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Preços do açúcar cristal caem no mercado spot paulista em meio a demanda fraca

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Os preços do açúcar cristal branco negociado no mercado spot do estado de São Paulo registraram queda na maior parte da última semana, refletindo um mercado com demanda enfraquecida e maior flexibilidade nas ofertas por parte das usinas. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essa redução foi impulsionada pela disposição de alguns representantes de vendas em diminuir os valores oferecidos, o que acabou por elevar a liquidez.

Entre os dias 12 e 16 de agosto, a média do Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco, com cor Icumsa entre 130 e 180, ficou em R$ 130,14 por saca de 50 kg, representando uma queda de 1,23% em relação à semana anterior. Esse recuo reflete a tentativa das usinas de escoar seus estoques em um mercado caracterizado pela ausência de aquecimento significativo da demanda.

Demanda fraca no mercado spot

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De acordo com os especialistas do Cepea, a demanda no mercado spot paulista tem mostrado sinais de enfraquecimento nas últimas semanas. Essa situação pode estar ligada a uma redução no volume de vendas no varejo, que impacta diretamente a procura pelo produto no mercado à vista.

Além disso, observou-se que, nas últimas duas safras, muitas indústrias têm preferido assegurar o abastecimento de açúcar por meio de contratos de longo prazo, ao invés de depender das negociações no mercado spot. Essa estratégia, embora ofereça mais previsibilidade, também contribui para a menor movimentação de volumes no mercado à vista.

Perspectivas para o açucar

Com o cenário atual, as usinas podem continuar adotando uma postura mais flexível nos preços para estimular as vendas, especialmente se a demanda no spot seguir fraca. Ao mesmo tempo, a tendência das indústrias de priorizar contratos pode manter a pressão sobre os preços no curto prazo, especialmente em um mercado já impactado pela falta de dinamismo nas vendas de varejo.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Escassez de mão de obra leva agro do Espírito Santo a contratar trabalhadores estrangeiros em granjas e agroindústrias

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

A falta de mão de obra tem levado a avicultura e a suinocultura do Espírito Santo a recorrerem cada vez mais à contratação de trabalhadores estrangeiros. O movimento já é observado em granjas e agroindústrias do estado, onde imigrantes passaram a ocupar funções essenciais para a manutenção da produção.

Venezuelanos lideram esse fluxo migratório, seguidos por cubanos, bolivianos e tunisianos, em um cenário que também inclui trabalhadores de diferentes regiões do Brasil.

Trabalhadores estrangeiros já representam até 1,5% dos empregos no setor

De acordo com dados da Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (Ases), cerca de 300 trabalhadores estrangeiros atuam atualmente no setor.

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O número corresponde a até 1,5% dos aproximadamente 20 mil empregos diretos gerados pela cadeia produtiva no estado. O levantamento considera cerca de 45% das granjas e indústrias de suínos, frangos e ovos do Espírito Santo.

Em algumas empresas, a presença de imigrantes já é ainda mais expressiva, chegando a representar até 20% do quadro de funcionários.

Venezuelanos são maioria entre os estrangeiros no agro capixaba

Entre os trabalhadores estrangeiros contratados pelo setor, os venezuelanos representam ampla maioria.

Segundo o levantamento:

  • 82% são venezuelanos
  • 13% são cubanos
  • 2% são bolivianos
  • 1% são tunisianos

A presença de imigrantes reflete a busca do setor por alternativas para suprir a dificuldade de contratação de mão de obra local, especialmente em atividades operacionais de granjas e agroindústrias.

Mão de obra interestadual também reforça o setor

Além dos estrangeiros, o agro capixaba também tem recorrido a trabalhadores de outros estados brasileiros. Segundo as entidades, cerca de 8% da mão de obra do setor vem de fora do Espírito Santo.

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A Bahia lidera a migração interestadual, respondendo por 26% desses trabalhadores. Em seguida aparecem:

  • Minas Gerais (7%)
  • Rio de Janeiro (4%)
  • São Paulo (2,5%)
  • Pará (2,5%)

Ao todo, profissionais de 18 estados já atuam na cadeia produtiva de avicultura e suinocultura no Espírito Santo.

Imigração passa a sustentar operação e economia do interior

Segundo associações do setor, a chegada de trabalhadores estrangeiros e de outros estados tem sido fundamental para garantir a continuidade das operações em um segmento considerado estratégico para a economia capixaba.

Além das atividades dentro das granjas e frigoríficos, a cadeia produtiva também movimenta setores como transporte, produção de ração, embalagens e comércio em diversas cidades do interior.

O cenário indica uma mudança estrutural no mercado de trabalho rural do estado, que antes era marcado pela saída de trabalhadores e agora passa a depender, em parte, da imigração para suprir a demanda crescente por mão de obra no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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