Agronegócio
União Europeia fará doação de R$ 120 milhões ao Fundo Amazônia

O Fundo Amazônia tem, atualmente, recursos no montante de R$ 3,9 bilhões (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a União Europeia (UE) vão estreitar parcerias com foco no apoio ao desenvolvimento sustentável e aos investimentos no Brasil. Com esse objetivo, o presidente do banco, Aloizio Mercadante, e a comissária da União Europeia para Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, assinaram carta de intenções durante o IV Fórum Brasil-União Europeia, realizado na sede do BNDES.
A carta constitui mais um passo no processo de formalização de uma doação da União Europeia no valor de 20 milhões de euros, ou cerca de R$ 120 milhões, ao Fundo Amazônia.
Para Mercadante, trata-se de uma sinalização muito importante porque significa contribuição do conjunto dos 27 países que fazem parte da União Europeia. “Tem um significado maior, dá muito respaldo e credibilidade ao Fundo Amazônia, que se consolidou por ter uma gestão transparente, eficiente, responsável, e por responder a uma das principais demandas, que é a dramática crise climática do planeta. Nós reduzimos em 50% o desmatamento; é por isso que essas contribuições estão sendo fortalecidas”, afirmou.
A comissária Jutta Urpilainen disse que a Comissão Europeia está feliz em se juntar aos estados-membros da UE, que recentemente anunciaram contribuições ao fundo. “Nosso compromisso deverá respaldar os esforços do governo brasileiro e vai possibilitar a aceleração da luta contra o desmatamento.”
Mercadante destacou a importância da preservação da Amazônia, área que abriga 25% da cobertura de florestas tropicais do planeta, onde vive uma população de aproximadamente 29 milhões de habitantes. “Além de ser a maior floresta tropical existente, a Amazônia é decisiva no equilíbrio do clima e esses recursos permitem, ainda, a conectividade das populações ribeirinhas, comunidades indígenas e quilombolas que vivem na Amazônia.”
Recorde de investimentos
O Fundo Amazônia tem, atualmente, recursos no montante de R$ 3,9 bilhões. No ano passado, o fundo bateu recorde de investimentos em novas ações, após quatro anos desativado, e hoje apoia 114 iniciativas, que vão do Arco da Restauração (maior projeto de restauro de florestas nativas) ao fortalecimento do Corpo de Bombeiros no enfrentamento a incêndios , além do combate ao crime organizado na região.
Os recursos destinados aos projetos não são reembolsáveis. Cerca de 240 mil pessoas serão beneficiadas com atividades produtivas sustentáveis, informou a assessoria de imprensa do BNDES.
Aloizio Mercadante anunciou ainda que foram concluídas as negociações com o Banco Europeu de Investimentos para o financiamento, “em condições muito favoráveis”, de 300 milhões de euros, também vinculado à transição energética, economia verde e transição digital.
“É um empréstimo bem importante. Nós já concluímos a garantia soberana do Ministério da Fazenda, e agora vai para o Senado Federal. Assim que for aprovado pela comissão, estarão liberados os recursos. É mais dinheiro para nossa economia”, disse Mercadante.
Alemanha
O governo da Alemanha e o BNDES anunciaram a liberação de cerca de R$ 88 milhões (15 milhões de euros) ao Fundo Amazônia, por intermédio do banco estatal de investimento e desenvolvimento KfW. Além de ampliar os recursos destinados ao fundo, a Alemanha se torna o primeiro país parceiro do Brasil com adesão ao Programa Floresta Viva, iniciativa liderada pelo BNDES para restauração ecológica de biomas brasileiros.
Para o Fundo Amazônia, esta é a segunda parcela da doação contratada no final de dezembro de 2022, logo após as eleições presidenciais no Brasil, em iniciativa que marcou a retomada do apoio internacional ao fundo. A nova parcela se soma a cerca de R$ 107 milhões (20 milhões de euros) que foram liberados pela Alemanha para o fundo, em outubro de 2023.
A liberação dos R$ 88 milhões é a última contribuição realizada pelo governo alemão, segundo maior doador do Fundo Amazônia, com cerca de R$ 380 milhões em doações em valores históricos, que superam R$ 500 milhões quando convertidos ao câmbio atual.
Os recursos do governo alemão somam-se às contribuições dos demais doadores do Fundo Amazônia, que são Noruega, Petrobras, Suíça, Estados Unidos e Japão, além da própria Alemanha, e daqueles ainda a serem desembolsados pelo Reino Unido. Tais recursos reforçam as ações do Fundo Amazônia, considerado hoje o maior instrumento de redução de emissões decorrentes do desmatamento e degradação florestal (REDD+) no mundo.
Floresta Viva
Para o Programa Floresta Viva, o BNDES receberá recursos também do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha (BMZ), por meio do KfW, no valor de 15 milhões de euros, que serão destinados à execução de projetos para aumento da cobertura vegetal com espécies nativas em todos os biomas brasileiros, desde a coleta de sementes, passando por viveiros florestais até os plantios.
O programa já lançou os primeiros editais referentes aos biomas de Manguezais, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.
Com informações da Agência Brasil
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Acordos entre EUA e China impulsionam soja, mas Brasil segue competitivo no mercado internacional

Reprodução
Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados principalmente pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e chinês. A movimentação do mercado ocorre em meio ao compromisso da China, maior importadora global da oleaginosa, de ampliar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Pelo acordo, o país asiático se comprometeu a adquirir cerca de US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos, incluindo aproximadamente 25 milhões de toneladas de soja.
Outro fator que contribui para o fortalecimento das exportações dos Estados Unidos é o recuo do dólar abaixo da faixa de R$ 5,00, cenário que tende a aumentar a competitividade do produto norte-americano no comércio internacional.
Apesar desse movimento, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, avaliam que a demanda chinesa pela soja brasileira deve continuar forte nos próximos meses.
Segundo o Cepea, o Brasil segue competitivo devido ao menor prêmio de exportação praticado no mercado nacional, fator que mantém a oleaginosa brasileira atrativa para os compradores internacionais, especialmente a China.
No mercado interno, os preços da soja também registraram valorização na última semana. De acordo com os pesquisadores, o avanço esteve ligado principalmente à firme demanda externa pelo grão brasileiro.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária das exportações brasileiras de soja neste mês, considerando os primeiros 10 dias úteis, está 18,5% acima da registrada no mês anterior.
O desempenho reforça o ritmo aquecido das exportações brasileiras, que já haviam alcançado recorde de embarques em abril deste ano.
Mesmo diante da recuperação dos preços nos Estados Unidos e da retomada parcial das relações comerciais entre Washington e Pequim, o mercado segue avaliando que o Brasil continuará ocupando posição estratégica no abastecimento global de soja, especialmente pela competitividade logística e comercial apresentada neste momento.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Clima preocupa produtores, mas segunda safra de milho mantém bom desenvolvimento no país

Divulgação Aprosoja MS
A segunda safra de milho segue apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil, reforçando a perspectiva de elevada oferta no mercado nacional. Apesar do cenário positivo, produtores acompanham com atenção os impactos das condições climáticas registradas em algumas áreas específicas de produção, especialmente em estados como Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde episódios de geadas e o tempo seco vêm gerando preocupação em relação à produtividade das lavouras.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o mercado também reflete a incerteza provocada pelas condições climáticas. Parte dos vendedores tem adotado postura cautelosa nas negociações, avaliando possíveis impactos sobre a produção antes de avançar na comercialização do cereal. Com isso, muitos produtores seguem firmes nos preços pedidos.
Para entender o impacto no seu bolso, confira o que vai movimentar a economia de Mato Grosso nesta semana.
Por outro lado, há agricultores e empresas mais flexíveis nas negociações, principalmente diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da nova safra e reforçar o fluxo de caixa neste período do ano.
Do lado da demanda, compradores têm atuado de forma pontual no mercado, aproveitando momentos de recuo nos preços para realizar aquisições estratégicas. Segundo o Cepea, muitas indústrias e consumidores ainda possuem estoques suficientes para atender as próximas semanas, fator que reduz a pressão imediata por novas compras em grande volume.
O cenário acompanha a expectativa de uma safra robusta em importantes estados produtores, especialmente em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho segunda safra, onde as condições das lavouras seguem, em grande parte, favoráveis ao desenvolvimento das plantas. Ainda assim, agentes do setor continuam atentos ao comportamento climático nas próximas semanas, período considerado decisivo para a definição da produtividade em várias regiões do país.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Milho se torna potência econômica em Mato Grosso

Divulgação
O milho, uma das principais culturas do agronegócio brasileiro, tem papel fundamental na economia de Mato Grosso e no abastecimento de diferentes cadeias produtivas do país. Mas nem sempre foi assim. A cultura do milho teve início no estado para complementar a renda dos produtores rurais e, com o passar do tempo, deixou de ser conhecida como “safrinha”, consolidando-se como segunda safra.
Neste Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, produtores rurais e representantes do setor destacam arelevância do grão, os desafios enfrentados no campo e a força do município de Sorriso, reconhecido como o maior produtor de milho do Brasil.
Sorriso, a 400 km de Cuiabá, passou de 1,1 milhão de toneladas, na safra 2009/10, para 3,8 milhões, na safra 2024/25, triplicando a produção do grão em apenas 15 anos, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou que os produtores rurais começaram a cultivar milho como complemento de renda, para baratear o custo da soja, e também pelos resíduos de palhada utilizados na cobertura e preservação do solo.
“Antigamente, era comum soja de 130 dias e, com o uso da tecnologia, o ciclo encurtou, começou a sobrar mais tempo de chuva no estado. Então, na região da BR-163, começou-se a plantar milho como uma fonte extra, para consumo da propriedade, principalmente para adicionar palha e melhorar a qualidade do solo. Esse movimentocomeçou a ser cada vez mais intenso, a ponto de que hoje a gente planta variedades, muitas vezes, de 90 dias de ciclo e produz o milho em uma safra cheia. Então, teve uma intensificação da tecnologia, onde o consumo interno dentro do estado, principalmente através da ração animal e das usinas de etanol, tornou-se mais viável e realmente uma fonte importante para o produtor mato-grossense”, explicou.
Essa história de produção mostra o quanto os produtores rurais da região persistiram e confiaram no mercado, aumentando a área de produção de 200 mil hectares, em 2008, para 440 mil hectares, em 2024. Bier conta que o Dia Nacional do Milho destaca o espaço que o grão alcançou ao longo dos anos, principalmente em momentos de crise, ajudando o produtor a fechar as contas no fim do mês. Além disso, ele também avaliou que o mercado do milho está em expansão devido ao crescimento dos setores de biocombustível e biomassa.
“O mercado de biocombustíveis hoje é uma realidade, não é uma promessa, e a gente vê ele em franca expansão. Hoje, temos muitas usinas de etanol de milho a serem construídas e consolidadas dentro do estado, mas os números já impressionam. Atualmente, 13,9 milhões de toneladas de milho são destinadas para a produção de etanol, o que gera 5,6 bilhões de litros de combustível. Para se ter uma ideia, só em imposto são R$ 833,6 milhões de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Além do etanol de milho, a gente tem outros produtos: por ano, 2,2 bilhões de litros de biodiesel são produzidos dentro do estado, além de 2,7 milhões de toneladas de DDG [Dried Distillers Grains]”, afirmou.
Os valores da produção do município são tão expressivos que representam 6,9% de toda a produção das 142 cidades de Mato Grosso. Sorriso colheu, na safra 2024/25, mais de 3,8 milhões de toneladas de milho, enquanto o estado, no total, produziu 55,4 milhões de toneladas do grão, segundo dados do Imea.
Para o delegado coordenador do núcleo de Sorriso, Rafael Krzyzanski, a força da produção do grão está diretamente ligada ao quanto os agricultores investiram nessa cultura. Krzyzanski afirma que o milho se tornou protagonista da economia local e está presente em diversos setores agropecuários. Rafael também comentou que, além da produção do grão, Sorriso ajuda a impulsionar a economia e é um motor na geração de empregos.
“Realmente, Sorriso tem hoje esse status de maior produtor de milho do país. Isso mostra também a dimensão do agronegócio brasileiro, porque Sorriso hoje é referência nacional em produtividade, tecnologia e manejo. Além disso, a gente sabe que Mato Grosso sozinho responde por cerca de 30% da produção nacional, e Sorriso está no centro dessa potência agrícola, dessa pujança toda. Isso significa, com certeza, mais arrecadação para o estado, mais geração de emprego, mais movimento em transportadoras, armazéns e comércio. Então, tem muito dinheiro circulando por conta disso”, destacou.
O sucesso de Sorriso está ligado ao protagonismo dos produtores rurais. Rafael destaca que o município é resultado da dedicação dos agricultores que persistiram e apostaram na região.
Assim como Rafael, a delegada do núcleo de Sorriso, Joana Triches, explicou como a cultura do milho exige dedicação dos produtores rurais e se tornou essencial para a economia do estado. Segundo ela, além da geração de renda, o milho também tem papel importante na criação de empregos e na sustentabilidade financeira das propriedades rurais.
“Trabalhar com a cultura do milho aqui em Mato Grosso, especialmente na cidade de Sorriso, onde eu resido, é de grande responsabilidade e importância para o nosso estado, porque além de gerar renda, gera também emprego. É uma segunda cultura de bastante valia, que exige muita dedicação. Então, acaba sendo tão importante quanto a cultura da soja hoje no nosso estado, diante da representatividade que essa cultura tem”, destacou.
Joana também ressaltou que a evolução tecnológica transformou a produção do milho em Mato Grosso e fez com que a cultura deixasse de ocupar apenas pequenas áreas nas propriedades rurais. Atualmente, segundo ela, o milho já representa uma segunda safra consolidada no estado, exigindo planejamento, gestão e acompanhamento constante no campo.
A produção do milho evoluiu bastante. Hoje, muita tecnologia é aplicada no campo, desde agricultura de precisão, mapeamentos e escolha de híbridos mais tecnológicos. Isso exige mais dos produtores, principalmente em planejamento e gestão. Mas é uma cultura que hoje ocupa praticamente 100% da área em muitas regiões e deixou de ser apenas uma pequena segunda safra”, afirmou.
Neste Dia Nacional do Milho, a data reforça a importância do grão para Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e transformou o milho em uma das principais forças do agronegócio. Entre tecnologia, geração de renda e crescimento econômico, a cultura segue impulsionando o desenvolvimento das propriedades rurais e dos municípios mato-grossenses.
Folha Max
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Pecuária7 dias atrásConhecido como ‘peste-negra’, espécie é temida na África
-

Notícias7 dias atrásAncelotti chama Neymar! Veja os convocados para a Copa
-

Transporte4 dias atrásOperação Lei Seca resulta na prisão de um condutor e remoção 31 veículos
-

Mato Grosso4 dias atrásGoverno define valores de arroz, milho e trigo
-

Mato Grosso4 dias atrásProjeto transforma resíduos em biogás e fortalece ensino sustentável em Campo Novo do Parecis
-

Mato Grosso4 dias atrásAnvisa amplia classificação toxicológica de agrotóxicos
-

Pecuária4 dias atrásRitmo de negócios envolvendo boi gordo está lento
-

Transporte4 dias atrásPolícia Civil cumpre mandados contra faccionados envolvidos em homicídios em Comodoro







































