Conecte-se Conosco

Economia

Brasil registra recorde de exportações em fevereiro

Publicado

em

Foto: Pixabay

O vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou nesta quinta-feira (5) o desempenho das exportações brasileiras em fevereiro de 2026, que registraram crescimento de 15,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva de apresentação dos dados da balança comercial.

“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações, comparada com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro. O Brasil está se integrando ao mundo como nunca”, avaliou o ministro.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em fevereiro de 2026 as exportações brasileiras somaram US$ 26,3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 22,1 bilhões. O resultado gerou saldo positivo de US$ 4,208 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,404 bilhões.

Na comparação com fevereiro de 2025, quando as exportações foram de US$ 22,75 bilhões, houve crescimento de 15,6%. Já as importações recuaram 4,8%, passando de US$ 23,22 bilhões para US$ 22,1 bilhões no mesmo período.

Publicidade

Com esse desempenho, a corrente de comércio em fevereiro totalizou US$ 48,4 bilhões, resultado 5,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 51 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 42,9 bilhões. O saldo comercial foi de US$ 8 bilhões e a corrente de comércio alcançou US$ 93,82 bilhões.

Na comparação entre janeiro e fevereiro de 2026 com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 5,8%, passando de US$ 48,15 bilhões para US$ 50,92 bilhões. As importações recuaram 7,3%, de US$ 46,28 bilhões para US$ 42,9 bilhões. Já a corrente de comércio registrou leve retração de 0,6% na comparação entre os dois períodos.

O desempenho das exportações por setor em fevereiro de 2026 mostrou aumento de US$ 0,3 bilhão (6,1%) na agropecuária, crescimento de US$ 2,37 bilhões (55,5%) na indústria extrativa e alta de US$ 0,85 bilhão (6,3%) nos produtos da indústria de transformação.

No mesmo mês, as importações registraram queda de US$ 0,11 bilhão (20%) na agropecuária, retração de US$ 0,11 bilhão (12,1%) na indústria extrativa e redução de US$ 0,87 bilhão (4%) nos produtos da indústria de transformação.

Publicidade

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações cresceram US$ 0,36 bilhão (4,2%) na agropecuária, US$ 1,85 bilhão (16%) na indústria extrativa e US$ 0,53 bilhão (1,9%) na indústria de transformação.

Já entre os setores importadores, houve queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%) na agropecuária, retração de US$ 0,45 bilhão (21,9%) na indústria extrativa e redução de US$ 2,61 bilhões (6,1%) nos produtos da indústria de transformação.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar em queda pressiona soja no Brasil e mantém mercado travado

Publicado

em

Divulgação

 

O mercado brasileiro de soja segue com pouca movimentação, pressionado principalmente pela queda do dólar, que limita a formação de preços e mantém os negócios travados no país

Câmbio mais baixo pesa nas cotações

A desvalorização da moeda americana frente ao real tem sido o principal fator de pressão sobre a soja no Brasil.

Publicidade

Como a commodity é negociada em dólar, o recuo do câmbio reduz a remuneração em reais, impactando diretamente:

Preços pagos ao produtor

Competitividade das exportações

Formação das cotações internas

Mesmo com algum suporte externo, o câmbio mais fraco tem prevalecido no curto prazo.

Publicidade

Mercado segue travado no país

O reflexo direto desse cenário é a baixa liquidez. O mercado apresenta:

Poucos negócios nos portos e no interior

Produtores retraídos, aguardando melhores preços

Tradings mais cautelosas nas compras

Publicidade

Com isso, a comercialização ocorre de forma pontual, sem grande volume negociado.

Chicago não compensa pressão interna

Apesar de leves altas na Bolsa de Chicago, o movimento não tem sido suficiente para impulsionar os preços no Brasil.

Isso porque:

O câmbio tem peso maior na formação do preço interno

Publicidade

Os prêmios seguem sem força para reagir

A combinação mantém o mercado sem direção clara

Produtor resiste a vender

Diante das cotações consideradas pouco atrativas, muitos produtores optam por segurar a soja, o que reduz ainda mais a liquidez.

Esse comportamento contribui para:

Publicidade

Travamento do mercado

Baixo volume de negócios

Estabilidade com viés de baixa nos preços

Tendência ainda é de cautela
No curto prazo, o mercado deve continuar dependente de fatores como:

Movimento do dólar

Publicidade

Comportamento da demanda externa

Oscilações em Chicago

Enquanto não houver melhora no câmbio ou mudança nos fundamentos, a tendência é de mercado lento e com dificuldade de reação.

CenárioRural

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Economia

Etanol hidratado atinge menor preço real desde 2024 no início da safra 2026/27

Publicado

em

Reprodução

A média de preços do etanol hidratado em abril, primeiro mês oficial da safra 2026/27, registrou o menor patamar desde junho de 2024 em termos reais. O dado é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que aponta o avanço da moagem como principal fator para a queda nas cotações.

Neste ano, o ritmo de processamento da cana-de-açúcar foi acelerado pelas condições climáticas, especialmente pelo baixo volume de chuvas, o que ampliou a oferta do biocombustível no mercado. Com mais produto disponível, os preços passaram a sofrer pressão ao longo do mês.

Apesar disso, o comportamento das negociações foi marcado por cautela. Segundo pesquisadores do Cepea, as vendas realizadas pelas usinas ocorreram de forma pontual, envolvendo volumes reduzidos. As distribuidoras, por sua vez, mantiveram-se mais afastadas das compras durante grande parte do período.

Ainda assim, o volume total comercializado apresentou crescimento expressivo. Em São Paulo, as vendas de etanol hidratado pelas usinas aumentaram 75,1% na comparação com março e 24,8% em relação a abril de 2025, refletindo a maior disponibilidade do produto no mercado.

Publicidade

O cenário, no entanto, é de atenção para o setor sucroenergético. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, a combinação de preços mais baixos tanto do etanol quanto do açúcar acende um alerta sobre o desempenho da safra 2026/27 no Centro-Sul do país.

A conjuntura atual evidencia um momento de incerteza, em que o aumento da oferta, aliado à demanda ainda cautelosa, pressiona as margens do setor e exige ajustes estratégicos por parte das usinas ao longo do ciclo produtivo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Economia

Ureia perde sustentação e inicia movimento de queda global

Publicado

em

Imagem: nutrimosaic

Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a dar sinais claros de perda de fôlego, à medida que os preços atingiram níveis cada vez menos sustentáveis do ponto de vista da demanda. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, embora as restrições logísticas no Oriente Médio sigam como um fator estrutural de limitação da oferta, o enfraquecimento do consumo passou a exercer maior influência sobre a dinâmica de preços.

No Brasil, esse movimento já se reflete de forma concreta. Segundo o relatório semanal de fertilizantes, os preços da ureia registram a segunda semana consecutiva de queda, com negócios sendo fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferiores em relação às referências de duas semanas atrás.

Nesse cenário, recuos também foram observados nos Estados Unidos, na China, no Oriente Médio e no Egito, indicando um movimento mais amplo de enfraquecimento das cotações, alinhado a uma demanda global mais fraca.

Conforme compartilha o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, o contexto atual evidencia uma mudança relevante no vetor de formação de preços. “Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior na dinâmica do mercado, pressionando as cotações para baixo após um período de alta intensa”, realça.

Publicidade

Ainda assim, a expectativa é de que eventuais quedas adicionais ocorram de forma limitada no curto prazo. Isso porque os gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por uma parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, seguem restringindo a oferta internacional.

Nesse ambiente, os preços tendem a permanecer relativamente sustentados, mesmo diante de uma demanda mais fraca. Na avaliação de Pernías, o cenário é influenciado por fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas para o produtor e uma postura mais cautelosa por parte dos compradores, que têm evitado avançar em novas aquisições diante das incertezas do mercado.

Com StoneX

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Tendência