Economia
Mato Grosso alcança marca histórica e mantém liderança nacional em soja, milho e algodão

Divulgação
Poucos estados conseguem liderar um setor por alguns anos. Mato Grosso faz isso há décadas. Na safra 2025/26, o estado reafirma sua posição como a maior potência agrícola do Brasil ao manter a liderança nacional na produção de soja, milho e algodão, consolidando uma trajetória que atravessa gerações de produtores rurais.
Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que Mato Grosso deverá colher aproximadamente 111,3 milhões de toneladas de grãos e fibras nesta temporada, volume suficiente para manter o estado como o maior produtor agrícola do país e responsável por cerca de 31% de toda a produção nacional.
O resultado reforça a importância estratégica do agronegócio mato-grossense para o abastecimento interno e para as exportações brasileiras.
Estado lidera a produção de soja há 26 safras consecutivas
A soja continua sendo um dos principais símbolos da força agrícola de Mato Grosso.
Na safra 2025/26, o estado alcançou um novo recorde histórico ao produzir 51,6 milhões de toneladas do grão, superando o volume registrado na temporada anterior.
Mais impressionante que o número é a consistência: Mato Grosso ocupa a liderança nacional da soja desde a safra 1999/00, mantendo o posto por 26 safras consecutivas.
O desempenho reflete a combinação de tecnologia, produtividade, pesquisa agrícola e profissionalização do campo, fatores que transformaram o estado em referência mundial na produção de alimentos.
Algodão completa quase três décadas na liderança
Se a soja impressiona, o algodão revela uma história ainda mais longa.
Mato Grosso lidera a produção brasileira de algodão em pluma desde a safra 1997/98, sequência que chega a 29 safras consecutivas.
Ao longo desse período, o estado se transformou em uma das principais referências mundiais da cultura, produzindo uma fibra reconhecida pela qualidade e competitividade nos mercados internacionais.
Mesmo com desafios climáticos enfrentados em diferentes temporadas, a liderança permaneceu intacta.
Milho mantém protagonismo nacional
O milho também reforça a hegemonia mato-grossense.
Desde a safra 2012/13, Mato Grosso ocupa o primeiro lugar no ranking nacional da produção do cereal, posição mantida por 14 safras consecutivas.
Grande parte desse avanço está ligada ao desenvolvimento da segunda safra, conhecida como safrinha, que revolucionou a agricultura brasileira e encontrou no estado condições ideais para crescimento.
Hoje, além de abastecer o mercado interno, o milho produzido em Mato Grosso atende indústrias de etanol, nutrição animal e exportação.
Produção cresce mesmo com desafios climáticos
A safra 2025/26 foi marcada por ajustes climáticos em diferentes regiões produtoras. Ainda assim, Mato Grosso conseguiu ampliar sua área cultivada para 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho mostra a capacidade de adaptação dos produtores e o alto nível tecnológico empregado nas propriedades rurais do estado.
Máquinas modernas, agricultura de precisão, pesquisa genética e manejo avançado permitiram manter elevados índices de produtividade mesmo diante das oscilações climáticas.
Ambiente de negócios impulsiona crescimento
Especialistas apontam que a liderança de Mato Grosso não está ligada apenas às condições naturais favoráveis.
O avanço da infraestrutura, a oferta de crédito, os programas de incentivo e a segurança para investimentos ajudaram a criar um ambiente propício para o crescimento do setor.
Um dos exemplos é o Proalmat, programa estadual voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do algodão, que contribuiu para aumentar a competitividade do segmento e estimular novos investimentos.
Segundo a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Vogel Lisboa, a permanência no topo é resultado de um trabalho construído ao longo dos anos.
“Liderar a produção de algodão por quase 30 anos, de soja por 26 safras consecutivas e de milho há 14 safras não é coincidência. É o resultado de investimentos, planejamento, infraestrutura e confiança do setor produtivo”, destacou.
Mato Grosso segue como motor do agro brasileiro
Mais do que números, os resultados da safra 2025/26 mostram a dimensão da importância de Mato Grosso para a economia nacional.
O estado lidera a produção de alimentos, fibras e energia renovável, movimenta bilhões de reais em exportações e sustenta milhares de empregos diretos e indiretos.
Enquanto novos investimentos chegam ao campo e à agroindústria, Mato Grosso amplia sua posição como principal potência agrícola do Brasil, mantendo uma liderança construída ao longo de décadas e que segue firme mesmo diante dos desafios de cada safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
PIX Parcelado avança e começa a disputar espaço com o cartão de crédito

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro continua evoluindo e ampliando suas funcionalidades. Depois de transformar transferências e pagamentos do dia a dia, o PIX agora avança também sobre um território historicamente dominado pelo cartão de crédito: o parcelamento de compras.
De acordo com a Pesquisa Meios de Pagamento no Brasil 2026, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, 38% dos consumidores já utilizam ou já experimentaram o PIX Parcelado, sinalizando o avanço da ferramenta sobre uma das funções mais tradicionais do crédito no Brasil.
O dado indica que o sistema começa a ganhar relevância também em operações que exigem financiamento da compra, ampliando o papel do PIX no ecossistema de pagamentos.
PIX já domina o cotidiano financeiro
A expansão do PIX Parcelado acontece em um contexto de forte popularização do sistema de pagamentos instantâneos no país. A pesquisa mostra que 80% dos brasileiros já utilizam o PIX, consolidando a ferramenta como o principal meio de pagamento no Brasil.
A adesão ocorre em diferentes tipos de transação. O sistema é amplamente utilizado para:
Transferências pessoais (61%)
Pagamento de contas de consumo, como água e luz (59%)
Compras online (59%)
Pagamentos em supermercados e alimentos (50%)
O uso recorrente também é elevado: 66% dos usuários afirmam utilizar o PIX sempre, evidenciando a centralidade da ferramenta na circulação de dinheiro no país.
Parcelamento é diferencial histórico do cartão de crédito
O avanço do PIX Parcelado ocorre justamente sobre uma das principais vantagens competitivas do cartão de crédito no mercado brasileiro: a possibilidade de dividir pagamentos ao longo do tempo.
Segundo a pesquisa, entre os consumidores que utilizam cartão de crédito, 44% afirmam preferir esse meio justamente pela possibilidade de parcelar compras, além de outros fatores como praticidade (48%), melhor controle de gastos (41%) e prazo para pagamento (38%).
Com a introdução do parcelamento no PIX, surge um novo competidor nesse espaço, oferecendo uma alternativa digital integrada aos aplicativos bancários.
O desenvolvimento de funcionalidades como o PIX Parcelado reflete a rápida evolução do sistema desde sua criação. Inicialmente voltado para transferências instantâneas, o modelo passou a incorporar novos recursos que ampliam seu papel dentro do sistema financeiro.
Entre essas funcionalidades está também o agendamento de pagamentos, já utilizado por 36% dos consumidores, que incorporam o recurso à rotina de organização financeira.
Esse movimento indica que o PIX vem deixando de ser apenas um meio de pagamento para se tornar uma plataforma mais ampla de serviços financeiros.
Impactos para o varejo e para o sistema financeiro
Para o varejo, o avanço do PIX Parcelado pode trazer novas dinâmicas ao processo de pagamento, ampliando as opções disponíveis para o consumidor no momento da compra.
Ao mesmo tempo, a expansão dessa funcionalidade tende a intensificar a competição no mercado de crédito, tradicionalmente dominado pelos cartões.
A tendência é que, à medida que novas soluções sejam incorporadas ao sistema, o PIX continue ampliando sua presença no cotidiano financeiro dos brasileiros, consolidando-se como um dos pilares da digitalização dos pagamentos no país.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
MP do cacau pode gerar perdas de até R$ 222 milhões por ano e acende alerta na cadeia produtiva, aponta estudo

Reprodução/Portal do Agronegócio
A Medida Provisória 1.341/2026, que altera regras de importação de amêndoas de cacau por meio do regime de drawback, pode provocar impactos significativos na cadeia produtiva do cacau no Brasil. Segundo estudo da Ecoa Consultoria Econômica, encomendado pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), as perdas anuais podem chegar a R$ 222 milhões.
O levantamento aponta efeitos negativos sobre o faturamento da indústria, a atividade exportadora e a renda dos produtores rurais, além de aumento da ociosidade das plantas industriais e perda de competitividade internacional.
MP do cacau altera regra do drawback e reduz prazo operacional da indústria
A MP reduz de até 24 meses para apenas 6 meses o prazo das operações de drawback utilizadas pela indústria de moagem de cacau. O mecanismo permite a importação de amêndoas com suspensão de tributos, desde que utilizadas na produção de derivados exportados, como manteiga, licor e pó de cacau.
Na prática, a mudança encurta o tempo de planejamento e execução das operações industriais e comerciais, elevando custos e pressionando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Estudo aponta impacto de R$ 207 milhões na indústria e R$ 21,7 milhões no campo
De acordo com a Ecoa Consultoria Econômica, a medida pode provocar:
- Perda de R$ 207 milhões por ano no faturamento da indústria de processamento
- Redução de R$ 21,7 milhões anuais na receita dos produtores rurais
- Aumento de 10,3% no custo da amêndoa importada utilizada na moagem
O estudo afirma que o aumento de custos reduz a competitividade das exportações e leva à diminuição do volume processado, com impacto direto na demanda por cacau.
Exportações podem cair e ociosidade industrial aumentar
O levantamento também projeta efeitos mais amplos sobre a cadeia produtiva:
- Queda de quase 12% no faturamento das exportações de derivados de cacau
- Redução de R$ 196 milhões por ano nas exportações
- Aumento de 9,1% na ociosidade das plantas industriais
- Impacto negativo de R$ 101 milhões no PIB
- Perda de cerca de 2 mil empregos
- Redução de R$ 9,3 milhões na arrecadação tributária
Segundo o estudo, o efeito combinado de menor competitividade e menor escala produtiva pode superar o possível aumento da demanda por cacau nacional.
Indústria alerta para efeito contrário ao objetivo da MP
Para a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, a medida pode ter impacto oposto ao pretendido.
Ela afirma que, embora o objetivo seja proteger o produtor rural, a redução da competitividade industrial pode diminuir a demanda total por cacau, afetando toda a cadeia.
O estudo reforça que o Brasil não produz volume suficiente para suprir integralmente a demanda da indústria exportadora, o que torna o drawback um instrumento relevante para manter o fluxo produtivo.
Bahia deve concentrar maior impacto regional
Os efeitos da MP também têm forte concentração regional. Ilhéus e Itabuna, principais polos da indústria moageira de cacau no país, podem registrar:
- Quase R$ 24 milhões em perdas no PIB local
- Mais de 300 empregos afetados
- Mais de R$ 9 milhões em redução de salários
As duas cidades concentram cerca de 24% das perdas de PIB estimadas no país, segundo o estudo.
Brasil tem vantagem competitiva na cadeia do cacau, aponta análise
O levantamento destaca que o Brasil possui uma posição estratégica por reunir produção agrícola e capacidade industrial de processamento.
Em 2025, o país exportou quase US$ 600 milhões em derivados de cacau, contra apenas US$ 4 milhões em cacau bruto, evidenciando a importância da agregação de valor.
Para a Ecoa Consultoria Econômica, restrições ao regime de drawback podem enfraquecer esse diferencial competitivo ao reduzir a escala industrial e a capacidade de exportação.
Debate sobre política pública deve considerar efeitos em toda a cadeia
O estudo conclui que políticas voltadas ao setor precisam considerar os impactos integrados entre indústria e produção agrícola.
Segundo a AIPC, o fortalecimento da cadeia depende de aumento de produtividade, assistência técnica, acesso ao crédito e instrumentos de gestão de risco, sem comprometer a competitividade industrial.
A entidade alerta que “não existe produtor forte sem demanda forte”, destacando a interdependência entre produção rural e indústria de processamento no mercado de cacau.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Economia
Copa do Mundo impulsiona consumo e transforma casa em palco de experiências gastronômicas globais

Reprodução/Portal do Agronegócio
A Copa do Mundo vem consolidando uma tendência que vai além do futebol: a transformação dos encontros em casa em experiências gastronômicas temáticas. A prática, que une entretenimento e culinária internacional, tem ganhado força entre consumidores brasileiros que buscam praticidade, sabor e interação durante as partidas.
Nesse cenário, o Supermercados Mundial destaca a ampliação da procura por ingredientes e combinações típicas de países anfitriões e tradicionais do torneio, como Estados Unidos, Canadá e México.
Futebol, gastronomia e experiência: o novo comportamento do consumidor
Assistir aos jogos em casa deixou de ser apenas um momento de torcida. A tendência atual envolve a criação de ambientes temáticos, com cardápios inspirados em diferentes culturas e pratos pensados para compartilhar.
O movimento é impulsionado por três fatores principais:
- busca por experiências mais imersivas em casa
- praticidade na preparação dos alimentos
- valorização de refeições compartilhadas durante eventos esportivos
Com isso, cresce a demanda por petiscos, lanches rápidos e receitas de fácil preparo, especialmente em períodos de jogos e reuniões familiares.
Estados Unidos inspiram o “game day” com clássicos compartilháveis
A cultura norte-americana de acompanhar esportes com snacks e pratos práticos ganha destaque durante a Copa. Entre os itens mais procurados estão hambúrgueres artesanais, buffalo wings e onion rings.
Destaques do cardápio americano:
- hambúrgueres artesanais
- buffalo wings com molho picante
- onion rings crocantes
- batatas carregadas (loaded fries)
- hot dogs e sanduíches quentes
Receita: Loaded Fries estilo americano
- Ingredientes
- 500 g de batata frita
- 150 g de cheddar cremoso
- 100 g de bacon crocante
- cebolinha picada
- sal e páprica a gosto
Modo de preparo
Prepare as batatas até ficarem crocantes. Cubra com cheddar derretido, bacon crocante e finalize com cebolinha e páprica. Sirva imediatamente.
Canadá traz conforto e pratos ideais para dias frios
Com a variação de temperatura durante o período da Copa, receitas mais encorpadas também ganham espaço nas mesas brasileiras. A culinária canadense se destaca pela combinação de simplicidade e conforto.
O prato mais emblemático é a poutine, feita com batatas, queijo e molho quente, ideal para encontros em dias mais frios.
Receita: Poutine canadense simplificada
- Ingredientes
- 500 g de batata frita
- 200 g de muçarela em cubos
- 1 sachê de molho madeira pronto
- pimenta-do-reino a gosto
- cebolinha para finalizar
Modo de preparo
Prepare as batatas até ficarem crocantes. Aqueça o molho. Cubra as batatas com o queijo, adicione o molho quente e finalize com pimenta e cebolinha.
México reforça sabores intensos e pratos para compartilhar
A culinária mexicana também ganha espaço como uma das principais inspirações para os encontros durante os jogos. Com forte presença de cores, temperos e combinações intensas, os pratos são ideais para servir em grupo.
Entre os destaques estão nachos, tacos e guacamole, que se adaptam facilmente a diferentes formatos de reunião.
Receita: Nachos mexicanos gratinados
- Ingredientes
- 1 pacote de nachos
- 150 g de muçarela ralada
- 100 g de carne moída temperada
- 1 tomate picado
- pimenta ou jalapeño a gosto
- guacamole ou creme azedo para acompanhar
Modo de preparo
Monte os nachos em uma travessa, adicione carne e queijo e leve ao forno para gratinar. Finalize com tomate e pimenta. Sirva com guacamole.
Varejo reforça oferta e impulsiona consumo durante a Copa
A movimentação em supermercados acompanha o aumento da demanda por itens práticos e versáteis. Ingredientes como carnes, queijos, molhos, snacks e bebidas têm maior saída no período, impulsionados pelos encontros temáticos.
O Supermercados Mundial destaca que a estratégia está em oferecer variedade para que o consumidor possa montar experiências completas de “game day”, combinando praticidade e criatividade na cozinha.
Experiências gastronômicas ganham força durante a Copa
A Copa do Mundo reforça uma tendência já consolidada no comportamento do consumidor: transformar momentos esportivos em experiências sociais e gastronômicas. Com inspiração internacional e foco na praticidade, os encontros em casa ganham novos formatos e sabores, movimentando também o varejo alimentar no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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