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Nova etapa começa amanhã no Estado





A partir de amanhã, 1º de novembro, começa a segunda etapa da vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa. Nesta fase, devem ser imunizados os animais com idades de zero a 24 meses em todas as regiões de Mato Grosso, onde todos os animais devem receber a dose da vacina, com exceção do Pantanal que têm período diferenciado. A expectativa é que 14 milhões de animais sejam imunizados. 

A vacinação do rebanho poderá ser feita até o dia 30 de novembro em todas as regiões, com exceção do Pantanal, onde prazo é até 15 de dezembro. 

Este é o primeiro ano da inversão do calendário de vacinação, com a imunização total do rebanho em maio e em novembro a etapa reduzida. Esta alteração atendeu a um pedido dos produtores para que a principal etapa fosse realizada no período de menor incidência de chuvas e desvinculada da chamada estação de monta, quando os animais são fertilizados. 

A imunização do rebanho é obrigatória em todo o Estado e os produtores que não aplicarem a vacina serão multados e podem ter a emissão da Guia de Transporte de Animais (GTA) temporariamente suspensa, impedindo a comercialização dos animais. 

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Marco Túlio Duarte Soares, destaca o compromisso do pecuarista com a sanidade do rebanho, o que há anos mantém o Estado livre da doença. 

“O produtor sabe da importância da sanidade do rebanho para a manutenção de mercados e há anos mantemos o índice de vacinação acima de 98%. Agora caminhamos para a implantação de um plano para suspender a vacinação, mas que deve ser feito de forma responsável e gradual”, afirma Marco Túlio. 

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) fez o lançamento oficial da vacinação ontem, em Cuiabá. Mas desde o último 27 de outubro, 20 equipes foram deslocadas para a fronteira do Estado com a Bolívia onde acompanham a imunização nas propriedades da região. Fora isso, os fiscais do Indea ainda devem acompanhar a vacinação em 2% das 105 mil propriedades do Estado. 

A diretora-técnica do Indea/MT, Daniella Soares, explica que os produtores terão até 10 de dezembro para fazer a comunicação aos Indea e no caso do Pantanal, o prazo para vacinação e para comunicação será o mesmo da imunização, 15 de dezembro. “O produtor que não vacinar será multado no valor equivalente a uma Unidade Padrão Fiscal (UPF) por animais e deverá fazer a vacinação acompanhada dos fiscais do Indea”. 

A Acrimat possui uma cartilha de orientação para os produtores que a vacinação seja realizada de forma correta e com o mínimo de impactos para os animais. O médico veterinário da Acrimat, Nilton Mesquita, explica que o manejo adequado e o bom acondicionamento e aplicação da vacina são indispensáveis para evitar as chamadas reações vacinais, quando são formados abscesso no corpo do animal. (Veja quadro abaixo) 






fonte diario de cuiaba

Plantio tem maior avanço em 6 semanas




Há seis semanas, produtores de Mato Grosso deram início ao plantio da safra 2017/18, mas ainda não semearam nem a metade da superfície prevista para este ciclo. Somente na semana passada, com a maior presença das chuvas, é que os trabalhos puderam ser intensificados e Mato Grosso registrou o maior avanço semanal desta etapa, até o momento, atingindo quase 19 pontos percentuais. Com esse ritmo, a área plantada, prevista em 9,41 milhões de hectares, passou a 44,03% do total, ante, 25,82% da semana anterior. 

A falta de volumes e até da regularidade das precipitações travam a tomada de decisão dos produtores, que temem por avançar os trabalhos e fica muitos dias sem chuvas. Mesmo com os registros de umidade dos últimos dias e com o avanço semanal no ritmo do plantio, o volume semeado até a semana passada estava abaixo dos 67,73% observados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em igual momento do ano passado. Se nesse ciclo a falta de chuvas segura o ritmo nas lavouras, no ano passado foi justamente o contrário, a abundância das chuvas durante todo período de semeadura é quem ditou os trabalhos, fazendo do plantio da safra 2016/17 o mais rápido da história. 

Algumas regiões, como a médio norte e a oeste que se destacam na celeridade do plantio ano-ano - e nessa safra respondem juntas por mais de 45% da área total com soja no Estado – estão com parciais bastante diferentes do que se via no ano passado. Nesse mesmo momento de 2016, ambas se encaminhavam para a reta final do plantio, com 83,39% e 88%, de suas áreas semeadas, respectivamente. Até o último dia 27, o médio norte atingiu 58% dos 3,17 milhões de hectares estimados e o oeste, 79% dos 1,11 milhão de hectares projetados para receber a oleaginosa nessa safra. 

REALIDADE - Os analistas do Imea chamam à atenção para os impactos desses atrasos nos ciclos das plantas, onde há um desenvolvimento heterogêneo entre as regiões produtoras de Mato Grosso, justamente pela presença e falta de chuvas. “Isso se deve, principalmente, às chuvas desta safra que vieram mais atrasadas em relação à safra 2016/17 e em menor quantidade. Das sete macrorregiões que servem de referência para nossos levantamentos, em apenas uma, no noroeste, o volume de chuvas registrado até outubro superou as médias registradas em novembro do ano passado, a média dos últimos cinco anos e ainda indica estar acima da previsão de volumes pluviométricos que temos para novembro”. 

As outras macrorregiões – oeste, nordeste, médio norte, centro sul, norte e sudeste – tiveram em outubro volume abaixo do esperado e do registrado em 2016 para o período. Em Rondonópolis e Canarana, municípios-polo das regiões sudeste e nordeste, respectivamente, o volume de chuvas apurado em outubro é o pior do Estado. No sudeste o mês registrou até o último dia 27 pouco mais de 10 milímetros acumulados e no nordeste não chegou a 50 milímetros. Diante da realidade, essas regiões são as que mais registram atrasos em relação ao ano passado. 

Ainda como acrescentam os analistas, se até o momento Canarana teve menos de 10 mm, em novembro do ano passado foram mais 350 mm e para o próximo mês a previsão é de menos da metade do que foi em novembro do ano passado, com 150 mm de média. 

ATRASO MAIOR - No nordeste, por exemplo, 20,55% dos 1,55 milhão de hectares estão semeados até o dia 27 de outubro. Nesse ano, apenas 5,46% de uma área praticamente igual, estavam plantados até a última sexta-feira. No sudeste estão semeados 31,29% de 1,96 milhão contra 68,34% da mesma superfície do ano passado. Desconsiderando o clima bastante favorável registrado no Estado no momento do plantio da safra 2016/17, os trabalhos nessas mesmas regiões apresentam atrasos em relação a 2015, período marcado também por atrasos por falta de chuvas. Naquele ano, o nordeste ia fechando o mês de outubro com 15,41% da área plantada – até o dia 29 – e o sudeste atingia 39,92% na mesma data. 

Além da heterogeneidade das lavoras que tendem a apresentar fases distintas de desenvolvimento e mais distintas ainda de produtividade, o atraso na soja vai deixando cada vez menor o período de plantio ao milho safrinha. “De acordo com as previsões climáticas, para novembro os volumes de chuvas tendem a aumentar, o que pode dar ritmo às regiões mais atrasadas. Mas, mesmo assim, a quantidade tende a ser abaixo da média dos últimos cinco anos na maior parte do Estado. Neste momento, as condições climáticas seguem como grande preocupação aos produtores, pois a possibilidade em torno de ressemeadura de algumas áreas ganha força na medida em que a chuva não chega no tempo, no volume e na regularidade necessárias. Além disso, a preocupação em torno da janela de semeadura da 2º safra, principalmente do milho, é outro fator de atenção. Apesar de todas as preocupações, a consolidação da safra 2017/18 está em aberto, em razão de todos esses ‘poréns’”. 




fonte diario de cuiaba

Preços do milho continuam firmes no mercado brasileiro



Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a referência está em R$31,00 por saca de 60kg, sem o frete, para a entrega imediata.

Os preços subiram 12,1% em outubro, em relação a setembro deste ano. A sustentação do mercado continua vindo das exportações aquecidas e das incertezas acerca da produção de verão (2017/2018).

Do lado das exportações, o volume médio diário embarcado foi de 266,46 mil toneladas nas três primeiras semanas de outubro, uma queda de 9,9%, frente a média de setembro último, mas na comparação com outubro de 2016, a média diária aumentou 383,7% em outubro deste ano.

Com relação a produção, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução entre 6,1% e 10,1% na área de milho de verão (primeira safra) no país em 2017/2018, frente a safra passada. Em volume, são de 5,82 milhões a 8,07 milhões de toneladas a menos.

A expectativa é de mercado firme até o início de 2018, mas apesar do viés de alta, os estoques maiores deverão limitar os aumentos de preços na temporada.

A Conab estima 19,10 milhões de toneladas em estoques finais em 2016/2017 e 24,55 milhões de toneladas ao final de 2017/2018. Para uma comparação, em 2015/2016, quando os preços do milho dispararam, os estoques finais foram de 6,99 milhões de toneladas de milho.




fonte scotconsultoria

O escoamento de carne bovina permanece lento, mas poderá melhorar no curto prazo





O escoamento da produção dos frigoríficos, a venda de carne bovina, está lenta.

Quanto ao boi gordo, coexistem dois cenários:

1. Há regiões onde a oferta começa a ter incremento, em função das boiadas confinadas que começam a ser entregues. Se observa uma quantidade maior de lotes maiores sendo negociados, para compor as escalas de abate dos frigoríficos. Nessas regiões a pressão é de contenção da cotação.

2. Há também regiões onde a oferta está escassa, devido à forte seca. Esse cenário é comum principalmente na região Norte do país.

Isso tem causado achatamento das escalas e é possível ver indústrias com apenas um dia de programação.  

Consequentemente, os preços, nestes casos, se não têm força para altas, devido à demanda, também não há espaço para queda, e isso mantém as cotações firmes. 

Sazonalmente o consumo ganha força no último bimestre do ano, devido ao décimo terceiro salário. Também vale destacar os feriados prolongados, que podem aumentar a demanda pela carne. É esperar para ver.



fonte scotconsultoria


“Muito errado é aquele frigorífico pequeno que acha que pode tirar proveito em uma situação dessa”





Mais um escândalo envolvendo a maior indústria processadora de carnes do Brasil abalou o mercado do boi gordo nos últimos dias.

A empresa anunciou que, a partir da última quarta-feira (18/10) pararia os abates e as compras de sete plantas frigoríficas em Mato Grosso do Sul. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a empresa informou que as atividades tinham sido paralisadas por tempo indeterminado “em função da insegurança jurídica instalada” no estado.

A decisão foi tomada após o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul, da Assembleia Legislativa, à Justiça para determinar dois bloqueios de recursos da empresa: um de R$115,9 milhões e outro de R$614,7 milhões, totalizando R$ 730 milhões.

O reflexo foi sentido diretamente nas cotações da arroba e um clima de indefinição e incerteza foi instaurado no mercado do boi gordo. A paralização dos abates da JBS só não teve consequências maiores devido à associação de dois fatores: oferta restrita de boiadas terminadas e consumo na ponta final da cadeia se estável para ruim. Porém, como responde por mais de 50% dos abates no estado, a insegurança afastou os compradores do mercado e derrubando sua liquidez.

Diante desse cenário, buscando uma solução para passar por esse momento delicado, agentes da cadeia se reuniram com o setor jurídico da empresa, com governo de Mato Grosso do Sul, e com representantes do Ministério Público e da Assembleia Legislativa.

Com objetivo de viabilizar o retorno das atividades da empresa, a justiça de Mato Grosso do Sul homologou, nesta última quarta-feira (25/10), o acordo que desbloqueia as contas da JBS em troca de bens como garantia. O valor contábil dos imóveis que foram bloqueados totaliza R$756 milhões.

Além do bloqueio dos cinco imóveis, há outras duas condições. A empresa não poderá reduzir quadro de funcionários (hoje composto por cerca de 15 mil no estado) e deverá manter todas as operações de compra e abate funcionando.

Os abates e as compras do JBS foram retomados essa semana, a pressão baixista parece estar se dissipando, mas os processos judiciais envolvendo a empresa estão longe do fim.

Frente a esse cenário, entrevistamos o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Jonathan Barbosa, que participou das conversas para a retomada dos abates de gado nos frigoríficos da empresa. Confira a seguir:

Scot Consultoria: Sr. Jonathan, como os pecuaristas de Mato Grosso do Sul receberam mais uma notícia inesperada como esta, do fechamento das sete plantas do frigorífico JBS, depois de tantos outros abalos que a pecuária brasileira viveu em 2017?

Jonathan BarbosaCom muita preocupação, mas com muita cautela, também. Nós não podemos entrar nesse embalo negativo. Nós temos responsabilidades no agronegócio, principalmente Mato Grosso do Sul, que vive essencialmente da agropecuária. Essa história da carne, que vem acontecendo este ano, parece um calvário, desde a história da Carne Fraca. Mas agora já estamos a caminho de um acordo bem desenvolvido, que está sendo terminado faltando somente a assinatura da JBS, que já voltaram a comprar gado e falaram que se tudo correr bem, retomarão o abate na quinta-feira (25/10). Não podemos arriscar um prognóstico, tudo vai depender de conseguir gado.

Há um receio na classe de pecuaristas de vender para o JBS, pois eles só querem comprar a prazo. Nesse sentido qual a segurança que o pecuarista tem? Então resta ao pecuarista retirar a Nota Promissória Rural, segurar a mão, e esperar o que vai acontecer até o dia do vencimento. Mas quem gosta de correr esse risco?

Nesse momento, por exemplo, que eles inventaram essa nova crise, nem funcionário eles estavam pagando, então novamente, qual seguro de pagamento o pecuarista tem? É muito difícil ele colocar sua única mercadoria, que é o gado, para vender e depois não receber, o risco é muito grande, o pecuarista não tem outro tipo de negócio para sustentar-se. É o ciclo normal, se o gado está pronto para ser vendido o pecuarista quer vender e quer receber.

Nós procuramos garantia, preço e prazo. Não adianta termos garantia de prazo se a arroba estiver sendo jogada “lá para baixo”.

Scot Consultoria: Quais são as indicações da Acrissul para os pecuaristas nesse momento, frente a todo esse cenário de incertezas?

Jonathan Barbosa: Indicamos que os pecuaristas vendam seus estoques parceladamente e sempre procurem frigoríficos que realizem o pagamento à vista.

Agora com relação a esse momento da JBS, nós estamos em acordo com o governo sobre os bloqueios, tivemos reunião com os governantes que participaram da CPI e com a cúpula da Assembleia Legislativa. Estamos aguardando o andamento dos negócios para poder falar sobre a situação do momento da JBS.

Scot Consultoria: A JBS abate mais de 50% dos bovinos de Mato Grosso do Sul, qual impacto desse número para o estado?

Jonathan Barbosa: O frigorífico JBS já chegou a abater até 60% dos bovinos de Mato Grosso do Sul, porém, com essas crises, forjadas ou não, talvez hoje esse número já chegue a 40%. Porque, querendo ou não, a empresa perde credibilidade. O produtor não quer correr risco, ele muda o destino da sua venda.

Além desse fator, houve também a redução da alíquota para o gado que é abatido fora do estado, o resultado dessa medida foi muito bom, foi além da expectativa, foi ótimo para o governo, para os produtores, para prefeitura e para os consumidores. Essa foi uma sugestão da Acrissul e agora levamos mais seis sugestões para o governo, as quais não podem ser divulgadas por enquanto. São alternativas boas para pecuária, para que tenhamos mais opções dentro dessa cadeia. Na hora certa divulgaremos.   

Scot Consultoria: Qual opinião do senhor em relação à postura que os outros frigoríficos adotaram frente à paralização das compras do JBS?

Jonathan BarbosaEu diria que muito errado é aquele frigorífico pequeno que acha que pode tirar proveito em uma situação dessas. Nós estamos trabalhando para fortalecer o mercado como um todo, inclusive fortalecer eles. Uma das alternativas que eu ofereci ao governo impacta diretamente esses frigoríficos menores, agora se eles tiverem um comportamento especulativo, eles vão padecer por isso. Agora é a hora de todo mundo se conscientizar, ajudar o setor para a vida continuar.

Scot Consultoria: O senhor poderia comentar um pouco quais foram os recentes trabalhos da Acrissul e qual a importância que uma associação como esta tem para o setor?

Jonathan BarbosaA Acrissul tem quase cem anos de trabalho sério. A Acrissul está sempre vigilante em todos os assuntos que possam envolver a agropecuária.

Nós temos trabalhado com um interesse de atender a todos, independente de ser ou não associado. Embora, eu faço através da sua pergunta, um pedido para que todo produtor seja um associado para poder realmente ter um pouco mais de instrução e conhecimento de causa. Temos muita assistência a oferecer.


Temos aproximadamente mil associados, mas não queremos quantidade, queremos qualidade, O SIF MS é o preferido pelos importadores, quando eles vão fazer contatos com os frigoríficos eles requisitam nossa carne, não somos nós que falamos, são aqueles que compram. Nossa carne tem três segredos: genética, manejo racional e nutrição.  



FONTE SCOT CONSULTORIA

PLANTIO DA SOJA CHEGA A 4,1 MILHÕES DE HECTARES EM MATO GROSSO



O plantio da soja chegou a 4,1 milhões de hectares esta semana no Estado. De acordo com relatório divulgado, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), houve avanço de 18,23 pontos percentuais nos últimos sete dias, com a semeadura chegando a 44% de uma área prevista em 9,4 milhões de hectares.
Até agora, a região que mais avançou no plantio foi a Oeste, que atingiu 88% de uma área prevista em 1,1 milhão de hectares. A região Médio-Norte, que detém a maior área plantada com a oleaginosa, cerca de 3,1 milhão de hectares, chegou a 83,3% do total previsto. Na região Centro-Sul os produtores semearam 71,5% da área prevista em 701 mil hectares. A região Noroeste chegou a 70,7% de uma área prevista em 611 mil hectares.
Na região Sudeste, o plantio atingiu 68,3% da área estimada em 1,9 milhão de hectares. As duas regiões mais atrasadas seguem sendo a Norte, que atingiu 52,5% de uma área de 283 mil hectares, e a Nordeste, que plantou 20,5% do total estimado em 1,5 milhão de hectares.
Em Mato Grosso, conforme o Imea, apesar do melhor resultado até agora, a safra atual ainda continua 23,7 pontos percentuais mais atrasada no plantio em relação ao mesmo período da safra anterior. Na mesma época do ano passado, o plantio no Estado havia atingido 67,7% da área total prevista.
O instituto estima que Mato Grosso produzirá mais de 30 milhões de toneladas de soja.


FONTE SO NOTICIAS

Batida entre caminhão e carro deixa 3 mortos na BR-163





Uma colisão fatal foi registrada, nesta manhã, por volta das 9h, no km 701 da BR-163, em Sorriso, envolvendo um caminhão e um utilitário. O acidente ocorreu nas proximidades da Fazenda Vale do Verde, onde a pista está totalmente fechada.

De acordo com a concessionária Rota do Oeste, os três ocupantes do carro de passeio morreram no local após a colisão frontal.

Ainda segundo informações, o veículo de passeio seguia sentido sul e colidiu de frente com o caminhão que viajava sentido norte. Os dois veículos ficaram sobre a pista norte.

Foram enviadas ao local uma equipe de resgate que atendeu o motorista do veículo de carga com dores nas pernas e escoriações pelo corpo. Ele foi encaminhado ao Hospital de Lucas do Rio Verde.

A Rota também encaminhou equipe de resgate, inspeção e guinchos para realizar os procedimentos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foi acionada e acompanha os procedimentos.




FONTE PORTAL DE SORRISO

Ibama desativa 29 balsas e máquinas de garimpo na Terra Indígena Kayapó (PA)



Agentes do Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama realizaram operação de combate a garimpos de ouro na Terra Indígena (TI) Kayapó, no Pará. Em três dias, com apoio de três aeronaves, foram destruídas 12 balsas de mergulho, 1 balsa escariante, 12 escavadeiras hidráulicas, 4 motobombas e 1 caminhão carregado de toras. Os agentes ambientais também apreenderam em acampamentos de garimpeiros uma arma, uma mira de precisão para espingarda e aproximadamente 700g de mercúrio.

A legislação proíbe o garimpo e a extração de madeira em Terras Indígenas. Entre os infratores flagrados dentro da TI Kayapó estava o presidente da Cooperativa de Garimpeiros de Ourilândia do Norte, João Costa Guerra. Responsável por uma escavadeira usada para abrir nova frente de garimpo em área isolada, ele será autuado pelo Ibama, que encaminhará o relatório de fiscalização e os documentos apreendidos ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) para responsabilização criminal.


A ação foi acompanhada por um representante da Fundação Nacional do Índio (Funai). “A ganância pelo ouro coloca em risco a terra indígena, reduto de biodiversidade e da cultura do povo Kayapó. O garimpo destrói o curso d'água, contamina rios com mercúrio, desmata a floresta, degrada o solo e provoca a caça de animais silvestres”, diz o biólogo Roberto Cabral, que coordenou a operação do GEF. Outras ações de fiscalização serão realizadas se o monitoramento por satélites identificar retomada de atividades ilegais na região.

Autorizada pela legislação, a inutilização de equipamentos ocorre em caráter excepcional, quando há constatação de ilícitos especialmente em áreas protegidas como Terras Indígenas e Unidades de Conservação, em razão da impossibilidade logística para sua remoção e com o objetivo de impedir a continuidade do dano ambiental. 


O mercúrio usado em garimpos de ouro para separar o mineral contamina cursos d'água, animais e pessoas. Garimpos ilegais representam uma ameaça à saúde pública, principalmente em regiões como a amazônica, que têm a pesca como base de proteína alimentar.

Com 3,28 milhões de hectares, a TI Kayapó abrange os municípios paraenses de Cumaru do Norte, Bannach, Ourilândia do Norte e São Felix do Xingu.

Em encontro com representantes do Ibama e da Funai, o cacique da aldeia Pukararankre, Garapera Kayapó, condenou o garimpo em outras áreas da TI. “Nós, que moramos no Rio Xingu, mantemos a floresta e o rio preservados. Não queremos que entre garimpeiro, temos que garantir o nosso futuro.” 



FONTE AGUA BOA NEWS

AFTOSA:MT vai ampliar postos na fronteira




O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciou, em Porto Velho, os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023. Durante três dias, desde a última segunda-feira), houve reuniões em torno do plano com integrantes do setor público e produtores dos estados de Rondônia e Acre (integrantes do Bloco 1 previsto no PNEFA), além do Amazonas e Mato Grosso, que participaram como convidados. Entre representantes de governo, a maioria era de agentes de defesa agropecuária dos estados. 

O governo de Rondônia deverá ceder servidores para os trabalhos de fiscalização previstos no plano. Mato Grosso comprometeu-se a aumentar postos de fiscalização do trânsito de animais, que poderão ser unidades móveis, como ação estratégica em função da proximidade com a Bolívia. 

Segundo o diretor do DSA, Guilherme Marques, “foram superadas as expectativas de adesão dos governos e da iniciativa privada, pois todos se conscientizaram que os prazos para a execução das etapas do PNEFA são curtos”. Marques frisou que a decisão de retirada gradual da vacinação contra a aftosa já foi tomada e que “é preciso atender aos requisitos sanitários para obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre da doença sem vacinação”. 

As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada, aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO), regionalização das ações, sustentação financeira, adequação e fortalecimento do sistema de vigilância, agilidade e precisão no diagnóstico, previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias, cooperação internacional e educação em saúde animal. 

No plano, o país foi dividido em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia, o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 



FONTE DIARIO DE CUIABA

Na comparação mensal volume médio embarcado de milho pelo Brasil caiu em outubro





Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no acumulado de outubro, até a terceira semana, o Brasil exportou 3,73 milhões de toneladas de milho.

O volume médio diário embarcado foi de 266,46 mil toneladas, uma queda de 9,9%, frente a média de setembro último.

A maior concorrência no mercado externo, com o avanço da colheita e maior disponibilidade nos Estados Unidos, é o principal fator de recuo dos embarques brasileiros nas últimas semanas.

De qualquer forma, na comparação com outubro de 2016, as exportações diárias aumentaram 383,7% em outubro deste ano. A boa movimentação para exportação tem dado sustentação aos preços no mercado brasileiro.

Caso o ritmo de embarque continue, o país deverá exportar um volume próximo de 5,60 milhões de toneladas, o que seria recorde para o mês de outubro.

Locução feita por: Janaína Lopes.

Análise de: Felippe Reis.

Sinop: Mais de 20 cabeças de gado morrem eletrocutadas




A pecuarista Maria José Guimarães Alves confirmou, ao Só Notícias, que um raio caiu durante uma tempestade e acabou matando 23 cabeças de gado de corte, em seu sítio, no assentamento Wesley Manoel dos Santos, na Gleba Mercedes, aproximadamente 90 quilômetros de Sinop. O fato ocorreu no dia 14, porém, só foi divulgado ontem, para os procedimentos de baixa no Instituto de Defesa Agropecuária (Indea).
Segundo a pecuarista o prejuízo está estipulado em mais de R$ 35 mil. “O raio caiu em cima da cerca e como o gado estava perto acabou sendo atingido. Não estávamos no sítio quando ocorreu a morte dos animais. Fomos comunicados por um vizinho do que tinha acontecido. Com já havia passados alguns dias o gado já estava em processo de decomposição”. Havia 105 bovinos na propriedade.
Uma escavadeira foi enviada para enterrar os animais.  


FONTE SONOTICIAS

Destruição e morte no Madeira, por Carlos Henrique




Não é previsão catastrofista. Mas também não são necessários bola de cristal para perceber o perigo iminente: a barreira de contenção natural, que retém as águas do Lago Maravilha quase dez metros acima do nível do rio Madeira desde a histórica enchente de 2014, não chega a 30 metros no ponto mais crítico.

E a água do lago percola por baixo de uma camada de aproximados dois metros de espessura, com variação de 10 a 15 metros de profundidade, que os técnicos chamam de horizonte laterítico. É uma faixa escura e endurecida, conhecida na construção civil como "pedra jacaré", que pode ser vista ao longo de todo o talude da margem esquerda.
O escoamento, lento e contínuo das águas subterrâneas, arrasta consigo os sedimentos finos de argila e silte, para deixar somente a areia como sustentação da infraestrutura de estradas, portos e edificações.
Isso resulta no recalque ou afundamento das moradias instaladas acima da própria camada endurecida, porém fissurada (rachaduras de contração da argila). Tanto, que, em alguns trechos da margem, ela mergulha para horizontes mais profundos do solo, o que aumenta o pacote de sedimentos sobrejacentes, inconsolidados e instáveis.
Tudo isso já fragilizado pelo desmatamento e remoção da cobertura vegetal, promovidos pela especulação imobiliária e outras atividades predatórias.
É o que causa pavor às centenas de famílias que habitam a região e acompanham, desesperadas, o rápido e sistemático avanço do desbarrancamento das encostas, pela pressão das águas represadas do lago e dos efeitos abrasivos do leito do rio. Eles registram os sinais inequívocos do desastre iminente pelo permanente alargamento das fendas nos terrenos e das constantes rachaduras e afundamentos das moradias.
O agricultor Arnaldo Mendes de Brito, ali nascido há 56 anos, luta desde 2.014 para recuperar sua propriedade dos desastres provocados pela histórica enchente. Ele aponta como exemplo uma porta que dá acesso à cozinha, da qual já foi obrigado a cortar "quatro dedos" para poder fechar. E já perde a conta das rachaduras que foi obrigado a remendar.

Técnicos do Indam que visitaram o local, a convite do advogado Demétrio Justo, constataram ser diversos os fatores - inclusive naturais - que atuam em assustadora conjuminância de forças para a catástrofe que se anuncia.
Os especialistas não sabem precisar "quando" vai acontecer, mas os indicativos garantem que "vai" acontecer. A situação está a tal ponto precária que a próxima enchente, ou até mesmo chuva forte, pode selar o destino, que parece inexorável, de toda aquela região. Eles explicam que, quando as águas represadas conseguirem encontrar mesmo uma pequena fissura que permita romper a barreira, a enchente terá proporções avassaladoras.
Milhões de metros cúbicos de água e entulhos de elevado potencial de destruição serão rapidamente despejados no Madeira para arrastar consigo balsas, dragas, embarcações, portos e tudo o que estiver em seu caminho. Será igualmente imenso o número de vítimas, pois que a velocidade da imensa onda não vai permitir que todos consigam se colocar a salvo.
Curiosamente, todos - e ao mesmo tempo ninguém - podem ser responsabilizados pelo desastre que, na verdade, tem origem em causas naturais. As águas da enchente depositaram milhares de toneladas de sedimentos nos escoadouros naturais do lago, obstruindo-os por completo.
A única iniciativa, desde então, para permitir que a água voltasse a escoar partiu dos próprios moradores, que se abasteciam com a água de um igarapé. Mas seus esforços resultaram muito tímidos, já que encontraram a camada de solo laterítico e somente poderiam avançar com o auxílio de uma retroescavadeira.
Servidores da Prefeitura passaram por lá nas diversas vezes em que construíram recuos na estrada em função dos desbarrancamentos do talude. Mas a máquina, que poderia abrir o canal de escoamento e pelo menos adiar o desastre com apenas um dia de trabalho, nunca chegou.
Das usinas aos garimpeiros, passando pela ponte, pela ocupação desordenada das margens, pela criminosa especulação imobiliária que se instalou, avassaladora, nas terras da margem esquerda do Madeira, a partir do advento da ponte. A culpa atinge o desmatamento e passa também pela exploração econômica dos portos e produção de alimentos.
Sobra culpa para a Marinha, para a Agência Nacional de Águas - ANA, para o Ibama, para a Sedam e até para a Sema. Sobra para o então prefeito da capital, Roberto Sobrinho. E para o ex-governador Ivo Cassol, pela falta de visão ou compromisso, que lhes permitiu desviar para outras áreas - algumas sob investigação - os recursos das compensações socioambientais das usinas, que poderiam ser aplicados com folga na proteção dos taludes.


Mas não há, a priori, que apontar culpados e desencadear uma tempestade punitiva, coisa tão comum no país nos últimos tempos. Não há que apontar o dedo acusador para os portos, ainda que irregulares - considerada sua importância para a economia do estado - pelos problemas que o estacionamento de balsas provocam.
Há que se buscar soluções! Com urgência! Os técnicos esclarecem que a água forma um poderoso turbilhão ao passar por sob as gigantescas balsas estacionadas especialmente à margem esquerda, onde o problema das encostas é mais crítico.
 O fundo do rio é literalmente lavado, o que desestabiliza e fragiliza os barrancos onde se desenvolve intenso pisoteio das pessoas envolvidas nas atividades portuária e garimpeira. Os responsáveis sabem disso.
Tanto que contribuem com R$ 2 mil mensais para a associação dos moradores, o que não deixa de ser um absurdo, posto que os portos da margem direita cobram R$ 14 mil. Mas eles poderiam, sem grande desembolso, realizar trabalhos de contenção das encostas pelo menos para impedir que o permanente pisoteio do tráfego de pessoas comprometa ainda mais a situação.
É, no entanto, de extrema gravidade o imobilismo das autoridades, que desenvolvem verdadeiro "jogo de empurra", segundo os moradores, que já bateram em todas as portas possíveis - inclusive na Assembleia - em busca de ajuda. O desalento está estampado no semblante de antigos moradores, que mesmo conscientes do perigo insistem na luta para salvar suas propriedades.

É o que mostra, com tristeza, dona Maria da Conceição Santana, há 55 anos instalada no local. Ela diz que o barro levado até lá pela enchente contaminou a água do lado e matou cães, gatos e galinhas, além de tornar imprestáveis as terras para o cultivo.
No interior do lago, antes um igapó, todas as árvores morreram com a perenizaçãodecorrente do bloqueio dos canais de escoamento.
Isso produz gás butano altamente tóxico, segundo os técnicos. Mas é a única água que os moradores têm para consumir. Graças ao trabalho braçal do companheiro de dona Maria da Conceição, Éliton Gomes Garcia, e do filho, Evaldo Santana de Barros, toneladas de lama foram retiradas para possibilitar que um singelo fio de água voltasse a correr no lugar onde havia um caudaloso igarapé.
É justamente ali, afinal, que uma retroescavadeira poderá, com algumas horas de trabalho, desobstruir os drenos naturais para escoamento das águas do lago, de forma a restaurar seu equilíbrio  em relação ao Madeira. Isso poderá evitar o desastre até que as autoridades despertem do sono letárgico de que foram acometidas desde a chegada das hidrelétricas. Culpá-las é muito cômodo. Mas é preciso trabalhar na recuperação do talude pois, do contrário, o desastre será responsabilidade de todos.
Além da imediata desobstrução do canal de escoamento, outras providências devem ser adotadas, como a retirada dos garimpeiros, cujas dragas comprometem a segurança da navegação ao provocar rápidas mudanças nos canais e favorecer a queda das encostas com a retirada de sedimentos que lhes auxiliam na sustentação perto da margem.
É preciso igualmente desenvolver um amplo programa de contenção dos taludes, com obras de engenharia ou, alternativamente, reflorestamento com culturas arbustivas frutíferas consorciadas com espécies nativas de plantas flexeiras e gramíneas, que controlam a erosão do solo e a abrasividade das águas.
É possível igualmente trabalhar na regularização dos inúmeros portos instalados na margem do rio, sem onerar demais as empresas a ponto de comprometer a atividade economicamente importante para o estado.





Casal em situação análoga à de escravo é resgatado em Fazenda na região de Poconé




Comendo isca de peixe, pescando piranhas com peneira improvisada, racionando arroz para sobreviver, sem acesso a barco, estrada ou contato telefônico, foi como o Povo das Águas encontrou o casal. O defensor público Vagner Fabrício Vieira Flausino, que participou do programa social, verificou que as vítimas estavam em situação análoga à escravidão. A situação foi flagrada em fazenda abandonada pertencente ao município de Poconé, do lado do Estado de Mato Grosso. A condição estava ainda mais difícil para a mulher, que foi violentada sexualmente. A abordagem aconteceu por volta das 08h30 de 20 de outubro, penúltimo dia da quinta edição do programa na região alta do Rio Paraguai e Rio São Lourenço.

A Defensoria Pública, por meio do Dr. Vagner Flausino, participou do Povo das Águas com a finalidade de prestar serviços na área jurídica, levando informações sobre questões envolvendo família, registro civil e violência contra mulher, criança e adolescente. Ele realizou 34 atendimentos e proferiu 06 palestras. Conforme o cronograma do programa, a equipe multidisciplinar estava atendendo à região do Rio São Lourenço no dia 20, com serviços no Porto Mangueiral e Porto Novo Horizonte. O defensor público estava no Porto Mangueiral quando recebeu informação que um casal estaria em situação precária em uma fazenda. O caso foi passado por um ribeirinho à coordenação do programa. A fazenda estava do outro lado do rio, na região do Rio Cuiabá, pertencente ao Estado de Mato Grosso.

Dr. Vagner pegou embarcação com piloteiro e o ribeirinho até a fazenda, que ficava a dez minutos de barco do Porto Mangueiral. Ao aproximar-se do local, o defensor percebeu que a fazenda estava abandonada, sem telhado, com portas quebradas, banheiros destruídos. “Verificamos que eles estavam em situação de extrema vulnerabilidade. O homem e sua esposa foram contratados por um intermediário na cidade de Poconé, que se apresentou como empregado da fazenda. A ideia era que o casal fosse cuidar da fazenda com a promessa de que ganhariam R$ 1.500,00 mil por mês. Eles saíram de Poconé até o Porto Jofre e de lá pegariam barco para ir à fazenda”, explicou Dr. Vagner Flausino. O casal ficaria responsável por fazer a capinagem da sede da fazenda e de uma pista de avião.

No entanto, o intermediário estava devendo dinheiro a alguém do Porto Jofre, mas como se negou a pagar, houve confusão generalizada que acabou envolvendo o casal recém-contratado. Homens saíram correndo atrás do devedor e do senhor de Poconé com uma faca, deixando a mulher para trás. O homem para quem o empregado da fazenda devia pegou a mulher, dando-lhe socos na nuca e tapas na cabeça. Ele batia dizendo que ela pagaria por “eles” e acabou sendo violentada.

Depois da confusão, os três se deslocaram de barco até a fazenda, onde o empregado deixou os subcontratados com pouco de arroz, feijão, farinha, óleo, sabão e um litro de gasolina para ser usado na roçadeira, duas colheres, dois pratos plásticos, uma faquinha e mais nada. O homem ficou de retornar uma semana depois para levar a bomba d’água, para tentar tirar água do poço que estava inutilizado e levar mais alimentos. No entanto, deu 40 dias e o empregado não apareceu e não fez o pagamento combinado.

Depois da abordagem, o defensor convenceu o casal de sair do local. Chegando à embarcação do Povo das Águas, as vítimas conseguiram tomar banho, comer e descansar. “Eu me recordo que quando a mulher foi se alimentar, fazia tanto tempo que eles não haviam comido uma refeição, que ela chegou a passar mal e quase desmaiou”, disse defensor público. Dr. Vagner tentou contato com autoridades do Mato Grosso, mas em vão, já que o local é de difícil acesso a telefone. Em seguida, o barco com a equipe do programa foi até a sede da Reserva do Pantanal Mato-Grossense, para tentar passar rádio à Polícia, mas também sem sucesso.

“Fizemos uma reunião no barco com Elisama, coordenadora do programa, Lília, gestora do CRAS Itinerante, e o comandante do barco para resolver o que faríamos com o casal. A decisão foi que eles iriam conosco até Corumbá para que a Defensoria Pública pudesse ajudá-los a voltar para casa por terra e dar entrada às investigações. Não tínhamos mais o que fazer, não poderíamos deixá-los lá porque estavam em extrema vulnerabilidade e em situação análoga ao trabalho escravo”, afirmou Dr. Vagner. “Eles estavam bebendo água de rio e improvisando tonéis sujos para pegar água da chuva que caía do telhado depois das chuvas. O homem estava com infecção gastrointestinal ao ponto de defecar sangue”, relatou o defensor.

Ao chegar a Corumbá, o casal foi recebido pela Assistência Social do Município. Permaneceu no albergue e foi assistido em todas as necessidades com roupas, calçados e com documentação feita pela Defensoria Pública. Encaminhado também ao exame de corpo de delito e à Delegacia de Polícia Civil para lavramento de ocorrência de exploração de trabalho e violência sexual. O defensor solicitou passagens de ônibus para o casal, pedido logo atendido pelo secretário municipal de Assistência Social, Haroldo Cavassa. O casal já está a caminho de casa, retornando para Poconé.

Elisama de Freitas Cabalhero, coordenadora do Povo das Águas, destacou a ajuda do responsável pela embarcação. “O comandante acolheu muito bem o casal, deu lugar para dormir, liberou as refeições para eles, o casal foi muito bem recebido no barco”, disse. O defensor frisou que a Rede de Proteção do Município funcionou muito bem em parceria com a Defensoria Pública, devolvendo a dignidade às vítimas e assistindo de maneira rápida às suas necessidades.

O Programa Social Povo das Águas é realizado pela Prefeitura Municipal de Corumbá para levar assistência médica, odontológica, educacional, prestar serviços socioassistenciais, cestas básicas, kits de higiene e o máximo de serviços disponíveis no Município aos moradores das regiões ribeirinhas de Corumbá. Essa foi a quinta edição deste ano do programa que acontece desde 2005, tornando-se Lei Municipal em agosto de 2012. O regate do casal aconteceu na edição do programa de 15 a 21 de outubro de 2017.

*Os nomes das vítimas foram preservados na matéria, bem como imagem.






FONTE POCONET

Volume de chuva ainda é baixo em lavouras do Centro-Oeste, apontam meteorologistas




Levantamento dos meteorologistas, aponta que nos próximos dias novas áreas de instabilidade estarão se formando sobre toda a faixa central do Brasil trazendo mais chuva, mas ainda de forma irregular para as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Aos poucos o regime de chuvas começa a se regularizar e a tendência é que daqui pra frente, conforme aponta os meteorologistas, é que não venham ocorrer mais longos períodos de estiagem que possam comprometer o desenvolvimento das lavouras.

Porém, essa irregularidade no regime de chuvas ainda causa muito apreensão para alguns produtores do Centro-Oeste, já que em suas áreas o volume de chuva ocorrido, ainda continua muito baixo e insuficiente para permitir o desenvolvimento das lavouras de grãos.

Um exemplo são as áreas produtoras de Minas Gerais, que ainda não registraram chuva em bons volumes nos últimos dias, ao ponto de elevar os níveis de umidade do solo, garantindo boas condições ao desenvolvimento das lavouras de café, cana de açúcar e grãos. O mesmo vem ocorrendo com algumas microrregiões de Goiás e do Mato Grosso.

Infelizmente, esse excesso de chuva no Sul do Brasil, atrapalha e causa danos significativos e irreversíveis para a cultura do arroz e trigo.



FONTE CENARIO MT

 
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