manejo fitossanitário, produtores seguem atentos à pressão de mosca-branca e tripes, além de registros pontuais de Spodoptera. A presença do bicudo-do-algodoeiro também foi observada em diversas regionais, exigindo monitoramento constante, eliminação de plantas tigueras e aplicações preventivas para o controle da praga.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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