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Economia

Brasil bate recorde na exportação de soja e mantém liderança global com forte demanda da China

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Foto: Rodrigo Leal / Appa

O Brasil segue consolidando sua posição como líder mundial na exportação de soja, impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China. Mesmo diante de desafios internos, como a ampla oferta do grão, a desvalorização cambial e a queda nos preços domésticos, o desempenho no comércio exterior tem garantido sustentação à receita do agronegócio.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, os embarques brasileiros atingiram, em abril, o maior volume já registrado na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram exportadas 16,75 milhões de toneladas de soja, resultado que representa um crescimento de 15,35% em relação ao mês de março e de 9,6% na comparação com abril de 2025.

China amplia compras e reforça protagonismo no agronegócio brasileiro

O desempenho expressivo das exportações tem como principal motor a demanda chinesa. As vendas para a China cresceram 17,6% entre março e abril, consolidando o país asiático como o maior parceiro comercial do Brasil no setor da soja.

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A relação comercial entre Brasil e China segue estratégica, especialmente em um cenário global de busca por segurança alimentar e estabilidade no fornecimento de commodities agrícolas. Esse movimento fortalece o protagonismo brasileiro no mercado internacional e amplia as oportunidades para o agronegócio nacional.

Volume exportado no ano também é recorde e reforça força do setor

No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas de soja, também o maior volume já registrado para o período. O resultado evidencia a capacidade do país em escoar grandes safras, mesmo diante de oscilações no mercado interno.

Segundo o Cepea, o bom ritmo das exportações tem sido fundamental para equilibrar o setor, compensando as pressões sobre os preços domésticos e garantindo rentabilidade aos produtores.

Cenário da soja segue favorável para o Brasil

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Com demanda internacional aquecida, logística mais eficiente e produção robusta, a tendência é que o Brasil continue ampliando sua participação no comércio global de soja ao longo de 2026. O cenário reforça a importância do agronegócio como um dos pilares da economia brasileira e destaca o papel estratégico do país no abastecimento mundial de alimentos.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Prorrogado prazo de propostas para sementes via PAA

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Foto: Divulgação

 

O prazo para organizações da agricultura familiar apresentarem propostas para comercialização de sementes e materiais propagativos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado. Agora, agricultores e agricultoras terão até o dia 20 para enviar projetos da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) à Companhia Nacional de Abastecimento.

Para participar, associações e cooperativas já podem acessar o sistema PAANet, disponibilizado pela Conab nesta terça-feira (13), para elaboração dos projetos. As entidades interessadas devem preencher as propostas diretamente na plataforma, mas o envio não deverá ser realizado pelo sistema. Os documentos precisam ser salvos e encaminhados para o e-mail oficial do programa.

As propostas deverão contar com participação mínima de 50% de mulheres do campo, das águas e das florestas. Além disso, o edital prevê exclusivamente a aquisição e doação de sementes e materiais propagativos locais, tradicionais, crioulos ou convencionais varietais. Não serão aceitas sementes híbridas ou geneticamente modificadas, nem propostas voltadas ao fornecimento de alimentos para consumo direto. Cada organização fornecedora poderá acessar até R$ 1,5 milhão por ano, enquanto o limite por unidade familiar será de R$ 15 mil.

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As sementes adquiridas pelo PAA deverão atender às exigências previstas nas normas vigentes. Para garantir a qualidade dos materiais propagativos, serão exigidos testes de umidade, germinação, vigor e transgenia. A entrega dos produtos ficará condicionada à obtenção de resultados dentro dos padrões divulgados pela Conab ou à emissão de pareceres técnicos por instituições reconhecidas de pesquisa e assistência técnica.

Neste ano, o programa contará com até R$ 35 milhões para aquisição de sementes, mudas e materiais propagativos. Desse total, R$ 30 milhões serão destinados a projetos da agricultura familiar em todo o país, enquanto R$ 5 milhões serão reservados para os bancos de sementes. Os recursos serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome à Conab. A estatal estima que os investimentos previstos para 2026 devem alcançar cerca de 3 mil agricultores familiares fornecedores, beneficiando milhares de produtores em todo o Brasil.

As regras de participação e os critérios de classificação das propostas estão disponíveis no edital de sementes, mudas e materiais propagativos do PAA 2026.

Serviço:

Prorrogação do envio de propostas para compra e distribuição de sementes – Chamada 2026

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Data: até 20 de maio

Link do PAANet: https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/paa/conab-paanet

Mais informações para a imprensa: Gerência de Imprensa(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ [email protected]

CONAB

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Exportações aquecidas aproximam Brasil de recorde e sustentam alta do algodão no mercado interno

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Movimentacao e estoque de fardos de algodao no porto de Santos SP – Reprodução

 

Mesmo a poucos meses do encerramento da janela de exportação da pluma colhida em 2025, o Brasil segue com ritmo acelerado de embarques de algodão, sustentando o mercado doméstico e se aproximando de um novo recorde histórico de exportações. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza dos preços internos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em abril, o país exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao registrado em março de 2026 e 54,9% acima do observado no mesmo mês de 2025. O resultado representa o maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, alcançado em dezembro do ano passado.

Ritmo segue forte no início de maio

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Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o desempenho positivo das exportações se mantém neste início de maio, reforçando a expectativa de um fechamento de temporada com números expressivos.

Esse cenário evidencia a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, especialmente em um momento de demanda aquecida e preços atrativos no exterior.

Oferta restrita e preços em alta no mercado interno

No mercado doméstico, a combinação entre forte demanda externa e disponibilidade limitada de pluma — típica do período de entressafra — tem sustentado a valorização dos preços. Ainda conforme o Cepea, os vendedores seguem firmes nas negociações, resistindo a ceder nos valores pedidos.

A sustentação também vem das cotações internacionais, com destaque para a valorização da pluma destinada ao Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures, que influenciam diretamente o mercado brasileiro.

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Cenário de firmeza deve continuar no curto prazo

Com estoques reduzidos no mercado spot e exportações em ritmo elevado, a tendência é de manutenção da firmeza nos preços internos no curto prazo. O setor acompanha atentamente o comportamento da demanda global e o avanço da nova safra, fatores que devem definir os próximos movimentos do mercado.

O atual momento reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional de algodão e evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e demanda para a formação de preços no mercado interno.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Brasil faz as primeiras exportações de carne e cachaça com tarifa zero

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Imagem: reprodução/pensaragro

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começou a produzir os primeiros efeitos práticos no comércio exterior brasileiro. Desde a entrada em vigor do tratado, em 1º de maio, o Brasil já iniciou exportações de carne bovina, carne de aves e cachaça ao mercado europeu com redução ou isenção de tarifas, enquanto produtos europeus começaram a chegar ao país com impostos menores.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aprovou, até o momento, oito licenças de exportação para produtos brasileiros e seis licenças de importação para mercadorias originárias da União Europeia.

Alta de insumos ameaça elevar custo da soja

Entre os primeiros produtos europeus liberados para entrada no mercado brasileiro estão queijos, chocolates e tomates. No caso dos queijos, a redução tarifária passou a valer imediatamente dentro da cota negociada no acordo, com a alíquota caindo de 28% para 25,2%.

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Já para chocolates e tomates, a diminuição das tarifas ocorrerá de forma gradual a partir de 2027. Até lá, continuam em vigor as taxas atualmente aplicadas sobre as importações.

Do lado brasileiro, os primeiros embarques autorizados incluem carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Segundo o governo federal, as exportações de carne de aves e da bebida brasileira entram no mercado europeu com tarifa zero dentro dos limites estabelecidos nas cotas do acordo.

Na carne bovina, o tratado ampliou o espaço para o produto brasileiro na Europa. A tradicional Cota Hilton, usada para exportação de cortes nobres, teve a tarifa reduzida de 20% para zero.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do acordo, embarques fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% de tarifa mais 304,10 euros por 100 quilos exportados. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.
O governo brasileiro avalia que o acordo fortalece a presença do agronegócio nacional no mercado europeu e amplia oportunidades para exportadores de alimentos e bebidas.

Segundo o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias passaram a operar com tarifa zero para produtos exportados do Mercosul à União Europeia. No sentido contrário, mais de mil linhas tarifárias do bloco sul-americano também passaram a conceder isenção para produtos europeus.

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Apesar da abertura comercial, o governo destaca que as cotas representam parcela pequena do comércio bilateral, equivalente a cerca de 4% das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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