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O fim do brete coletivo: Manejo individual na vacinação vira aliado para pecuarista de MT bater recorde de R$ 42 bilhões

Imagem ilustrativa de vacinação bovina em Mato Grosso.
Estudos quebram o mito do tempo de curral e provam que a contenção individual garante dose certa, protege o vaqueiro e blinda a carcaça no frigorífico.
Em um ano onde a pecuária de corte de Mato Grosso deve movimentar o recorde histórico de R$ 42,1 bilhões, a busca por eficiência de porteira para dentro deixou de ser um diferencial e virou obrigação para o caixa da fazenda. Com o fechamento do primeiro trimestre registrando o abate avassalador de 1,8 milhão de cabeças no estado, os pecuaristas estão olhando com lupa para o manejo sanitário. O objetivo? Eliminar os prejuízos invisíveis provocados pela antiga vacinação em bretes coletivos.
Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do país e, para dar sustentação a esse império da carne, a tecnologia de contenção individual vem ganhando espaço acelerado nos currais de invernada e confinamento. Equipamentos modernos de manejo provam que o respeito ao bem-estar animal e a segurança do vaqueiro reduzem drasticamente as perdas por descarte de carne no frigorífico e evitam o desperdício de insumos biológicos caríssimos na hora de aplicar a agulha.
O prejuízo oculto do tronco coletivo
Em muitas propriedades do interior mato-grossense, a vacinação contra males endêmicos e o manejo de rotina ainda são conduzidos empurrando lotes inteiros para dentro do brete coletivo. Nessas situações de forte pressão, os animais montam uns nos outros, escorregam, sofrem quedas e pisoteios. O resultado imediato desse estresse são lesões musculares severas e fraturas, além de um índice alarmante de acidentes de trabalho com as equipes de campo.
Para a Beckhauser, empresa que lidera o desenvolvimento de soluções para contenção bovina, a virada de chave para o modelo individual estanca esse ralo financeiro de forma imediata. Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-estar Animal e Humano da marca, aponta que o controle do animal um a um blinda a operação.
Segurança Operacional: O animal imobilizado individualmente anula reações bruscas, protegendo a integridade física do operador;
Dose Certa no Alvo: Acaba com o problema de subdosagem ou superdosagem por conta de o boi se mexer na hora do disparo da pistola;
Preservação da Carcaça: Minimiza a quebra de agulhas e a formação de abscessos vacinais na área do pescoço, o que gera ganchos de refugo e penalizações severas no romaneio dos frigoríficos;
Economia de Insumos: Evita o desperdício de vacinas e medicamentos que acabam escorrendo pelo couro do animal devido ao manejo apressado.
O mito do relógio derrubado pela ciência
Muitos capatazes e gerentes de fazenda em Mato Grosso resistem à contenção individual alegando que o processo tornaria a vacinação lenta, atrasando a liberação do gado para o pasto. No entanto, dados científicos coordenados pelo renomado Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), jogaram essa teoria por terra.
Os testes de campo comprovaram que o tempo total gasto para vacinar um lote em tronco individual é praticamente o mesmo do modelo coletivo. A diferença brutal não está no relógio, mas na qualidade do serviço entregue: o sistema individual entrega eficiência operacional máxima, zera as falhas de imunização por agulhadas mal dadas e derruba as ocorrências de hematomas na carcaça.
Uma estratégia comportamental que vem sendo adotada com sucesso em fazendas de grande porte no norte do estado é a técnica da “escolinha”. O manejo consiste em abrir todas as comportas do tronco de contenção dias antes do procedimento real e permitir que o rebanho apenas passe pelo corredor do curral de forma livre. Essa familiarização quebra o medo do animal, reduz a reatividade nas pesagens e garante uma vacinação tranquila.
O Agro no CenárioMT: Tecnologia que sustenta o VB
O dinamismo da pecuária em polos como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso e Alta Floresta mostra que o produtor de Mato Grosso assimilou o conceito de que o boi é uma indústria de precisão. Em um cenário onde os custos com nutrição no cocho estão elevados e o preço da reposição exige cautela, economizar cada mililitro de medicamento e proteger a qualidade da carne que vai para o mercado interno e para a China é a regra de ouro para garantir a lucratividade do caixa.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Sema prorroga prazo para apresentação de projetos de compensação de Reserva Legal em Mato Grosso

Reprodução
Os produtores rurais de Mato Grosso que firmaram Termo de Compromisso no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) ganharam mais prazo para apresentar projetos de compensação ambiental de Reserva Legal. A prorrogação foi oficializada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) por meio da Portaria nº 854/2026, publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Estado.
A informação foi divulgada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso por meio do Informe Técnico nº 419/2026.
Com a alteração da Portaria nº 1.538/2025/SEMA/MT, o prazo que se encerraria em 1º de junho de 2026 foi prorrogado para 31 de dezembro de 2026. A medida contempla exclusivamente os produtores que já possuem Termo de Compromisso firmado no SIMCAR.
Segundo a Sema, a decisão foi tomada em razão da complexidade técnica envolvida no desenvolvimento e na análise dos projetos de compensação ambiental, especialmente no módulo específico do sistema responsável pelo processamento dessas informações.
Com a nova data, os produtores terão até o final do ano para protocolar os projetos contendo a indicação das áreas destinadas à compensação da Reserva Legal, acompanhados dos documentos exigidos e do comprovante de recolhimento da taxa de vistoria.
A Reserva Legal é uma área localizada dentro da propriedade rural destinada à conservação da vegetação nativa, conforme previsto na legislação ambiental brasileira. Nos casos em que há necessidade de regularização, a compensação ambiental é uma das alternativas previstas para adequação das propriedades.
A Aprosoja MT informou que continuará acompanhando a evolução do módulo de compensação ambiental dentro do SIMCAR e prestando orientações aos produtores sobre os procedimentos necessários para a regularização.
Os interessados em obter mais informações podem procurar o Canal do Produtor da Aprosoja MT pelo telefone (65) 3027-8100.
A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores organizem a documentação e concluam os processos de compensação ambiental exigidos pela legislação, contribuindo para a regularização ambiental das propriedades rurais no estado.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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