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Economia

Agricultura familiar ganha mais peso na divisão do ICMS

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Gerada por IA

O Governo de Mato Grosso publicou o Decreto n.º 2.132, de 26 de maio de 2026, alterando as regras utilizadas no cálculo do Índice de Agricultura Familiar (IAF), um dos critérios que impactam diretamente na divisão do ICMS repassado aos municípios mato-grossenses.

A mudança publicada nesta quarta-feira (27.05) no Diário Oficial do Estado (Iomat) altera o Anexo IV do Decreto n.º 1.514/2022, que regulamenta a Lei Complementar Estadual n.º 746/2022, responsável por definir os critérios de participação das cidades no produto da arrecadação do ICMS.

Conforme o novo decreto, o Estado passará a considerar indicadores mais amplos ligados à agricultura familiar, incluindo assistência técnica rural, compra de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar, investimentos municipais no setor e funcionamento das políticas públicas voltadas aos pequenos produtores.

Outro ponto incluído na nova metodologia é o número de beneficiários da agricultura familiar existentes em cada município, fator que passará a influenciar diretamente na composição do índice a partir do exercício financeiro de 2026.

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Segundo o Governo do Estado, as alterações foram construídas após estudos técnicos realizados por um Grupo de Trabalho criado pelas secretarias estaduais de Agricultura Familiar (SEAF), Fazenda (Sefaz) e Planejamento e Gestão (Seplag).

O Executivo estadual argumenta que a medida busca corrigir distorções e tornar o cálculo mais próximo das diferentes realidades socioeconômicas dos municípios mato-grossenses.

O decreto também reconhece dificuldades do Estado em monitorar ações previstas nos Termos de Adesão dos municípios devido à falta de padronização dos Planos Municipais da Agricultura Familiar. Por isso, a nova regra prevê a implementação de modelos mais uniformes para acompanhamento das políticas públicas municipais voltadas ao setor.

Entre os critérios que passarão a ser avaliados estão: cobertura da assistência técnica e extensão rural; percentual de compra de alimentos da agricultura familiar para merenda escolar; volume de recursos aplicados pelos municípios na agricultura familiar; funcionamento do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural; implantação do Plano Municipal da Agricultura Familiar; alimentação de dados no sistema estadual SEIAF/MT.

O governo também estabeleceu regra transitória, permitindo que municípios que ainda não tenham instituído oficialmente o Plano Municipal da Agricultura Familiar possam cumprir parcialmente a exigência mediante criação de grupo de trabalho até dezembro de 2025 e 2026.

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O decreto foi assinado pelo governador Otaviano Pivetta e entra em vigor imediatamente.

Gislaine Morais/VGN

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Preço do etanol hidratado cai pela 2ª semana consecutiva

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Divulgação

 

As cotações do etanol hidratado recuaram no mercado paulista no começo de junho pela segunda semana seguida.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que os atuais valores estão próximos aos custos de produção das usinas. Diante desse cenário, parte dos vendedores optou por se afastar temporariamente do mercado spot, aguardando os próximos movimentos dos valores.

Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa dos preços reflete, de certa forma, o bom desempenho da safra de cana-de-açúcar, com aumento dos estoques de etanol à medida que a moagem avança.

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Ainda de acordo como Centro de Pesquisas, nem mesmo o feriado de Corpus Christi no dia 4 aqueceu o mercado. Compradores seguiram adquirindo volumes pequenos, mesmo porque quantidades maiores já haviam sido fechadas em semanas anteriores.

com Cepea

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Custo da construção segue estável em maio, enquanto aço e cimento ampliam queda em 2026

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© Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

O custo da construção em Mato Grosso registrou alta de 0,20% em maio, com o metro quadrado chegando a R$ 3.148,99 para projetos residenciais de padrão normal (R-8), segundo dados do Sinduscon-MT. Apesar do avanço no mês, o indicador mantém um cenário de estabilidade para o setor.

O resultado considera o Custo Unitário Básico (CUB/m²), indicador utilizado como referência para acompanhar a evolução dos custos da construção civil. Em abril, o valor havia sido de R$ 3.142,83 por metro quadrado, o que demonstra uma variação moderada entre os dois períodos.

O comportamento dos insumos continuou marcado por movimentos opostos dentro da cadeia produtiva. Enquanto itens ligados ao acabamento e às esquadrias registraram aumento de preços, materiais considerados essenciais para a estrutura das obras mantiveram trajetória de queda.

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O destaque ficou para o aço CA-50, um dos principais insumos utilizados na construção civil, que apresentou recuo de 2,44% em maio. Com isso, o material passou a acumular queda de 12,5% em 2026 e de 13,85% nos últimos 12 meses.

O cimento também registrou nova redução. O saco de 50 quilos teve queda de 1,75% no mês, ampliando para 10% o recuo acumulado no ano. Em 12 meses, a redução chega a 21,05%.

Mesmo com essas oscilações, a queda contínua de insumos estruturais de grande peso na composição dos custos contribuiu para manter o CUB em trajetória estável, preservando a previsibilidade para o setor da construção civil em Mato Grosso.

O presidente do Sinduscon-MT, Claudio Ottaiano, destaca que o CUB é um indicador que reflete a variação média dos custos da construção como um todo. No entanto, cada obra possui características próprias, com projetos, padrões e especificidades que podem influenciar diretamente no custo final.

“Observamos uma continuidade na redução de insumos importantes para a estrutura das obras, o que contribui para equilibrar os custos da construção. Ao mesmo tempo, alguns materiais de acabamento seguem registrando reajustes pontuais, resultando em uma variação moderada do indicador”, avalia.

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com Assessoria

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

O paradoxo do milho em MT: Exportação dispara 540%, mas margem é negativa

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Milho – Divulgação

 

Como é possível o Brasil registrar um salto histórico de 543,4% nas exportações de milho em maio e, ao mesmo tempo, o produtor de Mato Grosso trabalhar no vermelho? Essa conta intrigante dominou os debates na abertura nacional da colheita.

O evento oficial de largada das colheitadeiras aconteceu no município de Querência, polo gigante do Vale do Araguaia. A reunião de campo serviu para acender o sinal amarelo nas fazendas e traçar estratégias de sobrevivência financeira.

Para quem produz o grão em polos como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, o início dos trabalhos nas lavouras de segunda safra traz um desafio severo. Os custos de produção dispararam e a queda nos preços globais engoliu a rentabilidade da temporada.

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Preço da tonelada desaba quase pela metade no porto

Os dados oficiais divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam o tamanho do aperto financeiro. Em maio de 2026, o volume exportado pelo país atingiu 250.449,5 toneladas, esmagando as 38.928,1 toneladas enviadas ao exterior em maio do ano passado.

No entanto, a lei da oferta e da procura cobrou o seu preço no mercado internacional. O valor médio da tonelada de milho embarcada nos portos desabou 42,9%, despencando de US$ 467,1 para US$ 266,6 no intervalo de apenas um ano.

Mesmo com o tombo nos preços, a enxurrada de grãos nos navios elevou o faturamento mensal nacional para US$ 66,773 milhões. A média diária de receita deu um salto de 267,2%, saltando de US$ 865,8 mil para US$ 3,339 milhões por dia útil.

Insumos caros empurram produtor para o vermelho

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O nó da questão está no custo de implantação da lavoura 2025/26. O agricultor mato-grossense comprou fertilizantes e defensivos químicos quando os preços estavam no topo, mas agora precisa vender a safrinha com o mercado de commodities desvalorizado.

Mato Grosso responde sozinho por cerca de 30% de todo o milho colhido no Brasil. Por causa desse peso gigantesco, a realidade de margens muito estreitas ou negativas observada em Querência reflete o sufoco financeiro que atinge o restante do estado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção nacional do grão deve superar as 130 milhões de toneladas. Contudo, o tamanho real do lucro que vai sobrar no bolso de quem plantou vai depender do controle de perdas na colheita.

O peso do frete no Centro-Oeste profundo

Além do descompasso entre o custo do adubo e o preço de venda, o escoamento logístico funciona como um ralo de dinheiro. A grande distância física que separa Querência e o interior do estado dos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) encarece o frete rodoviário.

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O custo do óleo diesel e a falta de ferrovias integradas devoram boa parte do valor da saca antes mesmo de o grão chegar ao navio. Para se proteger contra novas quedas no segundo semestre, os produtores tentam travar valores por meio de contratos a termo.

A porção central do país enfrenta ainda a concorrência agressiva do milho produzido nos Estados Unidos no mercado externo. Por outro lado, o avanço das usinas de etanol de milho em Mato Grosso e o setor de ração animal ajudam a sustentar a demanda interna.

Em Lucas do Rio Verde e região, onde a tecnologia de precisão dita o ritmo do campo, a margem negativa exige desperdício zero na pista. Cada grão perdido na fita da plataforma da colheitadeira representa prejuízo direto no fechamento do caixa da fazenda. Em um ano de preços achatados e frete caro, a eficiência mecânica e a cautela na hora de travar os lotes comerciais serão as únicas ferramentas capazes de proteger o patrimônio do agricultor até a abertura do próximo ciclo da soja.

Fique conectado no portal CenárioMT para acompanhar os boletins diários de colheita, cotações de commodities, fretes rodoviários e todas as análises econômicas do agronegócio regional.

*Com informações de dados estatísticos de exportação da Secex/MDIC e relatórios de mercado do Imea e da Conab.*

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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