Mato Grosso
FIT Pantanal 2026 amplia oportunidades de negócios para artesãos e agricultores familiares de Mato Grosso

Tonico Pinheiro/Secom-MT
A FIT Pantanal 2026 ampliou oportunidades de negócios para artesãos e produtores da agricultura familiar de Mato Grosso. Entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá, a feira reuniu expositores de diferentes regiões do Estado e evidenciou como o setor movimenta a economia, fortalece pequenos empreendimentos e gera renda para milhares de famílias.
A participação dos artesãos contou com a curadoria e organização da coordenadoria de artesanato da adjunta de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). Já o espaço dedicado à agricultura familiar foi coordenado pela Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), responsáveis pela mobilização de expositores da Feira da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Featur), ampliando a presença de produtores de diferentes regiões do Estado no evento.
Para a artesã Liliane Coury, de Chapada dos Guimarães, cultura, turismo e identidade caminham juntos. Natural de Manaus e moradora de Chapada por escolha, ela produz joias em vidro pigmentado artesanalmente inspiradas na fauna e na flora de Mato Grosso e da Amazônia.
“Eu acredito que cultura, turismo e identidade estão diretamente ligados. Tudo aquilo que nos torna diferentes de outros povos é justamente o que temos de melhor para mostrar. O turismo apresenta aquilo que já faz parte da nossa história. No caso do artesanato, ele conta uma história, revela a nossa identidade e o nosso contexto social. É isso que nos diferencia enquanto Estado e que nos torna únicos para quem nos visita”, afirma.
A fala da artesã resume uma das propostas da FIT Pantanal: valorizar aquilo que é produzido localmente e conectar visitantes às histórias, saberes e tradições do Estado. Para muitos expositores, essa aproximação também se traduziu em bons resultados de vendas.
Foi o caso da artesã Adeleine Dias, de Poconé. Com peças inspiradas no Pantanal e produzidas por meio da técnica de bordado em pontilhismo, ela afirma que as vendas superaram todas as expectativas durante os cinco dias de feira.
“Foi um sucesso. A expectativa foi superada. Eu realmente não esperava um resultado tão positivo. Foi extraordinário. Volto para casa muito feliz depois dessa experiência. Meus artesanatos têm uma ligação muito forte com o Pantanal. Trabalho com bordados, principalmente o pontilhismo, uma técnica que poucas pessoas conhecem. Muitos turistas passaram pelo estande, admiraram o trabalho e compraram as peças. Vieram pessoas de várias cidades e, no fim, fiquei praticamente sem mercadoria”, relata.
Além do artesanato, a agricultura familiar também encontrou na FIT Pantanal uma vitrine para ampliar mercados, divulgar produtos e fortalecer a renda das famílias produtoras. Produtora de queijos em São José do Rio Claro, Leila Rogovski destacou a diferença entre comercializar seus produtos em uma cidade do interior e participar de um evento que recebeu milhares de visitantes ao longo de cinco dias.
“A experiência aqui é muito diferente da minha cidade, porque lá é uma cidade pequena. O que a gente vende aqui nos cinco dias de feira, lá a gente demora um mês para vender. A diferença é enorme. Tem muito movimento, muita gente dando opinião sobre os produtos, falando o quanto é diferente e gostoso. Isso é muito importante para a gente”, conta.
Representando a Associação Mulheres Produtivas do Assentamento Jonas Pinheiro, de Sorriso, Margarida Fortunato levou para a feira produtos elaborados pelas mulheres da comunidade, como doces, amendoins, bolachas e outros alimentos produzidos na cozinha comunitária do assentamento.
Segundo ela, participar de eventos como a FIT Pantanal é uma oportunidade de apresentar a qualidade da produção local a novos públicos e ampliar a visibilidade do trabalho realizado pelas famílias do assentamento.
“Quando trazemos nossos produtos para uma feira como esta, as pessoas conhecem o que produzimos. Nós temos os rótulos dos produtos, então quem compra já sabe onde nos encontrar depois. Isso é muito importante porque ajuda a divulgar o nosso trabalho. Quando o turista visita Sorriso e conhece os nossos produtos, ele leva um pouco da nossa história e daquilo que produzimos no assentamento. Isso fortalece a associação e cria oportunidades para que mais pessoas conheçam o nosso trabalho”, destaca.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, os resultados alcançados durante a FIT Pantanal 2026 demonstram a capacidade do evento de promover os destinos, a cultura e a produção mato-grossense, além de impulsionar diferentes setores da economia. Segundo ela, a feira consolidou mais uma vez seu papel como principal vitrine do turismo estadual.
“A FIT Pantanal reúne tudo o que Mato Grosso tem de melhor. Temos gastronomia, agricultura familiar, cultura e inúmeros atrativos turísticos sendo apresentados ao público. É uma oportunidade para que as pessoas conheçam essas potencialidades, escolham destinos e realizem o turismo de forma responsável, contribuindo para o desenvolvimento econômico do nosso Estado. Recebemos aproximadamente 100 mil pessoas, que era o público esperado, e conseguimos entregar um evento que promoveu Mato Grosso para moradores, visitantes de outras regiões do país e também para turistas internacionais”, afirmou.
Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja e Fundação Rio Verde reforça o controle de pragas

Divulgação
Teve início nesta segunda-feira (8) o período de vazio sanitário da soja em Mato Grosso, uma das principais estratégias fitossanitárias adotadas para proteger as lavouras, reduzir a incidência de doenças e garantir a sustentabilidade da produção agrícola no Estado, maior produtor de soja do Brasil.
Durante o período, que segue até o início da próxima safra, fica proibida a presença de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência e multiplicação de pragas e patógenos, especialmente da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas da cultura e responsável por grandes prejuízos econômicos aos produtores.
“A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que necessita de plantas vivas de soja para sobreviver e se reproduzir. Ao eliminar a presença da cultura durante o vazio sanitário, há a redução significativamente da doença no ambiente, e contribui para uma produção mais eficiente e sustentável”, explica a pesquisadora da Fundação Rio Verde, Luana Belufi.
isadora, é que além do controle fitossanitário, o período representa uma importante fase de descanso e preparação das áreas agrícolas. Sem a presença da cultura, o solo tem a oportunidade de passar por manejos que favorecem sua conservação, como correção da fertilidade, planejamento de práticas de cobertura vegetal, controle de plantas daninhas e ações voltadas à melhoria da estrutura física e biológica do terreno.
“O vazio sanitário deve ser encarado pelos produtores não apenas como uma obrigação legal, mas como uma ferramenta técnica essencial para a construção de uma safra mais produtiva e sustentável, por isso orientamos para que o período seja aproveitado para a realização de análises de solo, planejamento nutricional das áreas, manutenção de máquinas e equipamentos, além de práticas que contribuam para a preservação da qualidade física, química e biológica do solo” declara Luana.
O cumprimento da medida é obrigatório para todos os produtores rurais que cultivam soja em Mato Grosso. A fiscalização é realizada pelos órgãos de defesa agropecuária, e a manutenção de plantas vivas de soja durante o período pode resultar em autuações e penalidades previstas na legislação estadual.
A participação dos produtores é considerada essencial para o sucesso da estratégia. Quando adotado de forma coletiva, o vazio sanitário fortalece a proteção das lavouras em todo o Estado.
Fundação Rio Verde
Os estudos desenvolvidos pela Fundação de Pesquisa Rio Verde representam a construção de soluções adaptadas à realidade mato-grossense.
Para mais informações entre em contato com a Fundação Rio Verde de segunda à sexta-feira, das 7:30 às 11:30 e das 13:00 às 17:30, pelos telefones (65) 9 9995-7407 e (65) 9 9997-3597.
Fundação Rio Verde está localizada na Rodovia da Mudança – MT449, km 08 em Lucas do Rio Verde – MT.
com Assessoria/Verbo Press
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Projeto que prevê extinção de cargos na Prefeitura de Lucas do Rio Verde é retirado de pauta para nova análise

Foto: CenarioMT
A Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde retirou de pauta o Projeto de Lei Complementar Substitutivo nº 03, que propõe a extinção de diversos cargos efetivos da administração pública municipal. A decisão foi anunciada durante a sessão legislativa e ocorreu após debates entre vereadores, manifestações de sindicatos e o encaminhamento de informações pelo Ministério Público, que recomendou uma análise mais aprofundada da matéria.
Segundo o presidente da Câmara, Airton Callai, a medida busca garantir que todas as dúvidas relacionadas ao projeto sejam esclarecidas antes da votação.
“O objetivo é que os vereadores possam analisar o projeto com tranquilidade e que os servidores compreendam exatamente o que está sendo proposto. É importante destacar que a extinção dos cargos não significa demissão dos servidores que já ocupam essas funções. Os direitos permanecem preservados e o que deixa de existir é a possibilidade de novos concursos para esses cargos”, explicou.
Debate envolve impacto administrativo e previdenciário
O projeto tem provocado discussões desde o ano passado e voltou a mobilizar o Legislativo, sindicatos e servidores públicos. Entre os pontos que geram preocupação estão os reflexos da proposta na estrutura administrativa do município, na arrecadação tributária, na qualidade dos serviços públicos e na sustentabilidade do sistema previdenciário municipal.
O vereador Jackson Lopes afirmou que a decisão de retirar o texto da pauta foi tomada após o recebimento de informações complementares encaminhadas pelo Ministério Público.
“Recebemos uma série de documentos que trazem elementos técnicos sobre a matéria. Entendemos que seria prudente suspender a votação para aprofundar as discussões com o Executivo e avaliar possíveis ajustes no projeto”, disse.
Para a vereadora Nadir Santana, a proposta promove mudanças estruturais significativas e exige cautela por parte do Legislativo.
“Estamos falando de uma reorganização profunda da administração pública. São decisões que podem impactar o município pelos próximos 20 ou 30 anos. Precisamos compreender com clareza quais serão os efeitos dessa mudança para os serviços públicos, para os servidores e para a arrecadação municipal diante da reforma tributária”, destacou.
Questionamentos sobre terceirização
Entre os cargos incluídos na proposta estão funções ligadas ao apoio administrativo, transporte, alimentação escolar e manutenção de serviços públicos.
O vereador Hélio Kaminski manifestou preocupação com a possibilidade de ampliação da terceirização dessas atividades. Segundo ele, algumas funções exercidas por servidores efetivos possuem relação direta com a população e exigem continuidade no atendimento.
“Existem cargos que criam vínculos importantes com a comunidade, como motoristas do transporte escolar, motoristas de ambulância e profissionais que atuam diretamente nas escolas. São funções que merecem uma análise muito cuidadosa antes de qualquer decisão”, argumentou.
Sindicatos defendem ampliação do debate
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Lucas do Rio Verde (Sinserpm) também defenderam o adiamento da votação.
Presidente do núcleo local do Sintep, Ericksen Carpes afirmou que a entidade protocolou pedido para retirada da matéria ainda no mês de maio. Segundo ele, há dúvidas sobre a legalidade da extinção de determinados cargos e sobre os impactos futuros para a Previdência Municipal.
“A preocupação é entender como ficará a sustentabilidade do sistema previdenciário e garantir que a população continue recebendo serviços públicos de qualidade. São questões que precisam ser respondidas antes de qualquer votação”, afirmou.
Já a presidente do Sinserpm, Karime Souto, destacou que os servidores atualmente ocupantes dos cargos não correm risco de exoneração em razão da proposta.
“Os direitos dos servidores efetivos permanecem garantidos. Nossa preocupação está relacionada ao futuro da estrutura administrativa, à valorização do concurso público e aos impactos que essa mudança pode trazer para os serviços prestados à população”, explicou.
Nova rodada de discussões
Com a retirada de pauta, a expectativa é que vereadores, representantes do Executivo, sindicatos e demais envolvidos realizem novas reuniões para aprofundar a análise do projeto.
A proposta permanece em tramitação na Câmara Municipal e poderá voltar à pauta após a conclusão das discussões técnicas e jurídicas consideradas necessárias pelos parlamentares.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Proprietários de veículos com placa final 6 têm até o dia 30 de junho para quitar a taxa do Licenciamento 2026

Após o pagamento, o proprietário do veículo pode emitir o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo digital em arquivo PDF, pelo site do Detran, e também imprimir o documento em papel A4.
O veículo só estará licenciado após o pagamento de todos os débitos pendentes como a taxa de licenciamento, multas de trânsito e o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA).
Também é importante verificar possíveis restrições de ordem administrativa ou jurídica, como alerta de roubo, bloqueio determinado pela Justiça, pendência na comunicação de venda e inclusão de gravame pendente em caso de veículos financiados, uma vez que essas situações também impedem o licenciamento do veículo.
Com a emissão do documento de forma online, não é mais necessário pedir a segunda via do Licenciamento. Caso o proprietário do veículo tenha sofrido extravio, furto ou roubo do documento, basta imprimir a segunda via em qualquer lugar em que tenha acesso a internet e impressora.
O calendário de pagamento do Licenciamento 2026 segue até o mês de outubro. Confira os próximos vencimentos:
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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