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Agricultura

Criadores podem comprar via online milho da Conab

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Criadores podem comprar via online milho da Conab – Conab/divulgação

 

Comprar milho no Programa de Venda em Balcão (ProVB) vai ficar mais fácil. Nesta segunda-feira (26/8), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lança o Balcão Digital, um serviço de compra on-line do cereal dos estoques públicos destinado aos pequenos criadores do país. Agora, o criador ou criadora que já possui cadastro no Programa poderá comprar o milho diretamente do seu celular ou computador.

“O Balcão Digital é mais uma forma de acesso aos estoques públicos que estamos disponibilizando para os pequenos criadores do país. É um sistema que vai melhorar os atendimentos e possibilitar economia para aqueles que utilizam o ProVB, considerando que poderão ir à Conab somente para retirar o produto adquirido. Vale reforçar que esta é apenas mais uma forma de se comprar milho pelo Programa. Os atendimentos presenciais não deixarão de existir”, explica o superintendente de Abastecimento Social, Janderson Maués.

Por meio do Balcão Digital o cidadão poderá formalizar demandas de compra de milho, emitir a autorização de venda e a Guia de Recolhimento da União (GRU) ou código PIX para pagamentos, e até agendar a retirada do cereal nas unidades da Companhia de forma on-line.

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“A atividade leiteira exige muito tempo da gente. Então, quando a gente tem a facilidade de poder comprar pelo celular, de poder agendar retirada do nosso insumo, isso facilita demais nosso dia a dia. A gente consegue programar melhor e tem mais facilidade para fazer a aquisição. Evita fila para carregar e facilita para programar o frete”, destaca o produtor de leite de Parnaíba (PI), Jean Mendes.

O objetivo da Companhia com esta ação é oferecer um serviço público de qualidade, economizando tempo e dinheiro do cidadão e tornando as operações mais simples e ágeis. A iniciativa segue as estratégias da Transformação Digital no Setor Público, que busca simplificar a comunicação e a aquisição de produtos, tornando o processo mais eficiente.

“Esse produto desenvolvido pela área de tecnologia da Conab está na esteira das ações do Plano de Digitalização do Governo Federal. A intenção é tornar a gestão pública mais eficiente, além de ampliar a oferta de serviços digitais para o cidadão, reduzir tempo médio de espera, propiciar maior autonomia e promover a integração com outras bases de informação do governo. Tudo visando o objetivo principal de simplificar e desburocratizar o serviço operacional da Conab” destaca o superintendente de Tecnologia da Informação da Conab, Marcelo Faustino.

De janeiro a julho deste ano, já foram comercializadas, por meio do ProVB, cerca de 52 mil toneladas de milho, atendendo quase 9 mil criadores cadastrados nos estados em que o Programa é executado pela Companhia.

O programa é destinado aos pequenos criadores, entre suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores (búfalos), aquicultores e coturnicultores (codornas), que sejam detentores da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou que, embora não a possuam, atendam aos critérios de enquadramento.

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Para participar do ProVB, os criadores devem procurar a Conab e realizar o cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), disponível no portal da Companhia. Após a realização da inscrição, o interessado em adquirir o milho comercializado pela Conab deverá entrar em contato, por e-mail ou telefone, com a Superintendência da estatal ou a unidade armazenadora mais próxima para habilitação da documentação enviada. As informações devem estar atualizadas e permitem o acesso mensal aos estoques públicos, de acordo com o tamanho do plantel.

Como se inscrever

A inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é imprescindível para que famílias agricultoras e empreendedores rurais possam acessar as políticas públicas destinadas ao desenvolvimento da Agricultura Familiar.

O CAF funciona como um mecanismo de identificação e qualificação dos beneficiários da Política Nacional de Agricultura Familiar, incluindo Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA), Empreendimentos Familiares Rurais e Cooperativas. A inscrição no CAF substitui a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP).

Além dos agricultores familiares, o CAF também abrange Pescadores Artesanais, Aquicultores, Silvicultores, Extrativistas, Assentados, membros de comunidades remanescentes de Quilombos e outras comunidades tradicionais. Ao realizar a identificação e qualificação dessas categorias, o CAF facilita o acesso às políticas públicas que incentivam a geração de renda e o desenvolvimento sustentável da Agricultura Familiar e suas formas associativas.

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Por Conab

Fonte: AgênciaGov

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

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Reprodução/Secom VG

Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.

A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.

Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.

O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.

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De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

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Gerada por IA

O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.

Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.

Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.

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Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.

VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

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Internet

Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.

De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.

O que muda na prática

A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:

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Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;

Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;

Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;

Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.

Mais padronização nas prateleiras

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A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.

Impacto no preço

A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.

Processo contínuo

A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.

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VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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