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Line-up semanal de açúcar do Brasil avança para 1,88 mi de t em um total de 55 navios


O line-up de açúcar do Brasil, programação de embarques pelos portos, registrava 1,88 milhão de toneladas na semana até 22 de setembro, ante 1,53 milhão de t na semana anterior, sendo 1,66 milhão de t de VHP, segundo a agência marítima Williams Brasil.

O total de navios no período era de 55, sobre 42 na programação verificada na semana anterior. A maior parte da programação estava relacionada ao Porto de Santos, com 1,25 milhão de t, seguida por Paranaguá com 589,40 mil t, de acordo com dados da empresa.

Os dados da Williams Brasil consideram as embarcações ancoradas, as que esperam a atracação e as que devem chegar aos portos até o dia 27 de outubro.

 

Senado aprova nova tolerância na pesagem de caminhões de carga



 A proposta aumenta de 10% para 12,5% a tolerância máxima permitida sobre os limites de peso por eixo

O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (22), o projeto de lei de conversão 20/21, referente à Medida Provisória 1050/21. A proposta aumenta de 10% para 12,5% a tolerância máxima permitida sobre os limites de peso por eixo de veículos de transporte de carga e de passageiros. O texto segue agora para sanção presidencial.

De acordo com o relator da proposta, senador Carlos Viana (PSD-MG), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o projeto busca evitar que os transportadores sejam penalizados por pequenos excessos de carga nos eixos que derivam da dificuldade de manter carga distribuída no veículo de forma a não sobrecarregar qualquer de seus eixos.  

“Como bem pontuado pelo Deputado Vicentinho Júnior, relator da Medida Provisória na Câmara dos Deputados, os produtores, em sua maioria, não possuem mecanismos para aferir a carga transmitida para cada eixo do veículo”, disse o senador. 

A respeito de possíveis infrações e acidentes de trânsito com as modificações aprovadas, o relator esclarece que “não trará qualquer risco”. No entendimento de Viana, as legislações precisam acompanhar a modernização das máquinas. “Na questão ambiental, os remédios mais modernos auxiliam como remédio para as plantas. No trânsito, a modernização dos caminhões já tolera pesos maiores”, comparou.

Para Vicentinho Júnior, relator da MP na Câmara dos Deputados, a medida vai facilitar o transporte de mercadorias entre as regiões e evitar o desabastecimento interno, bem como ampliar a oferta para o mercado externo, a fim de compensar as perdas em outros setores econômicos. “Nesse cenário, em que medidas urgentes precisam ser tomadas para garantir o abastecimento de mercadorias, entendemos que a proposta se apresentava como única solução plausível para a questão”, explicou.

Para Vicentinho Júnior, relator da MP na Câmara dos Deputados, a medida vai facilitar o transporte de mercadorias entre as regiões e evitar o desabastecimento interno, bem como ampliar a oferta para o mercado externo, a fim de compensar as perdas em outros setores econômicos. “Nesse cenário, em que medidas urgentes precisam ser tomadas para garantir o abastecimento de mercadorias, entendemos que a proposta se apresentava como única solução plausível para a questão”, explicou.


ALMT aprova em 1ª votação projeto que cria Programa estadual de prevenção a incêndios florestais



 A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou na sessão da manhã desta quarta-feira (22), em primeira votação, o Projeto de Lei 728/2020, de autoria do deputado estadual Faissal Calil (PV). O texto propõe a criação do Programa Estadual de Controle do Fogo e traz medidas que têm como objetivo reduzir a incidência de incêndios florestais em ações conjuntas do poder público, sociedade civil e entidades privadas. Entre as iniciativas, está o uso de cerca de 500 aviões agrícolas no combate aos focos de calor.

O projeto visa amenizar os prejuízos e diminuir a incidência de incêndios florestais, problema que assola Mato Grosso todos os anos, entre os meses de julho a setembro. Entre as medidas previstas no programa, estão ainda a integração e a coordenação de instituições públicas e privadas e da sociedade civil na promoção do manejo integrado do fogo. Uma das diretrizes apresentadas na proposta é a priorização dos investimentos públicos em estudos, pesquisas e projetos científicos que tenham como objetivo a recuperação de áreas atingidas pelo fogo.

“Este projeto de lei institui uma política de Estado e não uma política de governo. É algo que deve ser feito, mediante lei, todos os anos. Vemos constantemente, nessa época de estiagem e ar seco, o agravamento de várias doenças respiratórias. Infelizmente, não há um planejamento concreto de prevenção e combate a estes incêndios florestais. Com este projeto, isto agora será obrigatório”, afirmou o deputado. 

Entre as iniciativas, está o uso de aviões agrícolas no combate aos focos de calor. Nesta época do ano, conforme o parlamentar, estas aeronaves ficam ociosas, já que não há atuação destas nas fazendas. No Brasil, eles precisam ser certificados, obrigatoriamente, para operações de combate a incêndios florestais. Esta determinação é oriunda de um decreto-lei de outubro de 1969. A legislação destaca que todas as aeronaves que atuam na pulverização de lavouras estejam aptas a atuar no combate ao fogo.

 “Eles podem ser utilizados de maneira eficaz tanto na prevenção como no combate a estes incêndios florestais. O país tem atualmente a segunda maior frota de aviões agrícolas do mundo, com cerca de 2 mil aeronaves, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Pela versatilidade que possuem, podem ser muito eficientes e práticos no combate ao fogo em florestas. Este modelo de atuação contra incêndios já é utilizado em alguns lugares do país, mas em escala muito aquém do necessário.”, defende.

Outro ponto abordado é o da necessidade de investimento que resultem no aumento da capacidade de enfrentamento dos incêndios florestais no momento em que eles ocorram. O texto aborda ainda a importância da conservação e manutenção das vegetações nativas, nas áreas urbanas e rurais. O projeto cria ainda o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Estadual, que irá monitorar em tempo real os focos de incendio em Mato Grosso

Investigado por crimes ambientais em terra indígena é preso pela Polícia Civil


A.L.S. é considerado nas investigações um dos principais responsáveis pela extração ilegal de madeira da Terra Indígena Urubu Branco, da etnia Tapirapé, área localizada entre os municípios de Confresa, Porto Alegre do Norte e Santa Terezinha.

Relatórios de investigação e de fiscalização ambiental na região apontam que A.L.S. esteve à frente de inúmeras extrações de madeira, inclusive, de espécies protegidas por lei, como o pau-brasil.

Em novembro de 2019, mesmo depois de ser detido em uma operação de combate a crimes ambientais, ele continuou a agir reiteradamente na prática de crimes ambientais. Após ser liberado, adquiriu um caminhão e voltou a retirar madeira da terra indígena. Em dezembro do mesmo ano, o madeireiro investigado usou três caminhões para extrair madeira na parte norte da Urubu Branco.

Em abril de 2020, mais dois caminhões foram retirados da área carregados com pau-brasil, espécie protegida por lei, portanto, não pode ser comercializada, e desde 2004 está na lista da flora brasileira ameaçada de extinção.

Uma ação realizada pela Delegacia de Confresa, em conjunto com a Funai, em maio do ano passado, prendeu duas pessoas extraindo madeira na terra indígena a mando do investigado.

O homem preso nesta quarta-feira é réu em processos por crime ambiental e reponde a outras ações penais em andamento pelos mesmos delitos cometidos na região.

fonte : www.nortaonoticias.com.br
 

Nova gestão da Embrapa Pecuária Sudeste toma posse com desafios de ofertar tecnologias para uma pecuária digital e de baixo carbono


Nesta sexta-feira, 24 de setembro, ocorre a posse do novo chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP). O pesquisador Alexandre Berndt substitui Rui Machado, que ocupou o cargo de janeiro de 2014 até agosto de 2021. A transmissão será virtual pelo canal da Embrapa no YouTube, às 15 horas. O evento será acompanhado pelo diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville.

O compromisso do novo gestor é tornar realidade o foco da Unidade de“ofertar soluções tecnológicas e conhecimentos para atender aos desafios de sustentabilidade, mudanças climáticas, agropecuária digital, saúde e bem-estar animal dos complexos agroindustriais de pecuária de corte e de leite”.  

Nesta sexta-feira, 24 de setembro, ocorre a posse do novo chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP). O pesquisador Alexandre Berndt substitui Rui Machado, que ocupou o cargo de janeiro de 2014 até agosto de 2021. A transmissão será virtual pelo canal da Embrapa no YouTube, às 15 horas. O evento será acompanhado pelo diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville.

O compromisso do novo gestor é tornar realidade o foco da Unidade de“ofertar soluções tecnológicas e conhecimentos para atender aos desafios de sustentabilidade, mudanças climáticas, agropecuária digital, saúde e bem-estar animal dos complexos agroindustriais de pecuária de corte e de leite”.  

A descarbonização da pecuária está na agenda de pesquisa dos próximos anos, como sistemas de produção de bovinos de corte e leite com baixa emissão. Além disso, estão no plano de trabalho de Berndt  controles alternativos de parasitas, pragas e doenças, indicadores de qualificação ambiental para Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), bovinos de corte e leite superiores quanto a tolerância ao calor, plantas forrageiras tolerantes a sombra e seca,  sistemas auxiliares para monitoramento e tomada de decisão na propriedade rural. Demandas dos consumidores também serão acompanhadas, entre elas os produtos orgânicos, “Plant Based”, com menos hormônios e antibióticos.

A nova gestão também colocou como meta neutralizar suas próprias emissões de gases de efeito estufa até 2050, compromisso que já integra sua agenda com ações junto a parceiros. 

Para atender a responsabilidade assumida, Berndt conta com apoio de 138 empregados, sendo 40 pesquisadores, 44 assistentes, 37 analistas e 17 técnicos, além de estagiários e bolsistas, que atuam em diversos segmentos da produção de leite e de carne, como biotecnologia animal e vegetal, aspectos ambientais da pecuária, agricultura de precisão, nutrição e saúde animal, aproveitamento, tratamento e descarte de resíduos e redução da emissão de gases de efeito estufa. “As pesquisas contribuem para a promoção de ganhos em produtividade na pecuária, com o desenvolvimento de tecnologias de impacto nas cadeias produtivas do leite e das carnes bovina e ovina. O trabalho está voltado para a produção pecuária em bases sustentáveis e de precisão”, destaca Berndt. Para ele, também são importantes as parcerias com instituições públicas e empresas privadas para fomentar a inovação e levar à sociedade o que ela precisa.

Pecuária digital

A Embrapa Pecuária Sudeste desenvolve, adapta e transfere tecnologias da pecuária de precisão e da internet das coisas (IoT). No centro de pesquisa há um sistema inovador instalado no campo para monitorar gado de corte em áreas de pastagem e em confinamento. 

Recentemente, também foi instalado o sistema de produção para o ‘Leite de Baixo Carbono’, baseado no monitoramento das vacas, na ordenha voluntária por meio de robô e no livre acesso dos animais à área de integração lavoura-pecuária-floresta. Nesses dois sistemas, os bovinos de corte e de leite são monitorados permanentemente e em tempo real por sensores inteligentes, que fazem o acompanhamento fisiológico, reprodutivo e comportamental. 

 Ainda, há equipamentos automatizados que medem, individualmente, emissão de gases de efeito estufa, peso, quantidade consumida de alimentos e de água dos animais. “Todas essas informações coletadas em tempo real permitem o controle ambiental e a rastreabilidade na produção de carne e de leite. Esses avanços asseguram tomadas de decisão ágeis e precisas, melhorando a eficiência, competitividade e sustentabilidade na pecuária”, ressaltou o novo chefe-geral.  

Chefia Adjunta

Os atuais chefes adjuntos de Transferência de Tecnologia, o engenheiro agrônomo André Novo, e de Administração, o médico veterinário Marco Aurélio Bergamaschi, vão permanecer na gestão. A zootecnista Cintia Marcondes será a nova chefe de Pesquisa & Desenvolvimento.

Trajetória

O pesquisador Alexandre Berndt ocupa a chefia de Pesquisa & Desenvolvimento desde 2014. 

Berndt participa do grupo de trabalho sobre metano entérico da Livestock Environmental Assessment and Performance Partnership (LEAP) e representa a Embrapa na GASL – Global Agenda For Sustainable Livestock da FAO. Além disso, integra o Comitê Técnico do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para elaboração dos Inventários Nacionais de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Ainda, é revisor de relatórios do IPCC e Banco Mundial.

Ele é biólogo e engenheiro agrônomo, formado pela ESALQ/USP, tem mestrado em Ciência Animal e Pastagens e doutorado em Ecologia de Agroecossistemas. 

Atua com foco em sistemas de produção de carne e leite de baixo carbono.

Confirmada negociação de 50 mil toneladas de arroz com casca para o exterior



 São 20 mil toneladas para a Costa Rica e 30 mil toneladas para a Venezuela em movimentos que, segundo a Federarroz, trarão segurança em relação aos preços no mercado interno e sustentação para o próximo período.

Depois da exportação de 60 mil toneladas de arroz sem casca para Cuba anunciada na semana passada, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) anunciou o destino das 20 mil toneladas de arroz com casca que estavam em negociação. O embarque deste produto será também para a América Central, mais precisamente para a Costa Rica. A confirmação do negócio foi feita esta semana.

Além disso, foi confirmado nesta quinta-feira outro negócio, agora de 30 mil toneladas de arroz com casca, para a Venezuela. Segundo o presidente da entidade, Alexandre Velho, este é mais um embarque comemorado pelo setor orizícola e que vai ajudar na sustentação de preços ao produtor, em especial para a comercialização da próxima safra. "Este é um movimento importante que trará segurança com relação aos preços do mercado interno e também ajuda a projetar preços sustentados para a próxima safra", destaca.

Velho informa ainda que, além deste negócio confirmado com a Costa Rica, a Federarroz está trabalhando com outras possibilidades de exportações já vislumbrando o mercado de arroz com casca para a safra de 2022.

fonte: www.noticiasagricolas.com.br








Suínos/Cepea: Poder de compra aumenta frente ao milho



 Com a desvalorização mais intensa do milho frente às baixas nos preços do suíno vivo na parcial deste mês, o poder de compra de suinocultores paulistas e catarinenses avançou pelo terceiro mês consecutivo. Em relação ao farelo de soja, por outro lado, o poder de compra diminuiu, visto que as cotações do derivado da soja aumentaram. Pesquisadores do Cepea afirmam que, no mercado independente de suíno, apesar dos recentes avanços, as cotações tiveram forte queda no início de setembro, pesando sobre a média da parcial do mês.



Ovos: mercado alcança estabilidade momentânea nos preços praticados


 

O mercado de ovos seguiu apresentando excedentes em todos os elos da cadeia de negociação e sem perspectiva de melhora no curto prazo. Mesmo assim, os produtores conseguiram sustentar os preços de referência nos negócios realizados com ovos brancos e vermelhos.

Por ora, o preço médio alcança R$112,73, o quarto pior valor do ano (gráfico), significando retração mensal de quase 5,8%. Entretanto, considerada a manutenção do preço médio diário atual até o encerramento do mês, ficará acima, somente, dos valores obtidos em maio e janeiro.

Embora o mercado ainda se encontre desajustado, parece ter encontrado um patamar de estabilidade nos fechamentos realizados. Não que isso satisfaça aos produtores que continuam convivendo com prejuízos, e sim, porque o problema maior se encontra na baixa capacidade aquisitiva do consumidor


CNA propõe suplementação de recursos do orçamento para o seguro rural


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (22), no Ministério da Economia, para reiterar o pedido de suplementação orçamentária no valor de R$ 376 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, feito à pasta na semana passada.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, e as assessoras técnicas Fernanda Schwantes e Maísa Barbosa acompanharam a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, durante o encontro.

A reunião teve a participação do chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Pedro Colnago Junior, do secretário de Orçamento Federal, Márcio Luiz de Albuquerque Oliveira, do secretário Especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e da secretária Especial de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Governo da Presidência da República, Maria Caroline Lima.

A CNA enviou ofício ao Ministério na quarta (15) com a proposta. Se liberado o valor de R$ 376 milhões, o setor alcançaria o volume de R$ 1,3 bilhão anunciado no Plano Agrícola e Pecuário para 2021.

O setor reconhece o compromisso do Governo Federal com a política de gestão de riscos nos últimos anos e nossa solicitação de suplementação orçamentária é justamente para não deixarmos desamparados os produtores que têm adotado os instrumentos de mitigação de riscos, em função dessa credibilidade”, afirmou Lucchi.

Na avaliação da deputada Aline Sleutjes, o Programa do Seguro Rural é uma política pública estruturante e por isso é importante trabalhar para fomentá-la.

“Minha missão, enquanto presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal e vice líder do Governo no Congresso, é sensibilizar e defender as pautas que ajudam o agro e o Brasil. Estou feliz de ouvir do Ministério da Economia o compromisso de suplementar as dotações do programa ainda em 2021 assim que o Congresso analisar as matérias orçamentárias que estão no Legislativo”.

A assessora técnica da CNA, Fernanda Schwantes, ressaltou que a Confederação tem defendido os incentivos à gestão de riscos para promoção do cultivo de milho 1ª safra e para minimizar pressões em torno da redução do uso de tecnologias em caso de frustração de safras e por renegociações de dívidas.

 

Boi/Cepea: Indicador recua 4,5% nesta parcial de setembro



 Enquanto entre julho e agosto o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista) operou na casa dos R$ 310 e R$ 320, agora em setembro, está entre R$ 300 e R$ 310. Inclusive, o Indicador chegou a ficar abaixo dos R$ 300 neste mês – nessa quarta-feira, 22, fechou a R$ 299,30 e, no dia 15, a R$ 295,00, o menor patamar nominal desde 25 de janeiro deste ano, quando esteve a R$ 294,95. No acumulado da parcial de setembro, o Indicador registra queda de 4,5%. Em julho, o Indicador teve pequena alta de 0,43%, mas, em agosto, o recuo foi de 2%. Segundo pesquisadores do Cepea, diante das incertezas geradas pelo anúncio de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no início deste mês e da consequente suspensão dos envios de carne brasileira à China – maior destino internacional da proteína –, agentes de mercado se afastaram das aquisições de novos lotes para abate, resultando em queda das cotações. 


fonte: www.noticiasagricolas.com.br

Ipea prevê crescimento do PIB Agropecuário de 1,2% em 2021 e 3,4% em 2022



 O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou, nesta quinta-feira (23/9), o valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 1,7% para 1,2% em 2021. As reduções nas estimativas de produtividade e produção no milho e um cenário menos favorável para a produção de leite foram os motivos considerados para os ajustes feitos pelos pesquisadores do Grupo de Conjuntura do Ipea.

O valor adicionado da produção vegetal em 2021 também foi revisto para baixo: de 1,7% para 1,2%, devido à revisão para a estimativa de produção do milho, que deve apresentar queda de 15,5% - de acordo com levantamento do IBGE. Apesar disso, o resultado para o componente deve ser positivo, sustentado pelas significativas altas nas produções de soja (+10,1%), arroz (+4,3%) e trigo (+32,9%). Entre as culturas com maior participação no VA deste componente, a soja é a única que apresenta perspectiva de crescimento no ano. As demais culturas de maior importância devem influenciar negativamente para o resultado deste componente por questões climáticas: milho (-15,5%), cana-de-açúcar (-3,7%) e café (-21,2%).

A produção animal foi revista com alta de 1,8% para 1,2% este ano. Apesar do crescimento na produção de aves (+6,8%), suínos (+8,7%) e ovos (+1,4%), a projeção é de queda nos dois produtos com maior participação no valor adicionado: bovinos (-0,9%) e leite (-0,4%). Entre esses, a revisão da projeção para o leite foi a principal responsável pela estimativa de crescimento mais baixo para a produção animal. Pedro Garcia, pesquisador associado do Ipea e um dos autores da nota, lembra que "o aumento do custo de produção é um fator que tem desincentivado a produção de leite". Apesar da leve recuperação no consumo de carne bovina, a alta no preço da proteína e o impacto negativo da pandemia sobre o mercado de trabalho resultaram em um cenário mais desfavorável.

Para 2022, a estimativa foi revisada marginalmente com alta de 3,3% para 3,4% no valor adicionado do setor agropecuário, com crescimento de 2,2% na produção animal (ante alta de 1,8% na publicação mais recente) e 3,9% na produção vegetal (mantida desde a previsão anterior). Há perspectiva positiva por conta de expectativas de crescimento nas culturas de soja e milho; de recuperação do crescimento da produção de bovinos (após dois anos consecutivos de queda) e de nova alta estimada para a produção de suínos.

Os pesquisadores sinalizam que o cenário de riscos da produção agropecuária segue em linha com o que foi divulgado anteriormente - na Nota de Conjuntura nº. 18, de agosto deste ano. Para 2021, há possibilidade de efeitos residuais do fenômeno climático La Niña sobre culturas ainda em colheita, como a cana-de-açúcar. A produção animal poderá continuar a sofrer os efeitos da mudança nos preços relativos e elevação nos custos de produção. Para 2022, ainda há dúvidas sobre o ciclo climático que prevalecerá na safra, sua intensidade e os efeitos sobre a produção vegetal; mas na produção animal, o cenário é de normalização da oferta de bovinos.

O levantamento segue sendo realizado com base nas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em projeções próprias para a pecuária a partir de dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite. Nesta edição, há participação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nas previsões para 2022 para o segmento da produção vegetal.

'noticias agricolas'

USDA informa nova venda de milho de 138,40 mil t para a Guatemala


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla inglês) informou há pouco nesta quinta-feira (23) que exportadores do país anunciaram a venda de 138,40 mil toneladas de milho para a Guatemala referente ao ano comercial 2021/22.

A campanha de comercialização do milho começou em 1º de setembro nos EUA.

Vendas diárias acima de 100 mil t ou de mais de uma commodity com o mesmo destino no dia sempre precisam ser informadas pelos exportadores ao USDA ou ainda de 200 mil t ou mais para o mesmo destino até o dia seguinte, exceto óleo de soja, que devem ser a partir de 20 mil t.

 

Alta produtividade e qualidade de fibra marcam o fechamento da safra 2020/2021 para o algodão da Bahia



 Chuvas bem distribuídas ao longo do ano agrícola, bicudo bem controlado e menor pressão de pragas, em geral, refletiram diretamente nas boas marcas alcançadas nas fazendas e nos laboratórios de análise de fibra de algodão na Bahia. A produtividade no estado ficou em 315 arrobas de algodão em capulho por hectare, que, com rendimento de pluma em torno de 41%, bateu em 1.938 quilos/ha do produto beneficiado. No Oeste da Bahia, onde se concentra a produção, a marca foi ainda mais alta, 320,8 arrobas/ha ou, aproximadamente, 1.973 quilos de pluma/ha. Ao todo, foram colhidas 1.260.781 toneladas de algodão em caroço no estado (516.920 toneladas de pluma), mantendo a Bahia como o segundo maior produtor nacional de algodão. Para a safra 2021/2022, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) ainda não tem o número exato da área a ser plantada, mas estima que a intenção de plantio gire em torno de 9% a mais que o consolidado em 2020/2021, 266.662 hectares, uma decisão diretamente ligada ao mercado.

De acordo com a Abapa, os preços estão bons, oscilando entre 90 e 95 centavos de dólar por libra-peso, em Nova Iorque. Mas o indicador da commodity não é o único fator que pesa na decisão do cotonicultor. “Levamos em consideração a rentabilidade e o custo de produção, e, nesta conta, a soja, e mesmo o milho, têm levado vantagem nos últimos anos. A nossa previsão é conservadora, tendendo a otimista. Acreditamos que teremos um discreto aumento de área”, explica o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

No laboratório de Análise de Fibras da Abapa, em Luís Eduardo Magalhães, mais de 1,8 milhão de amostras, de um total esperado de 3 milhões, já foram processadas, e a qualidade, sobretudo no “visual”, chama atenção. “O clima foi muito bom para a qualidade do algodão, com chuvas quando precisava chover e ausência delas no momento da colheita. Essa condição, por se só, já contribui para a cor e o brilho do produto. Mas há outros fatores, como manejo de pragas e doenças, as variedades plantadas e as tecnologias incorporadas nas lavouras, que fazem diferença na classificação”, explica o gerente do laboratório, Sergio Brentano.

Segundo Brentano, os índices alcançados na classificação instrumental, através do HVI (High Volume Instrument), também foram muito positivos, com destaque para características intrínsecas da fibra, como tamanho e finura, além da redução do percentual de fibras curtas. “Isso difere muito a cada safra e tem relação direta com o tipo de variedade plantada, mas o que podemos dizer é que com clima bom e trabalho dos produtores, estamos obtendo ótimos resultados neste ciclo”, diz.  ,

Bicudo sob controle

O bicudo-do-algodoeiro e outras pragas da cultura não representaram um grande problema na safra 2020/2021. De acordo com o coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, o índice de infestação foi discretamente maior que 2019/2020, quando ficou em 1.56%, e menor que no ano-safra anterior, 2018/2019, cuja média foi de 2.69%, nas lavouras do Oeste da Bahia. “Aos 150 dias, constatamos uma média de 1.61% de bicudos por botões atacados”, afirmou. Este resultado, segundo o coordenador, se deveu a fatores como manejo adequado, incorporação de tecnologias e clima favorável à realização desses procedimentos.

“Existe uma conscientização crescente do produtor em relação ao combate dessa praga, que tem potencial de destruição de até 100% das lavouras. O cotonicultor investiu no monitoramento intenso até o final do ciclo, e isso impactou diretamente na alta produtividade alcançada no período. De uma maneira geral, podemos afirmar que o bicudo não trouxe perdas ou danos expressivos em 2020/2021”, disse.

No período, a Abapa deu continuidade às ações de conscientização do produtor e de agentes de outros elos da cadeia produtiva, como os ligados aos transportes, com blitz e campanha em outdoors sobre a maneira correta de acondicionamento das cargas, para evitar o escape de sementes e o surgimento de tigueras. O produtor também foi impactado pela campanha, que alertou para a importância do manejo correto de plantas voluntárias e restos culturais.

Vazio Sanitário

Desde o dia 20 de setembro, e até o dia 20 de novembro, a maior parte dos municípios produtores da fibra no Oeste da Bahia está sob o regime de Vazio Sanitário, definido pela Portaria 201 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). São eles: Cocos, Jaborandi, Correntina, Santana, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e São Desidério. A exceção, no Oeste, são a microrregião de Campo Grande, no município de São Desidério, Baianópolis e Wanderley, onde o período fixado vai do dia 11 de setembro até 10 de novembro.

A região Sudoeste da Bahia segue um calendário de vazio diferente, de 01 de setembro a 30 de outubro. Esta área inclui os municípios de Brumado, Caculé, Caetité, Candiba, Guanambi, Iuiu, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, Malhada de Pedra, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras, Tinhaçu, Urandi, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Igaporã, Malhada, Muquém do São Francisco e Serra do Ramalho.

No vazio, não pode haver plantas vivas de algodão na área estabelecia por lei, inclusive as tigueras, as chamadas “plantas voluntárias”, que, geralmente, nascem fora das lavouras, à beira das estradas. O objetivo desta medida é evitar que o bicudo se hospede nestas plantas, na entressafra, aumentando a pressão populacional no ciclo seguinte”, afirma Antônio Carlos Araújo, enfatizando os esforços da Abapa na conscientização do produtor tanto para o cumprimento do vazio, quanto para a destruição das soqueiras e tigueras, durante e após a colheita.  

redação: noticias agricolas

Arroz: Pesquisa aponta contribuição de bioinsumos e silício no arroz de terras altas


Os experimentos em casa de vegetação, conduzidos pela equipe técnica da Embrapa Arroz e Feijão, mostraram que a adoção dos bioinsumos e do silício resulta em redução entre 50% e 55% na perda da produtividade do arroz de terras altas, quando exposto à baixa disponibilidade de água e ao baixo conteúdo de fósforo no solo. Sob essas condições adversas, os bioinsumos ou microrganismos multifuncionais atuam promovendo a hidratação das plantas e a solubilização de fósforo, enquanto o silício propicia maior tolerância aos estresses abióticos (escassez de chuva e temperatura adversa), reduz a absorção de elementos tóxicos e aumenta a disponibilidade de nutrientes.

A Embrapa é uma das duas instituições no mundo que estudam o arroz de Terras Altas (a outra é a ÁfricaRice, na África). Por isso, depende, quase exclusivamente, dos seus próprios ativos e avanços de conhecimento para superar desafios e transformá-los em oportunidades. O Cerrado brasileiro experimenta estiagens constantes e longas; temperaturas máximas crescentes, pelas mudanças climáticas; e a limitação de fósforo, principal fator que caracteriza a baixa fertilidade dos solos desse Bioma. Diante de cenário tão adverso, esse trabalho se apresenta inovador, permitindo vislumbrar futuro promissor para os produtores que estão voltando seus olhos para esse Sistema, que, em comparação com o arroz irrigado, possui boas vantagens, como redução em torno de 51% no uso da água, menor emissão de gás metano na atmosfera (80 – 85%) e redução nos custos com preparação da terra e mão-de-obra.

Os dados dessa pesquisa divulgados aqui, ainda preliminares, indicam que a resiliência do arroz de terras altas está atrelada a um pacote tecnológico ambientalmente amigável e economicamente viável para os produtores. Até o momento, os trabalhos foram conduzidos em casa de vegetação. No verão 2021/22 e no inverno 2022, serão instalados em campo experimental para validação dos resultados, no Município de Porangatu, Goiás.

A equipe técnica responsável pelos trabalhos é formada pelos pesquisadores Marta Cristina Corsi de Filippi, Adriano Pereira de Castro, Maria da Conceição Santana Carvalho, Adriano Stephan Nascente, Marcia Thaís de Melo Carvalho e Carlos Magri, da Embrapa Arroz e Feijão; e Moemy Gomes de Moraes, da UFG, sob a coordenação da pesquisadora Anna Cristina Lanna.


 

Mato Grosso reduz em 41,5% os alertas de desmatamento em agosto



 Mato Grosso reduziu em 41,5% os alertas de desmatamento em agosto deste ano em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dado oficial do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


Ao comparar o mês de agosto de 2021 em relação a agosto de 2019, a redução é de 54%. A curva decrescente dos alertas de desmatamento é resultado das ações contínuas e da fiscalização intensificada nos municípios que mais desmatam, por meio da Operação Amazônia, uma força tarefa que integra órgãos estaduais e federais sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

A operação Amazônia tem como instrumentos o reforço das forças de Segurança, monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de maquinários flagrados em uso para o crime e a responsabilização de infratores.

Reforço Nacional

No mês de julho a Operação Amazônia obteve apoio do Exército Brasileiro por meio da Operação Samaúma para fiscalizar, autuar e prevenir danos ambientais nas cidades que mais desmatam.

“A redução nos alertas de desmatamento é um esforço do Governo do Estado para combater os crimes ambientais com fiscalização contínua e efetiva, dando prioridade aos municípios que mais desmatam e também das ações integradas com os órgãos federais. O apoio do Exército por meio da operação Samaúma é muito importante”, afirmou o secretário Executivo da Sema, Alex Marega.

Outro apoio importante é o de agentes da Força Nacional de Segurança Pública que desde agosto reforçam as operações de combate às queimadas, incêndios florestais e desmatamentos ilegal. O reforço integra a chamada Operação Guardiões do Bioma, deflagradas pelo Governo Federal para proteger a Amazônia.

Tolerância Zero

O combate ao desmatamento ilegal faz parte da política pública do Governo do Estado de Mato Grosso de tolerância zero para transgressões às leis ambientais. O Estado investe este ano R$ 73 milhões em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal, o maior investimento na área ambiental já feito.

A Sema utiliza, além da fiscalização em campo, a Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que utiliza Imagens de Satélite Planet no combate ao desmatamento ilegal. A ferramenta, contratada pelo REM, age de forma preventiva, minimiza os danos, aumenta a celeridade na resposta, facilita a responsabilização e permite o embargo da área de forma imediata por meio do monitoramento diário e alertas semanais de desmatamento

Operação Amazônia

A operação Amazônia é contínua, mas intensifica a atuação da fiscalização e das forças de Segurança Pública nos municípios que mais desmatam.  O Estado aplicou R$ 1,5 bilhão em multas nos primeiros oitos meses do ano, e embargou 324 mil hectares por crimes contra a flora. Foram apreendidos 139 tratores pneu, 80 tratores esteira, 93 motosserras, 118 caminhões, 22 veículos, 34 armas de fogo e 39 pessoas conduzidas à delegacia.

Os maquinários de porte médio e pesado, e outros acessórios rurais flagrados na prática de crimes ambientais, são removidos do local, para evitar a reincidência e a continuidade do dano ambiental.

 
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